A farra de imoralidades com o dinheiro público parece não ter fim. Nem exemplos positivos de gestão dos recursos públicos, como a do atual Governo da Paraíba, pautada por equilíbrio fiscal e investimentos, parecem nos dar esperança suficiente para acreditar em uma mudança generalizada de atitude e consciência dos gestores.

O último exemplo negativo vem do município de Guarabira, cidade que fica a 98 km de distância da capital João Pessoa e é gerida pelo tucano Zenóbio Toscano. Importante cidade do Estado, recebe anualmente a “Festa da Luz”. Sem dúvidas, um dos eventos culturais mais importantes do calendário estadual que leva dezenas de milhares de pessoas às ruas da cidade, movimentando a economia local.

Porém, a edição desse vem sendo criticada, com razão, por gastar com apenas um artista, Wesley Safadão, mais de 300 mil reais. Outros artistas anunciados para a edição de 2018 dos festejos são Gusttavo Lima e Léo Santana, o que deve encarecer, com apenas esses três artistas, em mais de meio milhão de reais.

Somando gasto com iluminação, som, montagem de palco e estruturas e recursos humanos, a cidade deverá desembolar em torno R$ 1 milhão para quatro dias de festas. De acordo com o Sagres, a folha inteira de servidores custa quase R$ 4 milhões para os cofres do município. Portanto, os recursos investidos na Festa da Luz daria para ¼ de uma folha salarial.

Parece pouco, mas em 2017 o custeio do Governo Federal para estados e municípios reduziu drasticamente e a previsão para 2018 não é animadora. Como resultado, cidades importantes como Campina Grande já atrasam salários e benefícios como 13°. Porém, equilíbrio fiscal ou remanejamento de recursos para áreas mais importantes não parece ser a tônica dos gestores das cidades na Paraíba.

Entretanto, o mais imoral sobre a Festa da Luz ainda está por vir. Apesar de ser viabilizada e paga pelo dinheiro de todos os contribuintes de Guarabira, a Festa da Luz, que é realizada no Parque de Eventos Poeta Ronaldo Cunha Lima, conta com camarotes caros que a elitizam e criam uma separação entre a “elite” da cidade e o povão.

É isso mesmo. Quem não tiver dinheiro para os camarotes, ou apadrinhamento de políticos que ganham indulgências da Prefeitura, terá que ficar longe dos palcos, disputando espaço para uma visão melhor dos venerados artistas. É a privatização de uma festa pública paga com recursos públicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: diegolima + REDAÇÃO