No seu sentido mais popular, lógica é aquilo que faz sentido, que tem relação estreita e direta com a verdade!

Pois bem, quando escolhemos um governador o fazemos porque entendemos que ele é a pessoa certa para governar. Lógico!

Se escolhemos a pessoa certa para o executivo e sabemos que para governar ela necessita de apoio parlamentar na Assembleia Legislativa, o que devemos fazer? Eleger deputados comprometidos política e administrativamente com nosso governante. Lógico!

Mas além de necessitar de apoio parlamentar na Assembleia, o governador também necessita, para poder cumprir seus compromissos com a sociedade que lhe delegou o mandato, do apoio do Presidente da República, o que significa dizer, do apoio da União, do apoio do governo federal. Lógico!

Ora, nesse sentido, eleger um Governador de Estado da uma tendência político/partidária e concomitantemente um Presidente da República de outra tendência, é condenar o primeiro ao fracasso administrativo, infelizmente. Lógico!

E como ninguém mora na União, e sim nos Municípios e Estados, essas escolhas desconexas, quando ocorrem, prejudicam a todos, inclusive os que as fazem. Lógico!

A Paraíba nestes dois últimos anos da administração Ricardo Coutinho foi e continua sendo vítima de perseguição política do Presidente Michel Temer, simplesmente porque o governador paraibano tem uma opção política diferente da dele. Empréstimos a que o Estado tem direito pelo seu equilíbrio fiscal comprovado, já aprovados pela ALPB, não saem do papel em Brasília, porque Temer não gosta de Coutinho. Lógico! Infelizmente!

Daí a necessidade do eleitor se conectar com a lógica eleitoral.

Se moramos nos Estados e votamos porque acreditamos numa vida melhor com nossas escolhas, seria ilógico não fazer a conexão político/partidária entre Estado e União. Ou seja, seria dificultar e até impedir que quem escolhemos para governar o Estado o faça apropriadamente, ante nossa escolha a nível presidencial.

Se há alguém que ache isso correto, é bom avisá-lo que o seu achar está prejudicando a ele próprio. Porque quem ele escolheu para governar o seu Estado, onde mora e vive, está sendo dificultado em sua tarefa pela sua escolha a nível federal. E isso lhe diz respeito. Lógico!

 

*Fernando Caldeira