Com um impacto próximo a R$ 6 bilhões – pelo efeito cascata – o aumento aprovado pelo Senado para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é um soco no governo de transição de Jair Bolsonaro. A situação do chamado “ajuste das contas públicas” deu um salto no abismo e a equipe econômica liderada por Paulo Guedes – que queria dar uma prensa no Congresso – terá de se debruçar sobre novos estudos, sob pena de iniciar o governo debaixo de pressão extrema.

A reportagem do jornal Valor desenha o turbulento início de governo no horizonte de Guedes e Bolsonaro: “outro problema é para o governo que assumirá em janeiro. O presidente eleito Jair Bolsonaro e seu braço direito na economia, Paulo Guedes, já defenderam a aprovação de pelo menos parte da reforma da Previdência de Michel Temer neste ano. A decisão do Senado, contudo, mostra que esse desejo parece mais uma ‘missão impossível’.”.

E acrescenta: “é verdade que a partir do ano que vem a renovação da Câmara e do Senado podem apontar para outra direção. Mas É verdade também que o perfil que parece ter emergido das urnas, pelo menos até o momento, está mais preocupado com questões morais e comportamentais do que em patrocinar o programa liberal e de redução do Estado defendido abertamente por Bolsonaro e Guedes no período da campanha”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: brasil247 + REDAÇÃO