PONTO DE VISTA

PALAVRA DE JURISTA

Ante o turbilhão de informações e acontecimentos advindo da operação Lava Jato, fica difícil posicionar-se claramente sobre sua operacionalidade e isenção político-partidária.

O mesmo vale para uma avaliação do posicionamento do TSE no julgamento da chapa Dilma-Temer.

Assim, lanço mão de uma entrevista do jurista Luiz Flávio Gomes à rádio CBN na última segunda-feira (15), que me parece clara o suficiente e com a qual concordo integralmente.

Tópicos da Entrevista:

Chapa Dilma-Temer/TSE: “Do ponto de vista jurídico não há como não cassar a chapa Dilma-Temer, face o grande número de provas de caixa dois; se o TSE não cassar essa chapa estará dando um tiro em sua cabeça, porque estará se suicidando como instituição e sua credibilidade vai a zero; quanto mais demora o julgamento, mais o governo Temer vai ficando, e não pode ficar, pois do ponto de vista ético, técnico e jurídico não poderia esse governo ficar. São muitas provas de corrupção e caixa dois. O TSE vai cassar!”

Brasil-Corrupção: “Somos uma cleptocracia, um governo de ladrões, onde parlamento, justiça e juízes acobertam a corrupção. Nós eleitores também somos responsáveis pela limpeza, pela faxina, pela assepsia deste sistema político podre, perverso, que rouba 600 milhões por dia, e que isso tudo poderia estar em educação, saúde, etc… .”
– Financiamento de Campanha: “Não pode permitir financiamento empresarial: deu no que deu!”

Seletividade da Lava Jato: “Sim há; indiscutivelmente a Lava Jato joga toda sua energia em cima do PT, ainda que muitos outros partidos estejam envolvidos. Os velhos caciques estão todos envolvidos, a exemplo de Serra, Aécio, Alckmin, Temer, Jucá, Renan, Sarney, Lobão… . Se recebe a pecha de parcialidade você deixa de ser justiça.”

Luiz Flávio Gomes é um jurista brasileiro, fundador da primeira rede de ensino telepresencial da América Latina. É presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do Portal Atualidades do Direito, ao lado de Alice Bianchini. É apresentador da TVAD. Formação: Universidade Complutense de Madrid (2001), Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1989).

S O L T A S

. Ninguém se engane: Denise Oliveira (PSB) é a candidata a deputada estadual da oposição municipal em Cajazeiras. O resto é cortina de fumaça!

. Cortina de fumaça = ‘lança-se um’ para que ninguém peça nada ao efetivo candidato, que só será lançado em 2018. Aguardem!

. É líder inconteste em todo Curimataú; nunca teve contas rejeitadas enquanto prefeito; abre vaga na ALPB e por isso mesmo conta de saída com apoio de 15 deputados estaduais; conhece prefeitos e ex-prefeitos de todo Estado pois dirigiu por muitos anos a Famup. Esse é Buba Germano (PSB), que pode vir a ser o candidato do governador RC a sua sucessão!

. O Prefeito Zé Aldemir (PP) precisa explicar e convencer os cajazeirenses que não houve superfaturamento no carnaval deste ano. A denúncia do vereador Rivelino Martins (PSB) é séria e necessita de explicação.

. Até porque a gestão ZA elegeu-se sob o slogan ‘Pra Fazer do Jeito Certo.’ E a denúncia mostra um jeito errado de gerir a verba pública!

. Neste domingo (21) o vereador Rivelino Martins (PSB) será o entrevistado do TREM DAS ONZE.

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RICARDO FICA NO GOVERNO

Não tenho bola de cristal nem os dons videntes de uma mãe Dinah para afirmar, porém tenho convicção de que o governador Ricardo Coutinho não se desincompatibilizará do cargo.

 

De onde vem minha convicção? Do próprio governante. Em quase todas as falas Coutinho tem deixado claro que, “o importante é o projeto do PSB”, “imperioso é não permitirmos uma volta ao passado”, “retroagir politicamente é destruir o que construímos”, e por aí vão as falas de sua excelência, quando perguntado.

 

Nem mesmo uma possível candidatura à Presidência da República lhe mude a ideia: ”continuar o projeto na PB é mais importante que candidatura ao Planalto”, revelou o mago de Jaguaribe em entrevista a uma emissora de rádio em João Pessoa, nesta terça-feira.

 

Ora, quem abdica de uma candidatura presidencial em nome de um projeto, não faz questão de uma candidatura senatorial! Ricardo quer é assegurar a continuidade do projeto PSB de governar a Paraíba. Mas…, como isso é possível?

 

O primeiro passo, claro, é o governo eleger o seu sucessor. Sem isso, nada feito! E há quem julgue que a permanência da Ricardo a frente da administração fortalece a candidatura situacionista. Ele mesmo transparece pensar dessa forma.

 

Mas isso só não garante a continuidade programática da atual gestão. É preciso eleger um sucessor que não só seja do PSB, como tenha absoluta afinidade com a práxis político/administrativa do atual governador. E aí a coisa complica ainda mais. Afinal, não são muitos os nomes, e os existentes ainda não têm voo próprio na política.

 

E é justamente por isso que Ricardo Coutinho, a meu sentir, não se desincompatibilizará do cargo. É pelas asas da aprovação de sua administração, com ele a frente abanando-as, que RC buscará fazer um nome seu, do colete, o novo governador para dar continuidade a sua política administrativa implantada na PB.

 

Afinal, importante mesmo é manter o projeto do PSB, garante ele!

 

S O L T A S

 

. Toda frota escolar do município de Bernardino Batista (10 ônibus e 1 microônibus) foi vistoriada e aprovada pelo Detran-Pb. Exemplo a ser seguido! ;

 

. Aliás, cada dia mais o prefeito batistense, Gervasio Gomes (PSB), torna-se pré-candidato a deputado estadual;

 

. Dos 15 parlamentares da bancada federal paraibana, 6 estão na lista de devedores ativos da União com débito de 2,4 milhões de reais. São eles: Aguinaldo Ribeiro (PP) Pedro Cunha Lima (PSDB), Benjamin Maranhão (SD), Rômulo Gouveia (PSD) e Wellington Roberto (PR) e José Maranhão (PMDB);

 

. Globo, Veja, Isto É, República de Curitiba e Temer: eis os que fazem Lula crescer todos os dias nas pesquisas. Aliás, vão ajudar a elegê-lo! ;

 

. Marcos Barros, Jucinério Félix e Rivelino Martins têm se destacado na Câmara Municipal de CZ neste início de legislatura.

 

. Domingo tem notícia e informação. Domingo tem TREM DAS ONZE!

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PBPrev: DATA MÁXIMA VENIA

Bacharel em Direito e interessado nas demandas jurídicas, suas origens e consequências, fiz uma auscultação detalhada do voto do relator do caso PBPrev, desembargador Romero Marcelo, onde a coligação do então candidato Cássio Cunha Lima pede a cassação do diploma do governador Ricardo Coutinho por abuso do poder econômico e político na última eleição.

O que alega a acusação é que em 2014, ano eleitoral, a PBPrev teria pago um número exorbitante de beneficiários (aposentados e pensionistas), e que isso teria influenciado no resultado do pleito.

Pois bem, para uma maior compreensão do por que do citado desembargador ter se posicionado pela improcedência do pedido, pincei frases e parágrafos do voto relator que bem denotam a lógica de sua postura:

– “observou-se o interesse público”;

– “não há no caso concreto abuso de poder econômico nem político, visto tal movimentação da PBPrev ter atendido o interesse público”;

– “não houve acréscimo arbitrário de atendimentos e valores, caracterizador de compra de votos”;

– “não houve triagem de beneficiários segundo a inclinação política de cada um, ou seja, a movimentação dos processos não foi condicionada nem direcionada para eleitores específicos”;

– “o pagamento de retroativos integra a rotina administrativa da PBPrev há vários anos anteriores a 2014, e assim continua até o presente sem maiores modificações”;

– “não houve provas de tredestinação dos valores pagos para custeio de campanha eleitoral”;

– “a preterição do interesse público pelo privado não está caracterizados”;

– “não há provas de utilização indevida de recursos públicos”;

– “entre setembro e outubro, antes da eleição de 2014, foram pagos 933 beneficiários da PBPrev, tendo-se sido obtidos os seguintes resultados eleitorais –
1º turno – maioria de 28.388 votos pró Cássio Cunha Lima,
2º turno – maioria de 111.563 votos pró Ricardo Coutinho,
e as diferenças numéricas existentes em ambos os turnos indicam, com segurança, que o número de beneficiários jamais teria qualquer repercussão na normalidade do pleito, ainda que se considere a hipótese de benefício de amigos e familiares”.

Data máxima venia, não me parece que se deva substituir a vontade popular expressa nas urnas de forma tão eloquente quanto com mais de 111 mil votos de maioria, pelo jus esperniandi dos que não lograram êxito no pleito.

Para se respeitar a democracia, imperioso se respeitar a decisão popular num pleito já sobejamente atestado como legítimo e justo.

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CAGEPA: PARAIBANA COMO VOCÊ!

O raciocínio é muito simples: empresa privada existe para dar lucro e empresa pública existe para cumprir função social.

Desta forma, tivéssemos a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) privatizada, muitas dessas pequenas cidades espalhadas pelo Brejo, Curimataú, Seridó, Cariri e Sertão não teriam água encanada e tratada em suas residências. E o motivo é simples: empresa privada existe para dar lucro, lembra-se? E levar água tratada a rincões dos interiores deliberadamente não é algo lucrativo!

O que os paraibanos precisam saber é que sendo uma empresa pública, a Cagepa leva água tratada às residências de praticamente todas as cidades do Estado, ainda que sem ter lucros. A sua lógica é investir o que ganha nas grandes cidades, como João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo, Patos e Cajazeiras, por exemplo, em cidades pequenas onde os investimentos são maiores que as receitas, cumprindo assim sua função social de socializar a distribuição de água potável no Estado.

E isso é bom? Claro que sim. É uma questão de saúde pública, inclusive.

Ao contrário, fosse a Cagepa uma empresa privada, teria ela interesse em levar água tratada a pequenas cidades/localidades? Absolutamente! E não levaria porque o que se arrecadaria com esse fornecimento é inferior aos investimentos feitos para poder fornecer.

Mas, que garantias tem o povo paraibano, verdadeiro e único dono de uma Cagepa pública que, nessa condição, ela consiga subsistir de sua própria atividade sem necessitar onerar os cofres estaduais?

Essa garantia só mesmo o povo pode lhe dar. De que forma? Elegendo governadores comprometidos efetivamente com a boa prática administrativa. Ou seja, governantes que não permitam fazer de empresas públicas verdadeiros cabides de emprego.

Só para que se tenha uma ideia do saneamento administrativo feito na atual gestão Ricardo Coutinho, a Cagepa que antes tinha mais de 500 cargos comissionados, hoje tem aproximadamente 50 destes. E como registrou o atual governador em sua ‘Carta Aberta aos Cidadãos da Paraíba’, “em nosso Estado, em 2016, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, criada em 1966, foi superavitária em R$ 20 milhões; nos últimos seis anos, o Estado – que tem 75% de seu território na região semiárida – aportou R$ 308 milhões em investimentos para obras e projetos da CAGEPA, além de outros investimentos na própria Secretaria de Recursos Hídricos, o que viabilizou a instalação e a operação de mais 1.127 quilômetros de adutoras e uma melhoria significativa no tratamento das águas distribuídas. Tal política permitiu que a Empresa aumentasse em 75% as ligações de redes de esgoto em nosso Estado; atendesse plenamente 219 localidades (195 sedes de municípios e 24 distritos); garantisse que cerca de 70% da população atendida por ela pagasse, pelos serviços prestados, apenas a Tarifa Mínima, e cerca de 100 mil pessoas fossem beneficiadas pela Tarifa Social (congelada em todo o nosso mandato); e que, no ranking de Saneamento Básico das 100 maiores cidades brasileiras, a CAGEPA posicionasse João Pessoa em 1˚ lugar entre as capitais nordestinas e em 9º lugar entre as capitais do Brasil, e Campina Grande como a 18ª cidade no Brasil e a segunda melhor cidade do Nordeste.”

Concluo fazendo minhas as palavras de Ricardo Coutinho na referida carta: “a Paraíba que disse Nego à República Velha vem, mais uma vez, proclamar um Nego à alienação do maior patrimônio que o povo da Paraíba dispõe, a Cagepa.”

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SE ARRASTANDO QUE NEM COBRA PELO CHÃO

Fui tomado de surpresa e emoção ao divisar de dentro de um avião, há 10 mil pés de altura, vindo de Brasília para João Pessoa, a grandiosidade do Rio São Francisco. Na poltrona do meio, vinha lendo um jornal quando uma turbulência me chama a atenção e olho pela janela, sendo presentado. “Olha, é o Rio São Francisco”, exclamei à minha esposa que ia ao lado da janela, entre curioso e emocionado.
Era como um grande fio ziguezagueando aquelas terras áridas que lhe envolviam. Olhava aquilo estupefato porque ganhava das alturas a exata dimensão do “Rio da Integração Nacional.” Por entre a caatinga nordestina lá vinha o rio ‘se arrastando que nem cobre pelo chão.’
O velho Chico, como lhe alcunham, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais e, serpenteando 2.863 quilômetros, atravessa ainda os Estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, desaguando no oceano Atlântico, no município de Piaçabuçu.
Aquilo foi como um filme na minha cabeça: lembrei das secas, dos saques, dos retirantes, dos famintos do interior da Paraíba…, mas lembrei também da chegada das suas águas a Monteiro e brevemente a Cajazeiras. E no filme que começava a projetar no meu cérebro via também dias menos difíceis para quem se acostumou a luta diária no semiárido.
Conforme o avião ganhava distância do velho Chico deixando em mim saudades daquele encontro não programado, não parava mais de sonhar. Via os Boqueirões (Cabaceiras e Piranhas) cheios, Coremas e Mãe D´água cheios e uma Paraíba que agora tinha efetivamente segurança hídrica para descentralizar seu crescimento industrial, reduzindo o êxodo rural para Campina Grande e João Pessoa.
Com a segurança da água sempre presente, via agora desenvolver-se uma agricultura pujante, irrigada, e como nos disse certa vez o então Prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra (PSB), hoje Senador, “as suas terras são três vezes mais ricas que as nossas, e se nós tiramos uma safra ao ano, vocês poderão tirar duas ou três”, afirmou fazendo-nos entender por que, afinal, tanta resistência à transposição do velho Chico para cá.
Foi bom te ver do alto, velho Chico, pra melhor entender a tua grandeza. Agora, com os pés no chão, aguardamos tua chegada pra alegrar o nosso sertão.
S O L T A S
. Se o prefeito Zé Aldemir (PP) não tomar cuidado, sofrerá algumas baixas na sua equipe de auxiliares. Chagas Amaro deve ser o primeiro.
. Um dos auxiliares de Zé me confidenciou que recebe, por mês, um salário mínimo. Isso mesmo, um salário mínimo para ser secretário executivo da prefeitura.
. O prefeito Gervasio Gomes (PSB), de Bernardino Batista, transita fácil pelas hostes do governo estadual e faz uma gestão sem percalços e atropelos. Dizem que GG se prepara para disputar uma cadeira na ALPB ano que vem.
. Outro Gervásio, o Maia, é hoje o candidato in pectoris de Ricardo Coutinho (PSB) à sucedê-lo.
. Comentário de um deputado: “a Operação Andaime ainda vai fazer muito estrago político!”
. Domingo é dia de notícia e informação. Domingo tem TREM DAS ONZE!

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RICARDO COUTINHO: DEFINITIVAMENTE NACIONAL

Queiram ou não, gostem ou não, o governador da Paraíba entra definitivamente para o seleto grupo de políticos de alcance nacional.

Não fosse por suas duas vitórias para a chefia do executivo paraibano com expressivas maiorias sobre nomes até então tido como ‘imbatíveis’, nem por seus altos índices de aceitação popular, ou por ter sido escolhido em pesquisa recente como o mais bem avaliado governador do Brasil, Ricardo Coutinho entre para o rol do políticos de alcance nacional pela manifestação pública deste domingo (19) ocorrida em Monteiro, no Cariri paraibano.

Ao lado de nomes como Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, senadores e deputados de várias partes do país, Ricardo mostrou força popular como poucas vezes ocorreu com um governante paraibano.

Integrante da comitiva que veio ‘inaugurar’ o eixo leste da transposição de águas do Rio São Francisco, desde sua chegada ao aeroporto de Campina Grande, Coutinho foi comemorado, saudado, cumprimentado, elogiado e aplaudido por líderes políticos de alto coturno e pelo povo, nas ruas, numa demonstração de que sua expressão política hoje ultrapassa em muito os limites do Estado que governa.

Ricardo deixou de ser apenas o mais bem votado vereador na história de João Pessoa, o campeão de votos na disputa pela Prefeitura da capital, o mais bem votado deputado estadual em João Pessoa em todos os tempos, e o governador mais bem avaliado no país.

Sua inserção na grande mídia como um governador absolutamente contra o golpe, como um governante de posições firmes e como um chefe de executivo de um Estado com pleno equilíbrio fiscal num momento de profunda turbulência econômica, lhe alça à condição de novo nome nacional das esquerdas.

Forjado nos movimentos estudantis, sociais, sindicais e políticos, Ricardo é cada vez mais levado, por sua própria trajetória ascendente, a assumir o protagonismo político de um dos nomes nordestinos na vida pública brasileira.

Cada vez mais, 2018 é ano de disputa eleitoral para o “Mago”.

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AS VIÚVAS/ASPONES DA “MUDA” EM CZ

Nunca como agora deram tantos sinais de alteração e descontrole emocional as viúvas/aspones que ‘mamavam no peito’ da Prefeitura de Cajazeiras nos períodos carlistas: 2001 à 2008 / 2012 à 2016.

As viúvas/aspones desse período, como em todos os demais, são pessoas geralmente despreparadas intelectual e tecnicamente para o desempenho de funções públicas mas que, pelo exercício constante do puxa-saquismo, no qual são pós doutores, acabam integrando grupelhos político/partidários cujos caciques se veem impelidos a lhes dar ‘sombra’ na “muda”, quer dizer, na Prefeitura.

Mal acostumados com praticamente 12 anos de ‘mamação’ no erário público sem fazer praticamente nada, essas viúvas/aspones não param de chorar a derrota para Zé Aldemir (PP) e, inconformadas (os) com o fim da vida boa que desfrutaram durante bons anos à custa do dinheiro público, continuam a fazer asneiras.

No período em que andavam pelas ruas mais parecendo vistosos pavões, de carros novos e roupas de grife, essas (es) viúvas/aspones só conseguiram fazer empurrar para a lama fétida da incompetência as administrações que pensavam servir! E os prefeitos que lhes deram guarida no guarda chuva municipal nada podiam fazer, vez que aquelas nomeações eram fruto da relação incestuosa que existia entre os governantes e seus financiadores.

Assim, o jeito era suportar os gols contra que essa turma da ‘mamação’ fez aos montes no período em que refestelara-se na teta gorda da ‘muda’! Só Carlos Antônio e Denise podem mensurar o mal que esses ‘assessores’ fizeram aos seus governos durante anos. Certamente que esses mal feitos em muito contribuíram para a derrota recente do carlismo frente a Zé Aldemir que, vacinado e conhecedor da trupe, não lhe dá a menor atenção. No que faz muito bem!

Pois as viúvas/aspones do carlismo continuam a fazer inhaca. Com fofocas e disse-me-disse, espalham a discórdia e semeiam a intriga entre membros do próprio grupo que, já enfraquecido pelo resultado eleitoral, tende a diminuir na proporção inversa do fortalecimento da situação.

Em outras palavras, enquanto essas viúvas/aspones do carlismo estiverem sem freio atuando e produzindo a inhaca que lhes é peculiar, a tendência é a oposição diminuir e a situação se fortalecer.

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DO CÉU AO INFERNO EM 2 ELEIÇÕES

Parafraseando Manoel Gaudêncio, diria que “a política é dinâmica!” A tal ponto que o homem público ou o grupo político pode ir do céu ao inferno em pouco tempo.

No caso de Cajazeiras a dinâmica da política pode alcançar o grupo político que perdeu as eleições municipais, comandado por Carlos Antônio (DEM) e Denise Oliveira (PSB). Por que? Porque foi apeado do poder municipal justamente por um ex-aliado, Zé Aldemir (PP), e porque, se não medir milimetricamente seus próximos passos, pode ir para uma segunda derrota consecutiva, o que na prática decretaria sua extinção.

Trocando em miúdos, o grupo carlista não pode mais errar, não tem mais tempo nem espaço para nova derrota, que seria fatal para seu soerguimento, derrubado que foi do seu reinado de 12 anos (8 Carlos Antônio e 4 Denise).

De tal forma que, nestas eleições 2018, o grupo há que definir bem quem vai apoiar, principalmente para deputado estadual. É bom lembrar que o grupo atualmente tem Jeová Campos (PSB) como seu representante na Assembleia Legislativa.

É bem verdade que Jeová não saiu fortalecido do pleito municipal recém findo mas, ainda assim, detém um mandato que, se bem dirigido, pode e deve alavancar sua recandidatura. Apoiá-lo nessa caminhada é a ordem natural se o grupo pensa e deseja disputar a Prefeitura de Cajazeiras em 2020 com condições de enfrentamento à situação.

Fora dessa tese, há quem defenda uma candidatura da ex-prefeita Denise Oliveira (PSB) para que o comando central do grupo volte a ter um mandato eletivo. Pode até dar certo. Porém, com a derrota municipal de 2016, não resta dúvida de que a bola carlista murchou um bocado. Num possível insucesso, o inferno astral político é certeza.

Como outra opção, fala-se numa candidatura do ex-vice-prefeito Júnior Araújo (PTB). Esta via, porém, nos parecer a mais arriscada de todas. E por vários motivos:

1°) já coloca no escanteio o deputado Jeová Campos que, reeleito ou não, de cara está fora do apoio a uma candidatura do grupo em 2020;

2º) é um nome não digerido pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), depois do apoio de Jr. Araújo à candidatura de Cássio Cunha Lima ao governo do Estado em 2014;

3º) indigesto para Ricardo, o nome do ex-vice-prefeito não conseguirá apoios significativos para a disputa, seja na chapa majoritária, seja de lideranças municipais, como prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, indispostos a se indisporem com o comandante em chefe do jardim girassol; e

4º) enquanto Denise e Jeová já são nomes testados nas urnas e com comprovado lastro eleitoral, Júnior não foi sequer testado como candidato a vereador, sendo uma incógnita nas urnas.

Sendo assim, todo cuidado é pouco na definição a ser tomada. A dinâmica da política poderá levar o carlismo cajazeirense do céu ao inferno em 2 eleições!

S O L T A S

. Perguntar não ofende: o prefeito Zé Aldemir apoia uma possível candidatura Deca a deputado federal?

. O prefeito Gervasio Gomes (PSB-Bernardino Batista), credencia-se com força para disputar uma vaga na ALPB;

. Dizem que tem mais delação premiada a vista na Operação Andaime, em Cajazeiras;

. Não são poucos os secretários executivos da administração Zé Aldemir insatisfeitos. É que os vencimentos, garantiu um deles, são de 900 reais/mês, ou seja, pouco mais que salário mínimo.

. O vereador Jucinério Félix, agora no Pros, diz que seu partido terá candidato majoritário em Cajazeiras na próxima eleição municipal;

. Neste domingo (5) o TREM DAS ONZE faz Debates Populares com Mariana Moreira, padre Francivaldo Albuquerque, José Maria Gurgel, Zé Neto e Fernando Caldeira.

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O MARKETING, OMISSO, DERROTOU DENISE EM CZ

Poucos acreditavam na derrota da prefeita Denise (PSB) e na eleição de Zé Aldemir (PP) para prefeito em Cajazeiras. Mas o fato é que Zé ganhou e Denise foi derrotada. Isso mesmo, Denise foi derrotada, entende? Não foi ela que perdeu, a derrotaram!

Eu explico: dentro das condições financeiras adversas em que gestou Cajazeiras nos últimos quatro anos, pode-se dizer que Denise fez um bom governo. Nada de excepcional, nada de excelente mas…, um bom governo. Um governo que, não fossem fatores externos a ele, muito provavelmente teria sido chancelado novamente nas urnas. Mas…, como diz o poeta, “no meio do caminho havia uma pedra.” Aliás, várias pedras!

Pedras como Júnior Araújo, o vice que queria porque queria continuar vice e criou ‘N’ situações e embaraços políticos que repercutiram negativamente na campanha; pedras como Carlos Antônio que, gravemente chamuscado pela operação Andaime, comandou todo o processo eleitoral situacionista, transferindo para a chapa a sua queimação; pedras como o distanciamento proposital do deputado Jeová Campos (PSB) das decisões de campanha; pedras enfim como o marketing que, feito por equipe de fora e que portanto não tinha intimidade com a coisas da cidade, atuou sem conectar ações e repercussões, ocasionando “fogo amigo” e “tiros no próprio pé!”

Foi, assim, a destruição de um bom ‘produto’ pelo próprio time, que colocava suas pretensões futuras acima da realidade atual. Esqueceram-se de que aquelas pretensões só fariam sentido com a reeleição de Denise. E como acharam que isso eram favas contadas, ancoraram seus desejos vindouros na chapa e ajudaram-na afundar.

Como ao marketing compete estimular as técnicas que visam tornar um candidato a cargo público conhecido e aceito no período eleitoral, através de suas propostas e projetos, a ele, omisso, imputo grande parte da responsabilidade pela derrota de Denise, que nem poderia ficar a reboque dos “mi mi mis” de Júnior Araújo, nem ser alcançada pelas labaredas da Andaime que de há muito chapiscam Carlos Antônio e cia.

De tal monta foi a incompetência do marketing situacionista na campanha cajazeirense que, dizem, quatro dias antes da eleição o governador Ricardo Coutinho (PSB) já era sabedor da provável derrota, fruto da incompetência, da arrogância e dos mi, mi, mis.

 

S O L T A S

 

. Bernardino Batista e Joca Claudino pagaram janeiro dentro do mês trabalhado;

. O mesmo STF que impediu Lula de ser ministro de Dilma alegando ‘desvio de finalidade’ é o mesmo STF que permite Moreira Franco ser ministro com foro privilegiado, ainda que citado “N” vezes nas delações da Odebrecht;

. Gervásio Maia, Raimundo Lira e João Azevedo, são os três nomes citados pelo governador RC para a disputa do Gov. PB em 2108;

. Luciano Cartaxo, Cássio Cunha Lima e Zé Maranhão são os nomes da oposição disponíveis para o embate eleitoral vindouro na PB;

. Quanto mais o STF julga, menos creio na justiça!

. Neste domingo (19) o Presidente da Câmara Municipal de CZ, Marcos Barros (PSB), é o entrevistado do TREM DAS ONZE (www.fernandocaldeira.com.br)

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PB: EXEMPLO QUE SE DESTACA

Lembro-me bem do então governador Cássio Cunha Lima (PSDB) bradando em entrevistas que “não está escrito em lugar nenhum que a Paraíba precisa ser pobre, pequena, acanhada…”, muito embora éramos exatamente aquilo, naquele instante!

E em que pese o então governador não ter conseguido fazer com que o Estado avançasse mais do que na expressão por ele verbalizada, o ‘galo de Campina’ tinha razão: não há lei, nem regra, nem estatuto, nem nada que nos imponha pobreza, pequenez e acanhamento, senão a nossa própria letargia no agir político-administrativamente.

Hoje a Paraíba deixou de ser aquela ‘prima pobre, pequena e acanhada do Nordeste do país’ para ser notícia nacional. É que enquanto Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio Grande do Sul, principalmente, convivem com realidades de motins em prisões, servidores em greve por atraso salarial, hospitais fechados ou sem médicos ou medicamentos, etc…, por aqui a realidade é outra. Não que estejamos no paraíso ou sejamos uma ilha de excelência. Não! Mas nesse mar revolto que grande parte do Brasil vive hoje, o ‘barco Paraíba’ navega em águas calmas e seguras.

E não pensem vocês que o mar em que navegamos é diferente dos demais. Não, é o mesmo mar! Acontece, porém, que o timoneiro do nosso barco ajustou as velas e aprumou o leme antes que a tempestade chegasse.

E como tudo que exige esforço e dedicação extra, o ajuste das velas e o aprumo do leme do barco custou, de início, ranger de dentes e olhares de reprovação. Agora, com a tempestade no seu ápice, vê-se quanto foram providenciais as medidas adotadas pelo capitão de nossa embarcação!

Leio no O Globo, esta semana, que “A Paraíba foi o estado do Nordeste menos impactado pela crise econômica nacional nos últimos dois anos, conforme pesquisa da Consultoria Tendências.” Lá também diz que a Paraíba é um dos oito Estados que conseguiram manter superávit primário.

Como diz Ricardo Coutinho, não foi fácil e o custo é altíssimo, mas para governar bem e para todos é preciso ter coragem de fazer a coisa certa, o que nem sempre é o que, de imediato, mais agrada.

S O L T A S

. O senador suplente e empresário Deca está decidido a disputar um mandato eletivo em 2018. E já avisou: suplência nunca mais!

. Ricardo Coutinho não decidiu ainda se será ou não candidato ao Senado em 2018. Pelo menos diz que ainda não!

. O senador Raimundo Lira (PMDB) recebeu uma rasteira do seu partido na disputa pela presidência da CCJ, no Senado. Tem convites para filiar-se em outros partidos.

. O deputado estadual Jeová Campos (PSB) anda ressentido com a desatenção política que lhe tem sido dispensada.

. Passarinho bem informado me disse que três ex-prefeitos da grande Cajazeiras serão presos pela PF.

. Neste domingo (12) o Trem das Onze entrevista a prefeita de Joca Claudino, Jordhana Lopes (PTB).

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Transposição: o povo sabe quem fez

Critiquei Lula quando as obras atrasavam.

Critiquei Dilma quando as obras atrasavam.

Mas, verdade seja dita: elas só atrasaram porque alguém as tirou do papel e tornaram-nas realidade!

E os que fizeram a transposição do São Francisco ser hoje uma realidade iminente não foram os que hoje posam em fotos ao seu lado, sorridentes e alegres.

Por mais que se utilize as mídias sociais e se compre espaços na mídia tradicional, os brasileiros e os nordestinos, em especial, reconhecem nas figuras de Lula e Dilma os verdadeiros enfrentantes de sua realização.

Dos 37 presidentes que o Brasil teve até hoje, só Lula, um operário nordestino retirante da seca, foi quem efetivamente destinou recursos, aprovou projeto, enfrentou lutas e colocou o exército para começar e tocar a transposição!

Hoje, com 90% concluída, muitos são os que querem tirar uma casquinha do que é o primeiro grande passo para um semiárido desenvolvido.

A interligação de bacias do São Francisco, como tecnicamente lhe chamam os engenheiros, é fruto da determinação de alguém que efetivamente governou para os pobres do Nordeste, desvalidos de tudo, até de água! Não fosse por ser um deles, retirante, mas por compreender que governar é olhar o todo, inclusive os que nunca tinham sido vistos.

Como disse um dia o paraibano e estadista José Américo de Almeida, “ver bem, não é ver tudo: é ver o que os outros não vêem.”

Tirem fotos, posem de bons moços, discursem no parlamento…, façam o que quiserem, mas a transposição o povo sabe quem fez!

 

S O L T A S

. “O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.” (Platão)

. Justino, o delator, afirma que o ex-pref. Carlos Antônio “é o chefe da organização criminosa instalada em Cajazeiras.”

. O FPM das prefeituras teve pequeno aumento em janeiro (3,05%).

. Registre-se, por justo, o empenho do deputado Jeová Campos (PSB) junto ao governo federal, pela retomada das obras do eixo norte da transposição.

. Também por justo, registre-se o empenho efetivo do governador Ricardo Coutinho (PSB) e do senador Raimundo Lira (PMDB) pela tomada d´água que será criada da transposição para o Rio Piancó.

. “Não vai ficar pedra sobre pedra” (Teori Zavascki).

. Domingo tem DEBATES POPULARES com Mariana Moreira, José Maria Gurgel, Padre Francivaldo Nascimento, Fernando Caldeira e José Neto. 11h, no Trem das Onze.

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DECA, O FEDERAL DE ZÉ ALDEMIR?

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Passada a eleição municipal, como de sempre, todos já estão de olho na eleição estadual de 2018, quando os paraibanos elegerão seu novo Governador(a), dois Senadores ou Senadoras, e 36 deputados(as) estaduais e 12 federais, caso não haja a prorrogação dos atuais mandatos até 2020, como desejam alguns.

Tendo eleição em 2018 e particularizando essa disputa em Cajazeiras, no caso específico de deputado federal, cabe uma pergunta: o prefeito eleito Zé Aldemir apoia a possibilidade de uma candidatura Deca à Câmara Federal? Digo Deca porque, sem dúvida, é o conterrâneo com maior envergadura estrutural para enfrentar uma disputa dessas.

Como senador, Deca esteve recentemente no palanque apoiando a candidatura Aldemir a prefeito e, muito provavelmente, deve tê-la apoiado também em termos materiais. Além disso, Deca é o suplente do senador Cássio Cunha Lima, amigo de Zé, e de quem, por certo, receberá total solidariedade numa disputa por uma vaga na Câmara Federal. Afora isso, Cajazeiras e região se ressentem, de há muito, de um nome vinculado as suas raízes como seu representante na Câmara Baixa do Congresso Nacional. Precisamos de um “novo Edme Tavares”, já pontuei!

Então: Zé Aldemir apoia ou não apoia uma candidatura de Deca? O prefeito eleito de Cajazeiras apoia ou não apoia o nascimento de uma candidatura legitimamente cajazeirense e sertaneja para nos representar em Brasília?

Não vejo como Zé possa negar, a uma Cajazeiras que acaba de lhe dar um mandato representativo, a vontade que tem de ter novamente um dos seus lhe representando na capital federal. O próprio Aldemir foi por um mandato deputado federal e sabe da importância estratégica para a cidade e região de alguém a elas vinculado na Câmara dos Deputados.

Quero crer que a confiança que a cidade depositou em Zé Aldemir nas urnas vá ser retribuída com um prefeito comprometido com uma candidatura nata da terra, de Cajazeiras.

Se ainda há dúvida quanto ao desejo de um “novo Edme Tavares”, basta lembrar que na eleição de 2014 Gobira obteve, pelo PSOL, 48.175 votos.

 

S O L T A S

 

. A indicação da médica Paula Meireles para a pasta da saúde é um bom início e indício de mudanças no trato com o setor, em Cajazeiras.

. A disputa pela mesa diretora da Câmara Municipal de Cajazeiras tá pegando fogo. Presidência da casa, secretarias municipais e até a Central de Marcação de Exames teriam sido ofertadas em troca de votos. Marcos Barros e Neguin do Mondrian disputam a presidência!

. Cresce como fogo de monturo em Brasília e todo território nacional o apoio pela prorrogação dos atuais mandatos para 2020, com eleições gerais para mandato de 5 anos.

. O nome do deputado estadual Gervásio Maia Filho é o mais falado no PSB para disputar a sucessão do governador Ricardo Coutinho, caso haja eleição em 2018.
. Dos doze deputados federais da PB, apenas Luiz Couto (PT) votou contra a PEC 241.

. Neste domingo (16) o Trem das Onze entrevista o vereador eleito Rivelino Martins (PSB).

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ANALISE PROPOSTAS

Política

* FERNANDO CALDEIRA

A partir de hoje, por um bom tempo, você será alcançado pela propaganda eleitoral de rádio e TV. A rigor, esse espaço se destina a que os candidatos apresentem suas propostas administrativas e políticas para gerir os municípios pelos próximos quatro anos.

É uma excelente oportunidade para que o eleitor verifique as intenções, a sinceridade, a lógica, a exequibilidade e a oportunidade do que ‘prometem’ os candidatos.

Afinal de contas, ‘prometer’ qualquer um ’promete’. Cumprir o que foi prometido, é que são elas, já diz o ditado! Um candidato pode prometer uma feira mensal de R$500,00 a todo habitante do município, não pode? Mas há sinceridade, há lógica, há exequibilidade, é oportuno tal compromisso?

Não é tão difícil encontrar parâmetros que nos coloquem diante do candidato ideal para votar. Porque além das propostas e dos compromissos assumidos, os candidatos têm uma vida vivida na comunidade que muito bem pode servir, também, como parâmetro de avaliação.

O que não serve é votar aleatoriamente, por amizade, por favor prestado, por ajuda…, etc. O voto é a arma sagrada do eleitor para definir um gestor que atenda minimamente nossas expectativas.

Se o que você espera de um prefeito é uma cidade iluminada, uma cidade limpa, com postos de saúde funcionando com médicos e medicamentos, com escolas bem estruturadas e merenda de qualidade, escolha um que mais compromissos com isso assuma.

Mas se você que um prefeito populista, bonachão, que sorri pra tudo e todos, dá tapinha nas costas, toma cachaça no balcão da budega, canta e dança forró, tudo bem, procure um que se aproxime do que desejas.

O importante é escolher sabendo o que está escolhendo. O importante é não ‘comprar gato por lebre.’ E para isso, o chamado “guia eleitoral de rádio e tv” pode ajudar muito. Claro que nele se pode mentir mas, aí é que entra a análise subjetiva de cada um de nós, como no caso da promessa de feira mensal de R$ 500,00 reais a todo habitante do município.

Você votaria em quem prometesse isso ou algo tão absurdo quanto?

Se sim, procure um psicólogo e/ou um psicanalista. Você tem problemas neurológicos!

S O L T A S

. Não pegou bem a coligação do candidato Zé Aldemir entrar com dois pedidos de impugnação da candidatura Denise Oliveira em menos de uma semana de campanha!

. O comentário é que, temerosa das urnas, a coligação de Zé já começa a apelar para o tapetão. Dá entender que não tem gás para a disputa!

. Os três senadores da Paraíba (Cássio, Maranhão e Lira) estarão cavando a própria sepultura em termos políticos ao votarem favorável ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

. Basta lembrar que praticamente 80% do eleitorado paraibano votou em Dilma para ela governar o país os quatro anos do mandato.

. Neste domingo (28) o Trem das Onze entrevista o cantor e compositor cajazeirense Jocélio Amaro.

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AVE DJACY BRASILEIRO

Seca nordestina

Os maiores reservatórios d´água da Paraíba estão com níveis muito baixos antes nunca registrados. Em média, 7% de suas capacidades. É o caso de Boqueirão de Cabaceiras (Cabaceiras), Coremas/Mãe D´água (Coremas) e Boqueirão de Piranhas (Cajazeiras).

Mas a Paraíba não está só nessa: Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte lhe fazem companhia nessa lista do horror da estiagem.

O fato é que, se não chover no ‘inverno’ de 2017, estaremos diante de uma catástrofe de dimensões milionárias. Isso, já prevendo que a conclusão das obras de transposição do São Francisco atrase ainda mais. Afinal, são 12 milhões de nordestinos dependentes das chuvas do céu ou das águas do velho Chico. Se, tragicamente, nenhuma delas ‘der as caras’ por aqui, poderemos presenciar o maior deslocamento humano regional na face da terra nos últimos tempos.

Mas, em tempos de olimpíadas do Rio e início de campanha eleitoral nos municípios, parece não termos ninguém preocupado com a estiagem e a escassez d´água nesses Estados. Na Paraíba, para sermos exatos, não mais que o Governador Ricardo Coutinho, o deputado estadual Jeová Campos e o padre Djacy Brasileiro têm se preocupado com esse tema. No mais, é um silêncio sepulcral sobre o que pode vir a se tornar, muito em breve, uma catástrofe, como disse. Pior que, aí novamente, a Paraíba não está só! Em Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, pelo que sei, o silêncio é o mesmo. Só olimpíadas do Rio e campanhas para prefeito!

O triste é descobrir que esses quatro Estados mais afetados da região, somados, detém uma bancada federal de 79 congressistas. Isso nada tem a ver com as chuvas do céu, é verdade, mas deveria ter, e muito, com o atraso e paralisação das obras da transposição do São Francisco. Afinal de contas, se 67 deputados federais e 12 senadores trabalhassem pra valer em Brasília pressionando pelo aceleramento da transposição, com certeza teríamos água do velho Chico antes do final do ano. Mas, olimpíadas do Rio e eleições municipais, pelo que vemos, são mais, muito mais importantes que o abastecimento d´água humano.

E se é assim, Ave Djacy! Ave Djacy Brasileiro, o padre do sertão paraibano que, preocupado com seus fiéis mais que os deputados e senadores com seus eleitores, já fala em acampar em Brasília para protestar contra o atraso e paralisação das obras de transposição.

E olhe que quando padre Djacy diz que vai, vai mesmo! Já o fez em anos passados postando uma cruz de latas d´água vazia defronte ao Palácio do Planalto pedindo o início das obras. Agora, promete ir pedindo pela sua conclusão. Sua presença na capital federal será a presença de milhões de nordestinos que, sabe ele, entra ano, sai ano, têm que conviver quando não com a escassez d´água, com a eterna expectativa das chuvas.

Enquanto isso, “nossos” deputados e senadores só pensam em olimpíadas do Rio e nas eleições municipais. Triste realidade.

Ave Djacy Brasileiro!

 

S O L T A S

 

. Trinta e cinco senadores que vão votar no impeachment da Presidenta Dilma Rousseff estão na lista da Odebrecht. Outros tantos estão senador sem terem obtido um voto sequer, suplentes que eram. Essa gente tem moral para afastar alguém que o povo elegeu? Sinceramente!

. Há mais de ano o senador Lira anunciou o início da duplicação da BR-230 de Campina Grande para o sertão. Até agora, nada! Mais recentemente, o mesmo Lira anunciava a triplicação da BR-230 de Cabedelo para João Pessoa. Esta semana foi o senador Cássio quem fez o mesmo anúncio. Não demora, o senador Maranhão também o fará. É a velha política!

. Que as eleições não sejam mais simplesmente um Fla X Flu. Que antes das paixões e vinculações de toda ordem, o voto seja resultado das observações das propostas e programas de cada candidato. Sem isso, o voto não tem razão de ser!
. Confirmado: o Governador Ricardo Coutinho inaugura a Escola Técnica de Cajazeiras em setembro.

. Neste domingo (21) o Trem das Onze entrevista o padre Djacy Brasileiro, o Padre de Transposição!

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EIS MANUEL JÚNIOR!

* Fernando Caldeira

Manuel Júnior 1

Num dia estava ele a afirmar que o governo da Presidenta Dilma Rousseff tinha que sofrer o impeachment porque era corrupto. Dias após, sondado para assumir o Ministério da Saúde, na cota do PMDB, desdisse completamente o que havia dito, afirmando ter sido mal interpretado. Eis o deputado federal Manoel Alves da Silva Júnior, mais conhecido por Manoel Júnior, que já transitou partidariamente pelo PSB, PSDB e agora está no PMDB!

Manuel Júnior 2

Mas…, por que estou falando nisso?

Ora, há um ditado popular que diz que “quem faz um cesto, faz um cento”, não é? Ou seja, quem faz uma vez, faz duas, três… . Pois bem, o deputado de Pedras de Fogo fez uma vez com Dilma e agora faz com o PMDB, de quem até há pouco era candidato a prefeito de João Pessoa!

Ontem, Manuel Júnior dizia que “o povo de João Pessoa é extremamente politizado e a população está cansada de tantos desmandos de um prefeito que não conseguiu governar o município adequadamente e agora quer mais quatro anos para tentar fazer alguma coisa.” (MAISPB 25/01/2016)

Ontem, Manuel Júnior dizia que “Cartaxo vive de propaganda vã, vil. No guia eleitoral fez promessas de véspera de eleição apenas para capturar votos, mas não executa nada do que prometeu.” (PB HOJE 26/01/2016)

Manuel Júnior 3

Ontem, Manuel Júnior dizia que “a CPI da Lagoa é caso de polícia.” (PARAIBA.COM.BR 08/04/2016)

Ontem, Manuel Júnior dizia que “Cartaxo não consegue executar as obras, simplesmente por falta de aptidão de governar, por falta de gerir.” (PARAIBAONLINE 13/05/2016)

Mas…, isso foi ontem, porque hoje, ao declinar de sua candidatura a prefeito, Manuel Júnior anunciou seu apoio a quem? A quem? A quem? A Luciano Cartaxo!!!!

Sim, isso mesmo, Luciano Cartaxo! O mesmo Cartaxo dos desmandos (MAISPB 25/01/2016), o mesmo Cartaxo da propaganda vâ e vil (PB HOJE 26/01/2016), o mesmo Cartaxo em que a CPI da Lagoa é caso de polícia (PB HOJE 26/01/2016), o mesmo Cartaxo inepto para governar (PARAIBAONLINE 13/05/2016)!

Eis Manuel Júnior, o amigo que nega Eduardo Cunha, o ex-quase inimigo que agora abraça Cássio, e o ex-ácido crítico que agora enaltece Cartaxo!

Ei-lo!

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ANÍSIO, TRÓCOLLI, ANASTÁCIO, JEOVÁ E A BANCADA FEDERAL

Bancada Federal Pb 1

Senadores PB

Esses quatro deputados estaduais da Paraíba têm mais coisas em comum do que possa parecer.

Primeiro, todos já foram parlamentares de oposição. Segundo, todos hoje são parlamentares de situação. Terceiro, todos esposam o mesmo sentimento em relação a atuação da bancada federal paraibana no Congresso Nacional.

Essa constatação se deu por ocasião de alguns acontecimentos: a audiência pública da Zona Franca do Semiárido, em Cajazeiras, a audiência da Frente Parlamentar da Água, em Brasília, com o então Ministro da Integração, Gilberto Occhi, entre outros, onde quase nunca os srs parlamentares aparecem.

Tanto num quanto noutro, o que se viu foi a pífia participação de deputados federais e senadores paraibanos, a quem estão afeitos tais assuntos. Ou seja, por que representantes do povo paraibano em Brasília deram pouquíssima importância a temas tão importantes para a vida e o desenvolvimento do Estado?

Cada um daqueles deputados, título deste artigo, manifestaram-se em relação a isso. Anísio Maia, do PT, foi duro: “nossa bancada federal é muda e só quer autopromoção.” Já Trócolli Júnior, do PMDB, também não deixou por menos: “a bancada federal é desunida.” Frei Anastácio disse que “essa bancada só pensa em si própria.” Por fim, Jeová Campos, do PSB, externou sua observação crítica: “nossa bancada federal precisa acordar.”

Muda, desunida, introspectiva e sonolenta. Assim é a bancada de 15 parlamentares federais, 12 deputados e 3 senadores, que representa os paraibanos em Brasília, na visão de Anísio, Trócolli, Anastácio e Jeová.

Mas erra quem imaginar que tal avaliação é exclusiva deles, somente. Não é não. É deles e de mais alguns milhões de paraibanos que se vêm usados eleitoralmente. O sentimento que graça no povão, é de que ele só serve para votar e mais nada. Votou? Pronto, povo agora só daqui há quatro anos.

E lá vão os “nossos representantes” eleitos para Brasília. João Pessoa-Brasília / Brasília-João Pessoa. Plenário, gabinete, comissões, ministérios, Palácio do Planalto, Palácio Jaburú, almoços, jantares, recepções…, Brasília-João Pessoa / João Pessoa-Brasília…, oh vida estressante! E o povo, depois de votar, só assiste.

Duvidam? Façam uma pesquisa e perguntem ao paraibano se ele se sente representado em Brasília? Excetuando-se raríssimas exceções, a grande maioria da bancada federal está distante geográfica e sentimentalmente do povo. Legislam sem ouvi-lo, votam sem consultá-lo e posicionam-se sem considerá-lo. Pior, exercem os mandatos delegados como se dele fossem proprietários e não posseiros.

E assim, muda, desunida, introspectiva e sonolenta, como afirmam Anísio, Trócolli, Anastácio e Jeová, a bancada federal não nos representa.

Infelizmente!
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• Neste domingo (5) o Trem das Onze é DEBATES POPULARES debatendo: 1°) Realização do Xamegão 2016; 2°) A bancada federal da Paraíba.

 

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De caçadores à caça

Ressalvando o princípio constitucional da presunção da inocência, art. 5°, inciso LVII da Constituição Federal: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, todos os paraibanos no Congresso Nacional que condenaram e afastaram a presidenta Dilma Rousseff do cargo por crime de responsabilidade, estão envolvidos em denúncias e/ou respondendo processos junto ao STF ou ao STJ.

José Maranhão recebeu doação de 900 mil reais em sua campanha para o Senado em 2014 do então presidente nacional do PMDB, atual Presidente do Brasil em exercício, Michel Temer, oriundos de duas empreiteiras envolvidas no escândalo da Lava Jato: OAS e Andrade Gutierrez. Cássio Cunha Lima responde no STF por desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral de 2006 e compra de votos, no conhecido escândalo do ‘dinheiro voador’. Raimundo Lira, presidente da comissão especial que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, doou R$ 810 mil em recursos que não haviam sido incluídos em sua declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral em 2009. Doação, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi feita em dinheiro à chapa na qual ele era suplente para o Senado. Aguinaldo Ribeiro é alvo de inquérito na operação Lava Jato e de inquérito que investiga crime na Lei de Licitações. Benjamin Maranhão é réu em ação por formação de quadrilha e alvo de inquérito que investiga crimes na Lei de Licitações. Efraim Filho é alvo de inquérito que investiga crime na Lei de Licitações. Hugo Motta é apontado como suspeito de destinar recursos da verba de representação para empresa que emite notas fiscais frias. Manoel Júnior é citado no relatório final da CPI da Pistolagem, que investigou grupos de extermínio no Nordeste, em 2005. Pedro Cunha Lima teria recebido R$ 1 milhão ilícito de empresas da Lava Jato para utilizar na campanha eleitoral de 2014. Rômulo Gouveia é alvo de ação penal por crime na Lei de Licitações e por captação e gastos ilícitos na campanha de 2014, e é alvo de três ações civis por improbidade administrativa. Veneziano Vital do Rego é réu em ação penal por crimes de responsabilidade e crimes contra Lei de Licitações, alvo de inquéritos no STF. Wilson Santiago Filho teria usado verba indenizatória para gastos do partido e está envolvido em suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Faça o seu juízo!

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FICO COM MÁRIO DE ANDRADE

Tempo

Estou triste como cidadão brasileiro não pelo que aconteceu com a Presidenta Dilma, mas com o que fizeram com a nação! De democrática, passamos à condição de nação bananeira, onde o que vale não são leis, nem regras, nem estatutos…, mas a vontade de uma maioria parlamentar ocasional, ajudada por um judiciário carcomido e uma mídia engajada com o golpe.

Aos golpistas que “venceram” e aos verdadeiros democratas “derrotados” dedico o poema de Mário de Andrade:

O valioso tempo dos maduros

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo
que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”

Mário de Andrade

 

Paraíba do SIM infinitamente diferente e menor que a Paraíba do NEGO

Senadores da PB

Pois é, infelizmente nossos apelos não tiveram ressonância junto a bancada de senadores da PB. Todos os três votaram pelo impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Tomara que seus votos não sirvam para o fim de programas sociais e para a paralisação das obras de transposição do São Francisco.
Que, ao contrário, sirvam para a PB conseguir um ramal da Transnordestina, a conclusão das obras de dragagem do Porto de Cabedelo, a duplicação da BR-230 até Cajazeiras, entre outros.

Por enquanto fica a perplexidade de ver um Cássio Cunha Lima, que teve o pai cassado na ditadura, e também ter sido cassado, agora se prestando a esse péssimo exemplo na democracia; de observar um José Maranhão, também cassado pela ditadura, hoje ser verdugo da soberania popular; e de observar um Raimundo Lira, senador sem ter tido um voto sequer, achar-se no direito de questionar o mandato de alguém com 54 milhões de votos!

A Paraíba do SIM, como se nota, é infinitamente diferente e menor que a Paraíba do NEGO!

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GOLPISTAS, O CONGRESSO E A ELITE DA RAPINA

Bandeira

Não é mais tempo de meias palavras: é golpe!

É golpe baixo, é golpe paraguaio, é golpe midiático, é golpe jurídico, é golpe parlamentar…, é golpe de Estado!

Tudo o que vimos até agora não foi senão encenação, teatro e, muitas das vezes, circo. Sob os holofotes da mídia deputados e senadores se revezam encenando, teatralizando e fazendo palhaçadas para o delírio de uma plateia inconformada como a maioria deles com o resultado das urnas em 2014.

Encerrada a eleição presidencial o PSDB pede auditagem nas urnas em todo o Brasil porque, segundo ele, houve manipulação de dados. Um ano após séria apuração comandada pelo TSE, comprova-se a lisura do resultado: Dilma foi eleita com 54,5 milhões de votos, equivalente a 51,64% dos votos válidos.

Eis o crime da Presidenta Dilma: reeleger-se. Afinal, como DEM e PSDB, principalmente, poderiam tolerar a quarta eleição seguida do Partido dos Trabalhadores (PT)? Como suportar 16 anos de derrotas nas urnas? Era preciso fazer algo. Se as urnas não nos querem, busquemos outra forma de ascender ao poder. Aí surgiu o golpe de Estado que está sendo processado no Brasil neste instante, ferindo de morte o voto e a soberania popular, e portanto a democracia!
Tudo o mais é conversa fiada, conversa pra boi dormir ou história da carochinha.

Como registra Jeferson Miola, integrante do Instituto de Debates, Estudos e Altenativas de Porto Alegre (Idea), “o processo do impeachment não passa de pura farsa processual. Tudo já está decidido de antemão por uma maioria circunstancial que se sobrepõe à Lei e à Constituição para instituir uma cultura perigosa de um Estado governado por maiorias eventuais, e não pelas Leis e pela Constituição.”

Alí, no Congresso Nacional, neste instante, não importam os fatos e a verdade, sejam eles quais forem. O que importa é condenar a Dilma, o Lula, o PT, e golpear a democracia assumindo o poder, ainda que ilegitimamente.

Como registra ainda Miola, “a maioria dos senadores e senadoras já antecipou posicionamento favorável à admissão do processo e, posteriormente, à cassação do mandato da Presidente Dilma; eles não levarão em conta nenhum argumento racional, pois apenas cumprem o rito do crime.”

Isso tudo para satisfazer a elite paulista, como diz Jessé Souza, professor titular de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), “essa elite, cujo símbolo maior é a bela avenida Paulista, que compra a elite intelectual de modo a construir, com o prestígio da ciência, a lorota da corrupção apenas do Estado, tornando invisível a corrupção legal e ilegal do mercado que ela domina; que compra a política via financiamento privado de eleições; e que compra a imprensa e as redes de TV, cujos próprios donos fazem parte da mesma elite da rapina.”

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DESRESPEITARAM SEU VOTO – ASSISTA

Golpistas PB

Os mais de 54 milhões de votos que elegeram a Presidenta Dilma Rousseff foram desrespeitados por deputados que votaram pelo golpe de estado que está sendo perpetrado contra ela.

Na Paraíba, nove deputados contribuíram com esse desrespeito: Hugo Motta (PMDB), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Manoel Júnior (PMDB), Rômulo Gouveia (PSD), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Wilson Filho (PTB), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Aguinaldo Ribeiro (PP).

O que dirão suas excelências aos paraibanos que, na eleição para Presidente, elegeram Dilma com 1 milhão 380 mil 988 votos (64,26%)? Afinal, esses senhores simplesmente rasgaram, queimaram, desconsideraram e desrespeitaram o voto daquele contingente eleitoral pró-Dilma.

Ora, eleitos por quem elegeu a Presidenta da República, é ao eleitor que suas excelências terão que prestar contas. Tanto mais quanto cresce com o passar do tempo o sentimento de que, na verdade, o que os move nessa direção golpista não são as pedaladas fiscais ou decretos presidenciais mas, de um lado, a inconformação com a vitória do PT nas urnas e, de outro, os acordos tramados, urdidos e selados nos escaninhos do Palácio Jaburú!

O que dirão esses deputados? Que fizeram uma correção de rumo porque o povo não sabe votar? Mas como, se foram eleitos pelo mesmo voto dado à Dilma? Que a Presidenta cometeu crime de responsabilidade? O povo já sabe que não é isso.

A única forma de convencer o eleitor da validade ética e moral do gesto golpista e do desrespeito com seu voto, é contar a verdade. Mas, como fazer entender o cidadão que negociar cargos para a esposa, para o pai, para a mãe, para o irmão, para a amante, para o bofe…, enfim para os íntimos, justifica rasgar o voto do povo e dar um pontapé na soberania popular?

Pois foi isso que o que esses senhores fizeram com sorriso aberto nos lábios. Rasgaram seu voto, desconsideraram a vontade das urnas, desprezaram sua escolha e seu desejo, golpearam seu voto, sua escolha e, portanto, a democracia.

Para eles, o eleitor é apenas um figurante e o voto é apenas um detalhe!

Desrespeitaram seu voto!

 

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CAJAZEIRAS: FALTAM OS “VICES”

Júnior e CCL

Se a expectativa até há pouco era pela confirmação de candidaturas a prefeito, Cajazeiras agora fica curiosa pela definição dos ‘vices’.

Poder-se-ia dizer que seja uma coisa natural, visto que estranho seria termos ‘vices’ antes propriamente de termos candidatos a prefeito.

Bem, se isso é verdade, verdade também é que já havia pré-definida a chapa de reeleição da Prefeita Denise Albuquerque (PSB), com o advogado Júnior Araújo, atual vice-prefeito, permanecendo no mesmo posto. Essa, aliás, era a única chapa pré-definida com candidatos a prefeito e vice.

Era, porque não é mais!

De acordo com o deputado estadual Jeová Campos (PSB), há uma fortíssima resistência ao nome do atual vice-prefeito por parte do Governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo aquele parlamentar, foi o próprio Governador que, na sua última ida à Cajazeiras, mês passado, disse a ele e ao ex-prefeito Carlos Antônio (DEM), que gostaria de ser ouvido na escolha do nome do candidato a vice-prefeito de Denise! E, se Ricardo Coutinho diz isso, claro está que não concorda com o que até então estava posto como certa: a candidatura Jr. Araújo.

Na conversa a três, entre Cajazeiras e Bom Jesus, houve ainda uma tentativa de mostrar ao Chefe do Executivo Estadual que Júnior seria o nome ideal para a chapa, mas sem êxito. “Júnior é complicado”, teria revelado o Governador paraibano.

Para quem não se recorda, Jr. Araújo foi cabo eleitoral da campanha do então candidato a Governador pelo PSDB, Cássio Cunha Lima, contra Ricardo, em Cajazeiras. Afora isso, o Governador parece não ter digerido bem as acusações de “perseguidor” com que foi ‘brindado’ em postagem do vice-prefeito no facebook, quando do encerramento do contrato de prestação de serviço de hemodiálise do Hospital Santa Terezinha, da família de sua esposa, junto ao HRC, do Governo do Estado.

De tal forma que, agora, não são só Antônio Gobira (PSOL) e José Aldemir (PP) que ainda não têm candidatos a vice. A pré-candidatura Denise Albuquerque também está órfã e à procura de um novo nome que, parece, já está sendo discutido.

 

S O L T A S

 

. Acolher a sugestão que Ricardo Coutinho pretende dar na composição da chapa da Prefeita Denise é ato de prudência política. Além de ser o Governador do Estado, Ricardo é Governador muitíssimo bem avaliação ‘nas Cajazeiras dos Rolins.’

. Rivelino Martins, Itamar Brasil, Nilson Lopes (Nilsinho), Marcos Barros e José Antônio de Albuquerque, dizem, são alguns dos nomes avaliados para compor a chapa da Prefeita Denise.

. Depois da entrega do Cidade Madura, em Cajazeiras, vêm aí as inaugurações da Escola Técnica Estadual e do Teatro Ica Pires.

. Recapeamento asfáltico de Cajazeiras e asfaltamento da estrada de Boqueirão de Piranhas entraram na agenda do Governador RC.

. O dep. estadual Jutahy Meneses (PRB) foi aliado, depois rompeu, voltou a aliar-se e agora rompeu novamente com o governo Ricardo Coutinho. E justificou: “Não tive nenhum bônus.” Entendeu ou quer que desenhe?

. Neste domingo (10) o TREM DAS ONZE entrevista o padre Djacy Brasileiro.

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PMDB / OAB / PSDB: É UM GOLPE À DEMOCRACIA!

É golpe

“O povo pode até ver a traição como normal na política, mas não perdoa o traidor.”

A afirmação do grande e saudoso brasileiro Leonel de Moura Brizola cai como uma luva para o momento político atual. Mais ainda se for direcionada aos posicionamentos de algumas entidades ante a ofensiva golpista dos derrotados na eleição presidencial de 2014.

Observem bem: o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) desembarcou do governo Dilma com uma reunião de 3 minutos numa votação por aclamação. Ou seja, em 3 minutos o PMDB, no grito, deixou para trás uma aliança que há 13 anos mantinha com os governos petistas.

Ora, quem há 13 anos é aliado, é governo ou não? O PMDB detinha sete ministérios do governo petista e mais algumas centenas de cargos em Brasília e outros milhares pelo Brasil. E agora sai e bate a porta dizendo que não tem nada com a história!

O PMDB suja o seu presente e envergonha o seu passado em figuras proeminentes que nunca fariam parte de um golpe político, como Franco Montoro e Ulisses Guimarães.

E a OAB? Bem, a OAB repetiu a vergonha do passado quando apoiou a quartelada de 1964 e agora apoia o vergonhoso golpe coxinha.

Sob argumentos juridicamente insustentáveis, a OAB mergulha nesse golpe e reascende o debate sobre sua atuação como entidade: “A OAB não tem muita credibilidade há muito tempo. A credibilidade deles, que não têm eleição direta, que não prestam contas como autarquia que eles são, esse roubo do exame da Ordem, com aqueles que não conseguem ter o direito a exercer a profissão pela qual eles prestaram vestibular, exerceram a faculdade e se formaram, a OAB tem uma série de questionamentos. A OAB é um cartel, é um cartel de uma eleição indireta.”

Para quem não sabe, as afirmações acima são do sr. Eduardo Cunha, Presidente da Câmara Federal, coxinha golpista, sujo e melado até a alma, a quem a OAB se alia nesse plano de assalto ao poder.

PMDB, OAB e Eduardo Cunha, quem diria, todos de mãos dadas ao PSDB, também golpista, para apunhalar o meu, o teu, os nossos votos dados nas urnas.

É um golpe à democracia!

S O L T A S

. Veja você como são os políticos, com raras exceções: o ex-senador Vital Filho é ungido Ministro do TCU pelas mãos do governo Dilma.
Com isso, torna-se senador o suplente Raimundo Lira. Pois o irmão de Vital, Veneziano, e o próprio Lira, agora são contra o governo.

. Dos candidatos a prefeito nesta eleições o que se espera são propostas exequíveis. Troca de acusações, sinceramente, já deu!

. Depois do que o PMDB fez com o governo Dilma, o PT de Cajazeiras ainda aceitará aliança com os peemedebistas?

. Interessante: “Por que querem derrubar a única pessoa que não está sendo investigada?” (Gregório Duvivier – ator)

. ‘Aviador ’, é o apelido dado a um importante político da Pb numa lista da construtora Odebrecht. Quem será?

. ‘Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe.’ (Marco Aurélio Mello – Min. STF)

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FORO PRIVILEGIADO?

Brasil olho

“O foro especial não é um privilégio porque ele piora a situação do réu: pessoas não sujeitas ao instituto podem ter três ou até quatro revisões da primeira decisão; aqueles julgados pelo STF não podem recorrer a ninguém.”

A afirmação acima, com a qual concordo, não é de nenhum jurista ou advogado ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), ou a qualquer partido de esquerda no Brasil ligado ao ex-presidente Lula. A afirmação aspeada no primeiro parágrafo é do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Exatamente isso, o Ministro Gilmar Mendes! O mesmo Gilmar Mendes que, há poucos dias, afirmou que a Presidenta Dilma estaria dando um ‘salvo conduto’ a Lula para este safar-se de possível processo pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, nomeando-o Ministro Chefe da Casa Civil.

Ora, há aí, no mínimo, uma contradição enorme. Em seu artigo “A maldição do foro”, publicado em 11/03/2012, que os srs. podem ler clicando no link a seguir (http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-foro-privilegiado-segundo-gilmar-mendes) o Ministro é claro: foro privilegiado não privilegia em nada o réu, vez que este, se condenado, não tem mais a quem recorrer. Diferente do réu de 1ª. instância que pode recorrer à 2ª. instância e, eventualmente, aos Tribunais Superiores.

A Paraíba deve lembrar, por exemplo, do caso do ex-deputado federal Ronaldo Cunha Lima. Ele seria julgado pelo STF por ter atirado no então Governador Tarcísio Burity. Quando aquela corte abriu pauta para julgá-lo, o que fez o poeta? Renunciou ao mandato de deputado federal para justamente perder o tal foro privilegiado e, assim, forçar que seu processo fosse enviado à 1ª. instância, a quem competia a partir de então o julgamento. Julgamento que nunca chegou a ocorrer pelo falecimento de Ronaldo.

Pois bem, foro privilegiado coisa nenhuma! Não há privilégio algum em ser pautado no STF. Assim, caem por terra as alegações de alguns, e explicita-se a incoerência entre o que escreve e o que faz o citado Ministro, de que Lula para o Ministério de Dilma é para livrar-se da “República de Curitiba.”

Claro que não! Como vimos e o próprio Ministro Gilmar Mendes atesta em seu artigo na Folha, foro privilegiado não privilegia réu nenhum.

Acrescente-se, por oportuno, que o ex-presidente Lula não responde a nenhum processo, e portanto não réu em nada!

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OAB, OAB, QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

É golpe

Pincei um trecho do discurso do então Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, em sessão solene na Câmara dos Deputados, por ocasião das comemorações do Dia do Advogado, para introduzir esta reflexão. Dizia o então Presidente: “A Constituição Federal é o elo que nos une. A OAB lutou pelo fim da ditadura, restabelecimento do Congresso e por uma nova Carta Magna, responsável pelo maior período de estabilidade de nossa história. O único partido político da Ordem é a Constituição, e nossa única ideologia é o Estado Democrático de Direito.” Isso foi no dia 11 de agosto de 2015, portanto a menos de um ano.

Sete meses depois a OAB se posiciona frontalmente contrária ao que afirmara seu então Presidente, ano passado, propugnando pelo pedido de impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff, democraticamente eleita em 26 de outubro de 2014 com 54,5 milhões de votos. Três itens embasam o posicionamento da Ordem: 1°) pedaladas fiscais, 2°) renúncia fiscal concedida à Fifa por ocasião da Copa do Mundo no Brasil e, 3°) suposta interferência na Operação Lava Jato.

Data máxima vênia, não dá para levar a sério tais justificativas como motivação para pedir o impedimento de alguém chancelado pelas urnas. Pedaladas fiscais, é bom que se esclareça, sempre foram utilizadas por todos os governos, inclusive estaduais, e nunca a OAB disse nada. Renúncia fiscal na Copa do Mundo 2014? Já lá se vão dois anos e somente agora a OAB fala nisso? Sinceramente! Suposta interferência na Operação Lava Jato? Meu Deus, supor é imaginar, presumir, achar. E nunca pensei que uma organização de operadores do direito julgasse um Presidente da República eleito pelo voto popular por achar, por imaginar, por presumir sua culpa!

Se a ideologia da OAB, como dizia seu ex-presidente ano passado, “é o Estado Democrático de Direito”, necessário se faz, a meu ver, que a Ordem encontre motivos verdadeiramente justificáveis para desconhecer a voz das urnas e o artigo 1°, parágrafo único da nossa Constituição Federal, que determina: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.”

E ainda que relator do pedido de impeachment na OAB, conselheiro Erick Venâncio Lima do Nascimento, rechace tal pecha, permitam-me a sinceridade: solicitar o impedimento da Presidente nessas circunstâncias não é impeachment, é golpe!

OAB, OAB, quem te viu, quem te vê!

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O PAU QUE DÁ EM CHICO DÁ TAMBÉM EM FRANCISCO

Zé Aldemir 2

  • FERNANDO CALDEIRA

Dia desses tocou meu celular. Atendi e, do outro lado da linha estava o deputado José Aldemir (PEN) que ligava para parabenizar-me pelo artigo “Afinal, quem?” que escrevi e publiquei, indagando quem havia construído as obras da Operação Andaime em Cajazeiras, que Justino, o delator, garante não ter sido ele?

“Meus parabéns, seu artigo é muito bom, você escreve muito bem…, e por aí foi um rosário de elogios que agradeci, mesmo sem achar merecê-los. Era apenas um parlamentar exultante porque, no seu entendimento, a cobrança que fazia no referido artigo atingia a administração da Prefeita Denise Albuquerque, com quem disputará a Prefeitura de Cajazeiras.

Passados alguns dias do telefonema, o mesmo parlamentar me acusa publicamente de estar ‘desvirtuando a entrevista’ para a qual foi por mim convidado, no programa que produzo e apresento na Rádio Alto Piranhas, o Trem das Onze. Reagi indignado à grosseria, tamanha era a injustiça.

Ora, não estava desvirtuando entrevista nenhuma, pois que não havíamos elaborado uma pauta para a mesma. Era, portanto, uma entrevista com pauta livre! Como então desvirtuar tal entrevista? Na verdade, o que irritou Zé Aldemir foi ser entrevistado por quem pergunta o que tem que ser perguntado, independente do alcance da indagação! O que lhe causou aborrecimento e irritação foi ser perguntado se as críticas que faz à gestão municipal de Cajazeiras por conta da Operação Andaime, serviam também para as administrações da prefeita Lucrécia Adriana (Joca Claudino) e Bodinho (Cachoeira dos Índios), arroladas na mesma operaçã?
Como tanto Lucrécia quanto Bodinho são gestores que lhe apoiam politicamente, Aldemir correu da pergunta como o diabo foge da cruz.

O sr. apoia a reeleição de Bodinho em Cachoeira dos Índios, mesmo a gestão estando nas apurações da Andaime, perguntei? ‘Você está desvirtuando a entrevista Caldeira!’

O sr. apoia o candidato a prefeito de Joca Claudino apoiado pela atual prefeita Lucrécia Adriana, cuja gestão está arrolada na Andaime, perguntei? ‘Você está desvirtuando a entrevista Caldeira!’

Quer dizer, o deputado José Aldemir gosta, vibra e aplaude quando cobramos da Prefeitura de Cajazeiras, com quem rompeu, mas estrebucha, acha ruim e nos acusa de desvirtuar entrevista quando se cobra de aliados e apoiadores seus pelos mesmos erros que ele faz questão de apontar em seus adversários.

Pra Zé pode não ser, mas pra mim, “o pau que dá em Chico dá também em Francisco!”

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Deputados, o Pré-Sal é nosso. Não o entregue a ninguém. Estamos de olho!

O Pré-Sal é Nosso

Se você entende que defender o monopólio da Petrobrás na exploração do Pré-sal é defender o Brasil; se você entende que defender o monopólio da Petrobrás na exploração do Pré-sal é defender o futuro da nação; se você entende que defender o monopólio da Petrobrás na exploração do Pré-sal é defender o futuro de seus filhos e netos, então é hora de fazer algo, é hora de agir.

O projeto que já foi aprovado no Senado e que retira a Petrobrás a exclusividade na exploração do Pré-sal, está agora na Câmara dos Deputados. É lá que se dará a batalha final. É lá, junto aos nossos representantes, que temos que agir.

Pense no futuro do seu país, dos seus filhos e netos e escreva para cada um dos deputados da Paraíba e diga: “Deputado, meu nome é xxxxxxxxxx, sou eleitor na Paraíba, e vim lhe dizer que sou contra o projeto de exploração do Pré-sal recentemente aprovado no Senado Federal. Conto com seu voto em favor do futuro do Brasil, votando contra o que o Senado aprovou.”

Agora é com você, mãos à obras:

• dep.marcondesgadelha@camara.leg.br

• dep.venezianovitaldorego@camara.leg.br

• dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br

• dep.hugomotta@camara.leg.br

• dep.manoeljunior@camara.leg.br

• dep.wellingtonroberto@camara.leg.br

• dep.efraimfilho@camara.leg.br

• dep.wilsonfilho@camara.leg.br

• dep.romulogouveia@camara.leg.br

• dep.luizcouto@camara.leg.br

• dep.damiaofeliciano@camara.leg.br

• dep.benjaminmaranhao@camara.leg.br

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AFINAL, QUEM?

Afinal, quem

Nada acontece neste mundo sem que alguém seja o sujeito desse acontecimento. Há, em tudo, alguém como protagonista.

Uma vidraça quebrada por uma pedra, sabe-se que alguém a atirou! Um gol marcado, sabe-se que alguém o fez! Um poço, sabe-se que alguém o furou! Um carro circulando pelas ruas, sabe-se que alguém o guia…, e assim por diante!

Neste mundo terreno ‘racional’, nada acontece sem haja a atuação do homem!

Assim, é natural que os cajazeirenses, estupefatos com os últimos acontecimentos registrados no município envolvendo empresários, testas-de-ferro, tapias e membros de Comissão de Licitação da Prefeitura, apurados pelo Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, Ministério Público Estadual e Polícia Federal, perguntem: afinal, quem fez as obras do tapia?

Sim porque…, Justino é réu confesso e confessou ser tapia. Justino confessou ser um blefe. Justino confessou ser um simulacro. Ou, em outras palavras, delatando um esquema criminoso, que ainda se está por conhecer quando terminar o segredo de justiça, Justino assumiu que era o ‘faz de conta’ de um grupo que sempre ganhava as “concorrências públicas” para edificação das obras com dinheiro federal e estadual.

Falso construtor assumido, o delator Justino era homem de vinte e poucas empresas de papel, segundo consta. Ou seja, carregava consigo, em seu automóvel, blocos de notas fiscais de empresas que só existiam em papel. Nenhum empregado: nem pedreiro, nem servente, nem carpinteiro…, nem nada. Absolutamente nada! Só Justino e suas empresas de papel!

E eram as “empresas de Justino” que sempre ganhavam as concorrências e as licitações públicas de Cajazeiras, entre outros municípios.

E no caso da terra de padre Rolim, as obras de concorrências e licitações públicas vencidas pelas “empresas de Justino” foram todas feitas, edificadas, colocadas de pé, como se diz. Ok. Tudo bem.
Mas…, se Justino nunca fez uma obra, como ele mesmo assumiu em depoimento no MPF, quem as fez?

As “empresas de Justino” não tinham pedreiros, serventes, ajudantes, carpinteiros, nada…, absolutamente nada. Eram de papel, de faz de conta…, eram um blefe, um simulacro. Quem fez as obras?

Afinal, quem?

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OPOSIÇÕES CZ:  FALTA BOM SENSO

A política em Cajazeiras foi sacudida esta semana pelo surgimento indiscriminado de conversas particulares em whatsapp envolvendo membros da oposição.

Na manhã seguinte à divulgação da tal Operação Andaime pelo programa Fantástico da Rede Globo, num ‘piscar de olhos’ os smartphones de grande parte da sociedade local começaram a receber conversas de um grupo intitulado “Muda Cajazeiras” onde conversavam o deputado José Aldemir, o jornalista Adjamilton Pereira e os vereadores Alysson Lira e Jucinério Félix, todos do grupo oposicionista à administração da prefeita Denise.

Nas tais conversas, José Aldemir era cobrado pelos demais a assumir de uma vez a sua condição de pré-candidato a prefeito de Cajazeiras, ou então “sair da frente” para que as oposições definissem um outro nome.

A repercussão, pode-se imaginar, foi tão instantânea quanto intensa. Afinal, mostrava uma oposição ávida por um anúncio de Zé Aldemir, fosse para assumir de vez a condição de pré-candidato ou não. Nas conversas, denunciadas pela oposição como “invenção” do grupo de situação, os oposicionistas afirmam que ‘Denise está ganhando força e precisamos definir logo nosso candidato.’

“É tudo mentira. Não criamos e não participamos desse grupo de whatsapp e registramos queixa na polícia pedindo apuração desse crime cibernético”, revelou Adjamilton Pereira.

Seja como for, uma coisa está clara: a indefinição de um nome das oposições como pré-candidato está deixando parte delas tonta e sem ação. Afinal, como trabalhar e pedir votos se não existe um nome?

Em contra partida, ainda que fortemente contestada, a administração municipal já tem definida sua candidatura que está posta e trabalhando apoios e votos. E isso tem, na visão dos próprios membros dessa oposição, enfraquecido ou pelo menos freado um trabalho que eles entendem já deveria estar sendo feito.

Enquanto isso, uma outra oposição, ainda que perdendo espaços na mídia por conta dessa peleja, já está definida com Antônio Gobira, pelo PSOL.

Resumindo, as oposições de Cajazeiras continuam desunidas ainda que só com um candidato definido.

Além de surrealista, essa realidade é falta de bom senso!

S O L T A S

. Pergunta que não cala: se o delator Justino não fazia as obras que vencia em licitações de Cajazeiras, quem as fez?

Pergunta que não cala 1: quem da prefeitura de CZ recebia o dinheiro repassado pelo delator Justino?

. o TCE reprovou as contas da gestão Carlos Rafael de 2012, em CZ.

. “Até o século XXII ele não poderá ser candidato a mandato eletivo nenhum nem exercer cargo comissionado em qualquer instância da federação.” (Dep. Zé Aldemir em relação a Carlos Antônio.

. A política cajazeirense tá da seguinte forma: os protagonistas dizem uma coisa no particular e afirmam o contrário em público. Vergonha!

. Neste domingo (21) o Trem das Onze entrevista o Pres. da Câmara Municipal de Cz, vereador Nilsinho (PDT).

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MAIS CANDIDATURAS, MAIS CRÍTICAS

Findo o carnaval, agora sim começa pra valer a campanha sucessória municipal de 2016 em Cajazeiras.

De um lado a pré-candidatura da atual prefeita Denise Albuquerque (PSB), de outro as pré-candidaturas de Antônio Gobira (PSOL), José Aldemir (PEN) e possivelmente do PT, ainda sem nome.

Se esse quadro de fato se cristalizar, aparentemente beneficiará a candidatura oficial de Denise ante a divisão de votos das oposições num pleito em que a ‘parada’ é definida num só turno. Aparentemente!

Mas, por que a dúvida do beneficiamento automático da candidatura oficial pela divisão dos votos das possíveis candidaturas de oposição em Cajazeiras?

Explico: tivesse a administração municipal um elenco de obras suas para mostrar; não pesasse sobre ela a desconfiança de atos administrativos que estão sendo questionados na Justiça Federal; não fossem decisões políticas que geram insatisfações generalizadas dentro e fora do grupo, certamente essa divisão das oposições reverteria em bônus automáticos para a recandidatura Denise.

Porém, a realidade é outra! E sendo assim a divisão das oposições pode deixar de ser um benefício para a candidata à reeleição, e representar um reforço na artilharia anti governo municipal.

Em outras palavras, enfraquecida administrativa e politicamente a gestão municipal, como acontece atualmente, a ampliação dos ataques e críticas a ela pode representar a fuga de votos e apoios que antes lhe eram certos e seguros.

Se houver portanto uma pulverização de candidaturas oposicionistas que centralizem seus ataques ao atual modelo administrativo municipal, digo que o que seria um benefício para a recandidatura Denise, passa a ser um largo canal por onde poderão escorrer apoios e votos antes seguros e carimbados como de situação.

Se essa sangria ocorrer e não for de pronto debelada, o que necessitaria de novas práticas administrativas e políticas por parte da gestora, a reeleição do grupo de situação estará seriamente ameaçada e comprometida.

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DENISE: SILÊNCIO DE REPROVAÇÃO

Há um antigo dito popular no sertão que diz que “quanto mais cabra, mais cabritos!” Numa tradução política desse ditado, podemos afirmar que quanto mais se agrega, mais um grupo cresce em união.

Atualmente não é isso o que acontece no grupo político da Prefeita Denise Albuquerque, em Cajazeiras, embora possa não parecer.

É que a aparente calmaria, na verdade, esconde um mar de insatisfações entre aliados e correligionários. Praticamente todos reclamam, ainda que em voz baixa, de desprestígio e de não serem ouvidos. Isso, em detrimento de alguns poucos que sempre estão no palco escuro das decisões e iluminado da ocupação de cargos.

“Não somos chamados a opinar e nem sequer ouvidos”, disse-me um membro desse grupo. “Carlos Antônio não ouve ninguém e só faz o que quer”, reclamou outro aliado. E se fosse ouvir a todos do grupo, da maioria absoluta receberia as mesmas reclamações que, diga-se, só foram superficialmente reveladas sob o compromisso de absoluto sigilo das fontes.

Como o esposo da prefeita é quem articula politicamente, o ônus disso recai sobre a administração Denise e sobre sua possível recandidatura. Sim, possível, porque já não é tão certa, como foi!

Os desencontros , as insatisfações, a exclusividade política do comando do grupo em determinados temas, tem feito de Denise uma pessoa cada dia mais decepcionada com a vida pública. E todos sabem que a decepção é um primeiro grande passo para a desistência. Afinal, por que persistir no que nos decepciona?

Na sua base parlamentar na Câmara Municipal, a prefeita Denise não colheu ainda nenhuma defecção. Ainda! Porque a insatisfação é grande e generalizada, posso garantir, embora silenciosa e quase muda.

Este, diferente daquele, não é o silencio do consentimento, da aprovação e da concordância, mas o silêncio da subalternidade inconformada, insatisfeita, rebelde e, por isso mesmo, já quase insubalterna!

S O L T A S

. Embora não assumam publicamente, os vereadores da base da prefa. Denise estão profundamente desgostosos com a indicação de uma irmã da vereadora Léa Silva para a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Humano (SMDH). “Por que só Léa pode ocupar ou indicar alguém para esse cargo”, reclamam à surdina.

. Mas do lado das oposições também tem arenga. O PSOL não quer nem ouvir falar de uma composição partidária em que Gobira não seja o cabeça de chapa, e essa indefinição atrasa e complica os planos oposicionistas!

. Pela nova lei eleitoral, um candidato a prefeito de CZ não poderá gastar mais que 317 mil reais na campanha, e um vereador poderá gastar, no máximo, 13 mil reais. Dá pra tu?

. Quem tiver uma boa mídia de campanha estará na frente na disputa eleitoral deste ano.

. Neste domingo de carnaval (7) não teremos a apresentação do prog. Trem das Onze, que volta dia 14 entrevistando o dep. Jeová Campos (PSB).

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CZ: O BICHO VAI PEGAR!

  • FERNANDO CALDEIRA

Interrogação

O termo título deste artigo tem conotação de que algo grandioso, forte, fenomenal, pode acontecer.

E é nesse sentido que aplico tal termo ao me referir à política municipal de Cajazeiras, depois que o deputado estadual José Aldemir (PP) se uniu ao ex-prefeito e ex-deputado Antônio Vituriano (PMDB).

Sem dúvida, são duas poderosas forças políticas que se unem pela primeira vez no contexto municipal, e que podem por fim a uma hegemonia política que já dura 12 anos (2 administrações de Carlos Antônio e 1 administração de Denise).

O esquema oficial é poderoso e forte, e conta com o apoio importante do governador Ricardo Coutinho (PSB), que está muito bem avaliado no eleitorado cajazeirense.

Apesar disso, a união de Zé e Vitu, inédita, como já disse, pode perfeitamente impor um revés eleitoral nunca imaginado até então.

Mesmo com a máquina da prefeitura nas mãos e com o apoio do governador, é bom Denise e seu grupo colocarem as barbas de molho e usarem as sandálias da humildade.

Quem conhece a política local sabe que situação e oposição sempre tiveram disputas acirradas em Cajazeiras, e neste ano, anotem, não será diferente.

O bicho vai pegar!

S O L T A S

. Enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Sergipe, Rio Grande do Sul, entre outros, são Estados onde os salários dos servidores estão sendo pagos com atraso ou parceladamente, na Paraíba, o pagamento continua em dia!

. Por falar nisso, o pagamento do servidor estadual começa nesta sexta-feira (29).

. O deputado José Aldemir (PP) sabe fazer política. Não é bom menosprezá-lo.

. Uma chapa Zé e Vitu pode eleger Aldemir prefeito e Vituriano candidato a deputado estadual. Alguém duvida?

. A prefeita Denise Albuquerque precisa pensar bem, muito bem, na composição de sua chapa à reeleição. A vaga de vice pode servir para fazer estragos importantes em seus adversários!

. A morte do engenheiro Adalberto Nogueira deixa Cajazeiras menos rica em todos os sentidos! Que Deus o tenha!

. Neste domingo (31) volto ao Trem das Onze com a realização do 1° Debates Populares de 2016, com as participações de José Maria Gurgel, padre Francivaldo Albuquerque, Rivelino Martins e Mariana Moreira.

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CAMPANHA VAI SER GANHA NA MÍDIA

  • Fernando Caldeira

A campanha eleitoral municipal deste ano promete ser absolutamente diferente das demais ocorridas até hoje. Isso porque houve mudanças na lei eleitoral, o que muda significativamente a eleição.

A nosso ver, a redução de 90 para 45 dias de campanha exigirá uma maior exposição midiática dos candidatos. Ou seja, rádio e televisão terão papel preponderante na escolha que o cidadão fará, por serem as formas mais imediatas de impactar o eleitor, principalmente nas médias e grandes cidades brasileiras, onde o contato presencial/físico com ele fica ainda mais difícil.

Além disso, a redução de 45 para 35 dias de programas de rádio e TV, exigirá conhecimento e competência de quem vai realizá-los. Sim, porque, sem exceção, os programas eleitorais tanto de TV quanto de rádio são pensados, elaborados e realizados por profissionais de mídia para que sejam lidos e/ou interpretados pelos candidatos.

Logo vê-se a importância enorme das mídias televisivas e radiofônicas nesta próxima eleição que escolherá prefeitos e vereadores.

Numa simples regra de três, observamos que 77,8% do período permitido para realização da campanha será compartilhado com essas mídias, através dos programas eleitorais.

Em outras palavras, quem quiser ter chances de eleição, principalmente nos médios e grandes municípios, prepara-se para a “guerra da comunicação”.

Nela (guerra da comunicação) vence quem tem o melhor programa de TV e/ou rádio, seja em apresentação como em conteúdo. E para isso, exige-se profissionalismo. Nada de amadores por perto!

Quem viver, verá: esta campanha vai ser ganha na mídia!

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QUEM TEM MEDO DO TCM?

* Fernando Caldeira

TCM

Não sou contra os tribunais de contas. Sou crítico ferrenho de como são preenchidos os cargos de conselheiros desses tribunais de contas neste país.

Isto posto, digo que, à priori, sou contra a criação do Tribunal de Contas dos Municípios da Paraíba, caso sua implantação represente ônus ao já sobrecarregado erário público estadual. De outra forma, sou favorável!

Vejamos: a conjuntura econômica nacional não é boa e, por si só, já impõe redução de receitas na Paraíba. A tal ponto que o Governo do Estado já efetuou cortes na sua estrutura e anuncia aprofundá-los ainda mais nos próximos dias/meses.

Nosso estado vive uma das maiores secas já registradas no Nordeste, com previsão, infelizmente, de continuidade, o que torna ainda mais perversa a contração econômica paraibana gerando mais desemprego e menos renda.

Pergunto: alguém pode ser favorável, num momento como este, à instalação do Tribunal de Contas dos Municípios da Paraíba gerando ônus para as receitas públicas? Esse é um aspecto.

Outro aspecto, bem diferente, é a instalação do TCMPb, sem novos encargos financeiros para o tesouro estadual. Quer dizer, se ficar assegurado que a sua instalação se dará de um desmembramento financeiro do atual Tribunal de Contas do Estado (TCE), aí não tenho dúvidas do benefício que será sua chegada!

Afinal de contas, claro está que cabendo ao TCE, exclusivamente, a fiscalização das contas do Governo do Estado e seus órgãos agregados, tão melhor será seu desempenho como órgão de controle externo.

De outro lado, se tivermos um tribunal para cuidar, exclusivamente, das contas das prefeituras e seus órgãos agregados, tão melhor será a fiscalização e o controle das verbas públicas municipais, tão mal geridas nestes últimos tempos, com raras exceções.

A pergunta que não quer calar: o posicionamento contrário dos prefeitos Luciano Cartaxo (João Pessoa) e Romero Rodrigues (Campina Grande), antes que sequer haja qualquer discussão mais séria sobre o assunto, é preocupação com as finanças estaduais ou com as próprias finanças?

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DENISE OU CARLINHOS VAI PARA A DISPUTA EM 2018

 

Família Araújo

Política também tem muito de matemática. Afinal de contas, os mandatos e as reeleições são finitas, isto é, têm começo e têm fim! E fazendo as contas de mandatos e reeleições, a prefeita de Cajazeiras, Denise Albuquerque, vai iniciar o seu último ano de mandato, podendo concorrer a mais um, e somente um, novo mandato executivo municipal naquela cidade.

Isto significa que, vencendo a parada eleitoral vindoura (2016), em 2020 exaure o seu último mandato consecutivo. Ora, o médico Carlos Antônio, seu esposo, por questões judiciais que todos sabem, nem tão cedo poderá pleitear um cargo eletivo. Os srs.(as) acham que o caminhar político exitoso de Carlos Antônio, iniciado em 2001, e continuado por sua mulher a partir de 2012, vai se encerrar assim?

Eu respondo: claro que não! Mandato político se ganha ou se perde, nunca se entrega! Ora, se Carlos não pode e Denise exaure seu tempo político em 2020, é lógico e natural que procurem sobrevida política onde ela é possível. E no período compreendido entre 2016 (eleição municipal) e 2020 (término do mandato municipal conquistado em 2016), só em 2018 é que existe brecha para que o casal continue com representação na vida pública.

Em outras palavras, Carlos e Denise vão sim lançar um nome caseiro para disputar a eleição de deputado estadual. E quando digo um nome caseiro, não estou querendo dizer apenas próximo não. Caseiro mesmo! De dentro de casa! E de dentro de casa só veja dois nomes para disputar um mandato de deputado estadual em 2018: a própria Denise ou seja filho Carlinhos.

A primeira hipótese, Denise, ganha força em caso de fracasso duma reeleição em 2016, porque muito embora derrotada no pleito municipal, ela seria uma candidata com boa partida de votos, certamente, além de bem conhecida do eleitorado regional por conta do tempo em que foi prefeita da maior cidade do Alto Sertão e pela própria campanha feita em 2016.

Já a segunda hipótese, Carlinhos, é praticamente certa em caso de êxito na reeleição de Denise. Ora, reeleita, ela terá ainda mais facilidade de apoiar seu filho em busca desse novo mandato que, para além de 2020, portanto além do dela própria, mantém o clã na vida pública pelo menos até 2022!

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NINGUÉM GOSTOU DE NADA

Desgosto

Deu no que deu, porque ninguém gostou! Explico: lá atrás, em 2015, o candidato a reeleição Ricardo Coutinho (PSB), não gostou de ver o vice-prefeito de Cajazeiras, Jr. Araújo, ‘abrir dissidência’ no grupo de Carlos Antônio e Denise Albuquerque e votar em Cássio Cunha Lima.

Há pouco tempo, o mesmo vice-prefeito não gostou em saber que a empresa de sua família, prestadora de serviço de hemodiálise do HRC, não mais continuaria a prestar tal serviço. Sentindo-se perseguido pelo governador reeleito por conta daquela ‘dissidência’, Jr. Araújo publica um verdadeiro libelo acusatório contra a gestão Ricardo Coutinho, taxando-a de odienta e perseguidora.

Também sem gostar da mudança na empresa de hemodiálise que, garante a gestão estadual, se deu por razões estritamente funcionais, a vereadora Léa Silva, ocupando por indicação de Carlos Antônio a Chefia da Casa Civil do Governo do Estado, comenta a postagem do vice-prefeito no facebook e com ele se solidariza: “A vida é feita de ciclos, outras oportunidades virão e esse momento será superado. Avante guerreiro Júnior Araújo.”

Não gostanto da atitude de sua auxiliar, o que era de se esperar, Ricardo pede uma retratação. Sem gostar da proposta, Léa não se retrata. Não gostando da não retratação, o governador a exonera.

Desgostoso com a exoneração de sua indicada, Carlos Antônio fica amuado e diz, pela manhã, que não mais indicará um nome para o posto. Menos desgostoso à tarde, Carlos indica a jovem advogada Paula Laís de Oliveira Santana, filha de seu advogado, Paulo Sabino de Santana.

E quando todos os desgostos pareciam ter se encerrado, eis que surge outro: o Presidente do PSB de Cajazeiras, Rivelino Martins, desgostoso com a indicação feita, mostra sua indignação em mensagem enviada ao próprio Carlos Antônio e à prefeita Denise Albuquerque. O próprio governador recebeu a mensagem de insatisfação.

Até uma Nota do PSB iria ser publicada mostrando a inconformação do partido com a indicação de alguém que sequer votou em Ricardo Coutinho. Mas, aí, deram-se por conta de que publicar a tal nota, apenas manteria por mais tempo um clima de desgosto que se arrasta desde a eleição. E, em nome da governabilidade, deletaram a nota. Só não se deletam os desgostos!

S O L T A S

. Você manteria em sua equipe de funcionários alguém que depreciasse os produtos que são vendidos em sua loja?

. O Presidente da República manteria um Ministro que desanca a administração federal?

. A Prefeita Denise manteria no seu staff alguém que depusesse contra sua gestão?

. Foi por isso que o Governador Ricardo exonerou Léa. Cargo de confiança necessita confiança!

. Se não estou enganado, Jr. Araújo e Léa Silva são cartas fora do baralho para vice da prefa. Denise, se se quer o apoio do Governador!

. O TREM DAS ONZE deste domingo (8) tem como entrevistado o irrequieto Antônio Gobira, pré-candidato a prefeito de CZ pelo PSOL.

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AUGE DA SUJEIRA OU COMEÇO DA LIMPEZA?

Nunca neste Brasil se viu tanta investigação, tanto processo e tanta sentença de prisão por corrupção. Pergunta-se: isso é bom ou é mau? Na minha visão é bom porque mostra um país com suas instituições plenamente livres e atuantes, fazendo justiça!
Talvez antes não tivéssemos instituições plenamente livres e atuantes e, assim, que não faziam justiça. Sim, porque, corrupção sempre houve! Ou alguém é tão ingênuo para imaginar que esse mal é cria da contemporaneidade? Ledo engano, “a corrupção é uma velha senhora”, como bem afirmou Dilma Rousseff.
Há um detalhe em toda essa história envolvendo a Petrobrás que precisa ficar claro: a seriedade da Polícia Federal, que tem cumprido seu mister com absoluto profissionalismo. Palmas para a PF. Claro, palmas. Mas, como todo e qualquer órgão público, a PF está subordinada a alguém. E embora muitos não gostem e outros muitos buscam ignorá-la quando não escondê-la, a verdade é que a Polícia Federal se subordina ao Ministério da Justiça, cujo titular é escolhido e nomeado pela Presidência da República.
Assim, se concordamos no trabalho profissional da PF e nos aplausos que ela efetivamente merece, temos de também concordar que para isso concorre a Presidenta Dilma Rousseff. Afinal, é dela a indicação e nomeação do sr. José Eduardo Dutra, Ministro da Justiça.
A Presidenta escolhe o Ministro e este escolhe o Diretor Geral da PF, que conduz o seu funcionamento e atuação. Logo, não dá para orgulhar-se e aplaudir a Polícia Federal sem ter o mesmo posicionamento em relação ao seu Diretor Geral, o Ministro da Justiça e a Presidenta da República! Aplaudir a atuação da PF desvinculando-a da Presidenta Dilma, é o mesmo que rezar o Pai Nosso sendo ateu. Não dá!
Desta forma, faço minhas as palavras do filósofo Mario Sérgio Cortella: “Não podemos perder o foco do que vivemos hoje no Brasil, que não é o auge da sujeira, mas o começo da limpeza.”

 

S O L T A S

 

. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) gastou quase R$ 1 milhão só em diária nos últimos 10 meses. Dá R$ 100 mil por mês, ou R$ 25 mil por semana ou ainda R$ 3,3 mil por dia.

. No mesmo TCE-PB verificou-se a prática de acumulação de férias da maioria de seus conselheiros com “venda” de metade delas, o que é proibido no serviço público. Conclusão: teve conselheiro que num único mês recebeu como proventos mais de 350 mil reais. Pode isso, Arnaldo?

. A Cagepa de Cajazeiras precisa agir com a máxima urgência contra o desperdício d´água na terra de padre Rolim. A construção civil continua utilizando água potável, enquanto a água rareia no açude de Boqueirão. Alô Cagepa!!!

. Zé Aldemir prefeito e Vituriano vice, pode ser uma chapa na disputa pela Prefeitura de Cajazeiras. Denise prefeita e Júnior vice, deve ser outra. Gobira prefeito e vice ainda por se definir, é uma interrogação!

. Neste domingo (25) teremos o ‘Debates Populares’ no Trem das Onze, com Mariana Moreira, José Maria Gurgel, Rivelino Martins, padre Francivaldo e Adalberto Nogueira.

 

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STF, Dilma e hipocrisia

A Operação Lava Jato não é senão o resultado do financiamento privado de campanhas políticas no Brasil. Simples: o empresário financia o senador, o deputado e outros agentes políticos, e depois vai querer o dinheiro de volta com juros e correção. Como os salários dos “nossos representantes” são intocáveis e insuficientes para tal fim, o que fazem eles? Utilizam seus prepostos em postos chaves da administração pública para superfaturar compras e vendas e, assim, pagam o que seus padrinhos devem aos “bondosos doadores.”

Significa que os empresários ajudam a eleger políticos, que conseguem indicações de prepostos para cargos em empresas púbicas e, através destes, arrancam dessas empresas o dobro, o triplo… do dinheiro que doaram. Sintetizando, eles “investem” nos candidatos e depois são ressarcidos com dinheiro público!

Em boa hora o Supremo Tribunal Federal foi chamado e decidiu pela inconstitucionalidade desse tipo de financiamento. Significa que, a partir de agora, não teremos mais o incestuoso relacionamento financeiro entre empresários/empresas/políticos. Foi rompido o círculo vicioso da maior parte da corrupção eleitoral no país.

Mal acostumados com as mamatas até então existentes no fazer político, e portanto atingidos em cheio pela decisão do STF, “nossos representantes”  logo reagiram a aprovaram no Congresso uma lei instituindo o financiamento através de doação de empresas no montante de até 20 milhões de reais. Era a volta da zorra financeira das eleições. Mas aí a Presidenta Dilma Rousseff vetou tal dispositivo.

Fim da história? Que nada! Os que sempre se beneficiaram desses esquemas sujos nas eleições, que são os mesmos que falam em impeachment da Presidenta e que arrotam honestidade e retidão, agora estão promovendo chantagem política para tentar conseguir a volta das doações privadas. As mesmas que deram origem à Operação Lava Jato. E como fazem isso? Ameaçando pautar no Congresso Nacional a votação de matérias tidas como ‘bombas’ porque impõe altos encargos financeiros ao governo, e portanto à nação.

Assim, eles querem de volta a bandalheira financeira onde asseguram suas infinitas (re)eleições e infinitas facilidades de toda ordem. Quem são eles? Renan Calheiros(PMDB), Eduardo Cunha(PMDB), José Agripino (DEM), Aécio Neves e Cássio Cunha Lima (PSDB), além de PP, PR e PTB. Ou seja: a turma séria e honesta que prega o impeachment da Dilma!

Fala sério!

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Impeachment é golpe?

A reposta à pergunta título deste artigo é: não e sim!

Impeachment não é golpe quando, para sua consecução, o Congresso Nacional segue e obedece os trâmites legais expressos na Lei 1.079/50 e notadamente na Constituição Federal, em seu artigo 85.

Explico: para impedir (impeachment) um Presidente de continuar governando, tem que e provar que o mesmo tenha cometido ou um crime de cunho penal (roubo, assassinato, etc), ou um crime de responsabilidade. E, para este existir, é preciso o Presidente atentar contra: art. 85 CF –

I – existência da União;

II –o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

III. o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

IV – a segurança interna do País;

V – a probidade na administração;

VI – a lei orçamentária;

VII. o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Pergunto: Dilma matou? Dilma roubou? Dilma atentou contra algum dos incisos do artigo 85 da Constituição? Lembrem-se: provas, é preciso provas. Como aliás, em todo e qualquer julgamento!

Bem, como a Presidenta não matou, não roubou nem cometeu crime de responsabilidade, pelo menos não há provas disso, falar em impeachment é atentar contra a norma legal. E, a partir deste ponto, aí sim, o impeachment vira golpe, porque torna-se um ato meramente político sem nenhum embasamento jurídico-legal.

E mais: qualquer cidadão brasileiro pode solicitar a abertura de processo de impeachment, desde que apontando com prova algum crime cometido, seja ele penal (o qual deve ser enviado ao SFT) ou de responsabilidade (que deve ir para o Congresso Nacional).

Assim, por favor, quem tiver prova de algum crime cometido por Dilma Rousseff, cumpra seu dever cidadão, e apresente essa(s) prova(s) ou ao STF ou ao CN. O Brasil agradece! Fora disso, é golpe. E disso o Brasil não precisa!

S O L T A S

. Em 2018, dizem, o deputado Jeová Campos (PSB) pode encontrar novas pedras no caminho da reeleição à Assembleia Legislativa da Paraíba.

. Com a nomeação do dep. Trócolli Júnior para seu secretariado e consequente ascensão de Olenka Maranhão à ALPB, o PMDB fica ainda mais próximo a Ricardo Coutinho (PSB), relegando o também deputado Manoel Júnior a quase absoluto isolamento.

. O PSB agora está na oposição ao governo Dilma Rousseff, mesmo com posição contrária de seus três governadores, entre eles Ricardo Coutinho (PB).

. Com a tal delação premiação de Francisco Justino, tem gente que não consegue mais dormir no sertão paraibano. Haja sonífero!

. Neste domingo (27) tem Debates Populares no TREM DAS ONZE com Zé Maria Gurgel, Rivelino Martins, Mariana Moreira, Adalberto Nogueira de padre Francivaldo Nascimento.

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É PRECISO PAUTAR NOSSO VOTO I

No nosso comentário anterior dissemos da imperiosa necessidade do eleitor se empoderar de dados mínimos das finanças municipais, afim de que não se deixe enganar por propostas e projetos aparentemente maravilhosos mas que, na prática, são inexequíveis.

Como fiz anteriormente, recomendo o endereço https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php , onde o (e)leitor poderá encontrar inúmeros dados oficiais sobre as finanças de seus municípios.

Sem isso, nós eleitores seremos presas fáceis para os discursos eloquentes e as promessas vãs dos muitos que ainda utilizam desses expedientes para conquistar nossos votos.

Sabendo aproximadamente quanto o município arrecada e quanto ele gasta para cumprir seus compromissos, teremos consciência de suas possibilidades de investimento. E assim, estaremos vacinados dos que gostam de prometer, prometer e prometer, fazendo da promessa sua grande bandeira política e, por vezes, conseguindo êxito.

Em Cajazeiras, não é diferente. De um lado, promessas. De outro, novamente promessas. E como alguém tem que ser eleito, empossado o vitorioso, as promessas viram peças sem qualquer valia.

Mas, afinal, temos como nos proteger disso? Claro que temos! Empoderar-se, como já dissemos, de dados mínimos das finanças do município, é a melhor forma. Mas existem outras.

Ora, um candidato que promete baixar o preço da galinha na feira e que promete construir dois pavimentos acima de um açougue público, por exemplo, ou está deliberadamente mentindo, ou é absolutamente ignorante das condições financeiras da edilidade e jurídica do cargo que pretende ocupar. E ambas, mentira e ignorância, são péssimas conselheiras para quem deseja administrar o bem público!

Afinal de contas, prefeito nenhum tem poder para obrigar um vendedor de galinhas a reduzir o preço das mesmas. A concorrência é livre e não está submetida aos desejos dos gestores de plantão. E cá pra nós, num tempo em que mal se paga os salários dos servidores em dia, afirmar que vai construir um prédio de dois andares acima de outro já existente, é estar num mundo de absoluta ilusão.

Não se iluda; não se deixe iludir com os candidatos. Cuidado com os que muito prometem.

S O L T A S

. O senador Cássio Cunha Lima não dá uma palavra sobre a operação de venda das carteiras da Cehap e do Ipep, que além de dar um prejuízo de mais de 200 milhões de reais ao Estado, impede hoje o Governo de promover a entrega das escrituras de 58 mil casas.

. Ao invés de se explicar a milhares de paraibanos, Cássio fica em Brasília tramando todos os dias contra o Governo Dilma, que trabalha para concluir a transposição do Rio São Francisco.

. Em cidades onde a eleição municipal é decidida em 1° turno, a existência de mais de uma candidatura de oposição só beneficia o(a) candidato(a) da situação. Essa é uma primeira equação a ser definida, se se quer disputar com chances de vitória!

. A propósito, o deputado José Aldemir já confidenciou a um detentor de mandato em Cajazeiras que só disputará a Prefeitura Municipal se houver união das oposições. Com mais de um candidato oposicionista, “tô fora”, avisou ele!

. A propósito, José Aldemir é o entrevistado deste domingo (23) do programa Trem das Onze.

 

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É PRECISO PAUTAR NOSSO VOTO

Vamos combinar: se a representação política não é a desejada nem esperada, a culpa é também nossa. Afinal de contas, não há no Brasil ninguém detentor de mandato eletivo que não tenha sido escolhido pelo voto popular. Voto ruim, político ruim! Político ruim, políticas ruins! Políticas ruins, vida ruim!

Precisamos melhorar a qualidade do nosso voto. É preciso pautar o voto.

Em 2016 teremos eleições para prefeitos e vereadores, não é? Então, como fazer para escolher o prefeito, por exemplo, quando todos os candidatos, indistintamente, vêm com os velhos jargões e promessas em favor da educação, da saúde, da infraestrutura, etc, etc, etc?

Ora, todos podem prometer tudo, é verdade. Mas você alguma vez perguntou a quem deu o seu voto como ele(a) faria o que estava prometendo?

Ou seja, é preciso o eleitor se empoderar de informações mínimas sobre a administração pública. Só assim saberá se é factível ou não o que lhe prometem! Desta forma você poderá de pronto excluir aquele(a) que promete o que não é possível realizar. Isso é pautar o voto!

Para tanto, um bom caminho é o Sagres do Tribunal de Contas do Estado (https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php).Lá, a disposição de todos, estão informações importantes da administração pública:receitas, despesas, empenhos, disponibilidades, licitações, obras, pessoal, veículos e credores.

Ora, detentor dessas informações o eleitor já terá controle mínimo da situação financeira do município para poder separar a verdade da falácia.

De formas que, está também em nossas mãos, melhorar nossa representação, ajudando a melhorar a política. O que não dá certo é votar por votar e depois ficar reclamando.

O voto é seu. A escolha é sua. A questão agora é ser responsável com você mesmo.

S O L T A S

. O senador Cássio perdeu a eleição na Paraíba e no Brasil. Agora quer a cassação do Governador e da Presidenta. E ainda fala em respeito ao voto popular?

. A Transposição do Rio São Francisco está se tornando realidade. Graças a Lula e Dilma. Os únicos que, em 500 anos, tiraram a obra do papel e a tornaram realidade!

. Para reflexão: cuidado com andaime; se as vigas que o sustentam cair, nem se termina a obra e nem se qualifica para o amanhã!

. Carlos Gildemar (professor) e Maninho (ouvidor) são nomes novos para a disputa de 2016 na Câmara Municipal de CZ.

. Ao dizer que a disputa pelo Conselho Tutelar de CZ é uma disputa política, o vereador Jucinério Félix não inventou nada. Disse apenas e simplesmente a verdade!

. Domingo a gente se encontra no TREM DAS ONZE.

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CÁSSIO POR TRÁS DE PÂMELA?

Tenho pensado seriamente em deixar de escrever sobre política, transformar este blog num cantinho de conversas amenas, de trocas de idéias e até mesmo em escolinha de receitas culinárias. A política está muito sebosa e fedendo. As intrigas de bastidores são de arrepiar cabelo de careca. Só quem está dentro sente.

Alguns políticos, que para o público exibem sorrisos inocentes e solidários, agem nos bastidores como pessoas anormais. Na ânsia de alcançar objetivos que satisfaçam suas ambições e vaidades,não medem distância, não respeitam sequer os mais frágeis.

Esse caso mais recente envolvendo a jornalista Pamela Bório, o garoto Henri Lorenzo e o governador Ricardo Coutinho,por exemplo, é algo que deixa o cidadão comum, ao tomar ciência do que está por trás de tudo, assustado.

Uma gravação disponibilizada ao público esta semana revela que a briga não é pela guarda da criança, mas para derrubar um político que alçou vôo de forma legítima, através do voto popular. E não pensem que a protagonista do golpe é a esposa dita abandonada e sem guarda do filho. A gravação diz bem claro que o mentor intelectual do golpe é o senador Cássio Cunha Lima,que não teria engolido a derrota para o governador e estaria movendo céus e terras para se vingar da humilhação pública.

A jornalista Pamela Bório diz na gravação que fazia consultas ao senador sobre a melhor estratégia a adotar para derrubar Coutinho. Ouçam quando ela se refere ao advogado que descartou por sugestão de Cássio, por ele ser sócio de um irmão de Roseana Meira. Isso diz tudo, não deixa margem para dúvidas.

Se não bastar, retorne no tempo e lembre da famosa gravação de suposta briga entre o casal Ricardo e Pamela, divulgada no fervor da campanha. Some-se a tudo isso as postagens feitas em plena campanha pela então esposa do governador detonando sua candidatura e pedindo apoio para o tucano e culmine com a famosa entrevista de uma babá levantando falso contra o governador, e você verá que a trama é feia e semelhante aos piores enredos de filmes policiais.

O senador, é claro, fica caladinho, dando o bote e escondendo as unhas.E no meio do fuzuê, uma criança de apenas quatro anos servindo de instrumento para vinganças de alcova e de dor de cotovelo eleitoral.

Por isso estou pensando em me transformar num autor de receitas culinárias.

Dá mais sabor e fede menos.

Fonte: blogdotiaolucena + Redação

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Bárbara realidade de nossa educação

A democracia só se completa com o voto popular.

A ‘qualidade’ do voto popular é diretamente proporcional ao grau de educação/conhecimento do eleitor. Dependendo desse grau, a democracia produz boas e más escolhas de nossos representantes.

Pois bem, o título e este artigo têm uma motivação: um vídeo postado pela jornalista Josy Brito no facebook. Tratava-se de uma gravação do programa “Passa ou Repassa”, apresentado por Celso Portiolli. Nele, disputam dois grupos de Funk intitulados ‘bonde das maravilhas’, de jovens meninas, e o ‘bonde do TNT’, de jovens rapazes.

Assistindo o vídeo, fica-se horrorizado com o mínimo conhecimento e o zero de poder dedutivo de ‘bondes’ que fazem sucesso com sua música, arrastando multidões de outros jovens, como se fossem ícones de alguma coisa! Como se tivessem algo a lhes ensinar!

Portiolli faz a primeira pergunta: “quantas raquetes um tenista possui nas mãos, para uma partida?” O representante do ‘bonde do TNT’ responde incríveis 3. Vocês já viram, já souberam ou já ouviram falar de algum tenista que jogasse com três raquetes? Resposta errada, e então, torta na cara!

A segunda pergunta: “qual é a quarta vogal do nosso alfabeto?” A representante do ‘bonde das maravilhas’, do alto de seu conhecimento musical, responde: U, letra U. “Mas o que é isso”, espanta-se o apresentador, sem acreditar em tanta ignorância. E por aí segue o vídeo com uma extensa fila de perguntas incrivelmente fáceis, com respostas incrivelmente erradas, e tome torta na cara, para delírio da plebe ignara.

Resumo da ópera: esta é a nossa realidade em termos de educação. Temos um povo “sem educação”, considerando-se educação, como diz o dicionário, “formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo”, e “Aperfeiçoamento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino.”

Ora, sem formação consciente e sem aperfeiçoamento das faculdades intelectuais e morais…, como o voto popular, principal célula da democracia, poderá fazer boas escolhas? E as más escolhas têm produzido o que temos visto: maus políticos. Com raras exceções!

S O L T A S

. O deputado Jeová Campos (PSB) está cuidando da saúde e se afasta do mandato por um bom período, para tratamento.

. Ponto para a administração municipal de Cajazeiras que implantou nova e moderna iluminação na Av. Eng Carlos Pires de Sá, além de fazer a recuperação asfáltica próximo à UFCG.

. A renovação dos quadros políticos de CZ se dá, aos poucos, não pela inserção natural de novos valores, mas forçosamente por decisões judiciais.

. Líder político do PSB de S.J. de Piranhas disse à coluna que, diferente do que foi dito, o empresário Chico Mendes votou contra o governador Ricardo Coutinho (PSB) nos dois turnos da eleição e não apenas em um, a exemplo do prefeito municipal Domingos Neto.

. O deputado José Aldemir pode ser candidato, mas não morre de amores para disputar a prefeitura de CZ. Nomes como João de Deus Quirino Filho e Pablo Leitão estão na sua agenda política para a terra do padre Rolim.

. Domingo é dia de informação. É dia do TREM DAS ONZE (www.fernandocaldeira.com.br)

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É NA DESUNIÃO A APOSTA DA SITUAÇÃO

Ainda tem muita coisa para acontecer, é verdade. Até porque temos mais de um ano para as eleições municipais, tempo suficiente para que, aquilo que é hoje não seja amanhã, e assim por diante. Qualquer exercício relativo ao resultado das urnas é, portanto, mera especulação.

Entretanto, independente do que vai acontecer, e o que tem para acontecer é muito forte, uma coisa está clara: o esquema da prefeita Denise Albuquerque, em Cajazeiras, aposta não só no que realizou sua gestão mas, acima de realizações, aposta na desunião das oposições! Esta sim é a aposta do esquema Denise/Carlos Antônio/Jeová para vencer novamente a eleição municipal na terra do padre Rolim.

Essa constatação não nasceu de minha imaginação, como podem pensar alguns. Não! Ela me foi dita por um membro do próprio esquema governista que, óbvio, pediu-me para não revelar sua identidade.

Segundo ele, quanto mais partidos e mais candidatos de oposição à prefeita Denise, mais fácil será a tarefa de sua reeleição. E a matemática é simples: quanto mais as oposições se dividem, mais se dividem os votos das oposições. E votos de oposição, divididos, têm muita chance de serem menores que os votos ‘unidos’ do governo! Como em Cajazeiras a eleição é num só turno, quem ganha com isso é a situação. Simples assim!

Desta forma, para quem imagina que quantidade de candidatos de oposição define a eleição em Cajazeiras, acertou: define a vitória do governo!

Logo, diferente do que possam estar imaginando os adversários do carlismo em Cajazeiras, candidaturas de Gobira (PSOL), Vituriano (PMDB) e Zé Aldemir (PEN) só ampliam o sorriso da situação, certa da vitória com essa divisão!

Se pretende ter alguma chance de encurralar os situacionistas e destronar o carlismo no município, a oposição cajazeirense precisará mais que bons nomes. Precisará de bons nomes sim, mas de união, principalmente!

Unida, com Gobira, Vituriano e Zé Aldemir, aí sim, a oposição pode pregar uma surpresa na situação!

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Léa não quer, mas…

Ela mesma me ligou para dizer que não está pleiteando nem fazendo qualquer tipo de gestão para ser a vice da prefeita Denise. Me refiro à vereadora licenciada Léa Silva Santos (DEM).

Ainda assim, permitam-me uma divagação futurista: acredito que exatamente sobre Léa Silva recairá a indicação da vice na chapa da prefeita Denise, candidata à reeleição. Por que?

Bem, resumidamente, é o seguinte: quem além da vereadora em questão pode abrir mão de dois cargos (Chefe da Casa Civil do Governo do Estado e Vereadora), o que facilita agregar aliados insatisfeitos e amplia a possibilidade de alianças? Resposta: NINGUÉM!

Ora, aprende-se cedo em política que o poder de arregimentação é diametralmente proporcional ao poder de ceder espaços! E enquanto Léa pode ceder duas vagas, o que têm outros possíveis pretendentes para ceder? Vocês se lembram da máxima adorada pelos políticos? “É dando que se recebe.” Lembram agora?

Assim, a engenharia política me leva a crer que, em condições normais de temperatura e pressão, quer dizer, sem cataclismas de surpresa, a escolha do vice de Denise passar por quatro pontos essenciais, a saber:

1°) a vereadora Léa Silva, hoje Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, retorna à CZ e será a vice de Denise;

2°) Jr. Araújo candidata-se a vereador e, em caso de vitória, habilita-se à disputa pela Presidência da Câmara com apoio do grupo;

3°) a saída de Léa na disputa por uma vaga na Câmara abre um ativo eleitoral enorme para ser rateado entre os que ficarem na disputa das vagas pelo grupo, acalmando possíveis insurgências, e

4°) para o lugar de Léa Silva na Casa Civil, caberia ao deputado Jeová Campos a indicação de um nome de seu agrado, que contaria com o apoio de todo grupo da prefeita, além do compromisso de renovar o apoio a Jeová Campos como deputado de Carlos Antônio e Denise Albuquerque.

Além de todo esse arranjo político partidário, diga-se de passagem, a indicação do nome de Léa Silva para vice de Denise pode arrefecer o atual ímpeto oposicionista do deputado estadual José Aldemir (PEN), vez que a vereadora Léa foi seu forte cabo eleitoral na última campanha, em Cajazeiras.

Bem, se isso tudo vai dar certo e vai mesmo acontecer, só o tempo dirá. Mas que acomoda senão todos, mas boa parte dos interesses político-partidários do esquema governista em Cajazeiras, isso acomoda!

S O L T A S

. É definitivo: deputado Zé Aldemir não vota nem apoia candidatura Denise Albuquerque à reeleição.

. Se Vituriano julga que entre 50 e 70% dos eleitorado é corrupto, como ele disse, só há um jeito de vencer eleição: corrompendo!

. Nepotismo e estelionato são as denúncias do vereador Expedito Leite (PSB) contra a administração da prefeita Lucrécia Adriana, que deu o calado por resposta, em Joca Claudino.

. Neste domingo (29) tem Debates Populares no Trem das Onze, com dois temas: 1°) Festividades juninas: dever do poder público? e 2°) Golpe e pressão política.

 

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FALA VITURIANO

“A falha mesmo hoje é a gente ser sério e honesto. Essa é a pior falha! Eu acredito que quem quiser continuar na vida pública tem que todos os dias virar bandido, só gostar de coisa ruim, não acreditar no povo, o povo induz você a ser sério e depois corre, 50 ou 70% do povo é corrupto. Eu prefiro sair, vou sair.”

Bem minha gente, se o ex-prefeito e ex-deputado Antônio Vituriano (PSC) não mudar de opinião, certamente não mais será candidato. A nada!

Afinal de contas, foi ele mesmo quem disse: “eu prefiro sair, vou sair.” É bem verdade que o disse num momento de fortes emoções de contrariedade com sua baixíssima votação, não conseguindo reeleição para a Assembleia Legislativa. Mas disse! E estando dito, como está, quem o desdiz senão ele próprio?

Em outras palavras, até que o próprio Vitu venha a público e diga que mudou de idéia, ele preferiu sair, e saiu!

Mas, imaginemos que o tempo, sanativo de muitas dores, tenha cicatrizado as mágoas e as feridas daquele insucesso eleitoral, a ponto do “leão” querer voltar a disputar eleições. Como se haverá o ex-prefeito com outras declarações suas igualmente comprometedoras?

Como Vituriano justificará que “a falha mesmo hoje é a gente ser sério e honesto!” De que forma pleitear representar o povo entendendo que ser sério e honesto na vida pública, é uma falha? Ele será desonesto?

Pedindo votos em cima dos palanques, como o ex-deputado se portará, depois de afirmar que “quem quiser continuar na vida pública tem que todos os dias virar bandido?” Ele se proporá a isso?

Como se querer dirigir uma cidade, sendo dela o seu prefeito, entrando portanto na vida pública, se uma das condições para isso é “não acreditar no povo?” Afinal se não se deve acreditar no povo, porque o povo deve nele acreditar?

Pior, se entre 50 ou 70% do povo é corrupto, como afirmou Vituriano, ou o candidato se corrompe para ter chance de vitória, ou já parte sabendo que não terá êxito. Vituriano se corromperá?

São questões que nascem de afirmações dele próprio! E só o próprio Vituriano é quem pode respondê-las.

Fala Vituriano!

S O L T A S

. Li esta semana que uma jornalista australiana deixou o jornalismo para ser prostituta. Pois bem, melhor deixar o jornalismo para ser prostituta, do que ser prostituta no jornalismo!

. Segundo o deputado Trócolli Júnior (PMDB), muitos dos nossos parlamentares federais “falam grosso na Paraíba e são pintinhos em Brasília!”

. Com as dificuldades naturais de toda administração pública, Denise Albuquerque faz um bom governo em Cajazeiras.

. Segundo Fernando Milanez, vereador do PMDB de JP, “em Brasília só se fala em prorrogação por dois anos dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, para haver coincidência de eleições a partir de 2018.”

. Fosse hoje a eleição, quem vc escolheria para Prefeito de Cajazeiras? Denise Albuquerque, Vituriano de Abreu, Antônio Gobira, Zé Aldemir ou outro candidato? Vote: www.fernandocaldeira.com.br

 

 

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Respeitem a inteligência do povo

O deputado estadual Anísio Maia (PT) deu declarações afirmando textualmente que “a bancada paraibana no Congresso Nacional é muda e só quer autopromoção.” O representante petista na Assembleia Legislativa fez tal afirmação ao avaliar a situação de extrema dificuldade hídrica que passa o Nordeste brasileiro, em geral, e a Paraíba, em particular. E Anísio Maia tem toda razão!

Com raras e honrosas exceções, a regra geral de nossa bancada federal é a de ‘cada um por si e a Paraíba que se vire!’ São deputados federais e senadores que não estão naquele Congresso para viabilizar caminhos para as demandas do povo que dizem representar. Só pensam em si e mais nada. Essa é que é a verdade!

Ora, minha gente, estamos quase em colapso d´água na maior parte da Paraíba, e o máximo que se vê são alguns desses “representantes” posando para fotos ao lado de ministros de Estado e de prefeitos municipais para, preparados os releases para a imprensa, surfarem na onda da sempre paga mídia, aparecendo como verdadeiros benfeitores da massa ignara.

Quando não é ao lado de ministros, esses senhores de gravata e paletó, sempre barbeados e de fala bonita se apresentam como os representantes que “disponibilizaram” emendas ao Orçamento da União beneficiando este ou aquele município.

Meu Deus do céu, se um deputado ou um senador não tiver competência para inserir emendas ao orçamento federal, digo agora como o famoso capitão Nascimento: “PEÇA PRA SAIR!”

O mínimo que podem fazer é isso. E ao fazer, não estão “disponibilizando” coisa alguma, vez que só se disponibiliza aquilo que se possui e, como o mandato parlamentar é delegação popular, nenhum deputado ou senador estará dispondo de nada seu em favor da coletividade. Estará, sim, utilizando o mandato que lhe foi outorgado. O que é de suas obrigações, diga-se de passagem.

Tem deles (deputados e senadores) que mal saem de Brasília para ouvir o povo. Também pudera, deixar a aprazível capital federal com aquele clima ameno para andar na quentura da Paraíba! Aí, o que fazem? Fotos, releases, fotos, releases, …, e mais fotos, releases, fotos, releases. De tal forma que , ao abrir um jornal, ou acessar um portal, o cidadão comum se depara com aqueles (congressistas) que quase nunca vêm à Paraíba, posando de bom moço e de congressista atento e diligente com as necessidades e o clamor da gente paraibana.

Agora mesmo, quando o governo federal corta 70 bilhões de reais do orçamento, aparece o senador Raimundo Lira (PMDB), em releases tornados matérias de jornais e portais, comunicando sua indicação para relator de uma comissão X, onde ele conseguirá a obra de duplicação da BR-230 de Campina Grande à Cajazeiras.  Dá para crer? Dá para alguém acreditar nisso? Dilma corta 70 bilhões, mas Lira consegue obra de 3 bilhões para o interior da Paraíba! Senador, tenha paciência!

Deputado Anísio Maia, o senhor tem razão!

Senhores deputados federais, senhores senadores, respeitem a inteligência do povo!

S O L T A S

. Parece que finalmente vão acabar com um grande mal nesse país: a reeleição!

. Prefeito André Gadelha convoca deputados federais a paralisar os trabalhos enquanto crise hídrica não for resolvida. Taí uma boa idéia. Difícil é achar deputado disposto à luta!

. Seca faz prefeito de Queimadas cancelar festejos juninos. E fez muito bem!

. TCE-PB constata déficits nos regimes de previdência dos municípios e passivos somam bilhões de Reais. Aí é o que se chama um problemão!

. MPF/PB e PF deflagram operação para combater tráfico da turmalina paraíba; Deputado paraibano envolvido. A ganância do homem não tem fim!

. Neste domingo (31) DEBATES POPULARES no Trem das Onze com Adalberto Nogueira, Mariana Moreira, Rivelino Martins, padre Francivaldo e Zé Maria Gurgel.

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Quem Cássio quer: Fabiano ou Zé?

Não faz muito tempo eles estavam juntos no mesmo palanque. Habitavam o mesmo espaço político e lutavam ombro a ombro em Cajazeiras e região para recolocar Cássio Cunha Lima no cargo de Governador da Paraíba.

Desfeito seus sonhos pela vontade do povo expressa nas urnas, eis que a sucessão municipal marca-lhes um novo encontro. Desta vez, ao que parece, não tão amistoso quanto o anterior.

Agora, Fabiano Gomes quer o que Zé Aldemir também quer: o controle do PSDB em Cajazeiras. E quem vai decidir essa parada é quem eles queriam ver governador novamente: Cássio Cunha Lima! Caberá ao ‘galo’, de Campina, dar as cartas no PSDB, de Cajazeiras!

Mas, e qual é a dificuldade, se ambos votaram nele e são seus aliados, deve estar perguntando você? A primeira dificuldade é que ao decidir entregar o PSDB de Cajazeiras a Fabiano, Cássio joga no limbo um deputado seu na Assembleia Legislativa. A segunda dificuldade é que se Cássio decidir em favor do seu deputado, estará decidindo contra um amigo. Mas isso não é tudo. Tem mais dificuldades para o senador campinense decidir com quem fica o tucanato cajazeirense!

Se decidir entregar a legenda que comanda ao “gordinho”, como tratam Fabiano, estará levando o PSDB a engrossar a fileira de partidos que se coligará com o PSB na reeleição da prefeita Denise Albuquerque , aliada do Governador Ricardo Coutinho (PSB). Sim, porque, ainda que aliado de Cássio na eleição de 2014, em 2016 FG vota com o grupo aliado de Ricardo em Cajazeiras. Será se Cássio está disposto a facilitar as coisas para os aliados do Mago na terra de padre Rolim?

De outra forma, se decidir entregar o comando partidário a Zé Aldemir, estará alimentando a fileira de partidos que se formará no apoio à candidatura oposicionista em Cajazeiras. Vale dizer, à candidatura contrária à apoiada por FG. Cássio estaria disposto a indispor-se com um dos poucos comunicadores fechado com sua prática política?

Seja como for, para além da escolha de um nome, há a escolha sobre de que lado ficará o PSDB de Cássio na sucessão municipal de Cajazeiras? Parece óbvia a resposta, mas pode não ser. Afinal de contas, se o PSDB ficar na oposição a Prefeita Denise Albuquerque(PSB), candidata à reeleição, estará do lado do deputado Zé Aldemir, que pode inclusive vir a ser o candidato. Porém, estará do lado contrário de coordenadores da campanha de Cássio em Cajazeiras e região, no caso o vice-prefeito Júnior Araújo (PTB) e do radialista Fabiano Gomes.

Afinal, quem Cássio quer: Fabiano ou Zé?

S O L T A S

. O senador Raimundo Lira (PMDB) e o deputado Wellington Roberto (PR), cajazeirenses, sequer compareceram à Audiência Pública da Zona Franca do Semiárido, em Cajazeiras.

. Falar nisso, quanta falta nos faz um Edme Tavares!

. Incrível como alguns gestores são irresponsáveis: em plena seca que já vai para o 4° ano, com educação, saúde e infraestrutura municipais capengas, ainda gastam dinheiro público com realização de festas.

. Falar nisso, alguns vereadores de Cajazeiras tomaram para si a realização de dois dias de Xamegão. Depois de muita conversa e fotos na mídia, desistiram do intento. É a velha máxima: “falar é fácil…”

. E enquanto alguns só pensam em festas, a Paraíba vai se acabando sem água nos seus açudes. Até quando elegeremos políticos festeiros ao invés de elegermos quem realmente se preocupa com coisas sérias?

. Neste domingo (24) o Trem das Onze entrevista o vice-prefeito de Cajazeiras, Júnior Araújo (PTB).

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MOMENTO DE UNIÃO

O provincianismo e a desinformação são péssimas companheiras do desenvolvimento regional que pleiteamos via Zona Franca do Semiárido.

Digo isso, a propósito de uma postagem que vi de relance no facebook onde um radialista, não sei se de Sousa ou de Patos, estaria a propagar que as lideranças daquelas cidades iniciariam um “trabalho” para retirar de Cajazeiras o centro da Zona Franca que se quer instalar no Nordeste.

A ser verdadeira a informação, patenteadas ficam a desinformação e o provincianismo, irmãs gêmeas da obscuridade, para ser leve.

Ora meus amigos, uma Zona Franca tem suas delimitações e, dentro delas, ‘todos os gatos são pardos.’ Nela não existem regiões melhores que outras, nem municípios mais privilegiados que outros, nem Estados mais contemplados que seus vizinhos. A Zona Franca, se efetivamente criada, passa a ser um novo território do ponto de vista econômico. Neste novo território, as regras valem para todos que, aí sim, nas suas individualidades de Estados e municípios, podem catalisar através de políticas de atração, mais empresas, mais indústrias e mais investimentos que outros.

Assim, criada a ZF, todos nela inseridos terão os mesmos benefícios oriundos do Governo Federal, ente a quem caberá, inicialmente, os ônus fiscais dela decorrentes. A posteriori, aí sim, os entes federados (Estados e Municípios) incluídos no “território” da Zona Franca poderão, individualmente, conceder os incentivos fiscais que julgarem convenientes dentro de suas jurisdições. Da soma destes com aqueles, nascerá a competitividade de cada Estado e cada município.

Sendo assim, não há privilégios à Cajazeiras por ser ela o centro da ZF do Semiárido. Sua escolha, dessa forma, não tem intenção de secundarizar outros em seu benefício.

Diferente, a escola da terra do padre Rolim para “epicentro” do terremoto econômico advindo da instalação de uma Zona Franca, parte do princípio de alcançar Estados, municípios e regiões interioranas do Nordeste, ciclicamente castigadas pelas intempéries climáticas e pela posição geográfica pouco favorecidas.

Cajazeiras, Sousa, Patos, e todos os demais municípios que gravitam ao redor, só para citar a Paraíba, são beneficiários diretos e igualitários da Zona Franca com que namoramos.
Falar em disputa entre eles para centrar este ‘novo território fiscal’ é alimentar um provincianismo caolho, carcomido e ultrapassado, e (des)informar a notícia como ela é.

Ao contrário disso, o que precisamos é unir esforços. O momento é de união!

S O L T A S

. Fui surpreendido esta semana com a propositura do deputado Renato Gadelha, que me concede o título de Cidadão Paraibano. Se há algum merecimento a justificar esta homenagem que muito me honra e que muito agradeço, são meus quase 35 anos de jornalismo neste Estado que me adotou vindo de São Paulo, e que me presenteou com esposa e quatro filhos.

. Igualmente agradeço aos deputados da Comissão de Constitução, Justiça e Redação que, à unanimidade, aprovaram a concessão da honraria. Meu obrigado a Jeová Campos, Branco Mendes, Trocolli Júnior, Camila Toscano, Estela Bezerra e Janduí Carneiro. Viva a Paraíba!

. Os deputados Rômulo Gouveia e Veneziano Vital do Rego, além da assessoria do senador Raimundo Lira, tomaram a iniciativa de justificar à coluna suas ausências hoje na audiência pública sobre a Zona Franca do Semiárido.

. A enquete do blog www.fernandocaldeira.com.br será encerrada neste domingo (17), dentro do programa Trem das Onze. Por enquanto está em 1º lugar Antônio Gobira (PSOL), seguido de perto por Adjamilton Pereira (PMDB).

. “A vida é muito curta para ser pequena!”

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Roberto Amaral: “precisamos construir uma alternativa de esquerda para 2018”

EXCLUSIVO – Ex-ministro de Ciência e Tecnologia do 1° governo Lula, Roberto Amaral está em João Pessoa a convite do Fórum Universitário da UFPB para proferir palestras sobre o momento político atual e sobre a mídia.

Em entrevista exclusiva ao blog, Roberto Amaral fala da falência do regime presidencialista no país, e considera suicídio do PSB, partido do qual é um dos fundadores, ter aderido ao PSDB na campanha de Aécio Neves.

O ex-ministro de Lula elogiou o governador Ricardo Coutinho, a quem qualificou de “um quadro exemplar da esquerda”, por sua posição de defesa do PSB como partido da base aliada do governo, em que pese a atual direção ter desvirtuado o posicionamento tradicional do partido.

Defendendo a Petrobrás do que ele imagina ser uma campanha para desnacionalizar aquela que é a maior empresa brasileira, Roberto Amaral defende o controle social da mídia e aconselha a Presidente Dilma Rousseff a não fazer concessões para a governança.

 

A ENTREVISTA

 

FC – Ministro, o sr. escreveu um artigo intitulado “A falência do presidencialismo.” O regime brasileiro é presidencialista. O Brasil está falido?

RA – Não. O Brasil está muito bem, obrigado. O que nós estamos vivendo é um crise de superestrutura. O presidencialismo a que me refiro é o presidencialismo de coalizão. É um presidencialismo que exauriu a suas possibilidades e é responsável pela crise política que nós estamos vivendo. O Presidente da República, eleito de forma majoritária pela população, lhe dá o mandato, mas no entanto não lhe oferece maioria no Congresso Nacional para que ele possa exercer, executar os compromissos que ele assumiu na campanha eleitoral. Então nós temos um poder executivo comprometido com a linha A e um poder legislativo que nós precisamos preservar, comprometido em combater essa linha. Isso dá um conflito. Para poder governar, o Presidente da República, o governador, o prefeito, qualquer chefe de executivo, tem que fazer uma coalizão. Ele só pode fazer coalizão com seus adversários. Então ele tem que trazer novos partidos para compor a maioria sem a qual ele não pode governar. Ou seja, para governar, ele tem que renunciar ao seu programa. Ou seja, ele tem que trair o seu programa o que, de certa forma, é uma fraude eleitoral.

 

FC – O sr. escreveu outro artigo intitulado “Harakiri ideológico do PSB.” O Harakiri é um ritual de autoflagelo dos japoneses que pode levar à morte. Exatamente o que o sr. quis expor quando tratou do Harakiri ideológico do PSB?

RA – Exatamente isso. Que o Partido Socialista Brasileiro, desnecessariamente, renunciou a sua história, renunciou a biografia dos seus ex-dirigentes e ex-fundadores, renunciou a sua ideologia por puro oportunismo. Isto é o harakiri ao qual me refiro. O harakiri é o rito japonês, que é bonito. Eu espero que os japoneses não se ofendam se eu comparei o ato do meu partido com o harakiri. Eu quero dizer que ele suicidou-se, assassinando a sua história. O que é fundamental aí, é que além disso, dessa traição à sua história, é um ato de burrice. Com a crise dos partidos de esquerda, o PSB tinha todas as condições de ser a alternativa da esquerda socialista e democrática. Ele renuncia a esse papel para ser o rebutalho, para ser um agregado, para ser um apêndice, um anexo do Partido da Social Democracia Brasileira.

 

FC – O governador da Paraíba é do seu partido e resiste a esse novo posicionamento do PSB. Dentro do partido, ele advoga o apoio à Presidenta Dilma Rousseff. O sr. acha que o governador está certo de fazer essa defesa, estando o PSB, majoritariamente, contrário a isso?

RA – Claro. Eu fiz isto. Erundina fez isto. Movimento sindical fez isto. A senadora Lídice da Mata fez isto. O movimento juventude fez isto. O deputado Glauber Braga fez isto. E principalmente fez o governador Ricardo Coutinho, com a sua dupla autoridade de um quadro exemplar da esquerda e de um governador. E mais do que isso, ele não apenas se pronunciou contra a adesão injustificada ao Aécio, como aqui na Paraíba ele apoiou a campanha da Presidente Dilma.

 

FC – Como é que o sr. vê essa história de Lava Jato, de Petrolão?

RA – Evidentemente que eu vejo com tristeza, vejo com apreensão, e vejo até com mágoa. Essa gente não está a altura dos que nos anos 40 e 50, dos estudantes, dos trabalhadores e de setores militares que foram às ruas do Brasil inteiro defender não só “O Petróleo é Nosso”, como a Petrobrás. A Petrobrás, porém, felizmente é uma empresa muito grande, ela detém know hall, ela detém tecnologia, ela detém extraordinário capital humano, ela é economicamente muito forte, ela tem atrás de si a riqueza do pré-sal, e isso vai assegurar a sua sobrevivência. Tudo de mal foi feito contra a Petrobrás, mas é preciso distinguir entre a necessária punição dos responsáveis pelos desmandos, com o que estão querendo fazer que é, ao invés de punir os crápulas, punir a empresa cortando seus investimentos, vendendo os seus ativos e especulando na bolsa de valores com as suas ações. A população brasileira precisa ficar atenta a isso, porque atrás da campanha da imprensa há uma tentativa de desnacionalizar a indústria do petróleo em nosso país. Isso é muito grave, porque vai levar à falência centenas de empresas brasileiras e vai levar ao desemprego milhares e milhares de trabalhadores. O complexo Petrobrás é responsável por 13% do PIB nacional. A crise da Petrobrás abala a economia brasileira.

 

FC – O que o sr. pensa da tese do controle social da mídia no Brasil?

RA – Nós temos o controle dos ônibus. O Estado controla as concessões de ônibus. O Estado controla as concessões das estradas. É obrigação do Estado controlar todas as concessões de serviço público. Os meios de comunicação de massa, radiofônicos e televisivos, são concessões de Estado. Por que não controlá-los. Não é controlar conteúdo. É controlar a exploração de mercado, é impedir o dumping, e controlar e impedir o oligopólio, é controlar o monopólio. Nós temos uma autarquia, o CADE, Conselho de Administração de Defesa da Economia, que impede o dumping na economia, que duas empresas se juntem para absorver o mercado. E nós permitimos que uma empresa tenha 60% da publicidade. Por que não controlar isso?

 

FC – Se a Presidenta Dilma lhe pedisse um conselho, o que o sr. diria a ela?

RA – Que ela não faça concessões na governança, que ela exija do partido dela uma autocrítica, que ela vá à sociedade, ocupe os meios de comunicação de massa para ela também fazer a sua autocrítica e chamar o povo, que a atenderá, para exercer o governo em novas bases.

 

FC – Em 2018, tem volta Lula?

RA – Não sei. Só a Pitonisa ou quem joga búzios.

 

FC – O sr. vê algum nome da esquerda…

RA – Hoje não. Hoje nós não temos nenhum nome. Nós precisamos construir esse nome, nós precisamos construir alternativas. Nós temos pouco menos de três anos para isso.

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O nosso dia ‘D’

Neste dia 15 de Maio comemora-se o Dia da Assistência Social, o Dia do Gerente de Banco, o Dia Internacional do Serviço de Informações Aeronáuticas, o Dia de Santo Isidro, o Dia Internacional da Latinidade, o Dia Internacional da Família e o Dia do Armamentista. É, vê-se, um dia importante.

A depender de nós, sertanejos da Paraíba, a história consagrará este dia, num futuro breve, também, como o nosso dia “D”. Afinal de contas, neste próximo dia 15 Cajazeiras sedia a 1ª. audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados para Criação da Zona Franca do Semiárido (PEC 019/11). E se a alguém resta qualquer dúvida dos benefícios daí decorrentes, basta dizer que com a ZFS, a maior parte do chamado polígono das secas do NE será enormemente beneficiado com a geração de empregos e rendas, como nunca antes na história.

Como diz o ditado popular, “cada macaco no seu galho”. Explico: há uma Comissão Especial da Câmara Federal discutindo e analisando este tema; essa Comissão inicia por Cajazeiras, dia 15 próximo, uma série de audiências públicas nas principais cidades das regiões alcançadas pela ZFS para ouvir suas lideranças políticas e sociais sobre suas expectativas e disposições.

A Comissão Especial está fazendo a sua parte. O que se quer, o que é necessário agora, é que as lideranças políticas e sociais da Paraíba façam a sua! De que forma? Como? Simples, como alguém que, esperando um bom futuro, encontra-o na porta de casa!

É exatamente isso o que estará acontecendo neste dia 15 em Cajazeiras. O futuro de crescimento que tanto o semiárido persegue e deseja, agora bate a porta. Abrimo-la, cumprimentemo-lo, estendemo-lhe tapete vermelho, saudemo-lo efusivamente, e mostremo-lhe que o desejamos.

Mas, para isso, é preciso que todos estejam presentes: Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores, Governador do Estado, Prefeitos, Vice-prefeitos, vereadores, AMASP, AVASP e outras lideranças políticas mais. E mais: Movimento Amigos de Cajazeiras (MAC), Associação Comercial e Industrial, Sindicatos patronais e de trabalhadores, Maçonaria, Rotary Clube, Lions Clube, AC2B, AC3, e a sociedade de toda região!

O próximo dia 15, pode ser o nosso dia ‘D’.

Mas o nosso dia ‘D’ depende de você! Faça a sua parte, se faça presente, convoque seu vereador, seu prefeito, seus deputados, seus senadores, seu governador, estimule seu vizinho a ir também.

Vamos lotar e encher de energias positivas essa audiência. O futuro que desejamos nunca esteve tão próximo de nós!

S O L T A S

. A Estância Termal Brejo das Freiras pode tornar-se um Hotel Escola da FecomércioPB. Conversações nesse sentido já estão em andamento e aguarda-se para breve uma proposta de Marconi Medeiros, presidente da entidade, que poderá comprá-la ou arrendá-la.

. O deputado Jeová Campos (PSB) mergulhou num silêncio tumular, logo após a imprensa especular que ele indicaria seu primo, Itamar Brasil, para vice da prefeita Denise Albuquerque (PSB). Quem cala, consente?

. O Presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, Nilson Lopes (PSD), engrossou o pescoço e foi na jugular do dep. José Aldemir (PEN): “ele será um traidor se romper com o grupo da situação; se mãe descer do céu e pedir pra eu votar em Zé Aldemir, eu não voto”.

. O dep. José Aldemir diz que só fala em sucessão municipal de Cajazeiras em 2016. Mas já trabalha nela desde agora!

.  A prefa. Denise (Cajazeiras), decidiu encarar: “estou pronta para enfrentar quem quer que seja.”

. À toda bancada federal paraibana enviei convocação de presença na Audiência Pública do próximo dia 15, em CZ. Até agora, apenas o deputado Rômulo Gouveia acusou recebimento: “Farei o possível para comparecer à Audiência Pública para discutir a criação da Zona Franca do Semiárido Nordestino. Contem comigo nessa matéria!”    

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Convocação geral

Não venham depois dizer que não sabiam, nem aleguem que não foram avisados. Prepare-se. Vem aí uma reviravolta!

Refiro-me ao que vem a caminho, em breve, para o semiárido paraibano: oportunidades! Isso mesmo, em breve seremos banhados por ondas de oportunidades que, se bem aproveitadas, serão a vara de condão a mudar absolutamente a face do nosso sertão.

Falo da segurança hídrica que será proporcionada pela chegada das águas do Rio São Francisco. O srs. já se deram conta do que isso representa? Não se trata apenas de seguridade na água para beber, e portanto para a vida. Fosse para isso, já seria muito. Mas é ainda mais; é além disso! É água que proporcionará irrigação, que significa produção, que significa mais renda, que significa mais emprego, que significa mais imposto, que significa mais saúde, que significa mais educação, que significa mais desenvolvimento, que significa crescimento! É disso que se trata! Os srs. já pensaram nisso? Os srs. já estão se preparando para isso?

Sim, por que as oportunidades, como disse, vão surgir. E como acontece em qualquer lugar do mundo, se os de casa não as aproveitam, os de fora vêm e as utilizam. Mas tem mais: tem também a zona franca do semiárido que, parece, vai ser mesmo aprovada em Brasília. Com a zona franca e a transposição, é a vez do sertão! Não tem como não crescer com esses dois vetores apontando o caminho do futuro!

Cabe-nos, então, projetar esse futuro. Preparar-se para sua chegada que, repito, será breve.

Sociedade civil organizada, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, candidatos a políticos,… está na hora de olhar para a frente que a todos divisa, e deixar de lado o olhar miúdo do próprio umbigo.

Não é mais tempo de priorizar projetos políticos pessoais, mas de unir esforços em torno de planejamentos estratégicos que catalisem a chegada dos bônus com os adventos da transposição e da zona franca.

Aliás, próximo dia 15, em Cajazeiras, realiza-se a primeira audiência pública da zona franca do semiárido. Os cajazeirenses têm obrigação de comparecer em massa e expor sua empolgação com o projeto. Vamos receber bem os visitantes. Vamos mostrar que só nos falta oportunidades, e a que a zona franca é uma delas!

S O L T A S

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Um novo fazer político

  • Fernando Caldeira

Sem precisar descer a méritos, salta aos olhos que a atual composição da Assembleia Legislativa da Paraíba é bem melhor que a anterior.

Tanto é verdade que, diferente de outros tempos não tão idos, hoje o Poder Legislativo debate, discute, encaminha e legisla. A Assembleia deixou de ser um ringue entre os que apoiam e os que não apoiam o governo, para ser a caixa de ressonância dos apelos sociais.

Essa mudança comportamental do Poder se deu sem que ninguém abrisse mão de suas características: situação continua apoiando o governo e oposição fiscalizando o governo. E assim tem que ser porque, como já dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra!”

A nova composição da Assembleia mostra que a Paraíba não quer um legislativo contra o executivo. Os paraibanos expressaram nas urnas que querem um legislativo autônomo, fiscalizador , crítico, sugestivo, contestador …, mas não um legislativo contra o executivo. Afinal, tanto um quanto outro são originários da vontade do povo. Legislativo e executivo são poderes emanados das urnas; portanto, são rebentos do povo. E sendo o povo que os constitui através de seus delegados (deputados e governador(a) ), não é razoável imaginar que os queira contrapostos.

Ao contrário, sem abrir mão cada qual de seu papel, a situação de apoio e base ao governo e a oposição de crítica e fiscalização, o que a Paraíba espera é que legislativo e executivo caminhem juntos. Pragmático, o povo sabe que a união faz a força!

Sendo assim, hoje temos um Poder Legislativo que estima o povo, porque constituído por uma situação que se dá ao respeito e não se genuflexa ao executivo, e uma oposição franca e propositiva que não pragueja nem exorciza o governante.

Resumindo, hoje na Paraíba cada um faz exatamente o serviço encomendado pelo povo nas urnas: a Assembleia legisla e o Governo executa. Bem feitos, ambos ofícios canalizam os esforços públicos no encaminhamento de soluções para os problemas da Paraíba, que não são poucos.

Esse novo entendimento do fazer político no Estado, a continuar, pode nos render excelentes frutos. Colhidos, esses frutos servirão ao desenvolvimento da Paraíba, e portanto ao povo paraibano. Esse ciclo virtuoso se fecha numa roda composta de reconhecimento popular, eleição dos representantes do povo, legislação e execução públicas em favor do Estado, frutos colhidos, reconhecimento popular, …., e o ciclo recomeça! Em outras palavras, quando cada um faz bem o papel que lhe cabe, todos ganham.

A Paraíba está aprendendo que é possível fazer política com “P” maiúsculo!

S O L T A S

. Falar em Poder Legislativo, parabéns à Câmara Municipal de Cajazeiras, que tem discutido, inclusive presencialmente nas comunidades, os problemas do povo. Um legislativo crítico, mas propositivo, é uma bússola excelente a qualquer administrador.

. Apesar dos chiliques de alguns doutores por decreto em relação ao assunto, o fato é que o povo continua a sofrer a “injustiça qualificada e manifesta” por conta da justiça tardia, fruto de uma celeridade processual que é uma piada e que afronta o bom senso dos que o tem!

. Enquanto o PMDB está cada vez mais aliado ao governador Ricardo Coutinho (PSB), algumas figuras do PT tenta afastá-lo mais e mais do governante paraibano, sendo Ricardo hoje, o governador que mais abertamente defenda a Presidenta Dilma Rousseff!

. E enquanto os senadores Aécio Neves e Cássio Cunha Lima batem bumbo todos os dias pela cassação de Dilma, o ex-presidente Fernando Henrique deu-lhes uma lição de cidadania: “impeachment não pode ser objeto de desejo.”

. Neste domingo (27) tem DEBATES POPULARES no Trem das Onze com Zé Maria Gurgel, Rivelino Martins, Padre Francivaldo, Mariana Moreira e a estreia de Adalberto Nogueira.

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FADADOS AO DESENVOLVIMENTO

* Fernando Caldeira

Acredite: chegou a hora do semiárido nordestino! Pode parecer um sonho, uma miragem, uma alucinação, mas não é. Chegou a vez de quem pouco teve vez neste Brasil.

Muito mais que um desejo ou uma esperança, trata-se de uma constatação, tal assertiva. Vários são os fatores que atualmente convergem para o inexorável desenvolvimento de nossa região, em que pesem fatores contrários como distância dos centros consumidores e pluviosidade.

Os dois fatores mais decisivos para a arrancada desenvolvimentista da região interiorana do Nordeste são, sem dúvida, pela ordem de importância, a Transposição do São Francisco e a criação da Zona Franca do Semiárido.

É bem verdade que a Transposição é ainda uma obra em andamento e a Zona Franca apenas uma proposta de emenda constitucional (PEC). Porém, no estágio em que tanto uma quanto outra se encontram, dificilmente elas serão paralisadas ou sofrerão retrocesso. Claro, há que lideranças políticas regionais manterem a ‘pressão’ sobre agentes e fatores que as determinam ou influenciam. Feito isso, com o permanente e imprescindível apoio popular, tanto Transposição quanto Zona Franca, serão realidades muito em breve.

E aí, haverá que se contar uma história do Semiárido antes e outra depois delas. A história antes, todos já conhecemos: falta d´água, desemprego, miséria… . A história depois é a que vem a galope de cavalo puro sangue trazendo novos tempos.

Não que unicamente por si ambas tenham o condão de transformar deserto em oásis. Mas são, sem dúvida, as molas propulsoras do desenvolvimento que tanto perseguimos, claro, a depender também de nossos próprios esforços.

Com a Transposição teremos algo fundamental: segurança hídrica. Água farta o tempo todo, faça chuva ou faça sol, como se diz. Fundamental, porque ninguém instala uma empresa ou uma indústria num ambiente vulnerável de água, vital para a vida humana. Esse primeiro e grande empecilho, teremos ultrapassado.

Com a criação da Zona Franca teremos a chegada de empresas, empresários, indústrias e industriais e, com eles, empregos e renda. Atraídos pelos benefícios fiscais federal, estaduais e municipais, aqui localizarão suas unidades produtoras que, para produzirem, terão que absorver nossa mão-de –obra. Mais gente empregada, mais gente ativa na economia, mais vendas, mais produção, mais empregos no comércio, e por aí vai uma corrente de benefícios que pode alcançar a sociedade toda de uma cidade e de uma região!

Podemos e devemos fazer nossa parte como cidadãos: ‘pressão’ em nossos representantes políticos e qualificação de nossa mão-de-obra via Escola Técnica Estadual, IFPB e Senac.

Feito isso, somos, acreditem, fadados ao desenvolvimento!

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OAB/CZ e democracia

“A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça”. (Rui Barbosa)

Não criei, não inventei e não menti. Fiz o que cabe à imprensa fazer: relatar a verdade!

E a verdade é que a nossa justiça é lenta, demorada e tardia. E justiça que tarda, ensinou Rui Barbosa, “não é senão injustiça qualificada e manifesta.”

Saiam de seus gabinetes refrigerados, ouçam o povo e então descobrirão a verdade que afirmei, que volto a reafirmar, e pela qual oabeanos de Cajazeiras parecem querer me crucificar.

Num artigo simples de cinco parágrafos onde abordo e lamento a demora judicial para julgar, o que é verdade aqui e alhures, em um, em apenas um, cito a OAB/Cajazeiras cobrando-lhe ser eficiente e operante ante o arrasto sem fim de processos na comarca. Nada além disso. Não destratei e não menosprezei nem OAB e nem ninguém. Apenas passei para o papel o que o povo diz nas ruas.

Foi o suficiente para acordar a ira e a cólera contra mim de alguns que se julgam acima do bem e do mal. Imaginando-se intocáveis, porque doutores por decreto, postam-se como verdugos à espera do pelourinho para açoitar-me. Com insinuações e ameaças veladas de processar-me, buscam o meu silêncio. Não o encontrarão!

Digo-vos: ao invés de utilizarem vossa energia contra um humilde jornalista, escravo dos fatos e da verdade, represem-na para utilizá-la no que realmente importa: a celeridade processual que todos buscam, principalmente o povo carente de justiça nesta Cajazeiras.

Lamento que membros da OAB, seccional Cajazeiras, não estejam acostumados ao exercício democrático. Lamento que cidadãos que estudaram Direito e, nele, Ética e Filosofia, não consigam assimilar o mínimo de contraditório ao que julgam ser certo. Lamento que jovens advogados que deveriam amar o debate, a liberdade e a democracia, como lhes ensinaram seus mestres, embevecidos pelo poder de dirigir uma entidade classista, prefiram flertar com a censura. Mas digo que desde já os perdoo. Afinal, isso é próprio da inexperiência dos que, com pouca idade, não conheceram a tristeza e a amargura de uma ditadura!

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Faz parte da democracia

Ir para a rua defender a Petrobrás faz parte da democracia.

Ir para a rua protestar contra volta da inflação, contra os ajustes econômicos determinados pelo governo também faz parte da democracia.

Afinal, no governo (cracia) do povo (demo) as manifestações públicas não apenas são toleradas como incentivadas. Faz parte do exercício cidadão a expressão da vontade.

Porém, é preciso que essas manifestações tragam verdades em seus propósitos. Que acima de interesses pessoais, grupais ou partidários, nelas estejam estampadas os interesses sociais.

O que a democracia brasileira precisa e quer ver é povo na rua defendendo, criticando, verbalizando ideias, preferências, opiniões…, etc mas, tudo de forma ordeira, urbana, civilizada. O que não apraz um regime democrático é o quebra quebra, o vandalismo, a intolerância, a violência, a incivilidade e tudo mais que não seja respeito às leis.

Não topar com a cara da Dilma, faz parte da democracia. Não gostar da barba do Lula, faz parte da democracia. Achar que o Aécio não serve para governar o país, também faz parte da democracia. Expressar isso nas ruas, igualmente faz parte da democracia.

Agora, apoiar-se em manifestações públicas para depredar o público e o privado, para agredir quem não concorda com sua opinião, bem, isso é caso de polícia. E pode dar cadeia. Faz parte da democracia!

S O L T A S

. O governador Ricardo Coutinho (PSB) endureceu o discurso quando indagado sobre afirmação do senador Cássio (PSDB) de que ele estaria quebrando o Estado: “Cada um tem direito a dizer as bobagens que queira, até quem está com desequilíbrio por conta do resultado eleitoral.”

. Depois de concluídas e inauguradas as seis primeiras Escola Técnicas na PB (duas deles já em funcionamento), “teremos mais 10”, informou o governador, lembrando que dos custos de suas edificações, o Estado entra com 42%.

. Talvez poucos saibam, mas o Tesouro Estadual é que arca com o pagamento de 76% do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação )na Paraíba.

. A oposição em Cajazeiras só tem um caminho: adotar e apoiar a candidatura Antônio Gobira (PSOL) para prefeito. Diferente disso, teremos duas candidaturas de oposição, cenário que os carlistas torcem para acontecer.

. Entendem eles que, partidas, as oposições contribuem para a reeleição de Denise Albuquerque (PSB).

. Ao que parece DEM e PTB vão se fundir numa só legenda unindo, na Paraíba, os Santiagos e os Morais.

. O Partido Progressista (PP), até agora, é o que mais tem integrantes investigados na Operação Lava Jato. Entre eles, o deputado federal paraibano Agnaldo Ribeiro.

. Com a economia em declínio, Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IR e IPI) vão com certeza cair. E com eles, caem junto o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

.  O blog fernandocaldeira.com.br está entre os dez blogs políticos mais lidos do Estado e já é o sexto mais acessado no Estado da Paraíba, atesta site internacional Alexa de medição de acessos de páginas de internet pelo mundo!

. Domingo, na inauguração do 2º lance de arquibancada do Perpetão, o Trem das Onze abre espaço para o futebol cajazeirense e conversa com o prof. e historiador do assunto, Reudesman Lopes.

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UEPB/federalização: por que não?

Talvez não seja este o momento mais propício para discutir a federalização ou não da UEPB. Não por conta da aceitação ou não aceitação da tese, mas pelo momento fiscal e economicamente difícil porque passa o país, levando a União a cortar verbas até nas Instituições Federais de Ensino Superior – IFE´s. E federalizar significa, em números, aumento de despesas para o governo central.

Mesmo assim, arrisco propor o início desse debate que, seja agora ou mais adiante, terá de ser travado. E por dois motivos principais: 1º) porque lá nos primórdios da criação da então Universidade Regional do Nordeste (URNe), hoje Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), já havia a ideia e o desejo duma federalização, e 2º) porque a competência do ente federativo estadual não é com o ensino superior.

Vamos aos fatos. Em março de 66 foi fundada por lei a URNe, que passaria a funcionar como autarquia municipal de Campina Grande. Em outubro de 87 a URNe foi estadualizada, passando a UEPB. O que muitos não sabem e outros muitos não dizem é que, da sua fundação até a sua estadualização, o sonho era sua federalização. Como esta não foi alcançada, conseguiram sua estadualização.

Logo, afaste-se desse debate, sua demonização. O tema não é novo e, de estadualizar para federalizar, a diferença é apenas passar de um ente federativo para outro. Diga-se de passagem, dum menor para um maior!

De outro lado, tanto a Constituição Federal em seu artigo 212, quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394) em seu artigo 10, normatizam o que é da obrigação do ente estadual com a educação. E, resumidamente, é investir 25% no mínimo de sua receita com o ensino médio, aí incluído o transporte escolar dos alunos da rede estadual.

Pois bem, sejamos francos: os 25% que o Estado da Paraíba aplica no ensino médio têm sido suficientes para fazê-lo da qualidade que queremos? Penso que não! Desta forma, que tal federalizar a UEPB e, aos 25% já investidos no ensino médio se somar o que até então era investido no ensino superior?

A federalização da UEPB não será boa apenas para o ensino médio da Paraíba, que poderá receber ainda maiores investimentos. Será bom também para a Universidade, alunos, professores e funcionários, que terão um ente federativo bem maior a ser seu mantenedor: a União!

Ou seja: federalizar a UEPB é realizar um sonho acalentado desde sempre na sua história; é garantir melhores condições salariais a professores e funcionários; é garantir portanto melhor qualidade de ensino a seus alunos e, ao mesmo tempo, é garantir disponibilidade financeira ao Governo do Estado para que invista mais no ensino médio, sua obrigação constitucional.

Mas a decisão de lutar pela federalização da UEPB, creio, não partirá nunca do governante paraibano, seja ele quem for. O receio de possíveis repercussões em encaminhar tão sensível discussão, faz do governante refém das conveniências políticas. Assim, é a sociedade quem deve encaminhar essa discussão, impondo-a à classe política. Afinal, como pagadora de impostos e portanto mantenedora originária e única do ensino público, cabe à sociedade determinar que se proceda ao que lhe parecer melhor para sua juventude!

 

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Decisão, choro, ranger de dentes e resultados

Diz o dito popular que “os astros e os números não mentem jamais.” Creio firmemente nisso, e portanto não faço parte do time que gosta de brigar com o calendário ou contrariar a matemática.

Assim, não dá para desconhecer ou não dar a importância devida a auspicioso registro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que coloca a Paraíba como o 1º Estado do Nordeste e o 4º do Brasil em Taxa de Crescimento Acumulado em 2014.

Isso mesmo, a Paraíba da seca, dos poucos recursos naturais, a pequena Paraíba de diminuta importância geopolítica, liderou seus irmãos nordestinos em termos de crescimento acumulado, deixando grandes Estados do Sul e Sudeste igualmente para trás.

Pelo dados do IBGE, apenas Distrito Federal (15,8%), Santa Catarina e Goiás (9,0%) ficaram na frente da Paraíba (8,8%). Todos os demais, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, etc…, ficaram pra trás! Ou seja, a Paraíba está a frente de 24 Estados brasileiros nesse quesito.

Mas, afinal, como chegamos aí? Que enxerimento é esse dessa terra tão distante dos centros das decisões políticas e econômicas? Como alguém tão a margem do destino traçado por Brasília, Rio e São Paulo pode ascender ao 4º lugar em crescimento?

E aí entra o título deste artigo “Decisão, choro, ranger de dentes e resultados”, que sintetiza, a nosso ver, a trajetória que levou a Paraíba a tomar assento na  primeira fila do crescimento nacional.

Explico: eleito governador, o socialista Ricardo Coutinho aplicou na administração estadual o que publica muito nas mídias sociais para sintetizar suas ações: “Fui eleito para fazer o que é certo, não o que agrada.” Ou seja: governador, Coutinho não contemporizou com o empreguismo, nem com o favorecimento salarial, nem com o famoso ‘jeitinho brasileiro’ que, se de um lado agrada a alguns, de outro emperra a máquina pública de produzir mais e melhor para todos.

Assim, da decisão tomada de restituir à administração estadual o sentido de res pública, seguiram-se choro e ranger de dentes de uma casta de “servidores” que vivia nas tetas do governo a sugar-lhe a riqueza produzida por todos. A sangria desatada em favor da casta foi debelada e, do que era o favorecimento de poucos, fez-se muito. Estradas ligando municípios antes isolados; UPA´s levando atendimento médico de qualidade e desafogando os hospitais de média e grande complexidade que, assim, também melhoraram seus serviços; implantação da data base do servidor público; valorização diferenciada de professores e policiais, enfim, o dinheiro que antes só percorria o caminho dos amigos do poder, hoje trilha as estradas do desenvolvimento paraibano, confirmado pelos números do IBGE!

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O pôker na política de CZ

Não se sabe ao certo a origem do pôker no mundo. Uns dizem que esse jogo de cartas é originário da região do Mississipi, nos EUA; outros atribuem a origem do jogo à Dinastia Sung, na China; alguns dizem que sua origem é Persa, outros falam em origem francesa, e por aí vai. O certo é que o pôker é hoje um jogo que populariza-se a cada dia.

De tal sorte é essa popularização que, até na política de Cajazeiras, sua prática começa a ser disseminada. Afinal de contas, conhecido como “jogo da trapaça”, qualquer semelhança àquela, não será mera coincidência! A diferença, a única diferença, é que no pôker se joga para fazer mais pontos e bater a partida, como se diz; na política local, se joga com as mesmas estratégias do pôker para se fortalecer politicamente e tirar vantagens eleitorais.

Os últimos acontecimentos e declarações envolvendo os principais personagens de nossa política municipal, sugerem-nos como exímios jogadores de pôker ou trapaça, como preferirem. Tal qual aquele jogo de cartas, nossa política local também tem má-fé, contrato fraudulento, ação ardilosa, cartas marcadas, ilusão, blefe, fingimento, simulação, manha, sagacidade, ardileza, armação, cilada, entre outros. E isso vale para um lado e para outro também! Ou seja, jogam pôker na política de Cajazeiras tanto os do lado governista como os da oposição. Cada qual usando táticas as mais variadas das que nominamos acima.

Mas, entre tantas delas existentes, como se viu, o blefe tem sido o preferido de nossos políticos. Blefar tem feito parte constante, diária mesmo, de muita gente que faz política na terra do padre Rolim.

Se diz uma coisa em Brasília, outra em João Pessoa e, em Cajazeiras, a conversa já é completamente diferente! Enfim, a tática blefe tem servido de menu preferido no deguste da nossa classe política, com raríssimas exceções.

Não imagine o nobre leitor que esta ou aquela declaração deste ou daquele político, corresponda a verdade. Pode ser, como pode não ser também. Tá quase todo mundo “jogando” (ilusão, ardil, fingimento, simulação, …) pra todos os lados na busca do melhor para cada um deles.

Mas, como no verdadeiro pôker, tem gente blefando, mentindo, iludindo, armando e simulando na política de Cajazeiras, achando que, ao final, vai ganhar a parada com um One Pair, na pura ilusão de que não encontrará ninguém que tenha um Royal Straight Flush para bater o jogo.

Sabem de nada, inocentes!

S O L T A S

. Ao comentar uma postagem do vice-prefeito de CZ, Jr. Araújo, no Face, onde ele afirmava que a prefeita Denise desejava o apoio do deputado José Aldemir (PEN) para sua campanha à reeleição, em 2016, a Secretária Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Léa Silva (DEM), afirmou: “É isso aí. A política é a arte de somar.”

. A questão é: Léa fala por si, como vereadora, ou pelo Governo do Estado, como Secretária?

. O jornalista Heron Cid não publicou em sua coluna nenhum desmentido do deputado Zé Aldemir (PEN) à sua nota publicada naquele espaço, onde se lia: “Ana Goldfarb, dona de faculdade privada, é o nome que o deputado José Aldemir estimula para enfrentar a prefeita Denise, em Cajazeiras.”

. A questão é: foi Zé que não desmentiu ou é Heron que não publica?

. O ex-prefeito de S.J. de Piranhas, Neto Lacerda, comporá o gabinete do deputado Jeová Campos.

. Neste domingo (22) tem DEBATES POPULARES no Trem das Onze!

 

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Quem cala consente

Finda a campanha eleitoral 2014, azedou de vez  uma relação que há tempos já não era lá uma Brastemp na política de Cajazeiras. Refiro-me ao relacionamento do deputado José Aldemir com o casal Carlos Antônio/Denise. Cá pra nós, há tempos ambas as partes conviviam uma sem acreditar muito na outra, aturando-se.

Como convinha à então candidata Denise estar próxima de Aldemir na sua eleição em 2012, as rusgas e desconfianças foram sendo toleradas.

Como convinha ao então candidato a reeleição José Aldemir estar próximo de Carlos/ Denise em 2014, rusgas e desconfianças novamente foram relevadas.

E entre uma eleição e outra, os interesses de ambos os lados funcionaram como argamassa a unir suas indisfarçáveis diferenças. Até que, eleito ela e eleito ele, rusgas, desconfianças e diferenças explodiram de lado a lado tornando visível a todos o que por tempos lhes fora escondido.

É bem verdade que há tentativas de por panos mornos nessa fervura buscando uma (re)união do que nunca foi efetivamente unido! Nesse time joga, por exemplo, a Secretária Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Léa Silva (DEM), aliada do casal e eleitora do deputado. Mas, ao que parece, seus esforços não têm rendido bons frutos.

Prova disso é a reticência de Zé em declarar apoio à reeleição de Denise. Se o relacionamento das partes estivesse bom, se houvesse confiança, não haveria motivo para o tal “só trato de eleição municipal em 2016.” Mais que isso foi o fato do parlamentar estadual não desmentir informação do jornalista Heron Cid, publicada em sua coluna (jornal Correio da Paraíba – 10.02.14) onde revelava que: “Ana Goldfarb, dona de faculdade privada, é o nome estimulado pelo deputado Zé Aldemir (PEN) para disputar contra a prefeita Denise Oliveira (PSB), de Cajazeiras.”

Fosse inverídica, a nota seria desmentida por Zé Aldemir, o que não aconteceu. Ao contrário, preferiu silenciar, calar. E já diz o ditado: quem cala, consente!

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É preciso respeitar a decisão popular

Por definição clássica democracia é o governo do povo. E governo do povo é o alçado àquela condição pelo voto direto, secreto e universal. Resumindo: na democracia só há governo se escolhido pelo povo!

Pois bem, no Brasil temos um regime democrático instalado e com governo recém eleito e empossado. Cumpriram-se todas as etapas de uma eleição para, ao final, termos um eleito. E este, seja quem for, encarna a vontade da maioria dos eleitores do país. E esta vontade precisa ser respeitada.

O que vejo hoje no país, não só contraria a vontade expressa nas urnas, como atenta contra o bom senso de nossa sociedade. Refiro-me ao bochicho aqui e acolá sobre o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Contra a vontade das urnas, claro, pois a maioria decidiu-se pela candidata petista. Contra o bom senso da sociedade, pois para que se dê o impedimento ou a impugnação de Dilma, é preciso apresentar denúncia e provar que ela cometeu algum crime de responsabilidade, conforme prescreve a Lei nº 1.079, que “define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento.” E quem se der ao trabalho de lê-la verá que em nenhum dos crimes elencados em seus artigos pode ser incursa a chefe da nação.

O petrolão, alcunha do escândalo da Petrobrás, choca a todos os brasileiros, mas aí não há crime de responsabilidade da Presidenta, posto que o caso envolve empreiteiros, ex-diretores daquela empresa e deputados e senadores, conforme se comenta. Ora, como responsabilizar a chefe da nação pelo que terceiros fizeram? Já os aumentos de preços e o governar diferente do que fora prometido em campanha, causa espécie e alcança todos os brasileiros. Mas aí também não há crime de responsabilidade. Há descompromisso e quebra da palavra empenhada na campanha, o que podemos chamar de estelionato eleitoral.

Que muitos do povo estejam contrariado com tudo que está acontecendo no país, e por isso falem em impeachment, se entende. O povo não tem obrigação de dominar o assunto e saber quando, como e de que forma ele cabe. Mas, senadores e deputados falando nisso ou é desconhecimento da lei, o que é lamentável para quem é legislador, ou é atentado/golpe contra a democracia, o que é criminoso!

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Deca: exemplo que a vida dá

É incontroverso entre a maioria dos sertanejos da região de Cajazeiras que, depois de Edme Tavares, nunca mais o Alto Sertão desfrutou da atenção que merece na Câmara dos Deputados. Diferente dos demais que tentaram sucedê-lo nessa tarefa, Edme tinha o que os demais não têm: a filiação original à cidade e à região! Ou seja, por mais que se esforcem, os deputados que aqui são votados nunca alcançarão o amor à terra e à gente que tem um conterrâneo. Isso é inegável.

Cajazeiras e o Alto Sertão carecem de um deputado federal nato de suas raízes, de suas entranhas. E, sinceramente, um dos nomes que vejo apto a levantar a bandeira sertaneja na Câmara Federal é o do empresário Deca.

Não se trata apenas do Deca empresário bem sucedido. Se trate do Deca filho legítimo do sertão, do Deca comerciário, balconista, do Deca absolutamente imerso nas coisas da região, desde o seu nascedouro. Se trata de alguém que aqui nasceu, aqui se criou, aqui trabalhou, cresceu e venceu. Se trata de alguém que expandiu seus negócios além sertão, sem nunca deixar de registrar seus vínculos filial e comercial à terra.

Temerário aqui afirmar que, eleito, Deca seria melhor que Edme Tavares para esta região. Mas com certeza, absoluta certeza, seria mais comprometido, mais cobrado, e certamente mais atuante para as demandas específicas das cidades da região e sua gente, que nossos atuais deputados.

Competência não lhe falta! Menino pobre de Uiraúna, Deca foi da roça, da roça foi ser balconista em Cajazeiras, de balconista passou a pequeno empresário, e daí pra frente, bafejado pela sorte dos que acreditam na força do trabalho, muito trabalho, tornou-se um dos maiores atacadistas do Brasil.

História, passada e presente, ele tem. Experiência também tem. O que falta saber é se Deca aceita ser candidato para nos representar. E isso depende de muitas variáveis, inclusive da aceitação popular à tese da necessidade de um filho legítimo na Câmara, e de seu nome.

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JP é a cidade mais violenta do país?

O título vem a propósito de uma manchete do Jornal da Paraíba (23/01/14 – Geral, p.7): “JP é a mais violenta do país.” Segundo a matéria, a “informação foi divulgada pela ONG mexicana Seguridad, Justicia y Paz” e, segundo ela, “João Pessoa possui o maior índice de homicídios por habitantes, situando-se no primeiro lugar do ranking das cidades mais violentas do país.” E continua: “em uma escala mundial, a capital é considerada o 4º município mais violento do mundo.”

Que nossa capital sofre com violência, todos sabemos, posto que todos neste planeta sofrem, sem exceção. Não dá pra querer ser uma ilha de paz num mar de conflitos! Mas daí a ser considerada a mais violenta do país e a 4ª. do mundo, dá pra desconfiar. Primeiro porque os cálculos que a ONG mexicana faz, segundo nota de contestação desses dados da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), baseiam-se, segundo a própria ONG, em “notícias reproduzidas pela mídia e projeção com uma metodologia não explicada para o ano todo.” Segundo porque resido na capital das acácias há mais de 10 anos, frequentando cinemas, shoppings, bares, restaurantes, praias, andando por suas ruas e, sinceramente, não sinto nem vejo essa violência vanguardista de João Pessoa. Sentimento que, aliás, é compartilhado pela maioria das pessoas com que tratei do assunto.

Temos sim violência. Porém, nessa perspectiva apresentada pela organização mexicana, repito, desconfio. Desconfio que há interesses inconfessáveis por trás disso. Logo agora que João Pessoa é a bola da vez do turismo nacional? Logo agora que o Brasil e o mundo começam a descobrir as belezas desta terra tabajara? Sei não, to desconfiado todo! Até porque soube, por nota da Secretaria de Segurança do Estado, que os dados com os quais a ONG trabalha não tomam por base fontes oficiais de informação. Na nota, a Seds informa que “de acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da secretaria, a capital da Paraíba teve 481 assassinatos em 2014, e não 620 conforme o apresentado no estudo. Isso é 7% a menos do que o contabilizado em 2013, que foi 515. “Dessa forma”, continua a nota, “a publicação traz uma quantidade de homicídios 29% maior do que a realidade para o ano passado.” Ou seja, os dados da ONG são errados! E errados para maior!

Erro de estatística? Má fé? Interesses contrariados? Quem sabe?

O que posso dizer é que não acredito ser nossa capital, como diz a ONG, a cidade mais violenta do Brasil e a 4ª do mundo. Por que? Por tudo que já explicitei e mais: porque é a própria organização mexicana que, em resposta à Secretaria de Segurança de Goiás que havia contestado seus dados, afirma que “utilicemos fuentes alternativas de información cuando no hay datos oficiales disponibles.” Ou seja, ela assume que não utiliza fontes oficiais. E assume isso dizendo ser válido quando não existem dados oficiais, o que não é verdadeiro quanto à Paraíba: “perfectamente válido recurrir a fuentes alternativas de información cuando los datos oficiales no están disponibles.” Ou seja, a ONG vai ainda mais longe quando também assume ser legítimo estimar como um esforço de aproximação: “a falta de datos completos es legítimo estimar como un primer esfuerzo de aproximación.”

Pra quem desejar ver essas afirmações da ONG mexicana e tirar a limpo o que escrevo, é só acessar no site http://www.seguridadjusticiaypaz.org.mx/, e procurar matéria cuja manchete é “Respuesta a la crítica que la Secretaría de Seguridad Pública del Estado de Goiás hace al Ranking de las 50 Ciudades más Violentas del Mundo (2014).”

De forma que, respeitando mas desacreditando no que los hermanos asseguram, vou continuar a desfrutar da capital das acácias, de suas praias, seus shoppings, seus bares e restaurantes, como sempre fiz, certo de que não somos uma ilha de paz num mar de violência!

Domingo tem notícias, informação e bastidores. Domingo tem TREM DAS ONZE! (http://www.radioaltopiranhas.com.br/)