PONTO DE VISTA

POLÍTICA É A ARTE DA COMPARAÇÃO

A comparação é fundamental na política. Principalmente quando tratamos de poder executivo, aquele a quem cabe executar, fazer, construir. Só através da comparação podemos observar e mensurar a superioridade de uma gestão em relação a outra.

E ainda que estejamos apenas na metade dos mandatos municipais, façamos um exercício comparativo: qual gestão cajazeirense que em apenas dois anos construiu 300 apartamentos, asfaltou boa parta da cidade, instalou um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e limpou o nome do município junto ao governo federal?

Vou mais longe: qual gestão cajazeirense que em quatro anos fez o que a atual fez em dois? Amplio a comparação: qual gestão cajazeirense que em oito anos fez o que a atual já apresenta como realização?

Não estou tratando de nada abstrato, pelo contrário. São realizações concretas que estão aí para quem quiser ver! Não dá para desmentir o que é fato.

E o fato é que apartamentos, asfalto, CDI e nome limpo são realidades que há muito não se viam na terra de padre Rolim. Isso, sem contar, por exemplo, que nestes próximos 45 dias a Prefeitura de Cajazeiras estará pagando 3 folhas salariais, injetando no comércio local 13,5 milhões de reais.

Mas, voltemos à comparação. Você conhece alguma prefeitura da região do Alto Sertão que possa mostrar nesses dois primeiros anos o que a de Cajazeiras mostra? Excetuando-se Campina Grande e João Pessoa, você citaria alguma outra prefeitura paraibana que se equipara em realizações à de Cajazeiras?

Não digo que você não encontrará nenhuma mas, se encontrar, só reforçará minha convicção de que trata-se de exceção à regra. Ou, em outras palavras, a gestão municipal cajazeirense está fazendo o que a maioria não consegue fazer!

Ora, se é assim, não há como não avaliar positivamente esses dois primeiros anos da gestão municipal. Isso não significa dizer, em absoluto, que não há erros a serem corrigidos. Há sim, claro que há. Como há erros em tudo que é feito pelo ser humano. Mas, no exercício da comparação fica nítido o destaque administrativo da gestão de José Aldemir tanto em relação as que a antecederam num passado recente, quanto as atuais com as exceções já colocadas.

Se não bastassem as alegações aqui feitas, ainda teríamos o posicionamento do deputado Júnior Araújo (Avante) que em recente entrevista ao programa Trem das Onze, num gesto de maturidade política, conferiu reconhecimento a essas ações administrativas da atual gestão.

TI TI TI`S

. Com experiência parlamentar de 4 anos como deputado federal e com seu partido – PP – caminhando para alinhar-se ao governo Bolsonaro, só falta o prefeito cajazeirense se entender com o governador João Azevedo (PSB), com quem aliás já iniciou conversações, para ter sustentação política que alicerce suas ações administrativas;

. O deputado estadual Jeová Campos (PSB) deu um “mergulho” e saiu da cena política nos últimos dias, numa evidente estratégia que envolve a um só tempo a disputa pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e a ocupação de cargos no governo estadual;

. Já o deputado Júnior Araújo tem se mostrado em diversos ambientes políticos da capital do Estado, e trabalha para também ocupar espaços no governo estadual;

. A deputada Dra. Paula (PP) tem conversado muito com especialistas de diversas áreas para se capacitar cada vez mais na defesa de bandeiras que erguerá no plenário José Mariz (ALPB);

. O senador eleito Veneziano Vital do Rêgo já dá mostras de que fará um mandato com muita produtividade para a PB.

. Neste domingo (16), faremos o último Trem das Onze de 2019, retornando dia 6 de janeiro, primeiro domingo do Ano Novo.

 

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O CONVITE/DESAFIO DE DRA. PAULA

Nas entrevistas que tem dado pós eleição, a deputada eleita Dra. Paula (PP) já demonstrou dois perfis seus: ter coragem e não ter papas na língua.

Nos vários temas que lhe têm sido perguntado nas emissoras de rádio pela Paraíba, a deputada sertaneja não tem deixado margem à dúvidas de seus posicionamentos. O que tem lhe valido, alguma vêzes, contestações dentro do próprio grupo.

Não foi diferente na entrevista que concedeu na última terça-feira (13) ao programa Fala Paraíba, das Rádios Tabajara AM e FM, quando lhe indaguei se os três deputados eleitos por Cajazeiras se uniriam pelo município e região?

Ela mostrou-se cética quanto a isso por entender que tanto Júnior Araújo (Avante) quanto Jeová Campos (PSB), ambos da base governista, não admitiriam sua presença oposicionista no encaminhamento de pleitos da região metropolitana de Cajazeiras junto ao governo estadual. Dra. Paula confirmou, entretanto, que faz um convite a ambos, Júnior e Jeová, para que os três possam juntar forças na cata e busca de melhorias para suas bases, seja em João Pessoa, junto às Secretarias de Estado e ao Palácio da Redenção, seja em Brasília, nos gabinetes ministeriais.

Adepta da máxima que diz que “a união faz a força”, a deputada acha que não é mais tempo de reuniões a portas fechadas e debates estéreis, mas de dar passos concretos no encaminhamento dos problemas sociais. E é justamente aí onde entra o fator união.

Afinal de contas uma cidade que se representa por um parlamentar tem seu peso. A que se representa por dois parlamentares, o seu. E a que se faz representar por três, óbvio, tem muito mais peso que a primeira. Daí o convite/desafio que a deputada faz a seus dois colegas cajazeirenses de parlamento: Júnior e Jeová: “vamos nos unir por Cajazeiras e região!”

Entende ela que as divergências partidárias e ideológicas ficam para os palanques, para a busca do voto. Depois disso é união de forças pelas causas comuns dos eleitores.

Se o convite da deputada Dra. Paula será aceito, só o tempo dirá.

Com a palavra os deputados Júnior Araújo e Jeová Campos. O desafio está posto!

TI TI TI`S

. O prefeito José Aldemir (PP-Cajazeiras) já solicitou audiência com o Governador João Azevedo tão logo ele tome posse;

. Na pauta, débitos que o Estado teria com a Prefeitura de Cajazeiras na área de saúde, segundo o prefeito;

. No vai e vem de Jair Bolsonaro, ora extinguindo ora confirmando Ministérios, quem sabe o Presidente eleito não decida tabelar o preço do gás de cozinha, a partir de 1º de janeiro, em R$ 49,00, como disse que faria o seu principal oponente, Fernando Haddad!;

. Por falar em Bolsonaro, o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Joaquim Levy, foi escolhido pelo Presidente eleito para presidir o maior banco de desenvolvimento do país, o BNDES. Qualquer semelhança é mera coincidência!;

. O senador José Maranhão (MDB) destinou emenda parlamentar no valor de R$ 400 mil à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para funcionamento e gestão de instituições hospitalares federal no Estado de Goiás. No sense completo!;

. Neste domingo (18) o programa TREM DAS ONZE entrevista o deputado Jeová Campos (PSB).

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JUDICATURA

Os concursos públicos para se ingressar na magistratura são dos mais concorridos. E não sem motivos!

Além do excelente salário, hoje de aproximadamente 30 mil reais, afora os penduricalhos (termo utilizado pela Ministra Carmen Lúcia) como auxílio moradia (R$ 4.500,00) e outros, a função de juiz tem as prerrogativas da vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos. Convenhamos, não é pouca coisa. Daí a concorrência altíssima nos concursos para a carreira.

Sou favorável a que o juiz ganhe bem sim. A responsabilidade de sua função exige isso. Auxílio moradia já acho exagero. Vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos, também sou favorável. O juiz necessita dessas ‘seguranças’ para poder exercer seu mister com honradez.

Em contrapartida o que se espera de um juiz é que atue com a imparcialidade que o cargo exige. Distante emocionalmente das partes que litigam, cabe ao magistrado analisar o processo, verificar as provas, inquirir testemunhas, réus, abrir prazos para a acusação e defesa e, somente depois de formar convencimento, prolatar uma sentença, justificadamente!

Defender cabe a advogados. Acusar cabe ao Ministério Público. Julgar cabe ao juiz! Os dois primeiros agem de ofício. O juiz não; o juiz é inerte e apenas julga o que lhe chega às mãos.

Infelizmente não é o que vimos e continuamos a ver no caso do ex-presidente Lula.

Como qualquer cidadão, ele também pode e deve ser investigado e, se for o caso, julgado e preso. Nada contra isso. Mas também como qualquer cidadão, Lula tem direito à ampla defesa e ao contraditório. São princípios constitucionais que precisam ser obedecidos, e nem sempre foram e estão sendo.

Muitas vezes o que se viu foi um juiz acusar, processar e julgar, fazendo vezes de Ministério Público! Quem não lembra que o processo de Lula no TRF-4 ‘furou a fila’ e passou na frente de pelo menos outros 200 processos que chegaram antes? Pode isso Arnaldo, diria Galvão?

Agora, como se não bastasse, uma delação premiada rejeitada pelo próprio Ministério Público Federal, por falta de provas, e que portanto não poderá ser utilizada pelo magistrado no processo, tem parte dela liberada do segredo de justiça. Coincidentemente na semana das eleições! Ora, não me parece um procedimento recomendável esse, para dizer o menos.

Ao final de tudo isso, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) convida Sérgio Moro para ser seu Ministro da Justiça.

Não lhe falta competência, mas sobram suspeitas!

TI TI TI`S

. O que tem de eleitores de Bolsonaro já arrependido é surpreendente! Reclamam pelas indicações dos deputados Alberto Fraga e Onyx Lorenzoni para Ministros. Ambos envolvidos em processos de corrupção!

. Cajazeiras votou acompanhando a tendência de todo o Nordeste. Quem votou contra essa tendência ficou em minoria na região, como é o caso do médico Vituriano que ocupou redes sociais querendo dar lições de como votar certo. Pode?

. O deputado Jeová Campos (PSB) é “a noiva desejada” para as eleições 2020 em Cajazeiras. Os grupos de Zé Aldemir (PP) e Jr. Araújo (Avante) já o cortejam!

. O vereador José Gonçalves (Delzinho – PTC) assume a presidência da Câmara Municipal de Cajazeiras dia 28 de dezembro.

. Se de um lado o futuro governo Bolsonaro já dá sinais de desencontros político-administrativos, de outro as chamadas esquerdas já iniciaram uma prejudicial disputa: quem comanda, Ciro ou Haddad?

. O Ministério Público paraibano denunciou o prefeito de São José de Piranhas, por violar a Lei das Licitações. Com a palavra, Chico Mendes (PSB).

Dia 11 o Trem das Onze entrevista a deputada eleita, Dra. Paula (PP).

Dia 18 o Trem das Onze entrevista o deputado reeleito Jeová Campos (PSB).

Dia 25 o Trem das Onze aguarda confirmação do deputado eleito Júnior Araújo (Avante).

Neste domingo (4) tem DEBATES POPULARES: “Que Brasil teremos com Bolsonaro?” é um tema a ser discutido.

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VOTO COM RAZÃO

Tem que haver pelo menos uma razão para o voto. Eu tenho varias!

Quando se diz que “se eu chegar lá, no que depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando se prega que “violência se combate com violência”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando se afirma que “sou a favor sim de uma ditadura, de um regime de exceção”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando se assegura que “não há menor dúvida [de que fecharia o Congresso]”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando um homem dispara “eu sou estuprador agora. Jamais iria estuprar você, porque você não merece? vagabunda!”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando ele mesmo garante que “como eu estava solteiro na época, esse dinheiro do auxílio moradia eu usava pra comer gente”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando alguém trata os negros dizendo “visitei uma comunidade quilombola. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada, eu acho que nem pra procriador servem mais”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando se assume a discriminação da mulher com “eu sou um liberal, se eu quero empregar na minha empresa você ganhando R$ 2 mil por mês e a Dona Maria ganhando R$ 1,5 mil, se a Dona Maria não quiser ganhar isso, que procure outro emprego! O patrão sou eu”, tenho razão para votar Haddad 13.

Quando se assume que “pau-de-arara funciona. Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso”, tenho razão para votar Haddad 13.

Tenho pelo menos essas razões que Bolsonaro me dá para votar no Haddad!

Mas também tenho razões que vêm do próprio Haddad. Razões múltiplas que vão do campo ideológico, passando pelo educacional, social, econômico, financeiro… .

A prevalência de políticas públicas que privilegiem o coletivo ao particular. A universidade pública e gratuita fortalecida em seus programas. O botijão de gás como item da cesta básica a R$ 49. A liberdade como bem fundamental do cidadão. A federalização dos crimes de facção, entre outros, são motivos que o próprio Haddad me dá para que o escolha neste domingo como Presidente do Brasil.

Faça sua lista de razões e vote com consciência!

TI TI TI`S
. As dificuldades financeiras para administrar um município nestes últimos anos são enormes e reconhecidas. Mas administrar um município requer também disponibilidade na articulação política. Sem esta, aquelas se tornam ainda maiores;
. Caso o deputado Jeová Campos (PSB) seja candidato à Presidência da Assembleia, trabalhar por Cajazeiras significa os outros dois votarem nele para essa disputa. Caso contrário, é só blá, blá, blá;
. Me esforço mas não entendo alguns cristãos que vivem de joelhos nas igrejas com os olhos marejados pelo sacrifício de Jesus estarem a votar em alguém que prega e estimulada a tortura. O nome disso é sacrilégio, diria padre Gervásio;
. “Vamos acabar com o coitadismo de nordestino, gay, negro e mulher.” Precisa dizer de quem é a frase?
. A gestão Zé Aldemir precisa melhorar sua articulação política, sob pena de vir a sofrer desgastes superáveis.
. A PB só tem a ganhar caso Fernando Haddad seja o Presidente eleito: poderá ter Ricardo Coutinho como Ministro e não sofrerá perseguição política, como já está desenhado!

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“REPÚBLICA DE CURITIBA NÃO EXISTE!”

Em recente entrevista com Sheyner Asfora, filho do saudoso ex-vice-governador Raimundo Asfora, e um dos melhores quadros da advocacia criminalista da PB, fui presenteado com o livro “Anais do VII Encontro Brasileiro dos Advogados Criminalistas.”

Bacharel e interessado nas coisas do Direito, comecei logo a folheá-lo e, de pronto, passei a admirar o Presidente da Abracrim – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – Elias Mattar Assad.

A admiração veio de duas frases pinçadas do seu discurso de abertura daquele VII Encontro. A primeira delas: “Existe uma República Federativa do Brasil! República de Curitiba não existe!”

Por mais óbvio que possa parecer, a frase acerta como uma flexa de precisão milimétrica a tentativa de se estabelecer dois Direitos no Brasil. Não existem dois poder judiciário; não existem dois Código de Processo Penal; não existem dois Código Penal; não existem duas Justiças!

Elias Mattar Assad lancetou o coração de quem se achava acima da lei, acima da justiça, acima dos códigos do Direito ou, talvez, se achava o próprio Direito.

A operação Lava Jato merece dos brasileiros todo apoio e respeito pela luta contra a corrupção, e isso não se discute. O discutível, nessa questão, são os procedimentos! Ministros do Supremo Tribunal Federal, como falecido Teori Zavascki, e Gilmar Mendes, por exemplo, alertaram em suas tribunas para excessos cometidos na citada operação que, a pretexto de combater a corrupção, utiliza métodos que ferem as normas legais. Ou seja, combate o crime cometendo crime! Isso não é legal!

Mas além da afirmação da existência de uma só República, a Federativa do Brasil, Elias Mattar Assad pôs o dedo noutra ferida: “Precisamos reverter a tendência dos tribunais, esta tendência de Pilatos, onde, se o povo aplaude, tudo pode.”

“Todo poder emana do povo”, pontua nossa Constituição Federal, é verdade. Porém, no tocante ao Poder Judiciário, esse poder se expressa nas leis positivadas em códigos elaborados pelos representantes do povo no Poder Legislativo, e não nos juízes, desembargadores e ministros, aplicadores desses códigos.

Daí depreende-se que o poder do Poder Judiciário está nas leis e não no volátil apelo popular que, igual um pêndulo, balança de um lado para o outro a depender do humor e do engajamento político de nossa imprensa.

Imprensa cuja liberdade tem como morada permanente a pasta de boletos e duplicatas a serem saldadas.

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CALDEIRA POLÍTICA

Lula sabia – Hoje tenho plena consciência de que o ex-presidente Lula realmente sabia de tudo, como sempre afirmaram seus adversários. É verdade, Lula sabia. Sabia, por exemplo, que o golpe de 2016 contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, tinha a intenção de alcançá-lo a qualquer preço, inviabilizando-o para a disputa presidencial deste ano. E eu digo que ela sabia porque dele ouvi exatamente isso no ano passado, quando o entrevistei, na sua passagem pela Paraíba. “Caldeira, não se engane, eles não deixarão que eu concorra à presidência porque, se concorrer, tenho chances de vencer e, vencendo, o golpe não fecha”, disse-me Lula antes de sua entrevista ao Trem das Onze.

Lula sabia 1 – Lula sabia tanto que “cantou a bola” do que ia acontecer, e está acontecendo. O que Lula não disse era que tinha engenharia política suficiente para driblar o golpe e os golpistas, a ponto de chegar a registrar sua candidatura, como acontecerá no próximo dia 15 e, em caso de realmente não permitirem sua candidatura, apresentar uma chapa que seguramente irá para o 2º turno das eleições: Fernando Haddad (ex-prefeito de São Paulo – PT) e Manuela D´ávila (deputado estadual do RS-PCdoB).

Oposição sem discurso – Nestes quase oito anos de gestão Ricardo Coutinho (PSB) a Paraíba tem vivido tempos bem diferentes dos de outrora. Os paraibanos aqui residentes sabem disso. Foi-se o tempo de servidor público ter que fazer empréstimo no banco para receber o 13° salário; foi-se o tempo do governante prometer uma obra, colocar os tratores pra ciscarem de um lado pro outro e nada; foi-se o tempo de querer privatizar a Cagepa, levando-a quase à insolvência; foi-se o tempo de regabofes pagos com o dinheiro público; foi-se o tempo de trocar ‘favores’ do Estado por votos.

Oposição sem discurso 1 – Hoje a Paraíba é um dos poucos estados do Brasil com absoluto equilíbrio fiscal. Tanto que paga seus compromissos em dia e ainda realiza obras e serviços por todos os quadrantes do estado. Não sei dizer quem vai ser o próximo governante. Mas posso afirmar, com segurança, que herdará um estado em dia com seus pagamentos e absolutamente saneado. Bem diferente do que acontece no RN, RJ, RS, MG, e do que acontecia aqui mesmo na PB, tempos atrás!

Petrobrás – O alvo do golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016 que depôs uma Presidente da República eleita pelo povo sempre teve como alvo central a inviabilização eleitoral de Lula e a venda da Petrobrás. Para arrematá-la a preço de banana em fim de feira era preciso primeiro tirar Dilma, depois condenar e prender Lula, inviabilizando- o para as eleições 2018. Ato contínuo, inicia-se a venda do pré-sal e, como mimo ao capital internacional, o governo golpista manda para o Congresso Nacional a Medida Provisória do trilhão, também conhecida como MP 795 que, simplesmente, isentou R$ 1 trilhão de impostos das petrolíferas estrangeiras que compraram e vão explorar o pré sal que um dia foi nosso.

Petrobrás 1 – Mas Temer não fez a maldade sozinho não. Teve a participação e cumplicidade da maioria do Congresso Nacional, que aprovou essa imoralidade de lesa-pátria. E você sabe quem foram os paraibanos que aprovaram a MP 795? Anote: deputados Efraim Filho, Hugo Motta, Aguinaldo Ribeiro, Pedro Cunha Lima, Wilson Filho, Benjamin Maranhão, e os senadores Raimundo Lira, José Maranhão e Cássio Cunha Lima.

Petrobrás 2 – Votaram contra essa imoralidade: deputados Damião Feliciano, André Amaral, Veneziano Vital do Rêgo e Luiz Couto. Os deputados Wellington Roberto e Rômulo Gouveia (falecido), estiveram ausentes da votação. A eleição vem aí: utilize bem o seu voto, pra não reclamar depois!

TORPEDOS

 Tem muita ‘liderança política’ se vendendo para candidatos a deputado e a senador, prometendo o seu voto. É, o seu voto! A ‘liderança’ se vende a troco de dinheiro, de emprego pra família, e outras coisinhas mais, prometendo arranjar o seu voto pra quem ele se vendeu. Solução: vote com a sua consciência. Somente!

 A PBtur-Hotéis arrendou por 20 anos com possibilidade de renovação para outros 20 anos a Estância Termal Brejo das Freiras. Um bom negócio para o Estado, para a Estância e, espera-se, para os arrendatários.

 Parabéns ao Tribunal de Justiça da Paraíba que arquivou o projeto que havia de fechamento de algumas comarcas do Estado.

 O STF concedeu reajuste salarial de 16,38% aos seus ministros, que passam a receber em 2019 R$ 39,3 mil ou, se preferirem, 41,19 salários mínimos. Agora entendo a Constituição Federal que diz: “todos são iguais perante a lei!”

 

Domingo (12), tem Trem das Onze

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CALDEIRA POLÍTICA

PSB-PT… – E o que muitos queriam e poucos acreditavam acabou acontecendo: a união do PSB e do PT no mesmo palanque na Paraíba. Com João Azevedo (governador), Veneziano Vital (senador) e Luis Couto (senador), fica sacramentada a bandeira de Lula na campanha sucessória paraibana.

PSB-PT 1… – Com essa definição, estabelece-se no Estado um divisor de águas na disputa eleitoral deste ano. De um lado os que defendem Lula e resistem ao golpe parlamentar, jurídico e midiático encetado em 2016 e, do outro, justamente os que o encetaram. O povo vai escolher entre um e outro, não tenham dúvida, também levando em consideração esse golpe!

Convenções – Há dois dias do prazo final para realização das convenções (domingo – 5), os partidos ainda precisam definir nomes para alguns cargos. O PSB realiza sua convenção amanhã, sábado, onde definirá o candidato a vice-governador e os dois suplentes de cada seanador.

Convenções 1 – Já o PV realiza sua convenção no domingo (5) precisando definir o candidato a vice, um senador e quatro suplentes.

Convenções 2 – O MDB de Zé Maranhão, também realiza sua convenção neste domingo precisando definir os dois senadores e os 4 suplentes.

Zé Aldemir – O prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP), já bateu o martelo: vota no candidato a governador apoiado pelo seu partido. Mas como é muito próximo, amigo mesmo de Zé Maranhão, ficará mais feliz e à vontade se o PP fechar com Zé!

Luis Couto – Já começaram as apostas para a eleição vindoura. E na bolsa delas um nome desponta com muita força: é o do deputado Luis Couto (PT). Segundo avaliações de entendidos, não será surpresa Couto ser o senador mais votado nesta eleição!

Marcos Barros – Projeto-de-lei de autoria do vereador Marcos Barros foi aprovado na Câmara e, sancionado pelo prefeito José Aldemir (Cajazeiras), tornou-se uma das leis mais justas que já conheci. A lei garante que “a servidora pública municipal que tenha filho(a) portador(a) de deficiência, que esteja sob sua guarda, e cuja deficiência o torne incapaz , terá sua carga horária de trabalho reduzida em 50%”. Parabéns ao propositor da matéria, aos vereadores que a aprovaram e ao prefeito que a sancionou!

Federalização já – Embora seja um processo demorado e difícil, é preciso que os representantes da Paraíba no Congresso Nacional iniciem uma campanha pela federalização da UEPB. Não é possível um Estado pobre como o nosso ter que arcar com obrigação que é da União, como o ensino de 3° grau.

Federalização já 1 – Além de não comportar encargo financeiro dessa ordem, o que fragiliza sua atuação onde é de sua responsabilidade (2º grau), não dá para se conviver com coisas tipo: “UEPB gasta mais de R$ 1 milhão com diárias em 17 mêses!” Pode isso, Arnaldo?

Nada fácil – O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), não terá vida nada fácil na busca por sua reeleição ao senado federal. Por onde anda, dizem, Cássio sofre algum tipo de hostilidade. Mais recentemente foi em Guarabira quando, após entrevista à TV Mídia, teve que sair pela porta dos fundos para não passar por manifestação de populares gritando: “Todo golpista é inimigo da nação!”

Fim de linha – Para alguns políticos a eleição de outubro é definitiva. Se vitoriosa, dá um alento ao futuro. Se não exitosa, é o fim de linha, definitivo! Daí o aperreio de muitos deles, o que deve aumentar com a proximidade do eleitor das urnas!

 

DOMINGO É DIA DE NOTÍCIA E INFORMAÇÃO: DOMINGO TEM TREM DAS ONZE!

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O FANTASMA DA RENÚNCIA

Não é exclusividade paraibana a desistência pela disputa de cargos públicos nas eleições. Mas tanto quanto alhures, ou até mais, o fantasma da renúncia tem rondado a disputa eleitoral deste ano na Paraíba. E, ao que tudo indica, ele permanece em cena.

Romero Rodrigues, Luciano Cartaxo, Raimundo Lira, entre outros de menor expressão eleitoral, foram alcançados por esse mal. Cada qual com uma justificativa, cada qual com suas alegações e razões, mas o fato é que Romero, Cartaxo e Lira foram tragados pelo tal fantasma e desistiram da disputa.

A questão é: esse fantasma foi embora ou permanece na política da Paraíba?

Bem, se tomarmos as pré-candidaturas de Maranhão (MDB), João Azevêdo (PSB) e Tárcio Teixeira (PSOL) como parâmetros para análise, podemos concluir que o tal fantasma tomou doril. Escafedeu-se!

Tanto Zé quanto João têm dado demonstrações cabais e públicas de permanência no páreo sucessório. Visitas, reuniões, palestras, festas, entrevistas, etc, etc, etc… . Já Tárcio Teixeira é pré-candidatura seguríssima, posto que é, entre todas, a mais ideológica.

Porém, se fizermos uma breve análise da presença ou não do fantasma da renúncia a partir da pré-candidatura do jovem Lucélio Cartaxo (PV), não teremos a mesma certeza. Diferente de Zé, João e Tárcio, Lucélio nem tem se articulado com a intensidade que anteriormente chegou a ter, como tem perdido sucessivos apoios de lideranças políticas importantes. Na maioria dos casos, lideranças políticas ligadas ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que diz apoiá-lo.

Ou seja, espalha-se como rastilho de pólvora nos meios políticos que uma operação desembarque foi urdida e já está em marcha na cúpula do tucanato paraibano para ‘desidratar’ o que ainda resta da pré-candidatura do PV e para que Cássio se junte a Zé Maranhão fortalecendo, na visão tucana, tanto uma candidatura de oposição e de enfrentamento à governamental, quanto a candidatura à reeleição do ‘galo de Campina’, que outrora levava a pecha de imbatível.

Conversas de pé de ouvido entre Cássio e Maranhão, em Brasília, declarações de Enivaldo Ribeiro (PP) de que o nepotismo toma conta da chapa de Lucélio, a definição do PR pró Maranhão, a indefinição do PSC dos Gadelha e a indiscutível força da candidatura governamental na figura de João Azevedo formam um caldo político-eleitoral que pode levar a pré-candidatura do PV ao governo a tornar-se uma pré-candidatura do PV ao senado.

O fantasma da renúncia ainda assombra na política da Paraíba!

S O L T A S

. É impressionante o malabarismo jurídico-midiático que fazem alguns operadores do Direito e alguns jornalistas para tentarem justificar como corretas as barbaridades que se vem comentendo quase diariamente para manter o ex-presidente Lula preso.

. São tão exdrúxulas as explicações que fica cada diz mais claro ao Brasil e ao mundo que Lula é preso político sim, e só está preso para não participar das eleições de outubro, porque se disputar ele ganha e o golpe terá ido de água abaixo. É só isso e mais nada!

. O PP está fechado com o PSB na disputa eleitoral deste ano na Paraíba. Daniela Ribeiro deve ser candidata ao senado na chapa de João Azevedo. Isso aproxima lideranças políticas até então distantes eleitoralmente umas das outras. Inclusive em Cajazeiras!

. Pra quem herdou uma administração financeiramente comprometida e não tem alinhamento político com o Palácio da Redenção, a gestão Zé Aldemir (PP), em Cajazeiras, tem o que mostrar: centro de diagnóstico por imagens, carnaval, xamegão, recapeamento asfáltico da cidade, postos de saúde funcionando, pagamentos em dia e retirada de Cajazeiras do Cauc (nome limpo), são pontos importantes e positivos!

. Domingo a gente se encontra no TREM DAS ONZE!!!

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ÓDIO ADOECEU NOSSA SOCIEDADE

A enorme propaganda contra, a pouca e/ou falha comunicação do PT, a figura de Lula como expoente máximo desse partido e a união disso tudo num só balaio levou nossa sociedade ao estágio doentio em que hoje se encontra.

Temos um Brasil dividido: de um lado o ódio e de outro o ódio ao ódio! Somos, hoje, um Brasil que odeia! Um não, dois: um Brasil que odeia brasileiros, e outro que odeia outros brasileiros. E assim, nossa sociedade se auto odeia. A propaganda levou a isso: coxinhas odeiam mortadelas e mortadelas odeiam coxinhas. Isso é o retrato de nossa nação bananeira que há não muito tempo ostentava o título de 6ª. economia do mundo.

Tive a exata noção da gravidade do que estou afirmando quando nestes dias, como faço sempre, fui comprar pão. Andando pelas gôndolas do supermercado deparei-me com uma criança negra, suja e mal vestida, e que perguntava por sua mãe: “o sr viu minha mãe?”, indagava a todos na redondeza. Ela devia ter seus 4 para 5 anos. Até que uma funcionária levou-o pelas mãos à procura da mãe que finalmente foi encontrada. A mãe negra puxava outro filho menor num carrinho plástico disponibilizado para pequenas compras.

Nesse momento eu via toda a cena já na fila para pagar minhas compras, com uma mulher e algumas outras pessoas também na fila atrás de mim. Foi quando escutei aquela afirmação da mulher atrás de mim que quase me perfura os tímpanos: “ taí, são os filhos do Bolsa Família!”

Pensei em nem olhar para trás, mas não me contive. Mirando-a, rebati: não são não minha senhora, por que seriam, indaguei? Ela, com expressão de reprovação à infância negra, suja e mal vestida, e portanto de reprovação aos carentes, sugeria que aquela mulher teria tido seus filhos de olho “nos ganhos” do Bolsa Família!

Incomodado com aquilo ainda disse que o Bolsa Família colocava as crianças de famílias carentes nas escolas. E ela, com ar aristocrático de arrogância, emendou: eu sei, elas vão para a escola mas é só para comer! E ainda que considerando preconceituosa aquela sua colocação, perguntei: “e a senhora acha isso pouco num país de miseráveis”?

Do alto de seus conhecimentos ela encerrou nosso ríspido diálogo: “Eu sou professora!”

Aí, sinceramente, desabei. Desabei porque descobri que aquele ódio aspergido em TV`s, jornais, rádios, sites, blog`s e etc, havia adoecido todos nós, sem exceção. Até uma professora!

S O L T A S

. Começou o recapeamento asfáltico de ruas e avenidas em Cajazeiras. Mais um ponto para a administração Zé Aldemir!

. Chegou à Câmara Municipal nova reprovação de contas do TCE em relação a gestão Léo Abreu em Cajazeiras, relativas ao ano 2010.

. Senador Cássio minou e tirou Lira da frente na corrida para o Senado, e simplesmente desapareceu.

. Tudo indica que o PP de Aguinaldo Ribeiro vai mesmo apoiar João Azevedo para Governador.

. Até domingo. Nos encontramos no TREM DAS ONZE!

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CALDEIRA POLÍTICA

Vesguice política – É tão acentuada a influência política em determinados veículos de comunicação da PB, que até mesmo números e estatísticas são contestadas, quando não alteradas. O Atlas da Violência 2018, elaborado pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontou a PB como um dos pouquíssimos Estados do país onde os homicídios diminuíram gradativamente.

Vesguice política 1- E enquanto esses veículos politicamente engajados da PB se esforçam para alterar ou esconder essa verdade, a grande imprensa do país faz o devido reconhecimento.

Vesguice política 2 – O Portal Terra, por exemplo, destaca que , enquanto em outros Estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará, as taxas de homicídios cresceram, principalmente tendo como vítimas mulheres, negros e jovens,“…Em direção contrária, estados como a Paraíba e o Espírito Santo começaram a apresentar resultados positivos com a redução de homicídios a partir de 2011. A pesquisa constata a efetividade de programas como Paraíba pela Paz (PB) e Estado Presente (ES), lançados em 2011, quando esses etados eram o 3ºe o 2º mais violentos do país, respectivamente. Em 2016, caíram para as posições de número 18 e 19.

Xamegão 2018 – Contrariando a vontade e o desejo de seus opositores, o prefeito Zé Aldemir (Cajazeiras), ainda que com toda dificuldade financeira vivida pelo país e, claro, pelos estados e municípios, vai realizar sim o Xamegão deste ano, nos dias 23, 24, 25 e 26 próximos, com uma programação artística de qualidade e dentro das possibilidades econômicas do município. Mais uma vez Zé deixa seus adversários sem discurso!

Em ritmo de 1º ano – O governador Ricardo Coutinho chega ao seu último ano de mandato em sua segunda gestão com um ritmo que mais se assemelha ao 1º ano de sua primeira gestão. Todos os dias, praticamente, o chefe do executivo está entregando e inaugurando obras. Pra se ter uma ideia, neste último ano o governo vai entregar aproximadamente 200 novas obras espalhadas pelo Estado. Como muitas, o governo vai entregar sem mesmo inaugurar, “porque não dá tempo”, revelou o governador!

Cavalo de pau – Segundo o jornalista Ricardo Kotscho, o juiz Sérgio Moro deu um verdadeiro ‘cavalo de pau’ na Lava Jato para proteger delatores e suas empresas. Utilizando norma do direito dos EUA já que no direito nacional não há previsão legal para o tema, Moro proibiu que órgãos de controle e fiscalização tais como CGU, TCU, PF, entre outros, utilizem as delações feitas para buscarem ressarcimento financeiro dos crimes fiscais cometidos por eles. Ou seja, apoiando-se no Direito dos Estados Unidos, um juiz brasileiro proíbe instituições federais de arrecadarem para a fazenda nacional. É mole?

Júnior, Jeová e Paula – Nem mesmo a Copa do Mundo para a cata pelos votos pelos pré-candidatos. Neste sábado, Júnior Araújo realiza evento do seu partido, Avante, para reunir amigos e correligionários, com presenças confirmadas dos pré-candidatos ao governo, João Azevedo, e ao senado, Veneziano Vital. Neste mesmo final de semana, Jeová Campos realiza, ao lado de Gervásio Maia, caminhada com João e Vené na feira em São João do Rio do Peixe. Enquanto isso, Dra. Paula não para sua peregrinação pelos municípios em busca de apoios, que aliás lhe tem sido muito exitosa.

Trem das Onze – No seu segundo ano, já dá para se fazer um balanço da gestão até aqui. As dificuldades, os avanços, as conquistas, as melhorias, os projetos futuros, enfim, a administração municipal de Cajazeiras estará sendo discutida e avaliada neste domingo (17), no Trem das Onze, às 11h. Nosso entrevistado é o prefeito José Aldemir (PP).

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CALDEIRA POLÍTICA

A força do povo – A greve dos caminhoneiros lava a alma do povo brasileiro que, aos poucos, vai descobrindo a força da sua união. O movimento que emparedou o governo e sua política de preços maluca para os combustíveis, estimula outras categorias a buscarem o mesmo caminho.

A força do povo 1 – Gasolina, diesel e álcool já acabaram na maioria dos postos do Brasil. Significa que inevitavelmente está ocorrendo desabastecimento de todos os produtos consumidos pela sociedade: frutas, verduras, ovos, carnes, gás de cozinha… . Sem se falar em vôos nacionais e internacionais, afetando a produção industrial brasileira, inclusive a petrolífera. O país está literalmente parado!

A força do povo 2 – A depender dos próximos capítulos, não está afastada a possibilidade de uma greve geral no Brasil. Insatisfação não falta. Faltava alguém dar uma demonstração de que é possível. Agora, porém, não falta mais!

Federalização já – O ex-reitor da UFCG e pré-candidato a deputado federal pelo PSB, Thompson Mariz, defende a federalização da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). E o faz corretamente, visto que a obrigação pelo ensino superior gratuito é do Governo Federal. Um Estado pequeno e pobre como a Paraíba não pode se dar ao luxo de bancar uma universidade pública, enquanto existem tantas demandas reprimidas no 2º grau, ao sím, sua obrigação constitucional.

Federalização já 1 – Enquanto milhões de reais são destinados à manutenção e ampliação da UEPB, escolas de 2º grau que carecem de ampliação e melhoria ficam na fila de espera porque os recursos são escassos. Ora, ora, cada macaco no seu galho: a União que cuide do ensino de 3º grau e a PB se volte exclusivamente para o de 2º grau, como determina a Constituição Federal.

Transposição – O moribundo governo Temer assegura que em agosto estará concluído o Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco. Vindo de onde vem, a notícia precisa ser recebida com muita precaução. Mas rezemos todos para que seja verdade! Afinal, a segurança hídrica é o primeiro grande passo para o desenvolvimento do Alto Sertão.

TORPEDOS

 após 4 anos da Copa do Mundo no Brasil, ainda há obras inacabadas que foram prometidas para antes do seu início;

 neste sábado, às 19h, no Cajazeiras Tênis Clube, os pré-candidatos Gervásio Maia (federal) e Jeová Campos (estadual), realizam o “Encontro com a Juventude Cajazeirense e seu Futuro”;

 No momento em que escrevo estas linhas recebo a informação de que petroleiros já começam também a paralisar suas atividades;

 servidores estaduais recebem dias 29 e 30 próximo o salário de maio, garantiu RC;

 o Governo do Estado não tem como contratar os 500 policiais aprovados em recente concurso público: “o Governador anunciou que irá suspender a contratação dos 500 policiais que serão aprovados no concurso da Polícia Militar e obras nas áreas de segurança hídrica e a abertura do Hospital de Cacimba de Dentro para poder repassar R$ 2 milhões a mais do duodécimo do Tribunal de Justiça da Paraíba.”

Domingo tem TREM DAS ONZE. Se ligue!

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CALDEIRA POLÍTICA

ADEUS, AMIGO – Entre tantas perdas que tivemos nestes últimos tempos, o falecimento do amigo Pacuti nos marcou profundamente. Porque profunda eram nossas amizade e alegria. Vai com Deus, amigo. Ficamos profundamente saudosos!

OLÉ BAIANO – Lá no sertão quando um time ganha bem diz-se que foi um olé baiano. Pois foi isso que deu no TSE num processo de cassação movido pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB) contra o governador Ricardo Coutinho (PSB). Foi 6 x 1 pró-Ricardo. Olé baiano!

MATANDO NA UNHA – A gestão do prefeito Zé Aldemir vai se mostrando operosa e compromissada. Além de importantes conquistas no campo administrativo (Centro de Diagnóstico por Imagem – CDI, 300 apartamentos populares, calçamento de ruas, asfaltamento das principais avenidas, etc…), pela segunda vez Cajazeiras alcança o 1º lugar em economia com gastos de combustíveis nestes primeiros meses de 2018, aponta o Sagres/TCE.

SOBERANIA – Considerado um dos maiores neurocientistas do mundo na atualidade e nome cotado para receber o Nobel da Paz, o brasileiro Miguel Nicolelis entende que nosso país vive uma tragédia grega do século 21: ” Temos provavelmente um dos comportamentos mais peculiares do mundo, que é essa contínua tentativa de autossabotagem ao próprio país, essa autofagia brasileira, esse tiro no pé crônico é único”. Para Nicolelis, o objetivo do golpe foi e é claro: ” remover qualquer traço de potencial soberania do Brasil”.

SÓ GOBIRA – Como já tínhamos adiantado ano passado, a ex-prefeita Denise Oliveira (PSB) não será candidata e seu grupo deverá apoiar a reeleição de Efraim Filho (DEM). Ao que parece, o médico Vituriano de Abreu (MDB) também é só fogo de monturo. Candidato de Cajazeiras mesmo a deputado federal, pelo que vemos, só Gobira mesmo!

NOTA ZERO – A nota zero desta semana vai para o juiz Afonso Henrique Botelho, da 2ª. Vara Criminal de Petrópolis (RJ). Por conta de uma entrevista da presidente do PT à TV Al Jazzera, do Qatar, sobre a prisão do ex-presidente Lula, esse juiz postou em suas redes sociais: “se algum brasileiro indignado lhe der uma cusparada no meio da fuça, um chute no abundante traseiro, ou uma bela bolacha na ‘chocolateira’, num desses aeroportos da vida, responderá no máximo por injúria real ou lesão corporal leve. Em outras acalentadas palavras: pagará uma cesta básica, que raramente ultrapassará 80,00 dinheiros, continuando com sua folha penal limpíssima.” Uma vergonha. Cadê o Conselho Nacional da Magistratura?

NOTA DEZ – Ao ex-presidente do STF, Nelson Jobim que, em entrevista, colocou os pingos nos ‘is’: “sentença não é o lugar para juiz dizer o que ele acha, é pra ele dizer o que diz a lei!”

JORNALISMO LIXO – É o que o Sistema Globo de Comunicação, Rede Globo de Televisão, Globo News, Jornal O Globo, G1 e suas emissoras de rádio, tem feito nestes últimos tempos em que comanda e coordena um orquestrado atentado à democracia iniciado com o golpe de 2016.

PRESO POLÍTICO – Se o tríplex é da OAS e não do Lula, como atesta o cartório de registro de imóveis do Guarujá; se o tríplex não tem o tal elevador que disseram que Lula havia colocado para dona Marisa; se a cozinha caríssima que Lula teria mando comprar para o tríplex é um fogão de 4 bocas que o Armazém Paraíba vende a 600 reais, por que, afinal, Lula está preso?

* VOU ALI E VOLTO JÁ!

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CALDEIRA POLÍTICA

Aeroporto de CZ – Nos idos de 60 o aeroporto de Cajazeiras era o velho Antônio Tomáz com pista de terra batida. Até avião grande de passageiros da extinta Varig pousava toda semana ali. Hoje não temos mais o velho aeroporto nem mais Varig alguma!

Aeroporto de CZ 1 – Ao invés da antiga pista de pouso, hoje temos um aeroporto regional com pista de 1,8 km, asfaltada, com balizamento noturno, área de escape, biruta, sinal de rádio e um terminal de passageiros.

Aeroporto de CZ 2 – Apesar de tudo, da pista ampla, asfaltada, com iluminação e outros que tais, não temos o principal: um vôo semanal que seja. Pior que isso só o silêncio sepulcral dos que antes bradavam pela imperiosa necessidade de um novo aeroporto! Pra que? Pra quem?

Juntos em 2020 – Caso Jeová consiga sua reeleição e dra. Paula consiga sua eleição à Assembleia Legislativa da Paraíba, em 2002, na eleição municipal, estarão unidos ao lado de Zé Aldemir.

Juntos em 2020 A – Caso Jeová não consiga reeleição nem dra. Paula eleição, mais ainda estarão unidos com a reeleição de Zé Aldemir.

Juntos em 2020 B – Caso um se eleja e o outro não, igualmente se unirão na eleição municipal cajazeirense. Por que? Ora, ora…, independente de qualquer outra coisa ambos os grupos (Jeová e Aldemir) têm uma coisa em comum: a adversidade com o esquema político da ex-prefeita Denise Oliveira.

Juntos em 2020 C – Unidos, Jeová e Zé Aldemir impedem, em tese, uma volta ao protagonismo político municipal do grupo da ex-prefeita. Rachados, favorecem essa volta. E ela, é tudo o que eles não querem!

Triplex – Na acusação para condenar o ex-presidente se disse que Lula tinha determinado a instalação de um elevador e uma cozinha caríssima no tríplex do Guarujá.

Triplex 1 – Com as fotos feitas com a invasão do imóvel pelo MTST, descobriu-se, afinal, que nem havia elevador nem cozinha caríssima. Ou seja, condenaram Lula por um apartamento que nunca foi dele, com cozinha cara e elevador que nunca existiram. E aí doutor juiz?

Fantasmas – O irmão do prefeito de JP e pré-candidato do PV ao Governo do Estado, Lucélio Cartaxo, é funcionário fantasma do gabinete do deputado federal Rômulo Gouveia (PSD), como comprovam vários documentos já publicados na imprensa. Esse não é um bom comportamento pra quem quer governar a PB falando em seriedade com a coisa pública.

Fantasmas 1 – A propósito, o sério e competente jornalista Ruy Dantas denunciou que existe um batalhão de gente do município de Sousa empregado na Prefeitura de João Pessoa sem dar um prego numa barra de sabão. Ruy sugere que a Câmara Municipal instale uma CPI para apurar a denúncia. Sugeriu até um nome: CPI gafanhoto. Por que? Ora, gafanhoto come folha!

 

  • VOU ALI E VOLTO JÁ!

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CALDEIRA POLÍTICA

Drible da vaca – Foi um verdadeiro drible da vaca o que o governador Ricardo Coutinho fez para anunciar sua permanência a frente da administração estadual até o final do mandato. Como bom “atacante”, jogou pela direita mas saiu pela esquerda, deixando adversários e possíveis traidores a ver navio.

Drible na vaca 1 – Foi de tal forma espetacular a jogada ricardista do fico que, de um lado, deixou a oposição paralisada e sem ação e, de outro, interrompeu definitivamente planos urdidos por falsos aliados, que já negociavam apoios e cargos com o deputado Damião Feliciano (PDT), esposo da vice- governadora Lígia. Como diz Dedezinho, “FAIÔ!”

Alô coxinhas – A prisão do ex-presidente Lula frustrou completamente os chamados “coxinhas”. Diferente do que planejavam, foi o próprio Lula quem comandou tudo, inclusive o dia e a hora de se entregar à PF. Não sem antes fazer um discurso histórico botando os pingos nos IS.

Alô coxinhas 1 – Falar nos “coxinhas”, peço aos que tiverem as provas dos crimes que determinaram a condenação do ex-presidente Lula, mandem para mim que quero publicá-los neste espaço. Meu e-mail: caldeira650@gmail.com . Fico no aguardo! Até lá, não posso senão considerar Lula um preso sem provas. Um preso político!

Calando a oposição – Início da construção de 300 moradias do Minha Casa Minha Vida, início de calçamento de ruas, início do processo de asfaltamento das principais vias da cidade, pagamentos em dia de servidores e fornecedores, Carnaval, Xamegão e instalação do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI)…, são algumas ações/conquistas/serviços da gestão Zé Aldemir em Cajazeiras que deixam a oposição caladinha, caladinha!

Frente Parlamentar de Cultura – Membros da FPC, os vereadores cajazeirenses Jucinério Félix (PPS), Alysson Voz e Violão (PSB) e Rivelino Martins (PSB), mantiveram recentemente em João Pessoa contatos e audiências com o Sec. de Estado da Cultura, Lau Siqueira, e a Presidente da Fundação Espaço Cultural (Funesc), Nézia Gomes. Mais cultura para Cajazeiras e região!

Operação Andaime – Obras suspeitas foram paralisadas, muitos documentos foram recolhidos por ordem judicial, muita gente foi levada coercitivamente para depor, outros foram presos e depois foram soltos…, mas enfim, o que é feito da chamada Operação Andaime? Houve irregularidades ou não? Quem são os responsáveis? Que penas lhes cabem? Com a palavra o Ministério Público Federal!!!

Povo nas ruas – Quem imaginava que prenderia Lula e dia seguinte e vida voltava ao normal, calculou errado. O povo nas ruas protestando de Norte ao Sul, de Leste a Oeste, mostra que Lula é mais que um ser humano: é uma idéia.

Povo nas ruas 1 – Em Cajazeiras, cidade de ensinamentos e culturas, também houve protestos pró-Lula. Emocionou rever Severino Dantas na luta popular.

Barrou – Juiz Moro barrou uma comissão formada por 10 governadores e 3 senadores de fazer uma visita solidária ao ex-presidente Lula, na superintendência da PF em Curitiba.

Vai barrar? – Agora, será a vez da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal dirigir-se à capital paranaense com o mesmo intuito. Vai barrar Moro?

Dessintonia – Além de não ter definido quem afinal será seu candidato, a oposição 2 na Paraíba está em profunda dissintonia. Enquanto Ruy Carneiro e Tovar Correia Lima afirmam que o nome será escolhido em uma semana, o senador Raimundo Lira, ex-oposição 1 (Maranhão), diz que a escolha se dará em 60 dias.

Pra escanteio – Candidato ao governo do Estado pela oposição 1, o senador Maranhão (MDB) reclamou que os membros da oposição 2 querem seu apoio, mas não admitem apoiá-lo. Zé tem razão, até porque sua candidatura foi posta bem antes de qualquer outra.

Vou ali e volto já!

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CALDEIRA POLÍTICA

Não pegou bem – Apesar do inquestionável sucesso de público, o encontro de lideranças do PSB do Alto Sertão com o pré-candidato a governador João Azevedo, deixou muitas interrogações no ar. Entre elas, o por que da ex-prefeita e Secretária Executiva de Estado, Denise Oliveira, não ter comparecido?

Não pegou bem 1 – Afinal de contas, além de ser seu colega Secretário de Estado, João Azevedo é o pré-candidato do governador Ricardo Coutinho e do PSB. Como Secretária e filiada do PSB, a ausência de Denise, claro, gerou muitas especulações e mal estar.

Não pegou bem 2 – Outras ausências igualmente questionadas foram a do ex-prefeito e também ex-Secretário de Estado de Ricardo Coutinho, Carlos Antônio (DEM) e Jr. Araújo (Avante), pré-candidato a deputado estadual. Afinal, são governo ou são oposição?

Saúde em alta – Não adianta o discurso repetitivo de oposicionistas contra a gestão da saúde na Prefeitura de Cajazeiras. Os avanços e as conquistas falam mais alto que ele. Agora mesmo a edilidade ganha um aparelho de ressonância magnética que junto com outros, comporá o Centro de Diagnósticos por Imagem (CDI).

Saúde em alta 1 – A partir de agora os pobres de Cajazeiras terão exames de última geração, gratuitamente. Nem precisarão esmolar favor aos políticos de plantão, nem vender o pouco que têm para realizá-los nas clínicas particulares.

Saúde em alta 2 – Aliás, será mera coincidência até hoje Cajazeiras não ter tido um Centro de Diagnóstico por Imagem, e somente clínicas particulares terem? Tem cheiro de mutretagem isso aí!

Santiago federal – Como havíamos antecipado nesta coluna tempos atrás, o deputado Wilson Filho (PTB) vai disputar mandato de deputado estadual, enquanto Wilson Santiago (PTB), o pai, vai disputar mandato de deputado federal. Os votos para estadual no Sertão ficam mais disputados.

Praticamente só – O senador José Maranhão ficou praticamente só no seu MDB. Apenas os deputados estaduais Raniery Paulino e Ricardo Marcelo ainda estão filiados à legenda. Todos os demais (Veneziano Vital, Hugo Motta, Raimundo Lira e Nabor Wanderley) deixaram o partido. E agora José?

Dia D – Nesta sexta-feira (6) o governador Ricardo Coutinho (PSB) presta entrevista coletiva para definir se fica ou se deixa o governo para candidatar-se nas eleições vindouras. Se ficar a batida do bumbo é uma, se sair é outra completamente diferente! Tem gente com sono atrasado há dias!

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CALDEIRA POLÍTICA

Deca – O empresário e senador suplente José Gonzaga Sobrinho, Deca, há tempos mergulhou num silêncio profundo sobre as demarches políticas da Paraíba. Nome limpo e com história de vida de fazer inveja a qualquer um, Deca é um nome importante no xadrez político estadual que não deve nem pode ser descartado na sucessão 2018.

Deca 1 – A propósito, há tempos Deca disse que, se fosse disputar a eleição 2018 não seria para ser mais suplente. Ou seja, concorreria à titularidade do cargo, fosse qual fosse. Aguarda-se com expectativa um possível anúncio.

Lawfare – Difícil não entender e não concordar com os que defendem a tese de que o ex-presidente Lula é vítima de lawfare, ou seja, vítima do “uso indevido dos recursos jurídicos para fins de perseguição política.”
Senão vejamos: ”Rosa Weber manda arquivar inquérito contra Serra”; Caso do tucano Azeredo, condenado em 2ª, instância, por prescrever”; ¬¬“Marco Aurélio¬ suspende prisão antecipada de condenada em 2ª instância”; “STF não pauta análise sobre prisão após 2ª. instância em abril”; “Gilmar Mendes suspende prisão após segunda instância de quatro condenados.”

Lawfare 1 – De tal forma está explícito que tudo está sendo feito com o desejo único de se prender Lula que o teólogo e escritor Leonardo Boff revelou que entraremos para o rol dos “países lixo com uma justiça falida e feita de arbítrio e não de provas irrefutáveis.”

Lawfare 2 – Em quatro anos de Operação Lava Jato, nenhum, eu disse NENHUM político do PSDB está preso ou sequer ameaçado de prisão. Impressiona como a coisa tá dirigida única e exclusivamente para o PT. A tal ponto que o cientista político Flávio Lúcio Vieira sentenciou que se algum dia um político tucano for preso “é porque no Brasil não há mais juízes!”

Buracos herdados – De um mandado de 4 anos a gestão Zé Aldemir entra no 2º ano com cobranças como se estivesse no final do 4º ano. É a oposição ainda ressentida com a fragorosa derrota nas urnas, quando os cajazeirenses disseram não à continuidade. É verdade que Cajazeiras está esburacada e merecendo um novo asfalto. Mas essa situação não é de agora, é bom lembrar. Vem láááá de trás.

Buracos herdados 1 – Tanto é verdade que os buracos nas ruas da cidade são herança do passado, que durante a campanha sucessória a gestão da época (Denise/Jr Araújo) divulgou que o Governo do Estado garantia o asfaltamento para breve. O atual prefeito Zé Aldemir diz que a gestão passada inventou essa história para angariar votos, mas não deu certo. “Nós conseguimos verbas e vamos iniciar em breve o recapeamento asfáltico”, garantiu ele.

Hermenêutica – Art. 5, inc. LVII da Constituição Federal de 88: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.” Sério, tem algum operador do Direito que leia isso e diga que a Constituição manda, determina ou sequer autoriza que se inicie o cumprimento de pena após acórdão de 2ª instância?

Manoel Júnior – Tem certa lógica a possível candidatura do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (MDB) ao Governo do Estado. Sem mais espaço para tentar sua volta à Câmara Federal ou uma vaga à ALPB, ele pode concorrer à chefia do executivo paraibano sem correr o risco de perder o cargo de vice-prefeito, caso não assuma a Prefeitura. Como diz o ditado, pra quem não tem remédio, remediado está!

Na mira do TJ – O ex-presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino (PSB) foi multado pelo Tribunal de Justiça numa ação decorrente de quando ele ainda era prefeito de Pocinhos. Motivo: litigância de má fé.

Cada um por si – Os juízes brasileiros vão fazer uma paralisação de 24 horas pela manutenção do tal auxílio moradia que recebem mensalmente. É uma excrecência de R$ 4.377,73 que os magistrados de todo país recebem tenham ou não casa na cidade onde atuam. Também pudera, com míseros salários de aproximadamente R$ 30 mil !!!

Penduricalhos – Aliás, tá mais que na hora do Brasil acabar com essa vergonha de penduricalhos salariais existentes para ministros, desembargadores, juízes, procuradores, promotores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República. Salário digno sim e nada mais. E ponto final.
Romero/Bolsonaro – Depois de originar a saída do prefeito Luciano Cartaxo (PSD-JP) da disputa governamental deste ano, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, esteve reunido em Brasília com o presidenciável Jair Bolsonaro. Em pauta o seu desejo de disputar o governo do Estado em outubro.

Volta Cartaxo – Depois de cozinhar a pré-candidatura Luciano Cartaxo em fogo brando o PSDB agora prega unidade para o “volta Cartaxo.” Mas agora é tarde. É tarde porque perdeu-se o principal numa relação: a confiança! Luciano Cartaxo não confia nem pode confiar numa turma que enquanto ele queria, queria também. Agora que ele cansou de ser desconsiderado, humilhado e, dizem, explorado, querem-no de volta. Não volta: falta confiança!

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CARTAXO DESISTE E ABRE CAMINHO PARA CÁSSIO

  • FLÁVIO LÚCIO VIEIRA

Não foi exatamente uma surpresa o anúncio da desistência do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, de sua candidatura ao Governo do Estado.

Um conjunto de fatores explica a decisão, desde a montagem da chapa com Manoel Jr. na vice, passando pelo embate surdo com o tucano Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande, a manutenção da candidatura de José Maranhão, que quebrou a tão sonhada unidade do bloco que elegeu Cartaxo em 2016, e, claro, os altos riscos que toda eleição enseja, analisados na última coluna quando discutimos o potencial da candidatura de João Azevedo.

Mas um aspecto que durante um bom tempo passou despercebido e vai se delineando cada vez com mais força é a candidatura de Cássio ao governo. Ou seja, a consequência política mais imediata da desistência de Luciano Cartaxo é abrir caminho para que Cássio Cunha Lima assuma a candidatura ao governo, já que Romero Rodrigues nunca foi mesmo candidato pra valer. E dificilmente o PSDB apoiará José Maranhão.

E a razão é que Cássio talvez encare 2018 como a última chance de disputar o governo com alguma chance, mesmo pensamento que motiva José Maranhão. Para Cássio, é muito mais vantajoso arriscar-se numa nova disputa ao governo, na crença de que sua liderança e o seu recall possam ser capazes de unir a oposição para derrotar João Azevedo, papel que Cartaxo desistiu de cumprir.

Além disso, com o relacionamento mais próximo que Cássio hoje tem com José Maranhão, aumentam as chances de um apoio do peemedebista no segundo turno, apoio que Cássio acha que foi decisivo na derrota de quatro anos atrás para Ricardo Coutinho. E essa possibilidade é fortalecida ainda mais pela aliança nacional do PSDB com o PMDB. Com isso, certamente, as chances de Cássio se tornam muito maiores.

O apoio de Cartaxo a Cássio, claro, é também decisivo. Por isso, Cássio nunca se opôs à pretensão da candidatura de Cartaxo. Aliás, é bom lembrar, Cássio teve um papel decisivo antes disso para tirar Cartaxo do PT durante aqueles meses que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff, oferecendo a Cartaxo apoio para seu projeto de reeleição. No pacote, acenou com a possibilidade de também apoiá-lo a uma futura candidatura única das oposições.

Por isso, é legítimo agora que Cássio, diante da desistência de Cartaxo, deseje ser seu candidato já que o senador tucano foi fiador até agora do projeto cartaxista de ser candidato a governador e, nesse sentido, espera reciprocidade.

Enfim, Cássio manteve a paciência e esperou que tudo se definisse para que finalmente pudesse entrar em campo. Com a desistência de Luciano Cartaxo, talvez tenha chegado a hora.

  • Cientista Político

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CALDEIRA POLÍTICA


Cartaxo renuncia?

Há quem avalie que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), deve estar com o sono ruim em virtude de decisão que tem data para ser anunciada: 7 de abril. É a data limite para renúncia de quem é prefeito e deseja disputar algum mandato na eleição de outubro.

Cartaxo renuncia II?

Como ele é tido como pré-candidato ao Governo do Estado, até 7 de abril ele tem que decidir se renuncia ou não o 2º maior orçamento na Paraíba. Só em 2018, o orçamento da Prefeitura de João Pessoa é de R$ 2,7 milhões. Até o final do mandato esses valores beiram os 10 bilhões de reais. Isso afora empréstimos como um de 100 milhões de dólares do Banco Mundial que está para ser liberado. Cartaxo vai deixar isso tudo para o seu vice, Manoel Júnior (MDB), para entrar numa bola divididíssima que será a disputa pelo Palácio da Redenção?

Cartaxo renuncia III?

Em virtude disso, há quem diga que auxiliares do prefeito estariam aconselhando-o a permanecer no cargo e concluir seu mandato, buscando eleger seu irmão Lucélio e sua esposa Maísa para cargos eletivos chaves na próxima eleição.

Romero renuncia?

Outro que também deve estar com o sono ruim é o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). Com o 3º maior orçamento do Estado, comenta-se que o prefeito campinense não renuncia e está apenas fazendo um charme e ganhando destaque na mídia. Tal qual alguns pensam em relação a Cartaxo, fala-se que Romero deverá permanecer a frente da prefeitura campinense e ajudar na eleição de parentes e amigos nas eleições vindouras.

Maranhão não renuncia!

Quem não renuncia, com certeza, é o senador José Maranhão (MDB). Até porque não precisa fazê-lo para disputar o Governo da Paraíba, como afirma estar decidido. Zé tem partido, tem recall, tem apoios e tem R$ 18 milhões garantido pelo MDB, segundo Eunício Oliveira, Presidente do Senado e tesoureiro nacional da legenda. Maranhão é candidato a não abre!

Ricardo renuncia?

Outro que deve estar com a orelha quente de tanto que falam nele é o governador Ricardo Coutinho (PSB). Considerado com vaga garantida para o Senado Federal, caso queira disputar, o chefe do executivo estadual tem dito que não disputará a eleição deste ano, e portanto concluirá seu mandato que expira dia 31 de dezembro. Será?

Paula renuncia!

Quem já está certa de renunciar é a Secretária Municipal de Saúde de Cajazeiras, Paula Meirelles, esposa do ex-deputado e prefeito José Aldemir (PP). Ela vai disputar uma vaga na ALPB. Até agora sequer especulou-se quem a substituirá na saúde cajazeirense!

Segurança na PB

A Paraíba não é, nunca foi e nem nunca será um paraíso, porque não há paraíso na Terra. Mas a PB está fora da lista dos 10 Estados mais violentos do país, segundo levantamento do site UOL (Estadão). Apesar disso, o deputado Benjamin Maranhão (SD) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disseram que farão gestões em Brasília para solicitar ajudar federal. Ninguém entendeu por que!

Segurança na PB

A propósito, seria interessante que tanto o deputado Benjamin quanto o senador Cássio mostrassem à Paraíba quanto destinaram à segurança pública paraibana em verbas e emendas orçamentárias! Só conversa jogada fora não bota ninguém pra frente não!

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 HÁ CONTROVÉRSIAS

Há uma parte dos brasileiros que concorda com a condenação do Lula. Há outra parte que não! Assim também é entre os magistrados, os juízes brasileiros: há os que concordam e os que não concordam.

Como brasileiro e bacharel em Direito tenho minha opinião, de todos conhecida, e por isso hoje trago, ipsis literis, a opinião do Presidente da Associação dos Juízes da Amazônia (Amazon), juiz Cássio Borges.

Diz ele: “Não vi até agora uma prova da propriedade do triplex e do sítio de Atibaia. Portanto, não havendo prova de que ele recebeu isso como paga, por ato de ofício praticado por ele, não há corrupção passiva. Propriedade se prova com registro do imóvel. E, como disse, a corrupção exige ato de ofício do agente em troca do favor: não há, e nem haveria como haver, porque para existir corrupção passiva é preciso que o agente seja servidor público ou esteja em exercício de função pública, e Lula não era mais presidente.

Quanto à lavagem de dinheiro, se a aquisição do apartamento não foi provada, como se falar em lavagem? E mais, lavagem pressupõe ocultação de dinheiro sujo, dai o termo lavagem. Não se pode confundir o produto do crime com a lavagem em si. Se não houve ato pra tornar limpo o dinheiro sujo, como pode ter havido lavagem?!Por isso, esse crime em tese nem federal seria, se fosse crime.

Em suma, Lula está sendo julgado por juízo incompetente, com provas insuficientes, e por condutas atípicas. E isso que falei aqui é técnica jurídica. Não é opinião política.

Fosse eu o juiz do caso, mesmo eu acreditando que ele era o destinatário do apartamento e do sítio (COMO EU ATÉ ACREDITO), eu não o condenaria em face da insuficiência de provas, aliada a atipicidade de todas as condutas a ele imputadas. Registre-se que insuficiência de provas é diferente de falta de prova, está é a ausência total de provas, e aquela significa que as provas colhidas não suficientes para a condenação.

Já aconteceu comigo situação semelhante, eu tinha certeza da autoria do crime, mas absolvi o réu porque não havia provas em suficiência. Na dúvida, “pro reó“.

Numa democracia, Lula não pode ser condenado porque ele é o Lula. É que ninguém pode ser julgado por ser quem é. No regime de liberdades públicas, julgam-se fatos, não pessoas.

Sou professor de Direito Penal e constitucionalista por formação, não posso ensinar aos meus alunos uma coisa e dizer outra em rede social, só pra agradar a turba de leigos, com vingança nos olhos, que se comporta igual aqueles que fizeram Pilatos condenar Cristo à morte.

Aos loucos, um aviso: não comparei Lula a Cristo; comparei a histeria coletiva daqueles que pediram a condenação de Cristo, com estes, cheios de verdades irracionais, que pedem a condenação do Lula. E vieram aqui com seus achismos e sua moral muito particular, a pretexto de me dar lição de moral no meu outro post: tolos! Sou um estudioso do Direito, meu compromisso é com a ciência!”
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Não tem rombo nem déficit na Previdência. Ela é superavitária. Confira na cartilha(CPI da Previdência – Ousadia e Verdade):   www.senadorpaim.com.br.

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ENFIM A PROVA

Defendo que, seja quem for, doa a quem doer, deveu tem que pagar!

Seja rico ou pobre, branco ou preto, não interessa, a lei se aplica a todos, aliás como preconiza nossa Constituição Federal que diz: “todos são iguais perante a lei.”

Já se vão mais de três anos de Operação Lava Jato e o que mais ouço perguntar atualmente é sobre a tal prova que incrimina o ex-presidente Lula. Cadê a prova, perguntam uns. Há indícios, dizem outros. E o debate se arrasta indefinidamente entre ausência de prova inconteste e a presença de indícios, com Lula condenado em primeira instância e aguardando julgamento de recurso contra tal sentença para o próximo dia 24.

De acordo com o entendimento do Ministério Público Federal, acatado pelo juiz Sérgio Moro, o tríplex do Guarujá é do ex-presidente e lhe foi dado como propina por contratos da OAS junto à Petrobrás.

Agora vem a questão: como o MPF chegou a essas conclusões e por que Moro as acatou?

Segundo palavras dos próprios integrantes da força tarefa da Lava Jato (MPF), “não temos provas materiais mas temos convicção!”
E quanto a Moro? Bem o juiz Sérgio Moro baseou-se no segundo depoimento do sr Leo Pinheiro, presidente da OAS. O presidente da OAS Empreendimentos, Leo Pinheiro, após ser condenado a mais de 30 anos de prisão mudou seu depoimento inicial, onde isentava Lula, e afirmou que o proprietário do tríplex seria o ex-presidente.

Mas só o sr Leo Pinheiro incriminou Lula no processo? Sim, só ele, e ainda depois de ser condenado a 30 anos de prisão e mudar seu primeiro depoimento isentando-o. Todas as demais 73 testemunhas inocentaram o ex-presidente de culpa. Mas o juiz preferiu ficar com a versão única do presidente da OAS. Com um detalhe: Leo Pinheiro depôs na condição de co-reu, o que significa que ele não necessitava dizer a verdade, podendo até mentir, que não estaria incorrendo no crime de perjúrio. Já os demais 73 depoimentos foram tomados de testemunhas que, nessa condição, têm obrigação de dizer a verdade sob pena de cometimento do crime de perjúrio. Então, o depoimento de quem podia mentir foi observado pelo juiz; de quem tinha obrigação em dizer a verdade não!

Mas…, é só isso, não tem prova?

Tem sim. Ela apareceu. A juíza federal Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª. Vara do DF, determinou a penhora do tal triplex por conta de dívidas da OAS com uma empresa que busca ressarcimento por calote da empreiteira. Ou seja, a juíza observou que o tríplex não é do ex-presidente Lula, como quer o MPF e o sr. Moro, mas da OAS, como atesta escrituração em cartório.

Enfim a prova!

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 ZÉ: FECHOU E ABRIU COM CHAVE DE OURO

A verdade é uma só: o prefeito Zé Aldemir fechou 2017 e abriu 2018, em termos administrativos, com chave de ouro!

No primeiro ano da gestão cajazeirense Zé recuperou toda a frota do município, recebida em frangalhos e botou ordem na utilização de combustível.

Recém empossado, fez um carnaval por todos elogiado e de graça para o povo. Absolutamente de graça!

Iniciou a recuperação das estradas vicinais, botou ordem na coleta do lixo, deu passos largos na melhoria do ensino municipal e começou a verdadeira revolução na saúde pública local.

Em paralelo, foram dezenas de viagens à Brasília custeadas pelo próprio prefeito e não pela prefeitura para, primeiro, limpar o nome de Cajazeiras. Foi uma luta difícil e árdua, mas vitoriosa. Segundo, para levar projetos à capital federal e, já com o nome limpo, conquistar recursos extra-constitucionais para tocar serviços e obras.

É por isso que Cajazeiras vai ter muito em breve o Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), uma verdadeira revolução na saúde municipal. Até então esses exames só eram feitos em clínicas particulares, e portanto pagos. A partir de então serão oferecidos gratuitamente pela prefeitura. Alguns poucos particulares que lucravam com isso não gostarão, mas o povo carente já aplaude porque sabe que será beneficiado.

É por isso também que em breve será iniciada a primeira etapa do recapeamento asfáltico da cidade, com a liberação conseguida em Brasília de quase 4 milhões de reais.

A tradição não foi esquecida e, mesmo em meio à maior crise financeira do país, e portanto dos Estados e Municípios, além da seca, Zé Aldemir realizou o Xamegão também de graça para o povo. Contrariando as expectativas e torcidas da oposição, que infelizmente joga no time do quanto pior, melhor!

Tanto é verdade que a oposição quer ver a desgraça instalada na gestão cajazeirense, que torceu abertamente para que no final do ano, época do 13º salário, Zé Aldemir não conseguisse honrar com os salários. Deu com os burros n´água mais uma vez: a Prefeitura de Cajazeiras pagou 3 salários (novembro, 13º e dezembro) em 40 dias.

É bom que se diga: nem a Prefeitura de Campina Grande conseguiu essa proeza e se ve em maus lençóis junto aos servidores daquela cidade.

Agora, já em 2018, com salários em dia, Zé Aldemir anuncia nesta sexta-feira (12) a programação do carnaval e o novo Secretário de Cultura, Ubiratan de Assis, um craque do setor.

Frustrando os que lhe fazem oposição, Zé fechou 2017 e abriu 2018 com chave de ouro.

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OS (IN)COMUNS DA BANCADA PARAIBANA

A Paraíba elege 15 representantes para o Congresso Nacional, sendo 12 deputados federais e 3 senadores. Se representam bem ou não os paraibanos em Brasília, aí vai da análise subjetiva de cada eleitor.

O que posso fazer é mostrar o que há de comum e incomum entre eles nas últimas votações ocorridas no parlamento, notadamente a Reforma Trabalhista e a Medida Provisória 795.

Mas…, o que são uma e outra? Bem, suscintamente diria que a Reforma Trabalhista é a flexibilização das leis que regem a relação patrão / empregado, em desfavor deste último. E a MP 795 nada mais é que a isenção tributária de petrolíferas estrangeiras que adquiriram parte do Pré-Sal a preço de banana em fim de feira por 25 anos, o que dá, mais ou menos, R$ 1 trilhão em isenção de impostos.

Agora que você já tem uma ideia do que elas representam, vejamos os comuns:

Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Pedro Cunha Lima (PSDB), Benjamin Maranhão (SD) e Wilson Filho (PTB), como vemos, são comuns nos entendimentos de que tanto a Refroma Trabalhista quanto a MP 795 são boas para o país. Têm entendimentos comuns, portanto.

Outros são: Veneziano Vital do Rego (PMDB) e Luiz Couto (PT). Diferente dos anteriores, são comuns por serem os dois únicos a terem votado tanto contra a Reforma Trabalhista quanto a MP 795.

Os incomuns são: André Amaral (PMDB) que votou sim na Reforma Trabalhista e não na MP 795; Rômulo Gouveia (PSD) que votou sim na Reforma Trabalhista e ausentou-se na votação da MP 795 e Damião Feliciano (PDT) que ausentou-se na votação da Reforma Trabalhista e votou não na MP 795.

Por fim, registro no time dos comuns, ainda, o deputado Wellington Roberto (PR) que ausentou-se tanto na votação da Reforma Trabalhista quanto na da MP 795. Caso sui generis!

E ainda no time dos comuns cito os nossos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB), que votaram uníssonos a favor da Reforma Trabalhista.

Aguardemos para ver como suas excelências pensam em nos representar na votação da Reforma Previdenciária.

Estamos de olho!

S O L T A S

. 10 anos ! Esse é o tempo que o ex-governador do PSDB, Eduardo Azeredo(MG), aguarda para julgamento no mensalão tucano. Já o Lula… ; por que será?

. Perguntar não ofende: como é que a Previdência no Brasil está quebrada e o governo que diz isso isenta petrolíferas estrangeiras do pagamento de R$ 1 trilhão de impostos?

. As demarches políticas das eleições municipais em Cajazeiras certamente desaguarão em novas alianças políticas em 2020. É esperar pra ver!

. “Um voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter de quem usa.” (Theodore Roosevelt)

. Neste domingo (17) o TREM DAS ONZE entrevista o pré-candidato a deputado federal Chico Lopes (PSB).

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 CAMINHANDO E CANTANDO…

Na última quarta-feira (29) a Câmara Municipal de Cajazeiras foi literalmente a ‘casa do povo’!

Nas ruas, comandando uma caminhada cívica em protesto pelo alto preço da energia que vem sendo cobrado, o legislativo cajazeirense tornou realidade e fez-se efetivo no jargão.

É ao lado do povo, conduzindo-o na realidade da vida, que se dá nos becos, nas vilas, nas praças, nas ruas, enfim, que cada vereador se torna realmente representante do povo.

Tão forte é uma Câmara Municipal nas ruas, com o povo, que o próprio executivo é levado a aderir, posto que também é povo. Lá não estavam vereadores de situação e de oposição. Lá não estava o prefeito de um partido ou de um grupo. Lá estavam os representantes do povo do legislativo e do executivo, unidos, caminhando e cantando e seguindo a canção, como diria Vandré!

Caminhando e cantando a inconformação com o preço da energia elétrica, hoje artigo de luxo para nossa gente humilde.

Parabéns aos que fazem da Câmara Municipal de Cajazeiras uma verdadeira casa do povo!

Enquanto isso…

Enquanto isso, outra Câmara, a federal, continua fazendo das suas. Cada vez mais distante do povo e votando contra a vontade deste, cria um fosso enorme entre representados e representantes.

Aliás, essa é, a meu ver, a mais grave crise que vive hoje a democracia brasileira. O povo elegeu para que os eleitos fossem representantes, nas votações, das suas aspirações.

Ao que saiba reforma trabalhista (já votada e aprovada) e esta reforma da previdência (que poderá ainda ser votada) não são nem nunca foram aspirações do povo brasileiro.

Nesse rol de capitulação da vontade popular entra também o Senado Federal, onde suas excelências, em sua maioria, igualmente contraria o desejo popular.

Ano que vem temos eleições previstas, e não será surpresa alguma se a maior parte dos que hoje dizem representar o povo seja colocada pra fora dessa representação.

Democracia é assim: o povo é quem decide!

S O L T A S

. A reação popular aos apoiadores do presidente Michel Temer e suas reformas recomeçou, e tudo indica se espalhará pelo país inteiro. O primeiro a ser novamente questionado publicamente dentro de um avião foi o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB). Uma jovem filmando alertou a todos os demais passageiros a presença do “excelentíssimo senador Jucá”, expondo-o como o articular do governo para as reformas que grande parte do país rejeita.

. Está marcado para dia 29 de dezembro às 14:30h a concorrência pública para construção do posto avançado do Detran/Cajazeiras, obra com valor estimado em R$ 3.552.129,37.

. Aos poucos, a Prefeitura de Cajazeiras vai entrando nos eixos: nome limpo no CAUC, pagamentos em dia, aumento na qualificação do Samu e daí por diante. Apesar das aves de mau agouro!

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O FENÔMENO GOBIRA

Não se enganem: Cajazeiras terá disputa de quatro candidatos a deputado federal na eleição do próximo ano.

Antônio Gobira (Rede), Efraim Filho (DEM), Gervásio Maia (PSB) e Agnaldo Ribeiro (PP) são os que disputarão os votos dos cajazeirenses na esperança de alcançarem a Câmara Federal.

E de cara você pergunta: e Denise, a ex-prefeita, não será candidata? Não! Não será!

Os sinais são claros nessa direção, a partir da declaração da vereadora Léa Silva (DEM), amicíssima de Denise, de que continuará a apoiar Efraim Filho. Mais que isso: numa recente entrevista concedida à TV Diário do Sertão, Carlos Antônio, esposo de Denise, sequer fez qualquer citação a essa candidatura. Logo, claro está que o grupo derrotado na eleição municipal cajazeirense marchará com o deputado democrata, com quem, aliás, sempre se compôs.

E nesse cenário de candidaturas, a pergunta que se faz é: Cajazeiras repetirá a votação de Gobira em 2014?

Bem, a resposta só o tempo dirá, mas podemos fazer alguns questionamentos que talvez nos levem a esclarecimentos pertinentes ao tema.

Por exemplo: a rejeição que Cajazeiras demonstrou há quatro anos aos candidatos tradicionais acabou? De lá para cá houve um trabalho político-administrativo dos ‘tradicionais’ em favor do município que venha justificar alguma mudança de humor do eleitorado em relação a eles?

Se respondidas com sinceridade as duas perguntas, fatalmente encontraremos uma só resposta: o fenômeno Gobira vai se repetir!
E se repetirá, a meu sentir, menos pelas qualidades de oratória ou conhecimento do sapateiro cajazeirense, e mais, muito mais pelo recado que deixa: “votamos num sapateiro que nos conhece!”

Em outras palavras, o cajazeirense deixou claro em 2014 que quer de volta um deputado federal “de casa” como foi Edme Tavares e parece vai novamente se expressar assim na urna.

Não aposto, mas vislumbro, nessa disputa, o seguinte placar:

1º) Gobira, 2º) Agnaldo Ribeiro, 3º) Gervásio Maia e 4º) Efraim Filho.

É esperar pra ver!

S O L T A S

• É preciso união da sociedade cajazeirense nessa luta de vôo comercial para a cidade;

• Tem agente político que precisa abrir os olhos em Cajazeiras para não ser usado como boneco de ventríloquo de interesses contrariados;

• A Câmara Municipal de Cajazeiras está mais próxima do povo nesta legislatura;

• Para deputado estadual Cajazeiras tem opção: Dra. Paula, Jr. Araújo e Jeová Campos;

• Domingo é dia de informação. Domingo tem TREM DAS ONZE – 11h(www.fernandocaldeira.com.br)

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DEMOCRACIA É MEIO

O regime político de uma nação é a forma pela qual ela espera crescer e desenvolver-se.

Crescer e desenvolver-se para dar melhor qualidade de vida ao seu povo, procurando atender as sempre crescentes demandas sociais.
Há nações que acreditam alcançar esses objetivos pelos chamados regimes autoritários, ditatoriais, totalitários. Há as que os busquem pelos regimes democráticos, inclusive o Brasil.

A diferença básica de um e outro regime é que, no primeiro, o povo não escolhe, não participa, não sugere, não é sujeito ativo. Já nos regimes democráticos, o povo é o poder originário dos demais poderes e a qualidade de seu ativismo cívico é diretamente proporcional à qualidade dessa democracia!

Já definimos há pouco que a democracia para nós é um meio. Meio através do qual implantaremos nossas políticas públicas de educação, saúde, segurança, infraestrutura, cultura, etc… .

Mas para que essas políticas públicas sejam efetivamente exitosas, temos que fazer uma democracia de qualidade. E para alcançarmos esse estágio democrático temos que escolher com qualidade. Como assim? Não trocando o voto por favores; não vendendo o voto; ao contrário, fazendo dele o nosso controle de qualidade da vida pública.

Vejo hoje muitos insatisfeitos com a política e não podia ser diferente, e por isso pregando contra a democracia. Os políticos, em sua maioria, nos decepcionaram, é verdade. Mas uma coisa é a política, outra é a democracia. Aquela está ruim porque escolhemos mal. A democracia não tem culpa disso! Ela não escolhe por nós. Ela apenas nos permite escolher.

Podemos fazer da atividade política uma atividade para o bem social, para o bem coletivo, para o bem municipal, estadual e nacional. Podemos mudar a política se quisermos. Podemos acabar com as mordomias hoje existentes; podemos acabar com os grupelhos políticos que atuam em benefício próprio; podemos “enterrar” os larápios da vida pública. Só depende de nós!

E sabe por que? Porque temos a democracia! Ela nos permite levantar a poeira e dar a volta por cima, como diz a música. A democracia é nossa aliada na faxina que queremos fazer na vida pública brasileira. Para isso, basta o voto!

S O L T A S

. Coordenador da campanha de Cássio a governador em 2014 em Cajazeiras, Jr. Araújo (PTB) foi representar o pré-candidato a governador João Azevedo (PSB) em Bom Jesus numa solenidade, a pedido do ex-prefeito Carlos Antônio (DEM). Conclusões: 1ª) política é mesmo muito “dinâmica”; 2ª) Denise, esposa do ex-prefeito, decididamente não será candidata a nada na próxima eleição;

. Pagamentos salariais em dia, município com nome limpo em Brasília, melhorias no Ipam, criação do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), recursos novos chegando…, a administração de Cajazeiras vive novos ares, sem dúvida;

. A Câmara de Cajazeiras realiza audiência pública próximo dia 22 para debater aumentos abusivos nas contas de energia. Vai sair faísca;

. Escolha o político para ser um funcionário público temporário a serviço do povo. Isso mudará a política!

. Domingo tem TREM DAS ONZE (www.fernandocaldeira.com.br)

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TJ NA CONTRAMÃO DA PARAÍBA

Ao determinar que o Poder Legislativo paralise a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) 2018, o Tribunal de Justiça da Paraíba comete, a meu ver, um grave erro que pode levar a situações muito constrangedoras aos servidores do Estado e a todos os paraibanos.

O grave erro de que falo é o fato de não proceder, segundo Waldson Souza, Secretário de Planejamento do Estado, a alegação por parte do Judiciário, de que foi reduzido o montante dos duodécimos a serem repassados àquela corte na LOA 2018.

Ora, se o motivo da determinação judicial para que a Assembleia Legislativa paralise a tramitação da matéria é a tal redução, e ela não existe como garante o governo, a determinação é equivocada, convenhamos.

Vamos combinar uma coisa: o Governo tem que repassar ao TJ um percentual fixo de “Y” do orçamento estadual, ok? Agora façamos um exercício simples: suponhamos que em 2015 o orçamento estadual foi de 11 bilhões de reais. Isso gerará um duodécimo ao TJ, digamos, “Y+1”, ok?

Agora suponhamos que no exercício seguinte, 2016, o orçamento estadual tenha sido de 11,5 bilhões de reais. O duodécimo do TJ crescerá proporcionalmente ao crescimento do orçamento e será, digamos, “Y + 2”, ok?

Por fim, imaginemos que no ano seguinte, 2017, o orçamento tenha sido de 11,3 bilhões de reais. O duodécimo do TJ será de “Y + 1,3”, ok?

Ou seja, cresce o orçamento, cresce o repasse. Do contrário, reduz-se o orçamento, reduz-se igualmente o repasse. Isso é lógica matemática, não tem como fugir disso.

Ainda assim, com redução do orçamento 2017 em relação ao de 2016 (LOA 2017….. R$ 11.284.234.163,00 / LOA 2016 ….. R$ 11.337.049.745,00), o repasse do TJPB permaneceu o mesmo, ou seja, não foi reduzido. É o que garante o Ar. 35 § 3º (LOA): “Nenhum Poder ou Órgão referido no caput terá para o exercício de 2017, valor inferior ao orçamento do ano anterior.”

Assim posto, a determinação para que o Poder Legislativo paralise a tramitação da LDO naquela casa, repito, é equivocada. Equívoco este, aliás, que em não sendo revisto, poderá levar a atraso no pagamento de salários dos servidores paraibanos em breve, além de paralisar serviços de saúde, educação, segurança, entre outros, em toda Paraíba.

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LÉA NÃO ROMPE, ANTECIPA ANÚNCIO

Há poucos dias a vereadora Léa Silva Santos (DEM) teria declarado que vai continuar votando em Efraim Filho (DEM) para deputado federal. Está no portal resenha politika (29 de outubro de 2017), sob o título: “Vereadora Léa Silva diz não a Denise e reforça apoio a Efraim Filho para deputado federal.”

Sendo verdadeira a informação podem imaginar os mais apressados que a vereadora cajazeirense estaria rompendo com sua grande amiga ex-primeira dama e ex-prefeita Denise Albuquerque. Será?

Sinceramente, acho essa possibilidade bem remota, conhecedor da amizade entre ambas há muitos anos, embora saiba que em política as amizades vão e vêm como os ventos sopram de um lado para outro e vice-versa.

Tão mais remota torna-se a possibilidade de um rompimento de Léa com o grupo de Denise, que a mesma notícia informa que a vereadora votará com Júnior Araújo para deputado estadual, que é o candidato da ex-prefeita cajazeirense. Ora, que rompimento é esse que quem rompe continua votando no candidato a estadual do grupo?

Não, sinceramente não acredito que Léa Silva esteja rompendo com Denise. Definitivamente não! Até porque se fosse o caso de um desenlace político, tal rompimento não se daria com Denise, mas com Efraim Filho, tenho convicção!

E se é assim, Léa não está rompendo mas, de outra forma, anunciando nas entrelinhas que a candidatura Denise a deputada federal não chegará à convecção. Resumindo, Léa está a apontar que nem Denise será candidata e que os vereadores que hoje lhe apoiam, estarão no apoio ao candidato do grupo que, tenho certeza, será o parlamentar líder do democratas na Câmara Federal.

Como diz a citada matéria Léa “acredita que até o mês de abril de 2018 muito coisa pode mudar e que parte do grupo politico que nas últimas eleições estaduais esteve com Efraim Filho pode retomar o apoio ao jovem parlamentar.”

Léa Silva não está rompendo, meus amigos. Ele está anunciando que Denise não será candidata e que o grupo fechará, como sempre fez, com a candidatura à reeleição de Efraim.

Mas se não é rompimento, o anúncio, agora, antecipa algo que deveria só ser revelado ano que vem, próximo das convenções, valorizando a adesão ao democrata. E antecipando os acontecimentos planejados para 2018, Léa baixa o custo da transação política e ameniza os gastos ao deputado, que certamente lhe agradece.

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JOGO DE CENA

A hipocrisia é doença grave na nossa bancada federal paraibana, com raras exceções.

Digo isso porque suas excelências quando pisam solo paraibano dizem uma coisa e, quando desembarcam em Brasília, agem de forma contrária.

Quando na Paraíba “nossos” deputados e senadores bradam que é preciso fazer o Brasil voltar a crescer, gerar emprego e renda. Chegam a se reunir com prefeitos para ouvir os reclames de falta de verbas para tocar as administrações públicas e se comprometem com as causas municipalistas. Falam nas rádios e juram luta renhida contra a depressão econômica.

Quando de volta a Brasília, num surto automático de amnésia, esquecem o que há pouco diziam ao povo e ao Estado que dizem representar e mudam de agenda.

Na capital da República apoiam integral e irrestritamente um governo que reduz os investimentos públicos ao menor valor desde 2008 gerando uma paralisia terrível na economia que, entre outros, leva à queda na arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), componentes do FPM, que igualmente é reduzido levando as prefeituras paraibanas à bancarrota.

Sempre distantes da vontade majoritária do povo, esses senhores condenam uma Presidente da República por questões político-partidárias, salvam um senador envolvido em corrupção explícita e impedem o STF de julgar Michel Temer envolvido até a medula em relações política nada republicanas.

Mas você há de perguntar: e por que fazem isso; por que assim se portam?

Porque se tornam usufrutuários de um governo forjado na política do toma lá, da cá, onde o dinheiro público serve para tudo. Até para algumas ‘obrinhas’ levadas aos municípios como grandes conquistas do “trabalho parlamentar” de suas excelências.

Uma coisa é preciso reconhecer: os deputados e senadores que assim se portam não têm preferência partidária. São adesistas do governo! Seja o governo do PT, do PSDB, do PMDB, seja de qualquer partido. Sendo governo eles aderem a dançam conforme a música tocada no Planalto.

O mais, é só jogo de cena!

S O L T A S

. Com 251 votos favoráveis ao relatório, a Câmara Federal barrou a segunda denúncia contra o presidente Temer. Sete deputados paraibanos contribuíram para isso: Agnaldo Ribeiro, André Amaral, Benjamin Maranhão, Efraim Filho, Hugo Motta, Rômulo Gouveia e Wilson Filho;

. De outro lado foram 233 votos favoráveis a que o STF julgasse Temer. Cinco deputados paraibanos contribuíram para isso: Damião Feliciano, Luiz Couto, Pedro Cunha Lima, Veneziano Vital e Wellington Roberto.

. Como diria Darci Ribeiro, não gostaria de estar no lugar dos vencedores.”

. Com as exceções já conhecidas, a Paraíba não tem propriamente políticos, mas despachantes.

. Enquanto deputados e senadores paraibanos votam para salvar Temer e Aécio, o eixo norte da transposição está atrasado e parado e nenhum deles faz absolutamente nada, a não ser média.

. Neste domingo (29) o TREM DAS ONZE entrevista o deputado estadual Trócolli Júnior (PROS).

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ÚLTIMA ESPERANÇA: STU

Ao Brasil só resta uma última esperança: o STU – Supremo Tribunal da Urna!

Nem Câmara, nem Senado, nem TRF, nem STJ, nem STF. Só o STU será capaz de mudar o país e recolocá-lo no caminho do crescimento e do bem estar social.

Só o poder do poder originário, que é o poder do povo, poderá restituir à nação a esperança perdida ante tantos golpes nela desferidos: políticos, éticos, econômicos e morais.

Em outras palavras, só o voto popular pode acabar com a bandalheira instalada em Brasília. Com raras, raríssimas exceções, Câmara, Senado, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal viraram uma “ação entre amigos”, muitas vezes para a dilapidação do erário público, como vimos assistindo quase diariamente.

O governo não governa senão em interesse próprio; a Câmara e o Senado não legislam senão em interesse próprio; o STF não julga senão para dizer que o julgamento cabe do Senado, e assim por diante.

Estamos sós. Eles de um lado e o povo de outro. E enquanto detêm o mandato que lhes outorgamos, eles fazem o que querem, deitam e rolam, negociam vantagens pessoais nos “laboratórios” dos palácios, zombam da cara da gente, etc…; eles ainda podem.

Porém, 2018 bate a porta e com ele as eleições. E muito embora eles vejam o povo como um mero detalhe, esquecem que esse detalhe tem sentimentos e vota!

Pois é com o voto, no Supremo Tribunal da Urna, que podemos e vamos dar-lhes a resposta por cassarem uma Presidenta eleita pelo nosso voto, por obstruírem a justiça de agir nos casos Aécio, Moreira Franco, Elizeu Padilha e Michel Temer, enfim por colocarem o Brasil nessa situação.

Hoje a bola está com essa gente, mas amanhã ela será nossa. Cabe-nos valorizá-la e com ela avançar em busca da meta adversária para que nas eleições de outubro façamos um golaço a favor do time do povo.

Viva o Supremo Tribunal da Urna!

S O L T A S

. Quando o assunto é Aécio Neves a Paraíba vota unida: Maranhão, Cássio e Lira 3 X 0 STF e povo.

. Temer (PMDB) ajudou salvar Aécio (PSDB) e agora Aécio (PSDB) vai ajudar salvar Temer (PMDB). Precisa desenhar?

. O presidenciável Luis Inácio Lula da Silva (PT) depois de percorrer o NE começa nova caravana na próxima segunda-feira (23). Desta vez em Minas Gerais.

. Os senadores Tasso Jereisatti e Cássio Cunha Lima votaram também a favor de safar Aécio Neves das imposições do STF e, dia seguinte, pediam sua renúncia da presidência do PSDB. Ou seja, Aécio serve para ser senador, mas não serve para presidir o PSDB.

. Nunca o ex-senador Ruy Barbosa foi tão atual:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

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POLÍTICA: PRIMEIRA PESSOA DO PLURAL

Uma das importantes lições do ensino da língua pátria é o aprendizado das pessoas do verbo: eu, tu, ele, nós, vós, eles.
Mas enquanto na língua portuguesa existem seis pessoas do verbo que denota ação, na política, ou melhor, na boa política, só existe uma: NÓS!

E sabem por que? Porque ninguém faz, pratica ou exerce a boa política isoladamente, na base do EU! A política do bem coletivo, a política das políticas públicas (saúde, educação, segurança, infra-estrutura, etc…) tem só uma pessoa verbal: NÓS!

Esse NÓS da boa prática política compreende um universo de agentes interativos que, somados, produz algo fundamental para a vida na sociedade moderna: DEMOCRACIA!

Enquanto o NÓS sintetiza o eleitor que vota, escolhe e participa, o prefeito que ouve, consulta e presta contas, as associações e sindicatos que pleiteiam e reivindicam, a Câmara de Vereadores que debate, encaminha e aprova projetos, numa engrenagem social interativa cujo alimento é a participação coletiva, o EU é a expressão acabada do coronelismo em decadência.

O EU representa aquela política do compadrio, a política da panelinha, onde só participam os testas de ferro e a parentada! Nela não há participação da coletividade, nem do eleitor, que então só presta para votar, nem de associações e sindicatos, nem da Câmara Municipal, nem de ninguém a não ser aqueles de que falei há pouco.

Na boa política do NÓS há interatividade e participação porque não há nada a se esconder: os frutos dela são repartidos entre todos da sociedade. Já na política do EU não há nem se quer interatividade nem participação porque se busca esconder e se esconde o que deveria ser público para toda sociedade. E se esconde para que da repartição participem apenas os da panelinha.

Na boa política do NÓS não há salvadores nem Messias. Há junção de forças, ideias e soluções. Há democracia na acepção do termo: governo do povo!

Sejamos pois, NÓS todos, o construtor de nossos caminhos para que o coronelismo nefasta do EU ganhe de vez o pijama da aposentadoria política!

 

 

• DOMINGO é dia de notícia e informação. DOMINGO É DIA DO TREM DAS ONZE!!!

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DOIS PARA LÁ, DOIS PARA CÁ

Em mais uma mudança partidária, o advogado Júnior Araújo filiou-se agora ao PPS – Partido Popular Socialista.

E alguém pode perguntar ”ele filiou-se ao PPS por ser socialista?” Não. Claro que não! Tanto quanto não era trabalhista por ter estado filiado também a PTB – Partido Trabalhista Brasileiro!

Júnior, como a maioria dos políticos brasileiros, não busca filiação partidária pelo ordenamento programático do partido, em absoluto. Muitos sequer um dia abriram os estatutos do partido pra dar um ‘olhadela’. Isso é o que menos importa. O importante é um partido onde o político possa se “ajeitar”.

E Júnior Araújo quer se ajeitar, pré-candidato a deputado estadual que diz ser. Mas…, quer se ajeitar como, pergunta você, caro leitor?
Quer se ajeitar com o Governador Ricardo Coutinho (PSB). E para isso, imagina, nada melhor que filiar-se a um partido que, além da base aliada do governo, tem no seu presidente estadual, Nonato Bandeira, o chefe de gabinete do Governador.

Certamente orientado pelo primo e ex-prefeito Carlos Antônio (DEM), seu cabo eleitoral, Júnior tenta aproximação com Ricardo após votar e ter sido o coordenador da campanha do então candidato a governador Cássio Cunha Lima (PSDB), em 2014.

Fato é que na primeira manifestação pública sobre a nova filiação do jovem advogado cajazeirense, Ricardo Coutinho, perguntado, demonstrou total desinteresse pelo tema, como a que deixar claro que não está interessado numa aproximação.

A propósito, Ricardo tem dito em todas aparições públicas em Cajazeiras que seu candidato a deputado estadual no município é o deputado Jeová Campos (PSB), não deixando espaços para quaisquer outras interpretações.

Ou seja, enquanto Carlos Antônio e Júnior Araújo puxam para um lado, Ricardo Coutinho e Jeová Campos puxam para o outro. Parece mesmo um bolero: Dois pra lá, Dois pra cá!

“Meu coração traiçoeiro
Batia mais que o bongô
Tremia mais que as maracas
Descompassado de amor…”

S O L T A S

. Uma foto recente mostra que a dobradinha Denise Albuquerque (federal) e Júnior Araújo (estadual) tem o apoio de 6 vereadores cajazeirenses: Deusinho, Lindberg Lira, Kleber Lima, Roselânio Lopes, Moacir Menezes e Léa Silva.

. A filiação de Jr. Araújo ao PPS é solitária, ou seja, só ele filia-se à legenda, continuando o controle partidário nas mãos do vereador Jucinério Félix, aliado do prefeito José Aldemir, e eleitor de dra. Paula Meirelles para deputada estadual.

. Perguntado sobre a nova filiação do jovem advogado cajazeirense, o deputado estadual Jeová Campos (PSB) foi taxativo tal qual o Governador: “nada a declarar!”

. Anotem: na eleição municipal de 2020 estarão unidos em CZ o prefeito José Aldemir, o deputado Jeová Campos, o vereador Marcos Barros, entre outros.

. Fique informado: www.fernandocaldeira.com.br

. Domingo é dia de notícia e informação. Domingo tem TREM DAS ONZE!

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CONDENADO POR DELAÇÃO; ABSOLVIDO POR FALTA DE PROVAS!

Num recente artigo intitulado “Faltam as Provas”, escrevi que ‘delatar é denunciar a responsabilidade de alguém ou de si mesmo. Quando se delata de si mesmo, nada há que se questionar. Mas quando se delata de alguém, imagino, para que isso tenha força jurídica é necessário provar o que se diz. Porque, do contrário, qualquer um pode incriminar e levar à condenação um desafeto.’

Pois bem, volto ao tema. E o faço porque na “República de Curitiba” é exatamente isso que se está discutindo no momento.

Explico: delatado por criminosos confessos presos na operação Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro e já cumpria dois anos de prisão, sempre negando as acusações que lhe imputavam.

Depois de um bom tempo que sua defesa recorreu de tal sentença, o Tribunal Regional Federal da 4ª. região (TRF-4 / Porto Alegre) julgou Vaccari inocente pela segunda vez. Motivo? “Faltam provas”, justificou a corte!

Então, chegamos àquela minha colocação do artigo anterior, em parte reproduzido no início deste: “quando se delata de alguém, imagino, para que isso tenha força jurídica é necessário provar o que se diz. Porque, do contrário, qualquer um pode incriminar e levar à condenação um desafeto.”

Resumo: não basta delatar, senhores. Delatar, qualquer desafeto delata. Delatar, qualquer preso querendo negociar redução de pena, delata. É preciso delatar e mostrar as provas daquela delação!

Do contrário são palavras ditas ao vento e rebatidas pelo acusado. É a velha palavra de um contra o outro! Onde está a verdade nisso?

Fica agora a indagação: a absolvição de Vaccari pelo TRF-4 por falta de provas ante a condenação de Moro por simples delação, será também a absolvição de Lula por falta de provas ante a condenação de Moro também por simples delação?

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DEMOCRACIA SE APERFEIÇOA COM MAIS DEMOCRACIA

Comecei a ler um livro do professor Leonardo Avritzer intitulado “Impasses da Democracia no Brasil.”

Meu interesse é aprofundar-me um pouco nos “nós” de nossa vida democrática, cada dia mais latentes, e a partir daí compreender formas de desatá-los, dando fluidez e funcionalidade efetiva no nosso regime democrático.

Hoje temos uma democracia com “N” moléstias e precisamos curá-la desses males que por vezes nos desanimam a cultuá-la. É preciso entendermos que a democracia não é ruim, ela está ruim porque está doente! E como qualquer doente que está ruim, precisamos medicar e curar nossa democracia!

O primeiro passo é não desistir dela, como não desistimos de um ente por estar doente. Quando uma vaca tem carrapatos, busca-se um remédio para acabar os carrapatos, embora exista quem advogue matar a vaca para acabar com o problema.

Mas…, como curar a democracia brasileira? Que medicamentos devemos utilizar? Qual o tempo de restabelecimento da paciente? É preciso a paciente passar por revisões depois de restabelecida?

Bem, penso que só se tenha uma forma de curar uma democracia doente: através do voto. Ou seja: democracia se cura com mais democracia!

Quanto à medicação, sugiro remédios de atuação imediata e outros de médio e longo prazos. De atuação imediata sugiro ampla campanha publicitária em favor do voto responsável e cidadão. Acredito em rápida e boa melhora (eleições 2018). De médio prazo penso que reformas política e eleitoral com um novo Congresso escolhido por um voto responsável e cidadão devem dar ares bem mais sadios ao regime. E como remédio de longo prazo, óbvio, educação! Investir em educação é investir na cidadania e, por consequência, na democracia!

Você pode dizer que é um longo caminho a percorrer. É sim. A vida é um longo caminho, e com democracia é bem melhor vivê-la.

Qualquer outro caminho que não o democrático em nada ajudará a democracia, porque não ajudará na conscientização cidadã e, por conseguinte, na formação de um povo a quem cabe o seu próprio destino, como em qualquer democracia!

S O L T A S

. Uma fonte de alta confiança me disse que os descaminhos financeiros na administração passada na Prefeitura de Cajazeiras eram de botar gente na cadeia.

. E porque não botou, perguntei a ela? Ainda não é sem tempo, respondeu-me!

. Juiz sentenciando que ser gay é uma doença; juiz sentenciando a volta do racionamento d´água onde há segurança hídrica; juiz condenando sem provas. O que falta acontecer?

. A propósito, todos sabemos que desde que foi iniciada a operação Lava Jato vazam depoimentos de testemunhas, etc, não é verdade? Porque então nunca vazou uma prova contra o ex-presidente Lula? Você já refletiu sobre isso?

. Falar nisso, fui assistir ao filme “A Lei é Para Todos”, que conta a história da Lava Jato, e que tem viés contra Lula. Resumo: é o que todos já sabem de cor e salteado, sem apresentação de nenhuma prova, e talvez por isso mesmo um fracasso de público: 27 pessoas, contando comigo!

. Domingo é dia de informação, notícia e debate político. Domingo é dia de TREM DAS ONZE!

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FALTAM AS PROVAS

Moro já interrogou Lula duas vezes e já o condenou uma. Dessa condenação a defesa do ex-presidente recorreu ao TRF-4 (Porto Alegre) que a confirmará ou não. Na primeira hipótese, confirmação, tornará Lula inelegível. Em não confirmando, possibilitará sua candidatura.

É bem verdade que existem outros processos em curso que envolvem o ex-presidente, mas que por questão temporal, não influenciarão na candidatura ou não do ex-metalúrgico.

Mas o que questiono aqui é: haviam provas para a condenação do ex-presidente? Não! Havia, como há, convicção! É o próprio Ministério Público Federal quem o diz. E aí cabe outra pergunta: deve-se condenar alguém sem provas mas com convicção? É o que veremos no julgamento do recurso da defesa de Lula ao Tribunal Regional Federal.

Quem também abordou esta semana o assunto foi a GloboNews quando a jornalista Maria Beltão indagou ao professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), Guilherme Peña, o que faltava no processo? “Provas”, foi a resposta do especialista em Direito.

Ora, se faltam provas, porque Lula foi condenado? Convicção, responde o MFP e chancela Sérgio Moro. E essa convicção vem de onde, perguntamos nós, os incautos? Das delações premiadas, afirmam. E o que são elas? São confissões de criminosos presos há bom tempo, no caso da Lava Jato, que entregariam mais partícipes do esquema fraudulento em troca de suas liberdades e/ou abrandamento de penas.

Mas, me digam uma coisa, delatar é denunciar a responsabilidade de alguém ou de si mesmo. Quando se delata de si mesmo, nada há que se questionar. Mas quando se delata de alguém, imagino, para que isso tenha força jurídica é necessário provar o que se diz. Porque, do contrário, qualquer um pode incriminar e levar à condenação um desafeto.

No caso da Lava Jato, o que temos? Delações de criminosos confessos presos que incriminam o ex-presidente, porém sem nenhuma prova. E olhe que tal operação já vai para quatro anos e não há uma conta bancária aqui ou no exterior, não há um bilhete assinado, nada que ligue o sr. Lula ao que o acusam.

Diferente de outros como José Serra (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Geddel Vieira (PMDB), Rocha Loures (PMDB), Henrique Alves (PMDB), Michel Temer (PMDB), etc…, onde há gravações de áudio, gravações de vídeo, malas de dinheiro, contas bancárias identificadas, e por aí vai, como a própria PF atesta.

Pra uns há abundância de provas mas nenhuma convicção.

Pra Lula faltam provas, mas há convicção!

Isso é justiça?

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RC JOGA COMO OS GRANDES MESTRES

Em que pese estarmos há 14 meses da eleição, o movimento das pedras no tabuleiro sucessório paraibano, contudo, há tempos já foi iniciado.

Inicialmente foram as oposições que instigaram o debate, quando afirmavam que o governo não tinha nomes para suceder o atual governador e que elas tinham nomes sobrando, citando Romero Rodrigues (PSDB-CG), Zé Maranhão (Senador-PMDB) e Luciano Cartaxo (PSD – JP), principalmente.

Tempos depois, num primeiro lance, o governo define João Azevedo como seu pré-candidato e deixa os oposicionistas sem mais aquele discurso e, pior, sem definição de quem seja seu candidato. É bem verdade que ainda há muito tempo mas, para quem dizia que tinha nomes de sobra e que o governo não tinha nome nenhum, convenhamos, a situação inverteu-se!

Com o nome de JA definido, RC passou a apresentá-lo, num segundo lance, nas diversas regiões do Estado sob o lema “João Azevedo é a continuidade do nosso governo e do nosso projeto.” E, não sem motivos, essas andanças ganharam generosos espaços de toda mídia, colocando em segundo plano a candidatura oposicionista, que ainda nem se definira por Romero, ou por Zé ou por Cartaxo.

Tal qual os grandes mestres do xadrez que movimentam uma pedra já calculando quatro e até mais jogadas à frente, depois de consolidar seu candidato RC passou ao terceiro lance, iniciando uma reaproximação com Zé Maranhão, comandante em chefe do PMDB.

Satisfeito com o cortejo palaciano, Maranhão, também mexendo as pedras do xadrez, acena positivamente ao chefe do executivo e aí a ciumeira toma conta das hostes do Paço Municipal distanciando mais do que se imagina Maranhão e Cartaxo.

Atônito com o trator de esteira socialista que arrasta sua lavoura política tão bem adubada nos últimos tempos, o PSDB do senador Cássio está sem saber pra onde vai e o que fazer!
Pra quem achar tudo isso pouco, é bom pensar nos lances por vir. Porque, ao atrair Maranhão, Ricardo aprofundou o fosso que separa o PMDB de Cartaxo, além de enfraquecer articulações do PSDB em direção à pré-candidatura do PSD, porque ninguém quer se articular com quem perde aliados.

De lance em lance o governador vai minando uma pré-candidatura de união nas oposições, isolando até então possíveis pré-candidatos.

Nesse compasso, dificilmente Luciano Cartaxo deixará a Prefeitura de João Pessoa.

S O L T A S

. A primeira grande conquista da gestão Zé Aldemir em Cajazeiras foi tirar o município do CAUC – Cadastro Único de Convênios, limpando o nome da cidade.

. A segunda grande conquista poderá ser a retirada das antenas hoje instaladas no morro do Cristo Rei. Como disse no comentário anterior, a gestão Zé Aldemir governa no contraponto às gestões anteriores.

. A criação do Museu de Cajazeiras, em sendo efetivado, será outra grande conquista da atual gestão.

. A cada dia que passa acho menos provável a candidatura do prefeito de João Pessoa ao Governo do Estado.

. Como é, vamos ou não lutar pela construção do Parque Cajazeiras no lugar onde hoje é o estádio Higino Pires Ferreira? Continuo aguardando algum engenheiro, desenhista ou arquiteto que nos apresente um “rabisco” de um projeto para iniciarmos a luta por sua construção!

. Domingo é dia de notícia, informação e debate. Domingo tem TREM DAS ONZE. E o entrevistado é o Prefeito de Cajazeiras, ZÉ ALDEMIR!

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ZÉ ALDEMIR GOVERNA NO CONTRAPONTO

Menos de um ano depois de empossado já dá para ver, sentir, notar e presenciar a diferença no modo de governar de Zé Aldemir em relação a seus antecessores, em Cajazeiras.

Eleito com o slogan ‘Pra Fazer do Jeito Certo’, ele conduz a máquina administrativa sem dar passos maiores que as pernas, pontuando exatamente na fraqueza dos que o antecederam, notadamente o grupo carlista.

Não é a toa que a nova mídia da administração municipal traz em caixa alta: “Honestidade, Trabalho, Respeito – Cajazeiras Faz Bem Feito!”

Ora, nos últimos anos Cajazeiras viveu administrações sempre na berlinda quando o assunto era honestidade. Porque, nesse quesito, é como aquela história da mulher de César: “não basta ser honesta; precisa parecer honesta!”

No quesito trabalho, Aldemir também faz da atual administração contraponto ao passado, esmerando-se na limpeza urbana e iluminação públicas, quase sempre deficientes na história administrativa pretérita.

E quando toca no item respeito, aí é que a atual gestão distancia-se anos luz de suas antecessoras mais recentes, deixando claro a diferença entre estas e a atual. E para não ir muito longe na argumentação, basta dizer que com apenas 8 meses a administração Zé Aldemir limpou o nome da cidade, retirando Cajazeiras do CAUC – Cadastro Único de Convênios, câncer administrativo que impedia a cidade de receber convênios e verbas extra orçamentárias, por pura inadimplência com a União.

Ou seja, fazendo o básico, o feijão com arroz bem temperado, Zé Aldemir vai passando nesse primeiro ano de gestão como um trator D-8 sobre as demais.

Macaco velho no ofício, Aldemir sabe que fazer bem feito não só marca positivamente sua gestão, como a distancia cada vez mais de seus adversários, que devem encontrá-lo já nas urnas de 2018, com Dra. Paula, e consigo próprio em 2020, quando buscará a reeleição.

S O L T A S

. A caravana Lula pelo Brasil é um sucesso absoluto, seja do ponto de vista político, seja do ponto de vista de marketing. Anima as esquerdas, coloca Lula de volta nos braços do povo e se contrapõe à onda midiática golpista.

. Falar em marketing, Lula é um mestre: “se eu for candidato, vocês vão ganhar as eleições”, disse ele na sua passagem pelo NE.

. Faz um ano que Temer está no poder: o combustível subiu de preço, o salário mínimo foi reduzido, os demais salários congelados, a economia entrou em parafuso, a receita caiu, a despesa aumentou, o toma lá da cá entre executivo e legislativo é um acinte.

. PMDB e PSB estão cada vez mais afinados para 2018 na PB.

. Estive com Lula e posso dizer: homem simples, confiante, determinado, educado e acima de tudo carismático.

.Neste domingo (3) tem Debates Populares no Trem das Onze: Mariana Moreira, José Maria Gurgel e padre Francivaldo debatem a entrevista exclusiva de Lula ao TREM DAS ONZE.

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DE OLHO NA BANCADA FEDERAL

Que os srs. deputados não se enganem: o povo tá de olho!

Não apostem suas excelências na tal ‘memória curta do eleitor’, pois os tempos mudaram. Naquela época em que os deputados pintavam e bordavam contra a opinião popular e na eleição o eleitor já havia esquecido o que V.Exas. haviam feito, não tínhamos tantos veículos de comunicação como atualmente. Facebook, twitter, instagram e outros mais, sequer eram sonhados. E aí deputados e senadores deitavam e rolavam.

Rádios, TV´s e redes sociais da internet hoje interagem e informam em tempo real os acontecimentos, não dando possibilidade à desinformação e ao esquecimento.

Pois bem, pesquisa de opinião publicada no jornal O Globo (30/04/2017) aponta que apenas 9% aprova o governo Temer, e que 85% desejam diretas já. Pergunta-se: esse sentimento popular é também expresso na sua representação parlamentar? Responde-se: ainda não!

A balizarmos a questão pelo posicionamento dos deputados federais paraibanos, ainda não! Senão vejamos: dados publicados em 20/07/2017 no site 342 (https://342agora.org.br/estados/pb/), apontam uma bancada ainda majoritariamente indecisa ou contrária à abertura de processo contra o Presidente da República pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como solicitado pelo Procurador Geral da República, por corrupção passiva.

Pois é, os mesmos deputados que se acharam no direito de julgar e condenar a Presidenta Dilma, eleita diretamente pelo povo, agora não querem permitir que um Presidente denunciado por corrupção seja julgado pela mais alta corte de justiça do país! São eles: André Amaral e Hugo Motta, ambos do PMDB, Efraim Filho (DEM) e Aguinaldo Ribeiro (PP) que se postam contrários à abertura do processo, enquanto Benjamin Maranhão (SD), Wellington Roberto (PR), Rômulo Gouveia (PSD), Damião Feliciano (PDT) e Wilson Filho (PTB) se dizem indecisos. Até agora apenas Pedro Cunha Lima (PSDB), Veneziano Vital do Rego (PDMB) e Luiz Couto (PT) já assumiram posição favorável ao prosseguimento do processo no STF.

Ora, como negar à suprema corte o direito de julgar o Presidente da República quando este, de acordo com a Procuradoria Geral da República, cometeu crime de corrupção passiva e ainda por cima tendo baixíssimo índice de aceitação popular?

Ao votarem contra o processo e a favor de Temer, portanto, os deputados estarão votando contra a maioria esmagadora dos eleitores e praticando um ato, ainda que legal, mas de obstrução da justiça!

A Paraíba agora vai saber, enfim, quem verdadeiramente a representa na Câmara Federal!

S O L T A S

. Gervásio Maia, Denise Oliveira, Antônio Vituriano e Deca. A concorrência para deputado federal em CZ na próxima eleição vai ser grande!;

. A Sec. De Saúde de Cajazeiras, Paula Meirelles, sabe o caminho das pedras e sabe o que quer;

. O silêncio do deputado Jeová é pensado e articulado;

. Domingo tem TREM DAS ONZE.

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RICARDO, CARTAXO E BANCADA

* O governador Ricardo Coutinho (PSB) já definiu que fica no governo até o final do mandato. Desta forma, o governador paraibano não disputará cargo eletivo em 2018, apesar do amplo favoritismo que lhe dão as pesquisas até agora realizadas.

Com essa decisão, que aliás foi comunicada pessoalmente à vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), RC será o comandante da campanha socialista que deverá ter o engenheiro João Azevedo (PSB) como candidato ao Governo do Estado.

Com essa postura o governador muda completamente o tabuleiro do xadrez político no Estado, vez que muitos pretensos candidatos em 2018 agora devem estar repensando suas estratégias. Afinal, a chapa governista tem 6 vagas a serem preenchidas (governador, vice-governador, 2 senadores e 2 suplentes de senador) e terá como coordenador de fato, ninguém mais ninguém menos que o próprio Ricardo Coutinho. Indiscutivelmente o político de maior prestígio na Paraíba nos últimos 30 anos.

Enfrentar com efetivas chances de vitória a chapa governista no próximo ano com tantas vagas para acomodações político-partidárias é obra muito difícil. Enfrentá-la, ainda mais, com RC no governo e comandando-a, aí já é obra fadada ao insucesso.

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* Acuado pela PF, Cartaxo tenta transferir responsabilidade da Lagoa para terceiros.

Sim porque, tendo o tempo todo negado evidências apontadas pela Controladoria Geral da União e mais recentemente pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal e dizendo tratar-se de ação política de adversários com a finalidade de desgastar sua gestão, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) já admite ocorrência de irregularidades na obra da Lagoa.

O Semanário Oficial do Município (de 18 a 24 de junho de 2017) traz como primeiro “Atos do Prefeito” a publicação da portaria 912/2017, de 19 de junho de 2017, onde o prefeito cria uma ‘Comissão Especial’ “para apuração de eventual responsabilidade administrativa de servidores municipais relacionada à execução da Revitalização do Parque Solon de Lucena”.

Ou seja, depois que a CGU, O MPF e a PF apuraram e confirmaram irregularidades/superfaturamento/desvio na obra da Lagoa, aí sim o prefeito Luciano Cartaxo, acuado pelas evidências e apurações, busca uma forma de se afastar da própria gestão, tentando jogar no colo de terceiros a responsabilidade que é sua como prefeito e ordenador de despesas.

Cartaxo ‘sangra’ desatadamente e não chega na eleição.

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* Caberá a Câmara Federal autorizar ou não o STF processar Michel Temer por corrupção passiva, conforme denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Na bancada paraibana, o placar, por ora, é o seguinte:

A FAVOR DA ABERTURA DO PROCESSO: Luiz Couto (PT)/Wellington Roberto (PR)/ Damião Feliciano (PDT)/Pedro Cunha Lima (PSDB)/Veneziano Vital do Rego (PMDB)

CONTRA A ABERTURA DO PROCESSO: Aguinaldo Ribeiro (PP)/André Amaral (PMDB)/Hugo Motta (PMDB)/Benjamin Maranhão (SD)/Rômulo Gouveia (PSD)/Efraim Filho (DEM)

INDECISO: Wilson Filho (PTB).

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TRÊS TEMPOS

1º) O que vou dizer há meus netos lá pelo ano 2036, quando o primeiro deles estiver com 20 anos que, lá em 2017, quando houve a realização da ‘Caravana das Águas’ para pedir a retomada das obras do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, nenhum dos 12 deputados federais, nem nenhum dos 3 senadores da Paraíba se fizeram presentes?

Pior, como explicar-lhes a ausência da bancada federal paraibana, enquanto os Senadores Humberto Costas (PT-PE) e Fátima Bezerra (PT-RN), mesmo sendo a ‘Caravana das Águas’ um movimento nascido na Paraíba, estiveram presentes?

Além dos senadores do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, dois deputados estaduais potiguares (Hermano Morais e Fernando Mineiro) também vieram prestigiar os deputados estaduais paraibanos Jeová Campos, Renato Gadelha, Guilherme Almeida, Trocolli Júnior, Janduhy Carneiro, Galego Souza e Nabor Wanderley que, estes sim, cumpriram seu dever.
Enquanto isso, onde estavam nossos 12 deputados federais e 3 senadores?

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2º) Em entrevista ao TREM DAS ONZE domingo último (18) o Prefeito José Aldemir (PP-CZ) comprovou com documentos que três parentes de Carlos Antônio, irmã, filha e genro, levaram juntos, aproximadamente, 2 milhões e meio de reais em salários na gestão de Denise Oliveira, sua esposa.


Isso significa salários variando de R$ 16.700,00 a R$ 18.750,00 por mês durante 4 anos ou 48 meses da administração passada.
Na mesma entrevista o Prefeito reafirmou que a gestão passada deixou de repassar 34 milhões de reais ao IPAM, o que poderá comprometer aposentadorias futuras de servidores municipais!

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3º) Soube que tem famílias pobres que estão pagando aluguel para morar em casas de conjuntos do Governo do Estado.

Essas famílias estão sendo lesadas porque não devem pagar nada para morar em residências populares que são do Governo e não de qualquer outro que se diga proprietário. Quem estiver pagando aluguel nessas casas, pare de pagar e, se cobrado, denuncie ao Ministério Público, que certamente tomará providências.

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NADA MAIS SERÁ COMO ANTES

Depois de um bom tempo mantendo-se em silêncio quase sepulcral, o deputado Jeová Campos (PSB) deixou claro seu posicionamento em relação às eleições do próximo ano no que tange à disputa por cadeiras na ALPB.

Em entrevista ao programa POLITICANDO, apresentado todas as segundas-feiras às 15h na Tv Master, em João Pessoa (www.tvmaster.tv), o parlamentar socialista revelou que até pensou em colocar o filho Vitor Campos na disputa mas que, orientado por correligionários, familiares e amigos, decidiu disputar a reeleição para a Casa de Epitácio Pessoa. “Sou candidato a reeleição”, assegurou!

Quando indagado sobre uma possível candidatura à Assembleia do advogado Júnior Araújo (PTB) com o alardeado apoio dos ex-prefeitos Carlos Antônio (DEM) e Denise Oliveira (PSB), Jeová disse que candidatar-se é um direito de qualquer cidadão apto eleitoralmente, e via com naturalidade essa possibilidade.

Porém, o deputado socialista deixou claro que seu palanque é o palanque do governador Ricardo Coutinho, e o palanque de Jr Araújo é o palanque do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), de quem Júnior é amigo, ressaltou ele.

E foi mais longe: quem habita o palanque do adversário do governador não deve e nem pode buscar auferir apoios e cargos governamentais, disse.

Bem, está clara a posição do deputado Jeová Campos: é candidato do PSB com apoio de Ricardo Coutinho, e não admite dividir com quem estiver em outro palanque os cargos governamentais em Cajazeiras.

Essa fala do deputado, claro, não é para Jr. Araújo. Este não é aliado de Ricardo e nem o governador demonstra desejo de uma aproximação com o mesmo. Logo, a fala é para Carlos Antônio e Denise Oliveira que o apoiaram em 2014 e dele receberam apoio em 2012 e 2016.
O que Jeová quer deixar claro é que conta com o apoio do governador e o apoia incondicionalmente, enquanto que quem apoiar Júnior Araújo estará apoiando Cássio Cunha Lima e, nessa condição, não terá participação no bolo governamental de cargos em Cajazeiras.

Mas, e se Carlos e Denise apoiarem Júnior para estadual e confirmarem apoio ao projeto político de RC, seja ele qual for? Ricardo rejeitará esse apoio a ele e/ou a seu candidato? Aceitando essa fórmula híbrida, Carlos e Denise continuam no esquema do governo e dividindo cargos com Jeová em Cajazeiras?

O que está por acontecer ninguém pode antecipar mas, um coisa é certa: nada mais será como antes!

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O BRASIL REAL – DE 2002 A 2013

* Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira
1. Produto Interno Bruto: 2002 – R$ 1,48 trilhões / 2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita: 2002 – R$ 7,6 mil / 2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público: 2002 – 60% do PIB / 2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES: 2002 – R$ 550 milhões / 2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil: 2002 – R$ 2 bilhões / 2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal: 2002 – R$ 1,1 bilhões / 2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos: 2002 – 1,8 milhões / 2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola: 2002 – 97 milhões de toneladas / 2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto: 2002 – 16,6 bilhões de dólares / 2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais: 2002 – 37 bilhões de dólares / 2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa: 2002 – 11.268 pontos / 2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados: Governo FHC – 627 mil/ano / Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego: 2002 – 12,2% / 2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras: 2002 – R$ 15,5 bilhões / 2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras: Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano / Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano: Governo FHC – 25.587 / Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo: 2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas) / 2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas: 2002 – 557% / 2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo: 2002 – 13ª / 2014 – 7ª

20. Salário Mínimo Convertido em Dólares: 2002 – 86,21 / 2014 – 305,00

21. Criação de Universidades Federais: Governos Lula e Dilma – 18 / Governo FHC – zero

22. Criação de Escolas Técnicas: Governos Lula e Dilma – 214 / Governo FHC – 11

23. Varas da Justiça Federal: 2003 – 100 / 2010 – 513

24. Mortalidade Infantil: 2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos / 2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

25. Estudantes no Ensino Superior: 2003 – 583.800 / 2012 – 1.087.400

FONTES:
http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
http://www.washingtonpost.com
OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
Índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
Ministério da Educação
IBGE

* Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, é professor universitário, cientista político e historiador brasileiro, especialista em política exterior do Brasil e suas relações internacionais, principalmente com a Argentina e os Estados Unidos, sendo autor de várias obras, publicadas no Brasil e na Argentina, bem como em outros países. Atualmente encontra-se radicado na cidade alemã de Heidelberg, onde é cônsul honorário do Brasil.
*** Neste domingo (4) tem DEBATES POPULARES no Trem das Onze.

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PALAVRA DE JURISTA

Ante o turbilhão de informações e acontecimentos advindo da operação Lava Jato, fica difícil posicionar-se claramente sobre sua operacionalidade e isenção político-partidária.

O mesmo vale para uma avaliação do posicionamento do TSE no julgamento da chapa Dilma-Temer.

Assim, lanço mão de uma entrevista do jurista Luiz Flávio Gomes à rádio CBN na última segunda-feira (15), que me parece clara o suficiente e com a qual concordo integralmente.

Tópicos da Entrevista:

Chapa Dilma-Temer/TSE: “Do ponto de vista jurídico não há como não cassar a chapa Dilma-Temer, face o grande número de provas de caixa dois; se o TSE não cassar essa chapa estará dando um tiro em sua cabeça, porque estará se suicidando como instituição e sua credibilidade vai a zero; quanto mais demora o julgamento, mais o governo Temer vai ficando, e não pode ficar, pois do ponto de vista ético, técnico e jurídico não poderia esse governo ficar. São muitas provas de corrupção e caixa dois. O TSE vai cassar!”

Brasil-Corrupção: “Somos uma cleptocracia, um governo de ladrões, onde parlamento, justiça e juízes acobertam a corrupção. Nós eleitores também somos responsáveis pela limpeza, pela faxina, pela assepsia deste sistema político podre, perverso, que rouba 600 milhões por dia, e que isso tudo poderia estar em educação, saúde, etc… .”
– Financiamento de Campanha: “Não pode permitir financiamento empresarial: deu no que deu!”

Seletividade da Lava Jato: “Sim há; indiscutivelmente a Lava Jato joga toda sua energia em cima do PT, ainda que muitos outros partidos estejam envolvidos. Os velhos caciques estão todos envolvidos, a exemplo de Serra, Aécio, Alckmin, Temer, Jucá, Renan, Sarney, Lobão… . Se recebe a pecha de parcialidade você deixa de ser justiça.”

Luiz Flávio Gomes é um jurista brasileiro, fundador da primeira rede de ensino telepresencial da América Latina. É presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do Portal Atualidades do Direito, ao lado de Alice Bianchini. É apresentador da TVAD. Formação: Universidade Complutense de Madrid (2001), Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1989).

S O L T A S

. Ninguém se engane: Denise Oliveira (PSB) é a candidata a deputada estadual da oposição municipal em Cajazeiras. O resto é cortina de fumaça!

. Cortina de fumaça = ‘lança-se um’ para que ninguém peça nada ao efetivo candidato, que só será lançado em 2018. Aguardem!

. É líder inconteste em todo Curimataú; nunca teve contas rejeitadas enquanto prefeito; abre vaga na ALPB e por isso mesmo conta de saída com apoio de 15 deputados estaduais; conhece prefeitos e ex-prefeitos de todo Estado pois dirigiu por muitos anos a Famup. Esse é Buba Germano (PSB), que pode vir a ser o candidato do governador RC a sua sucessão!

. O Prefeito Zé Aldemir (PP) precisa explicar e convencer os cajazeirenses que não houve superfaturamento no carnaval deste ano. A denúncia do vereador Rivelino Martins (PSB) é séria e necessita de explicação.

. Até porque a gestão ZA elegeu-se sob o slogan ‘Pra Fazer do Jeito Certo.’ E a denúncia mostra um jeito errado de gerir a verba pública!

. Neste domingo (21) o vereador Rivelino Martins (PSB) será o entrevistado do TREM DAS ONZE.

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RICARDO FICA NO GOVERNO

Não tenho bola de cristal nem os dons videntes de uma mãe Dinah para afirmar, porém tenho convicção de que o governador Ricardo Coutinho não se desincompatibilizará do cargo.

 

De onde vem minha convicção? Do próprio governante. Em quase todas as falas Coutinho tem deixado claro que, “o importante é o projeto do PSB”, “imperioso é não permitirmos uma volta ao passado”, “retroagir politicamente é destruir o que construímos”, e por aí vão as falas de sua excelência, quando perguntado.

 

Nem mesmo uma possível candidatura à Presidência da República lhe mude a ideia: ”continuar o projeto na PB é mais importante que candidatura ao Planalto”, revelou o mago de Jaguaribe em entrevista a uma emissora de rádio em João Pessoa, nesta terça-feira.

 

Ora, quem abdica de uma candidatura presidencial em nome de um projeto, não faz questão de uma candidatura senatorial! Ricardo quer é assegurar a continuidade do projeto PSB de governar a Paraíba. Mas…, como isso é possível?

 

O primeiro passo, claro, é o governo eleger o seu sucessor. Sem isso, nada feito! E há quem julgue que a permanência da Ricardo a frente da administração fortalece a candidatura situacionista. Ele mesmo transparece pensar dessa forma.

 

Mas isso só não garante a continuidade programática da atual gestão. É preciso eleger um sucessor que não só seja do PSB, como tenha absoluta afinidade com a práxis político/administrativa do atual governador. E aí a coisa complica ainda mais. Afinal, não são muitos os nomes, e os existentes ainda não têm voo próprio na política.

 

E é justamente por isso que Ricardo Coutinho, a meu sentir, não se desincompatibilizará do cargo. É pelas asas da aprovação de sua administração, com ele a frente abanando-as, que RC buscará fazer um nome seu, do colete, o novo governador para dar continuidade a sua política administrativa implantada na PB.

 

Afinal, importante mesmo é manter o projeto do PSB, garante ele!

 

S O L T A S

 

. Toda frota escolar do município de Bernardino Batista (10 ônibus e 1 microônibus) foi vistoriada e aprovada pelo Detran-Pb. Exemplo a ser seguido! ;

 

. Aliás, cada dia mais o prefeito batistense, Gervasio Gomes (PSB), torna-se pré-candidato a deputado estadual;

 

. Dos 15 parlamentares da bancada federal paraibana, 6 estão na lista de devedores ativos da União com débito de 2,4 milhões de reais. São eles: Aguinaldo Ribeiro (PP) Pedro Cunha Lima (PSDB), Benjamin Maranhão (SD), Rômulo Gouveia (PSD) e Wellington Roberto (PR) e José Maranhão (PMDB);

 

. Globo, Veja, Isto É, República de Curitiba e Temer: eis os que fazem Lula crescer todos os dias nas pesquisas. Aliás, vão ajudar a elegê-lo! ;

 

. Marcos Barros, Jucinério Félix e Rivelino Martins têm se destacado na Câmara Municipal de CZ neste início de legislatura.

 

. Domingo tem notícia e informação. Domingo tem TREM DAS ONZE!

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PBPrev: DATA MÁXIMA VENIA

Bacharel em Direito e interessado nas demandas jurídicas, suas origens e consequências, fiz uma auscultação detalhada do voto do relator do caso PBPrev, desembargador Romero Marcelo, onde a coligação do então candidato Cássio Cunha Lima pede a cassação do diploma do governador Ricardo Coutinho por abuso do poder econômico e político na última eleição.

O que alega a acusação é que em 2014, ano eleitoral, a PBPrev teria pago um número exorbitante de beneficiários (aposentados e pensionistas), e que isso teria influenciado no resultado do pleito.

Pois bem, para uma maior compreensão do por que do citado desembargador ter se posicionado pela improcedência do pedido, pincei frases e parágrafos do voto relator que bem denotam a lógica de sua postura:

– “observou-se o interesse público”;

– “não há no caso concreto abuso de poder econômico nem político, visto tal movimentação da PBPrev ter atendido o interesse público”;

– “não houve acréscimo arbitrário de atendimentos e valores, caracterizador de compra de votos”;

– “não houve triagem de beneficiários segundo a inclinação política de cada um, ou seja, a movimentação dos processos não foi condicionada nem direcionada para eleitores específicos”;

– “o pagamento de retroativos integra a rotina administrativa da PBPrev há vários anos anteriores a 2014, e assim continua até o presente sem maiores modificações”;

– “não houve provas de tredestinação dos valores pagos para custeio de campanha eleitoral”;

– “a preterição do interesse público pelo privado não está caracterizados”;

– “não há provas de utilização indevida de recursos públicos”;

– “entre setembro e outubro, antes da eleição de 2014, foram pagos 933 beneficiários da PBPrev, tendo-se sido obtidos os seguintes resultados eleitorais –
1º turno – maioria de 28.388 votos pró Cássio Cunha Lima,
2º turno – maioria de 111.563 votos pró Ricardo Coutinho,
e as diferenças numéricas existentes em ambos os turnos indicam, com segurança, que o número de beneficiários jamais teria qualquer repercussão na normalidade do pleito, ainda que se considere a hipótese de benefício de amigos e familiares”.

Data máxima venia, não me parece que se deva substituir a vontade popular expressa nas urnas de forma tão eloquente quanto com mais de 111 mil votos de maioria, pelo jus esperniandi dos que não lograram êxito no pleito.

Para se respeitar a democracia, imperioso se respeitar a decisão popular num pleito já sobejamente atestado como legítimo e justo.

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CAGEPA: PARAIBANA COMO VOCÊ!

O raciocínio é muito simples: empresa privada existe para dar lucro e empresa pública existe para cumprir função social.

Desta forma, tivéssemos a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) privatizada, muitas dessas pequenas cidades espalhadas pelo Brejo, Curimataú, Seridó, Cariri e Sertão não teriam água encanada e tratada em suas residências. E o motivo é simples: empresa privada existe para dar lucro, lembra-se? E levar água tratada a rincões dos interiores deliberadamente não é algo lucrativo!

O que os paraibanos precisam saber é que sendo uma empresa pública, a Cagepa leva água tratada às residências de praticamente todas as cidades do Estado, ainda que sem ter lucros. A sua lógica é investir o que ganha nas grandes cidades, como João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo, Patos e Cajazeiras, por exemplo, em cidades pequenas onde os investimentos são maiores que as receitas, cumprindo assim sua função social de socializar a distribuição de água potável no Estado.

E isso é bom? Claro que sim. É uma questão de saúde pública, inclusive.

Ao contrário, fosse a Cagepa uma empresa privada, teria ela interesse em levar água tratada a pequenas cidades/localidades? Absolutamente! E não levaria porque o que se arrecadaria com esse fornecimento é inferior aos investimentos feitos para poder fornecer.

Mas, que garantias tem o povo paraibano, verdadeiro e único dono de uma Cagepa pública que, nessa condição, ela consiga subsistir de sua própria atividade sem necessitar onerar os cofres estaduais?

Essa garantia só mesmo o povo pode lhe dar. De que forma? Elegendo governadores comprometidos efetivamente com a boa prática administrativa. Ou seja, governantes que não permitam fazer de empresas públicas verdadeiros cabides de emprego.

Só para que se tenha uma ideia do saneamento administrativo feito na atual gestão Ricardo Coutinho, a Cagepa que antes tinha mais de 500 cargos comissionados, hoje tem aproximadamente 50 destes. E como registrou o atual governador em sua ‘Carta Aberta aos Cidadãos da Paraíba’, “em nosso Estado, em 2016, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, criada em 1966, foi superavitária em R$ 20 milhões; nos últimos seis anos, o Estado – que tem 75% de seu território na região semiárida – aportou R$ 308 milhões em investimentos para obras e projetos da CAGEPA, além de outros investimentos na própria Secretaria de Recursos Hídricos, o que viabilizou a instalação e a operação de mais 1.127 quilômetros de adutoras e uma melhoria significativa no tratamento das águas distribuídas. Tal política permitiu que a Empresa aumentasse em 75% as ligações de redes de esgoto em nosso Estado; atendesse plenamente 219 localidades (195 sedes de municípios e 24 distritos); garantisse que cerca de 70% da população atendida por ela pagasse, pelos serviços prestados, apenas a Tarifa Mínima, e cerca de 100 mil pessoas fossem beneficiadas pela Tarifa Social (congelada em todo o nosso mandato); e que, no ranking de Saneamento Básico das 100 maiores cidades brasileiras, a CAGEPA posicionasse João Pessoa em 1˚ lugar entre as capitais nordestinas e em 9º lugar entre as capitais do Brasil, e Campina Grande como a 18ª cidade no Brasil e a segunda melhor cidade do Nordeste.”

Concluo fazendo minhas as palavras de Ricardo Coutinho na referida carta: “a Paraíba que disse Nego à República Velha vem, mais uma vez, proclamar um Nego à alienação do maior patrimônio que o povo da Paraíba dispõe, a Cagepa.”

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SE ARRASTANDO QUE NEM COBRA PELO CHÃO

Fui tomado de surpresa e emoção ao divisar de dentro de um avião, há 10 mil pés de altura, vindo de Brasília para João Pessoa, a grandiosidade do Rio São Francisco. Na poltrona do meio, vinha lendo um jornal quando uma turbulência me chama a atenção e olho pela janela, sendo presentado. “Olha, é o Rio São Francisco”, exclamei à minha esposa que ia ao lado da janela, entre curioso e emocionado.
Era como um grande fio ziguezagueando aquelas terras áridas que lhe envolviam. Olhava aquilo estupefato porque ganhava das alturas a exata dimensão do “Rio da Integração Nacional.” Por entre a caatinga nordestina lá vinha o rio ‘se arrastando que nem cobre pelo chão.’
O velho Chico, como lhe alcunham, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais e, serpenteando 2.863 quilômetros, atravessa ainda os Estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, desaguando no oceano Atlântico, no município de Piaçabuçu.
Aquilo foi como um filme na minha cabeça: lembrei das secas, dos saques, dos retirantes, dos famintos do interior da Paraíba…, mas lembrei também da chegada das suas águas a Monteiro e brevemente a Cajazeiras. E no filme que começava a projetar no meu cérebro via também dias menos difíceis para quem se acostumou a luta diária no semiárido.
Conforme o avião ganhava distância do velho Chico deixando em mim saudades daquele encontro não programado, não parava mais de sonhar. Via os Boqueirões (Cabaceiras e Piranhas) cheios, Coremas e Mãe D´água cheios e uma Paraíba que agora tinha efetivamente segurança hídrica para descentralizar seu crescimento industrial, reduzindo o êxodo rural para Campina Grande e João Pessoa.
Com a segurança da água sempre presente, via agora desenvolver-se uma agricultura pujante, irrigada, e como nos disse certa vez o então Prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra (PSB), hoje Senador, “as suas terras são três vezes mais ricas que as nossas, e se nós tiramos uma safra ao ano, vocês poderão tirar duas ou três”, afirmou fazendo-nos entender por que, afinal, tanta resistência à transposição do velho Chico para cá.
Foi bom te ver do alto, velho Chico, pra melhor entender a tua grandeza. Agora, com os pés no chão, aguardamos tua chegada pra alegrar o nosso sertão.
S O L T A S
. Se o prefeito Zé Aldemir (PP) não tomar cuidado, sofrerá algumas baixas na sua equipe de auxiliares. Chagas Amaro deve ser o primeiro.
. Um dos auxiliares de Zé me confidenciou que recebe, por mês, um salário mínimo. Isso mesmo, um salário mínimo para ser secretário executivo da prefeitura.
. O prefeito Gervasio Gomes (PSB), de Bernardino Batista, transita fácil pelas hostes do governo estadual e faz uma gestão sem percalços e atropelos. Dizem que GG se prepara para disputar uma cadeira na ALPB ano que vem.
. Outro Gervásio, o Maia, é hoje o candidato in pectoris de Ricardo Coutinho (PSB) à sucedê-lo.
. Comentário de um deputado: “a Operação Andaime ainda vai fazer muito estrago político!”
. Domingo é dia de notícia e informação. Domingo tem TREM DAS ONZE!

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RICARDO COUTINHO: DEFINITIVAMENTE NACIONAL

Queiram ou não, gostem ou não, o governador da Paraíba entra definitivamente para o seleto grupo de políticos de alcance nacional.

Não fosse por suas duas vitórias para a chefia do executivo paraibano com expressivas maiorias sobre nomes até então tido como ‘imbatíveis’, nem por seus altos índices de aceitação popular, ou por ter sido escolhido em pesquisa recente como o mais bem avaliado governador do Brasil, Ricardo Coutinho entre para o rol do políticos de alcance nacional pela manifestação pública deste domingo (19) ocorrida em Monteiro, no Cariri paraibano.

Ao lado de nomes como Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, senadores e deputados de várias partes do país, Ricardo mostrou força popular como poucas vezes ocorreu com um governante paraibano.

Integrante da comitiva que veio ‘inaugurar’ o eixo leste da transposição de águas do Rio São Francisco, desde sua chegada ao aeroporto de Campina Grande, Coutinho foi comemorado, saudado, cumprimentado, elogiado e aplaudido por líderes políticos de alto coturno e pelo povo, nas ruas, numa demonstração de que sua expressão política hoje ultrapassa em muito os limites do Estado que governa.

Ricardo deixou de ser apenas o mais bem votado vereador na história de João Pessoa, o campeão de votos na disputa pela Prefeitura da capital, o mais bem votado deputado estadual em João Pessoa em todos os tempos, e o governador mais bem avaliado no país.

Sua inserção na grande mídia como um governador absolutamente contra o golpe, como um governante de posições firmes e como um chefe de executivo de um Estado com pleno equilíbrio fiscal num momento de profunda turbulência econômica, lhe alça à condição de novo nome nacional das esquerdas.

Forjado nos movimentos estudantis, sociais, sindicais e políticos, Ricardo é cada vez mais levado, por sua própria trajetória ascendente, a assumir o protagonismo político de um dos nomes nordestinos na vida pública brasileira.

Cada vez mais, 2018 é ano de disputa eleitoral para o “Mago”.

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AS VIÚVAS/ASPONES DA “MUDA” EM CZ

Nunca como agora deram tantos sinais de alteração e descontrole emocional as viúvas/aspones que ‘mamavam no peito’ da Prefeitura de Cajazeiras nos períodos carlistas: 2001 à 2008 / 2012 à 2016.

As viúvas/aspones desse período, como em todos os demais, são pessoas geralmente despreparadas intelectual e tecnicamente para o desempenho de funções públicas mas que, pelo exercício constante do puxa-saquismo, no qual são pós doutores, acabam integrando grupelhos político/partidários cujos caciques se veem impelidos a lhes dar ‘sombra’ na “muda”, quer dizer, na Prefeitura.

Mal acostumados com praticamente 12 anos de ‘mamação’ no erário público sem fazer praticamente nada, essas viúvas/aspones não param de chorar a derrota para Zé Aldemir (PP) e, inconformadas (os) com o fim da vida boa que desfrutaram durante bons anos à custa do dinheiro público, continuam a fazer asneiras.

No período em que andavam pelas ruas mais parecendo vistosos pavões, de carros novos e roupas de grife, essas (es) viúvas/aspones só conseguiram fazer empurrar para a lama fétida da incompetência as administrações que pensavam servir! E os prefeitos que lhes deram guarida no guarda chuva municipal nada podiam fazer, vez que aquelas nomeações eram fruto da relação incestuosa que existia entre os governantes e seus financiadores.

Assim, o jeito era suportar os gols contra que essa turma da ‘mamação’ fez aos montes no período em que refestelara-se na teta gorda da ‘muda’! Só Carlos Antônio e Denise podem mensurar o mal que esses ‘assessores’ fizeram aos seus governos durante anos. Certamente que esses mal feitos em muito contribuíram para a derrota recente do carlismo frente a Zé Aldemir que, vacinado e conhecedor da trupe, não lhe dá a menor atenção. No que faz muito bem!

Pois as viúvas/aspones do carlismo continuam a fazer inhaca. Com fofocas e disse-me-disse, espalham a discórdia e semeiam a intriga entre membros do próprio grupo que, já enfraquecido pelo resultado eleitoral, tende a diminuir na proporção inversa do fortalecimento da situação.

Em outras palavras, enquanto essas viúvas/aspones do carlismo estiverem sem freio atuando e produzindo a inhaca que lhes é peculiar, a tendência é a oposição diminuir e a situação se fortalecer.

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DO CÉU AO INFERNO EM 2 ELEIÇÕES

Parafraseando Manoel Gaudêncio, diria que “a política é dinâmica!” A tal ponto que o homem público ou o grupo político pode ir do céu ao inferno em pouco tempo.

No caso de Cajazeiras a dinâmica da política pode alcançar o grupo político que perdeu as eleições municipais, comandado por Carlos Antônio (DEM) e Denise Oliveira (PSB). Por que? Porque foi apeado do poder municipal justamente por um ex-aliado, Zé Aldemir (PP), e porque, se não medir milimetricamente seus próximos passos, pode ir para uma segunda derrota consecutiva, o que na prática decretaria sua extinção.

Trocando em miúdos, o grupo carlista não pode mais errar, não tem mais tempo nem espaço para nova derrota, que seria fatal para seu soerguimento, derrubado que foi do seu reinado de 12 anos (8 Carlos Antônio e 4 Denise).

De tal forma que, nestas eleições 2018, o grupo há que definir bem quem vai apoiar, principalmente para deputado estadual. É bom lembrar que o grupo atualmente tem Jeová Campos (PSB) como seu representante na Assembleia Legislativa.

É bem verdade que Jeová não saiu fortalecido do pleito municipal recém findo mas, ainda assim, detém um mandato que, se bem dirigido, pode e deve alavancar sua recandidatura. Apoiá-lo nessa caminhada é a ordem natural se o grupo pensa e deseja disputar a Prefeitura de Cajazeiras em 2020 com condições de enfrentamento à situação.

Fora dessa tese, há quem defenda uma candidatura da ex-prefeita Denise Oliveira (PSB) para que o comando central do grupo volte a ter um mandato eletivo. Pode até dar certo. Porém, com a derrota municipal de 2016, não resta dúvida de que a bola carlista murchou um bocado. Num possível insucesso, o inferno astral político é certeza.

Como outra opção, fala-se numa candidatura do ex-vice-prefeito Júnior Araújo (PTB). Esta via, porém, nos parecer a mais arriscada de todas. E por vários motivos:

1°) já coloca no escanteio o deputado Jeová Campos que, reeleito ou não, de cara está fora do apoio a uma candidatura do grupo em 2020;

2º) é um nome não digerido pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), depois do apoio de Jr. Araújo à candidatura de Cássio Cunha Lima ao governo do Estado em 2014;

3º) indigesto para Ricardo, o nome do ex-vice-prefeito não conseguirá apoios significativos para a disputa, seja na chapa majoritária, seja de lideranças municipais, como prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, indispostos a se indisporem com o comandante em chefe do jardim girassol; e

4º) enquanto Denise e Jeová já são nomes testados nas urnas e com comprovado lastro eleitoral, Júnior não foi sequer testado como candidato a vereador, sendo uma incógnita nas urnas.

Sendo assim, todo cuidado é pouco na definição a ser tomada. A dinâmica da política poderá levar o carlismo cajazeirense do céu ao inferno em 2 eleições!

S O L T A S

. Perguntar não ofende: o prefeito Zé Aldemir apoia uma possível candidatura Deca a deputado federal?

. O prefeito Gervasio Gomes (PSB-Bernardino Batista), credencia-se com força para disputar uma vaga na ALPB;

. Dizem que tem mais delação premiada a vista na Operação Andaime, em Cajazeiras;

. Não são poucos os secretários executivos da administração Zé Aldemir insatisfeitos. É que os vencimentos, garantiu um deles, são de 900 reais/mês, ou seja, pouco mais que salário mínimo.

. O vereador Jucinério Félix, agora no Pros, diz que seu partido terá candidato majoritário em Cajazeiras na próxima eleição municipal;

. Neste domingo (5) o TREM DAS ONZE faz Debates Populares com Mariana Moreira, padre Francivaldo Albuquerque, José Maria Gurgel, Zé Neto e Fernando Caldeira.

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O MARKETING, OMISSO, DERROTOU DENISE EM CZ

Poucos acreditavam na derrota da prefeita Denise (PSB) e na eleição de Zé Aldemir (PP) para prefeito em Cajazeiras. Mas o fato é que Zé ganhou e Denise foi derrotada. Isso mesmo, Denise foi derrotada, entende? Não foi ela que perdeu, a derrotaram!

Eu explico: dentro das condições financeiras adversas em que gestou Cajazeiras nos últimos quatro anos, pode-se dizer que Denise fez um bom governo. Nada de excepcional, nada de excelente mas…, um bom governo. Um governo que, não fossem fatores externos a ele, muito provavelmente teria sido chancelado novamente nas urnas. Mas…, como diz o poeta, “no meio do caminho havia uma pedra.” Aliás, várias pedras!

Pedras como Júnior Araújo, o vice que queria porque queria continuar vice e criou ‘N’ situações e embaraços políticos que repercutiram negativamente na campanha; pedras como Carlos Antônio que, gravemente chamuscado pela operação Andaime, comandou todo o processo eleitoral situacionista, transferindo para a chapa a sua queimação; pedras como o distanciamento proposital do deputado Jeová Campos (PSB) das decisões de campanha; pedras enfim como o marketing que, feito por equipe de fora e que portanto não tinha intimidade com a coisas da cidade, atuou sem conectar ações e repercussões, ocasionando “fogo amigo” e “tiros no próprio pé!”

Foi, assim, a destruição de um bom ‘produto’ pelo próprio time, que colocava suas pretensões futuras acima da realidade atual. Esqueceram-se de que aquelas pretensões só fariam sentido com a reeleição de Denise. E como acharam que isso eram favas contadas, ancoraram seus desejos vindouros na chapa e ajudaram-na afundar.

Como ao marketing compete estimular as técnicas que visam tornar um candidato a cargo público conhecido e aceito no período eleitoral, através de suas propostas e projetos, a ele, omisso, imputo grande parte da responsabilidade pela derrota de Denise, que nem poderia ficar a reboque dos “mi mi mis” de Júnior Araújo, nem ser alcançada pelas labaredas da Andaime que de há muito chapiscam Carlos Antônio e cia.

De tal monta foi a incompetência do marketing situacionista na campanha cajazeirense que, dizem, quatro dias antes da eleição o governador Ricardo Coutinho (PSB) já era sabedor da provável derrota, fruto da incompetência, da arrogância e dos mi, mi, mis.

 

S O L T A S

 

. Bernardino Batista e Joca Claudino pagaram janeiro dentro do mês trabalhado;

. O mesmo STF que impediu Lula de ser ministro de Dilma alegando ‘desvio de finalidade’ é o mesmo STF que permite Moreira Franco ser ministro com foro privilegiado, ainda que citado “N” vezes nas delações da Odebrecht;

. Gervásio Maia, Raimundo Lira e João Azevedo, são os três nomes citados pelo governador RC para a disputa do Gov. PB em 2108;

. Luciano Cartaxo, Cássio Cunha Lima e Zé Maranhão são os nomes da oposição disponíveis para o embate eleitoral vindouro na PB;

. Quanto mais o STF julga, menos creio na justiça!

. Neste domingo (19) o Presidente da Câmara Municipal de CZ, Marcos Barros (PSB), é o entrevistado do TREM DAS ONZE (www.fernandocaldeira.com.br)

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PB: EXEMPLO QUE SE DESTACA

Lembro-me bem do então governador Cássio Cunha Lima (PSDB) bradando em entrevistas que “não está escrito em lugar nenhum que a Paraíba precisa ser pobre, pequena, acanhada…”, muito embora éramos exatamente aquilo, naquele instante!

E em que pese o então governador não ter conseguido fazer com que o Estado avançasse mais do que na expressão por ele verbalizada, o ‘galo de Campina’ tinha razão: não há lei, nem regra, nem estatuto, nem nada que nos imponha pobreza, pequenez e acanhamento, senão a nossa própria letargia no agir político-administrativamente.

Hoje a Paraíba deixou de ser aquela ‘prima pobre, pequena e acanhada do Nordeste do país’ para ser notícia nacional. É que enquanto Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio Grande do Sul, principalmente, convivem com realidades de motins em prisões, servidores em greve por atraso salarial, hospitais fechados ou sem médicos ou medicamentos, etc…, por aqui a realidade é outra. Não que estejamos no paraíso ou sejamos uma ilha de excelência. Não! Mas nesse mar revolto que grande parte do Brasil vive hoje, o ‘barco Paraíba’ navega em águas calmas e seguras.

E não pensem vocês que o mar em que navegamos é diferente dos demais. Não, é o mesmo mar! Acontece, porém, que o timoneiro do nosso barco ajustou as velas e aprumou o leme antes que a tempestade chegasse.

E como tudo que exige esforço e dedicação extra, o ajuste das velas e o aprumo do leme do barco custou, de início, ranger de dentes e olhares de reprovação. Agora, com a tempestade no seu ápice, vê-se quanto foram providenciais as medidas adotadas pelo capitão de nossa embarcação!

Leio no O Globo, esta semana, que “A Paraíba foi o estado do Nordeste menos impactado pela crise econômica nacional nos últimos dois anos, conforme pesquisa da Consultoria Tendências.” Lá também diz que a Paraíba é um dos oito Estados que conseguiram manter superávit primário.

Como diz Ricardo Coutinho, não foi fácil e o custo é altíssimo, mas para governar bem e para todos é preciso ter coragem de fazer a coisa certa, o que nem sempre é o que, de imediato, mais agrada.

S O L T A S

. O senador suplente e empresário Deca está decidido a disputar um mandato eletivo em 2018. E já avisou: suplência nunca mais!

. Ricardo Coutinho não decidiu ainda se será ou não candidato ao Senado em 2018. Pelo menos diz que ainda não!

. O senador Raimundo Lira (PMDB) recebeu uma rasteira do seu partido na disputa pela presidência da CCJ, no Senado. Tem convites para filiar-se em outros partidos.

. O deputado estadual Jeová Campos (PSB) anda ressentido com a desatenção política que lhe tem sido dispensada.

. Passarinho bem informado me disse que três ex-prefeitos da grande Cajazeiras serão presos pela PF.

. Neste domingo (12) o Trem das Onze entrevista a prefeita de Joca Claudino, Jordhana Lopes (PTB).

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Transposição: o povo sabe quem fez

Critiquei Lula quando as obras atrasavam.

Critiquei Dilma quando as obras atrasavam.

Mas, verdade seja dita: elas só atrasaram porque alguém as tirou do papel e tornaram-nas realidade!

E os que fizeram a transposição do São Francisco ser hoje uma realidade iminente não foram os que hoje posam em fotos ao seu lado, sorridentes e alegres.

Por mais que se utilize as mídias sociais e se compre espaços na mídia tradicional, os brasileiros e os nordestinos, em especial, reconhecem nas figuras de Lula e Dilma os verdadeiros enfrentantes de sua realização.

Dos 37 presidentes que o Brasil teve até hoje, só Lula, um operário nordestino retirante da seca, foi quem efetivamente destinou recursos, aprovou projeto, enfrentou lutas e colocou o exército para começar e tocar a transposição!

Hoje, com 90% concluída, muitos são os que querem tirar uma casquinha do que é o primeiro grande passo para um semiárido desenvolvido.

A interligação de bacias do São Francisco, como tecnicamente lhe chamam os engenheiros, é fruto da determinação de alguém que efetivamente governou para os pobres do Nordeste, desvalidos de tudo, até de água! Não fosse por ser um deles, retirante, mas por compreender que governar é olhar o todo, inclusive os que nunca tinham sido vistos.

Como disse um dia o paraibano e estadista José Américo de Almeida, “ver bem, não é ver tudo: é ver o que os outros não vêem.”

Tirem fotos, posem de bons moços, discursem no parlamento…, façam o que quiserem, mas a transposição o povo sabe quem fez!

 

S O L T A S

. “O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.” (Platão)

. Justino, o delator, afirma que o ex-pref. Carlos Antônio “é o chefe da organização criminosa instalada em Cajazeiras.”

. O FPM das prefeituras teve pequeno aumento em janeiro (3,05%).

. Registre-se, por justo, o empenho do deputado Jeová Campos (PSB) junto ao governo federal, pela retomada das obras do eixo norte da transposição.

. Também por justo, registre-se o empenho efetivo do governador Ricardo Coutinho (PSB) e do senador Raimundo Lira (PMDB) pela tomada d´água que será criada da transposição para o Rio Piancó.

. “Não vai ficar pedra sobre pedra” (Teori Zavascki).

. Domingo tem DEBATES POPULARES com Mariana Moreira, José Maria Gurgel, Padre Francivaldo Nascimento, Fernando Caldeira e José Neto. 11h, no Trem das Onze.

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DECA, O FEDERAL DE ZÉ ALDEMIR?

ze-aldemir-pensativo

Passada a eleição municipal, como de sempre, todos já estão de olho na eleição estadual de 2018, quando os paraibanos elegerão seu novo Governador(a), dois Senadores ou Senadoras, e 36 deputados(as) estaduais e 12 federais, caso não haja a prorrogação dos atuais mandatos até 2020, como desejam alguns.

Tendo eleição em 2018 e particularizando essa disputa em Cajazeiras, no caso específico de deputado federal, cabe uma pergunta: o prefeito eleito Zé Aldemir apoia a possibilidade de uma candidatura Deca à Câmara Federal? Digo Deca porque, sem dúvida, é o conterrâneo com maior envergadura estrutural para enfrentar uma disputa dessas.

Como senador, Deca esteve recentemente no palanque apoiando a candidatura Aldemir a prefeito e, muito provavelmente, deve tê-la apoiado também em termos materiais. Além disso, Deca é o suplente do senador Cássio Cunha Lima, amigo de Zé, e de quem, por certo, receberá total solidariedade numa disputa por uma vaga na Câmara Federal. Afora isso, Cajazeiras e região se ressentem, de há muito, de um nome vinculado as suas raízes como seu representante na Câmara Baixa do Congresso Nacional. Precisamos de um “novo Edme Tavares”, já pontuei!

Então: Zé Aldemir apoia ou não apoia uma candidatura de Deca? O prefeito eleito de Cajazeiras apoia ou não apoia o nascimento de uma candidatura legitimamente cajazeirense e sertaneja para nos representar em Brasília?

Não vejo como Zé possa negar, a uma Cajazeiras que acaba de lhe dar um mandato representativo, a vontade que tem de ter novamente um dos seus lhe representando na capital federal. O próprio Aldemir foi por um mandato deputado federal e sabe da importância estratégica para a cidade e região de alguém a elas vinculado na Câmara dos Deputados.

Quero crer que a confiança que a cidade depositou em Zé Aldemir nas urnas vá ser retribuída com um prefeito comprometido com uma candidatura nata da terra, de Cajazeiras.

Se ainda há dúvida quanto ao desejo de um “novo Edme Tavares”, basta lembrar que na eleição de 2014 Gobira obteve, pelo PSOL, 48.175 votos.

 

S O L T A S

 

. A indicação da médica Paula Meireles para a pasta da saúde é um bom início e indício de mudanças no trato com o setor, em Cajazeiras.

. A disputa pela mesa diretora da Câmara Municipal de Cajazeiras tá pegando fogo. Presidência da casa, secretarias municipais e até a Central de Marcação de Exames teriam sido ofertadas em troca de votos. Marcos Barros e Neguin do Mondrian disputam a presidência!

. Cresce como fogo de monturo em Brasília e todo território nacional o apoio pela prorrogação dos atuais mandatos para 2020, com eleições gerais para mandato de 5 anos.

. O nome do deputado estadual Gervásio Maia Filho é o mais falado no PSB para disputar a sucessão do governador Ricardo Coutinho, caso haja eleição em 2018.
. Dos doze deputados federais da PB, apenas Luiz Couto (PT) votou contra a PEC 241.

. Neste domingo (16) o Trem das Onze entrevista o vereador eleito Rivelino Martins (PSB).

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ANALISE PROPOSTAS

Política

* FERNANDO CALDEIRA

A partir de hoje, por um bom tempo, você será alcançado pela propaganda eleitoral de rádio e TV. A rigor, esse espaço se destina a que os candidatos apresentem suas propostas administrativas e políticas para gerir os municípios pelos próximos quatro anos.

É uma excelente oportunidade para que o eleitor verifique as intenções, a sinceridade, a lógica, a exequibilidade e a oportunidade do que ‘prometem’ os candidatos.

Afinal de contas, ‘prometer’ qualquer um ’promete’. Cumprir o que foi prometido, é que são elas, já diz o ditado! Um candidato pode prometer uma feira mensal de R$500,00 a todo habitante do município, não pode? Mas há sinceridade, há lógica, há exequibilidade, é oportuno tal compromisso?

Não é tão difícil encontrar parâmetros que nos coloquem diante do candidato ideal para votar. Porque além das propostas e dos compromissos assumidos, os candidatos têm uma vida vivida na comunidade que muito bem pode servir, também, como parâmetro de avaliação.

O que não serve é votar aleatoriamente, por amizade, por favor prestado, por ajuda…, etc. O voto é a arma sagrada do eleitor para definir um gestor que atenda minimamente nossas expectativas.

Se o que você espera de um prefeito é uma cidade iluminada, uma cidade limpa, com postos de saúde funcionando com médicos e medicamentos, com escolas bem estruturadas e merenda de qualidade, escolha um que mais compromissos com isso assuma.

Mas se você que um prefeito populista, bonachão, que sorri pra tudo e todos, dá tapinha nas costas, toma cachaça no balcão da budega, canta e dança forró, tudo bem, procure um que se aproxime do que desejas.

O importante é escolher sabendo o que está escolhendo. O importante é não ‘comprar gato por lebre.’ E para isso, o chamado “guia eleitoral de rádio e tv” pode ajudar muito. Claro que nele se pode mentir mas, aí é que entra a análise subjetiva de cada um de nós, como no caso da promessa de feira mensal de R$ 500,00 reais a todo habitante do município.

Você votaria em quem prometesse isso ou algo tão absurdo quanto?

Se sim, procure um psicólogo e/ou um psicanalista. Você tem problemas neurológicos!

S O L T A S

. Não pegou bem a coligação do candidato Zé Aldemir entrar com dois pedidos de impugnação da candidatura Denise Oliveira em menos de uma semana de campanha!

. O comentário é que, temerosa das urnas, a coligação de Zé já começa a apelar para o tapetão. Dá entender que não tem gás para a disputa!

. Os três senadores da Paraíba (Cássio, Maranhão e Lira) estarão cavando a própria sepultura em termos políticos ao votarem favorável ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

. Basta lembrar que praticamente 80% do eleitorado paraibano votou em Dilma para ela governar o país os quatro anos do mandato.

. Neste domingo (28) o Trem das Onze entrevista o cantor e compositor cajazeirense Jocélio Amaro.

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AVE DJACY BRASILEIRO

Seca nordestina

Os maiores reservatórios d´água da Paraíba estão com níveis muito baixos antes nunca registrados. Em média, 7% de suas capacidades. É o caso de Boqueirão de Cabaceiras (Cabaceiras), Coremas/Mãe D´água (Coremas) e Boqueirão de Piranhas (Cajazeiras).

Mas a Paraíba não está só nessa: Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte lhe fazem companhia nessa lista do horror da estiagem.

O fato é que, se não chover no ‘inverno’ de 2017, estaremos diante de uma catástrofe de dimensões milionárias. Isso, já prevendo que a conclusão das obras de transposição do São Francisco atrase ainda mais. Afinal, são 12 milhões de nordestinos dependentes das chuvas do céu ou das águas do velho Chico. Se, tragicamente, nenhuma delas ‘der as caras’ por aqui, poderemos presenciar o maior deslocamento humano regional na face da terra nos últimos tempos.

Mas, em tempos de olimpíadas do Rio e início de campanha eleitoral nos municípios, parece não termos ninguém preocupado com a estiagem e a escassez d´água nesses Estados. Na Paraíba, para sermos exatos, não mais que o Governador Ricardo Coutinho, o deputado estadual Jeová Campos e o padre Djacy Brasileiro têm se preocupado com esse tema. No mais, é um silêncio sepulcral sobre o que pode vir a se tornar, muito em breve, uma catástrofe, como disse. Pior que, aí novamente, a Paraíba não está só! Em Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, pelo que sei, o silêncio é o mesmo. Só olimpíadas do Rio e campanhas para prefeito!

O triste é descobrir que esses quatro Estados mais afetados da região, somados, detém uma bancada federal de 79 congressistas. Isso nada tem a ver com as chuvas do céu, é verdade, mas deveria ter, e muito, com o atraso e paralisação das obras da transposição do São Francisco. Afinal de contas, se 67 deputados federais e 12 senadores trabalhassem pra valer em Brasília pressionando pelo aceleramento da transposição, com certeza teríamos água do velho Chico antes do final do ano. Mas, olimpíadas do Rio e eleições municipais, pelo que vemos, são mais, muito mais importantes que o abastecimento d´água humano.

E se é assim, Ave Djacy! Ave Djacy Brasileiro, o padre do sertão paraibano que, preocupado com seus fiéis mais que os deputados e senadores com seus eleitores, já fala em acampar em Brasília para protestar contra o atraso e paralisação das obras de transposição.

E olhe que quando padre Djacy diz que vai, vai mesmo! Já o fez em anos passados postando uma cruz de latas d´água vazia defronte ao Palácio do Planalto pedindo o início das obras. Agora, promete ir pedindo pela sua conclusão. Sua presença na capital federal será a presença de milhões de nordestinos que, sabe ele, entra ano, sai ano, têm que conviver quando não com a escassez d´água, com a eterna expectativa das chuvas.

Enquanto isso, “nossos” deputados e senadores só pensam em olimpíadas do Rio e nas eleições municipais. Triste realidade.

Ave Djacy Brasileiro!

 

S O L T A S

 

. Trinta e cinco senadores que vão votar no impeachment da Presidenta Dilma Rousseff estão na lista da Odebrecht. Outros tantos estão senador sem terem obtido um voto sequer, suplentes que eram. Essa gente tem moral para afastar alguém que o povo elegeu? Sinceramente!

. Há mais de ano o senador Lira anunciou o início da duplicação da BR-230 de Campina Grande para o sertão. Até agora, nada! Mais recentemente, o mesmo Lira anunciava a triplicação da BR-230 de Cabedelo para João Pessoa. Esta semana foi o senador Cássio quem fez o mesmo anúncio. Não demora, o senador Maranhão também o fará. É a velha política!

. Que as eleições não sejam mais simplesmente um Fla X Flu. Que antes das paixões e vinculações de toda ordem, o voto seja resultado das observações das propostas e programas de cada candidato. Sem isso, o voto não tem razão de ser!
. Confirmado: o Governador Ricardo Coutinho inaugura a Escola Técnica de Cajazeiras em setembro.

. Neste domingo (21) o Trem das Onze entrevista o padre Djacy Brasileiro, o Padre de Transposição!

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EIS MANUEL JÚNIOR!

* Fernando Caldeira

Manuel Júnior 1

Num dia estava ele a afirmar que o governo da Presidenta Dilma Rousseff tinha que sofrer o impeachment porque era corrupto. Dias após, sondado para assumir o Ministério da Saúde, na cota do PMDB, desdisse completamente o que havia dito, afirmando ter sido mal interpretado. Eis o deputado federal Manoel Alves da Silva Júnior, mais conhecido por Manoel Júnior, que já transitou partidariamente pelo PSB, PSDB e agora está no PMDB!

Manuel Júnior 2

Mas…, por que estou falando nisso?

Ora, há um ditado popular que diz que “quem faz um cesto, faz um cento”, não é? Ou seja, quem faz uma vez, faz duas, três… . Pois bem, o deputado de Pedras de Fogo fez uma vez com Dilma e agora faz com o PMDB, de quem até há pouco era candidato a prefeito de João Pessoa!

Ontem, Manuel Júnior dizia que “o povo de João Pessoa é extremamente politizado e a população está cansada de tantos desmandos de um prefeito que não conseguiu governar o município adequadamente e agora quer mais quatro anos para tentar fazer alguma coisa.” (MAISPB 25/01/2016)

Ontem, Manuel Júnior dizia que “Cartaxo vive de propaganda vã, vil. No guia eleitoral fez promessas de véspera de eleição apenas para capturar votos, mas não executa nada do que prometeu.” (PB HOJE 26/01/2016)

Manuel Júnior 3

Ontem, Manuel Júnior dizia que “a CPI da Lagoa é caso de polícia.” (PARAIBA.COM.BR 08/04/2016)

Ontem, Manuel Júnior dizia que “Cartaxo não consegue executar as obras, simplesmente por falta de aptidão de governar, por falta de gerir.” (PARAIBAONLINE 13/05/2016)

Mas…, isso foi ontem, porque hoje, ao declinar de sua candidatura a prefeito, Manuel Júnior anunciou seu apoio a quem? A quem? A quem? A Luciano Cartaxo!!!!

Sim, isso mesmo, Luciano Cartaxo! O mesmo Cartaxo dos desmandos (MAISPB 25/01/2016), o mesmo Cartaxo da propaganda vâ e vil (PB HOJE 26/01/2016), o mesmo Cartaxo em que a CPI da Lagoa é caso de polícia (PB HOJE 26/01/2016), o mesmo Cartaxo inepto para governar (PARAIBAONLINE 13/05/2016)!

Eis Manuel Júnior, o amigo que nega Eduardo Cunha, o ex-quase inimigo que agora abraça Cássio, e o ex-ácido crítico que agora enaltece Cartaxo!

Ei-lo!

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ANÍSIO, TRÓCOLLI, ANASTÁCIO, JEOVÁ E A BANCADA FEDERAL

Bancada Federal Pb 1

Senadores PB

Esses quatro deputados estaduais da Paraíba têm mais coisas em comum do que possa parecer.

Primeiro, todos já foram parlamentares de oposição. Segundo, todos hoje são parlamentares de situação. Terceiro, todos esposam o mesmo sentimento em relação a atuação da bancada federal paraibana no Congresso Nacional.

Essa constatação se deu por ocasião de alguns acontecimentos: a audiência pública da Zona Franca do Semiárido, em Cajazeiras, a audiência da Frente Parlamentar da Água, em Brasília, com o então Ministro da Integração, Gilberto Occhi, entre outros, onde quase nunca os srs parlamentares aparecem.

Tanto num quanto noutro, o que se viu foi a pífia participação de deputados federais e senadores paraibanos, a quem estão afeitos tais assuntos. Ou seja, por que representantes do povo paraibano em Brasília deram pouquíssima importância a temas tão importantes para a vida e o desenvolvimento do Estado?

Cada um daqueles deputados, título deste artigo, manifestaram-se em relação a isso. Anísio Maia, do PT, foi duro: “nossa bancada federal é muda e só quer autopromoção.” Já Trócolli Júnior, do PMDB, também não deixou por menos: “a bancada federal é desunida.” Frei Anastácio disse que “essa bancada só pensa em si própria.” Por fim, Jeová Campos, do PSB, externou sua observação crítica: “nossa bancada federal precisa acordar.”

Muda, desunida, introspectiva e sonolenta. Assim é a bancada de 15 parlamentares federais, 12 deputados e 3 senadores, que representa os paraibanos em Brasília, na visão de Anísio, Trócolli, Anastácio e Jeová.

Mas erra quem imaginar que tal avaliação é exclusiva deles, somente. Não é não. É deles e de mais alguns milhões de paraibanos que se vêm usados eleitoralmente. O sentimento que graça no povão, é de que ele só serve para votar e mais nada. Votou? Pronto, povo agora só daqui há quatro anos.

E lá vão os “nossos representantes” eleitos para Brasília. João Pessoa-Brasília / Brasília-João Pessoa. Plenário, gabinete, comissões, ministérios, Palácio do Planalto, Palácio Jaburú, almoços, jantares, recepções…, Brasília-João Pessoa / João Pessoa-Brasília…, oh vida estressante! E o povo, depois de votar, só assiste.

Duvidam? Façam uma pesquisa e perguntem ao paraibano se ele se sente representado em Brasília? Excetuando-se raríssimas exceções, a grande maioria da bancada federal está distante geográfica e sentimentalmente do povo. Legislam sem ouvi-lo, votam sem consultá-lo e posicionam-se sem considerá-lo. Pior, exercem os mandatos delegados como se dele fossem proprietários e não posseiros.

E assim, muda, desunida, introspectiva e sonolenta, como afirmam Anísio, Trócolli, Anastácio e Jeová, a bancada federal não nos representa.

Infelizmente!
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• Neste domingo (5) o Trem das Onze é DEBATES POPULARES debatendo: 1°) Realização do Xamegão 2016; 2°) A bancada federal da Paraíba.

 

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De caçadores à caça

Ressalvando o princípio constitucional da presunção da inocência, art. 5°, inciso LVII da Constituição Federal: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, todos os paraibanos no Congresso Nacional que condenaram e afastaram a presidenta Dilma Rousseff do cargo por crime de responsabilidade, estão envolvidos em denúncias e/ou respondendo processos junto ao STF ou ao STJ.

José Maranhão recebeu doação de 900 mil reais em sua campanha para o Senado em 2014 do então presidente nacional do PMDB, atual Presidente do Brasil em exercício, Michel Temer, oriundos de duas empreiteiras envolvidas no escândalo da Lava Jato: OAS e Andrade Gutierrez. Cássio Cunha Lima responde no STF por desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral de 2006 e compra de votos, no conhecido escândalo do ‘dinheiro voador’. Raimundo Lira, presidente da comissão especial que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, doou R$ 810 mil em recursos que não haviam sido incluídos em sua declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral em 2009. Doação, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi feita em dinheiro à chapa na qual ele era suplente para o Senado. Aguinaldo Ribeiro é alvo de inquérito na operação Lava Jato e de inquérito que investiga crime na Lei de Licitações. Benjamin Maranhão é réu em ação por formação de quadrilha e alvo de inquérito que investiga crimes na Lei de Licitações. Efraim Filho é alvo de inquérito que investiga crime na Lei de Licitações. Hugo Motta é apontado como suspeito de destinar recursos da verba de representação para empresa que emite notas fiscais frias. Manoel Júnior é citado no relatório final da CPI da Pistolagem, que investigou grupos de extermínio no Nordeste, em 2005. Pedro Cunha Lima teria recebido R$ 1 milhão ilícito de empresas da Lava Jato para utilizar na campanha eleitoral de 2014. Rômulo Gouveia é alvo de ação penal por crime na Lei de Licitações e por captação e gastos ilícitos na campanha de 2014, e é alvo de três ações civis por improbidade administrativa. Veneziano Vital do Rego é réu em ação penal por crimes de responsabilidade e crimes contra Lei de Licitações, alvo de inquéritos no STF. Wilson Santiago Filho teria usado verba indenizatória para gastos do partido e está envolvido em suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Faça o seu juízo!

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FICO COM MÁRIO DE ANDRADE

Tempo

Estou triste como cidadão brasileiro não pelo que aconteceu com a Presidenta Dilma, mas com o que fizeram com a nação! De democrática, passamos à condição de nação bananeira, onde o que vale não são leis, nem regras, nem estatutos…, mas a vontade de uma maioria parlamentar ocasional, ajudada por um judiciário carcomido e uma mídia engajada com o golpe.

Aos golpistas que “venceram” e aos verdadeiros democratas “derrotados” dedico o poema de Mário de Andrade:

O valioso tempo dos maduros

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo
que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”

Mário de Andrade

 

Paraíba do SIM infinitamente diferente e menor que a Paraíba do NEGO

Senadores da PB

Pois é, infelizmente nossos apelos não tiveram ressonância junto a bancada de senadores da PB. Todos os três votaram pelo impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Tomara que seus votos não sirvam para o fim de programas sociais e para a paralisação das obras de transposição do São Francisco.
Que, ao contrário, sirvam para a PB conseguir um ramal da Transnordestina, a conclusão das obras de dragagem do Porto de Cabedelo, a duplicação da BR-230 até Cajazeiras, entre outros.

Por enquanto fica a perplexidade de ver um Cássio Cunha Lima, que teve o pai cassado na ditadura, e também ter sido cassado, agora se prestando a esse péssimo exemplo na democracia; de observar um José Maranhão, também cassado pela ditadura, hoje ser verdugo da soberania popular; e de observar um Raimundo Lira, senador sem ter tido um voto sequer, achar-se no direito de questionar o mandato de alguém com 54 milhões de votos!

A Paraíba do SIM, como se nota, é infinitamente diferente e menor que a Paraíba do NEGO!

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GOLPISTAS, O CONGRESSO E A ELITE DA RAPINA

Bandeira

Não é mais tempo de meias palavras: é golpe!

É golpe baixo, é golpe paraguaio, é golpe midiático, é golpe jurídico, é golpe parlamentar…, é golpe de Estado!

Tudo o que vimos até agora não foi senão encenação, teatro e, muitas das vezes, circo. Sob os holofotes da mídia deputados e senadores se revezam encenando, teatralizando e fazendo palhaçadas para o delírio de uma plateia inconformada como a maioria deles com o resultado das urnas em 2014.

Encerrada a eleição presidencial o PSDB pede auditagem nas urnas em todo o Brasil porque, segundo ele, houve manipulação de dados. Um ano após séria apuração comandada pelo TSE, comprova-se a lisura do resultado: Dilma foi eleita com 54,5 milhões de votos, equivalente a 51,64% dos votos válidos.

Eis o crime da Presidenta Dilma: reeleger-se. Afinal, como DEM e PSDB, principalmente, poderiam tolerar a quarta eleição seguida do Partido dos Trabalhadores (PT)? Como suportar 16 anos de derrotas nas urnas? Era preciso fazer algo. Se as urnas não nos querem, busquemos outra forma de ascender ao poder. Aí surgiu o golpe de Estado que está sendo processado no Brasil neste instante, ferindo de morte o voto e a soberania popular, e portanto a democracia!
Tudo o mais é conversa fiada, conversa pra boi dormir ou história da carochinha.

Como registra Jeferson Miola, integrante do Instituto de Debates, Estudos e Altenativas de Porto Alegre (Idea), “o processo do impeachment não passa de pura farsa processual. Tudo já está decidido de antemão por uma maioria circunstancial que se sobrepõe à Lei e à Constituição para instituir uma cultura perigosa de um Estado governado por maiorias eventuais, e não pelas Leis e pela Constituição.”

Alí, no Congresso Nacional, neste instante, não importam os fatos e a verdade, sejam eles quais forem. O que importa é condenar a Dilma, o Lula, o PT, e golpear a democracia assumindo o poder, ainda que ilegitimamente.

Como registra ainda Miola, “a maioria dos senadores e senadoras já antecipou posicionamento favorável à admissão do processo e, posteriormente, à cassação do mandato da Presidente Dilma; eles não levarão em conta nenhum argumento racional, pois apenas cumprem o rito do crime.”

Isso tudo para satisfazer a elite paulista, como diz Jessé Souza, professor titular de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), “essa elite, cujo símbolo maior é a bela avenida Paulista, que compra a elite intelectual de modo a construir, com o prestígio da ciência, a lorota da corrupção apenas do Estado, tornando invisível a corrupção legal e ilegal do mercado que ela domina; que compra a política via financiamento privado de eleições; e que compra a imprensa e as redes de TV, cujos próprios donos fazem parte da mesma elite da rapina.”

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DESRESPEITARAM SEU VOTO – ASSISTA

Golpistas PB

Os mais de 54 milhões de votos que elegeram a Presidenta Dilma Rousseff foram desrespeitados por deputados que votaram pelo golpe de estado que está sendo perpetrado contra ela.

Na Paraíba, nove deputados contribuíram com esse desrespeito: Hugo Motta (PMDB), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Manoel Júnior (PMDB), Rômulo Gouveia (PSD), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Wilson Filho (PTB), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Aguinaldo Ribeiro (PP).

O que dirão suas excelências aos paraibanos que, na eleição para Presidente, elegeram Dilma com 1 milhão 380 mil 988 votos (64,26%)? Afinal, esses senhores simplesmente rasgaram, queimaram, desconsideraram e desrespeitaram o voto daquele contingente eleitoral pró-Dilma.

Ora, eleitos por quem elegeu a Presidenta da República, é ao eleitor que suas excelências terão que prestar contas. Tanto mais quanto cresce com o passar do tempo o sentimento de que, na verdade, o que os move nessa direção golpista não são as pedaladas fiscais ou decretos presidenciais mas, de um lado, a inconformação com a vitória do PT nas urnas e, de outro, os acordos tramados, urdidos e selados nos escaninhos do Palácio Jaburú!

O que dirão esses deputados? Que fizeram uma correção de rumo porque o povo não sabe votar? Mas como, se foram eleitos pelo mesmo voto dado à Dilma? Que a Presidenta cometeu crime de responsabilidade? O povo já sabe que não é isso.

A única forma de convencer o eleitor da validade ética e moral do gesto golpista e do desrespeito com seu voto, é contar a verdade. Mas, como fazer entender o cidadão que negociar cargos para a esposa, para o pai, para a mãe, para o irmão, para a amante, para o bofe…, enfim para os íntimos, justifica rasgar o voto do povo e dar um pontapé na soberania popular?

Pois foi isso que o que esses senhores fizeram com sorriso aberto nos lábios. Rasgaram seu voto, desconsideraram a vontade das urnas, desprezaram sua escolha e seu desejo, golpearam seu voto, sua escolha e, portanto, a democracia.

Para eles, o eleitor é apenas um figurante e o voto é apenas um detalhe!

Desrespeitaram seu voto!

 

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CAJAZEIRAS: FALTAM OS “VICES”

Júnior e CCL

Se a expectativa até há pouco era pela confirmação de candidaturas a prefeito, Cajazeiras agora fica curiosa pela definição dos ‘vices’.

Poder-se-ia dizer que seja uma coisa natural, visto que estranho seria termos ‘vices’ antes propriamente de termos candidatos a prefeito.

Bem, se isso é verdade, verdade também é que já havia pré-definida a chapa de reeleição da Prefeita Denise Albuquerque (PSB), com o advogado Júnior Araújo, atual vice-prefeito, permanecendo no mesmo posto. Essa, aliás, era a única chapa pré-definida com candidatos a prefeito e vice.

Era, porque não é mais!

De acordo com o deputado estadual Jeová Campos (PSB), há uma fortíssima resistência ao nome do atual vice-prefeito por parte do Governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo aquele parlamentar, foi o próprio Governador que, na sua última ida à Cajazeiras, mês passado, disse a ele e ao ex-prefeito Carlos Antônio (DEM), que gostaria de ser ouvido na escolha do nome do candidato a vice-prefeito de Denise! E, se Ricardo Coutinho diz isso, claro está que não concorda com o que até então estava posto como certa: a candidatura Jr. Araújo.

Na conversa a três, entre Cajazeiras e Bom Jesus, houve ainda uma tentativa de mostrar ao Chefe do Executivo Estadual que Júnior seria o nome ideal para a chapa, mas sem êxito. “Júnior é complicado”, teria revelado o Governador paraibano.

Para quem não se recorda, Jr. Araújo foi cabo eleitoral da campanha do então candidato a Governador pelo PSDB, Cássio Cunha Lima, contra Ricardo, em Cajazeiras. Afora isso, o Governador parece não ter digerido bem as acusações de “perseguidor” com que foi ‘brindado’ em postagem do vice-prefeito no facebook, quando do encerramento do contrato de prestação de serviço de hemodiálise do Hospital Santa Terezinha, da família de sua esposa, junto ao HRC, do Governo do Estado.

De tal forma que, agora, não são só Antônio Gobira (PSOL) e José Aldemir (PP) que ainda não têm candidatos a vice. A pré-candidatura Denise Albuquerque também está órfã e à procura de um novo nome que, parece, já está sendo discutido.

 

S O L T A S

 

. Acolher a sugestão que Ricardo Coutinho pretende dar na composição da chapa da Prefeita Denise é ato de prudência política. Além de ser o Governador do Estado, Ricardo é Governador muitíssimo bem avaliação ‘nas Cajazeiras dos Rolins.’

. Rivelino Martins, Itamar Brasil, Nilson Lopes (Nilsinho), Marcos Barros e José Antônio de Albuquerque, dizem, são alguns dos nomes avaliados para compor a chapa da Prefeita Denise.

. Depois da entrega do Cidade Madura, em Cajazeiras, vêm aí as inaugurações da Escola Técnica Estadual e do Teatro Ica Pires.

. Recapeamento asfáltico de Cajazeiras e asfaltamento da estrada de Boqueirão de Piranhas entraram na agenda do Governador RC.

. O dep. estadual Jutahy Meneses (PRB) foi aliado, depois rompeu, voltou a aliar-se e agora rompeu novamente com o governo Ricardo Coutinho. E justificou: “Não tive nenhum bônus.” Entendeu ou quer que desenhe?

. Neste domingo (10) o TREM DAS ONZE entrevista o padre Djacy Brasileiro.

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PMDB / OAB / PSDB: É UM GOLPE À DEMOCRACIA!

É golpe

“O povo pode até ver a traição como normal na política, mas não perdoa o traidor.”

A afirmação do grande e saudoso brasileiro Leonel de Moura Brizola cai como uma luva para o momento político atual. Mais ainda se for direcionada aos posicionamentos de algumas entidades ante a ofensiva golpista dos derrotados na eleição presidencial de 2014.

Observem bem: o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) desembarcou do governo Dilma com uma reunião de 3 minutos numa votação por aclamação. Ou seja, em 3 minutos o PMDB, no grito, deixou para trás uma aliança que há 13 anos mantinha com os governos petistas.

Ora, quem há 13 anos é aliado, é governo ou não? O PMDB detinha sete ministérios do governo petista e mais algumas centenas de cargos em Brasília e outros milhares pelo Brasil. E agora sai e bate a porta dizendo que não tem nada com a história!

O PMDB suja o seu presente e envergonha o seu passado em figuras proeminentes que nunca fariam parte de um golpe político, como Franco Montoro e Ulisses Guimarães.

E a OAB? Bem, a OAB repetiu a vergonha do passado quando apoiou a quartelada de 1964 e agora apoia o vergonhoso golpe coxinha.

Sob argumentos juridicamente insustentáveis, a OAB mergulha nesse golpe e reascende o debate sobre sua atuação como entidade: “A OAB não tem muita credibilidade há muito tempo. A credibilidade deles, que não têm eleição direta, que não prestam contas como autarquia que eles são, esse roubo do exame da Ordem, com aqueles que não conseguem ter o direito a exercer a profissão pela qual eles prestaram vestibular, exerceram a faculdade e se formaram, a OAB tem uma série de questionamentos. A OAB é um cartel, é um cartel de uma eleição indireta.”

Para quem não sabe, as afirmações acima são do sr. Eduardo Cunha, Presidente da Câmara Federal, coxinha golpista, sujo e melado até a alma, a quem a OAB se alia nesse plano de assalto ao poder.

PMDB, OAB e Eduardo Cunha, quem diria, todos de mãos dadas ao PSDB, também golpista, para apunhalar o meu, o teu, os nossos votos dados nas urnas.

É um golpe à democracia!

S O L T A S

. Veja você como são os políticos, com raras exceções: o ex-senador Vital Filho é ungido Ministro do TCU pelas mãos do governo Dilma.
Com isso, torna-se senador o suplente Raimundo Lira. Pois o irmão de Vital, Veneziano, e o próprio Lira, agora são contra o governo.

. Dos candidatos a prefeito nesta eleições o que se espera são propostas exequíveis. Troca de acusações, sinceramente, já deu!

. Depois do que o PMDB fez com o governo Dilma, o PT de Cajazeiras ainda aceitará aliança com os peemedebistas?

. Interessante: “Por que querem derrubar a única pessoa que não está sendo investigada?” (Gregório Duvivier – ator)

. ‘Aviador ’, é o apelido dado a um importante político da Pb numa lista da construtora Odebrecht. Quem será?

. ‘Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe.’ (Marco Aurélio Mello – Min. STF)

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FORO PRIVILEGIADO?

Brasil olho

“O foro especial não é um privilégio porque ele piora a situação do réu: pessoas não sujeitas ao instituto podem ter três ou até quatro revisões da primeira decisão; aqueles julgados pelo STF não podem recorrer a ninguém.”

A afirmação acima, com a qual concordo, não é de nenhum jurista ou advogado ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), ou a qualquer partido de esquerda no Brasil ligado ao ex-presidente Lula. A afirmação aspeada no primeiro parágrafo é do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Exatamente isso, o Ministro Gilmar Mendes! O mesmo Gilmar Mendes que, há poucos dias, afirmou que a Presidenta Dilma estaria dando um ‘salvo conduto’ a Lula para este safar-se de possível processo pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, nomeando-o Ministro Chefe da Casa Civil.

Ora, há aí, no mínimo, uma contradição enorme. Em seu artigo “A maldição do foro”, publicado em 11/03/2012, que os srs. podem ler clicando no link a seguir (http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-foro-privilegiado-segundo-gilmar-mendes) o Ministro é claro: foro privilegiado não privilegia em nada o réu, vez que este, se condenado, não tem mais a quem recorrer. Diferente do réu de 1ª. instância que pode recorrer à 2ª. instância e, eventualmente, aos Tribunais Superiores.

A Paraíba deve lembrar, por exemplo, do caso do ex-deputado federal Ronaldo Cunha Lima. Ele seria julgado pelo STF por ter atirado no então Governador Tarcísio Burity. Quando aquela corte abriu pauta para julgá-lo, o que fez o poeta? Renunciou ao mandato de deputado federal para justamente perder o tal foro privilegiado e, assim, forçar que seu processo fosse enviado à 1ª. instância, a quem competia a partir de então o julgamento. Julgamento que nunca chegou a ocorrer pelo falecimento de Ronaldo.

Pois bem, foro privilegiado coisa nenhuma! Não há privilégio algum em ser pautado no STF. Assim, caem por terra as alegações de alguns, e explicita-se a incoerência entre o que escreve e o que faz o citado Ministro, de que Lula para o Ministério de Dilma é para livrar-se da “República de Curitiba.”

Claro que não! Como vimos e o próprio Ministro Gilmar Mendes atesta em seu artigo na Folha, foro privilegiado não privilegia réu nenhum.

Acrescente-se, por oportuno, que o ex-presidente Lula não responde a nenhum processo, e portanto não réu em nada!

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OAB, OAB, QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

É golpe

Pincei um trecho do discurso do então Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, em sessão solene na Câmara dos Deputados, por ocasião das comemorações do Dia do Advogado, para introduzir esta reflexão. Dizia o então Presidente: “A Constituição Federal é o elo que nos une. A OAB lutou pelo fim da ditadura, restabelecimento do Congresso e por uma nova Carta Magna, responsável pelo maior período de estabilidade de nossa história. O único partido político da Ordem é a Constituição, e nossa única ideologia é o Estado Democrático de Direito.” Isso foi no dia 11 de agosto de 2015, portanto a menos de um ano.

Sete meses depois a OAB se posiciona frontalmente contrária ao que afirmara seu então Presidente, ano passado, propugnando pelo pedido de impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff, democraticamente eleita em 26 de outubro de 2014 com 54,5 milhões de votos. Três itens embasam o posicionamento da Ordem: 1°) pedaladas fiscais, 2°) renúncia fiscal concedida à Fifa por ocasião da Copa do Mundo no Brasil e, 3°) suposta interferência na Operação Lava Jato.

Data máxima vênia, não dá para levar a sério tais justificativas como motivação para pedir o impedimento de alguém chancelado pelas urnas. Pedaladas fiscais, é bom que se esclareça, sempre foram utilizadas por todos os governos, inclusive estaduais, e nunca a OAB disse nada. Renúncia fiscal na Copa do Mundo 2014? Já lá se vão dois anos e somente agora a OAB fala nisso? Sinceramente! Suposta interferência na Operação Lava Jato? Meu Deus, supor é imaginar, presumir, achar. E nunca pensei que uma organização de operadores do direito julgasse um Presidente da República eleito pelo voto popular por achar, por imaginar, por presumir sua culpa!

Se a ideologia da OAB, como dizia seu ex-presidente ano passado, “é o Estado Democrático de Direito”, necessário se faz, a meu ver, que a Ordem encontre motivos verdadeiramente justificáveis para desconhecer a voz das urnas e o artigo 1°, parágrafo único da nossa Constituição Federal, que determina: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.”

E ainda que relator do pedido de impeachment na OAB, conselheiro Erick Venâncio Lima do Nascimento, rechace tal pecha, permitam-me a sinceridade: solicitar o impedimento da Presidente nessas circunstâncias não é impeachment, é golpe!

OAB, OAB, quem te viu, quem te vê!

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O PAU QUE DÁ EM CHICO DÁ TAMBÉM EM FRANCISCO

Zé Aldemir 2

  • FERNANDO CALDEIRA

Dia desses tocou meu celular. Atendi e, do outro lado da linha estava o deputado José Aldemir (PEN) que ligava para parabenizar-me pelo artigo “Afinal, quem?” que escrevi e publiquei, indagando quem havia construído as obras da Operação Andaime em Cajazeiras, que Justino, o delator, garante não ter sido ele?

“Meus parabéns, seu artigo é muito bom, você escreve muito bem…, e por aí foi um rosário de elogios que agradeci, mesmo sem achar merecê-los. Era apenas um parlamentar exultante porque, no seu entendimento, a cobrança que fazia no referido artigo atingia a administração da Prefeita Denise Albuquerque, com quem disputará a Prefeitura de Cajazeiras.

Passados alguns dias do telefonema, o mesmo parlamentar me acusa publicamente de estar ‘desvirtuando a entrevista’ para a qual foi por mim convidado, no programa que produzo e apresento na Rádio Alto Piranhas, o Trem das Onze. Reagi indignado à grosseria, tamanha era a injustiça.

Ora, não estava desvirtuando entrevista nenhuma, pois que não havíamos elaborado uma pauta para a mesma. Era, portanto, uma entrevista com pauta livre! Como então desvirtuar tal entrevista? Na verdade, o que irritou Zé Aldemir foi ser entrevistado por quem pergunta o que tem que ser perguntado, independente do alcance da indagação! O que lhe causou aborrecimento e irritação foi ser perguntado se as críticas que faz à gestão municipal de Cajazeiras por conta da Operação Andaime, serviam também para as administrações da prefeita Lucrécia Adriana (Joca Claudino) e Bodinho (Cachoeira dos Índios), arroladas na mesma operaçã?
Como tanto Lucrécia quanto Bodinho são gestores que lhe apoiam politicamente, Aldemir correu da pergunta como o diabo foge da cruz.

O sr. apoia a reeleição de Bodinho em Cachoeira dos Índios, mesmo a gestão estando nas apurações da Andaime, perguntei? ‘Você está desvirtuando a entrevista Caldeira!’

O sr. apoia o candidato a prefeito de Joca Claudino apoiado pela atual prefeita Lucrécia Adriana, cuja gestão está arrolada na Andaime, perguntei? ‘Você está desvirtuando a entrevista Caldeira!’

Quer dizer, o deputado José Aldemir gosta, vibra e aplaude quando cobramos da Prefeitura de Cajazeiras, com quem rompeu, mas estrebucha, acha ruim e nos acusa de desvirtuar entrevista quando se cobra de aliados e apoiadores seus pelos mesmos erros que ele faz questão de apontar em seus adversários.

Pra Zé pode não ser, mas pra mim, “o pau que dá em Chico dá também em Francisco!”

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Deputados, o Pré-Sal é nosso. Não o entregue a ninguém. Estamos de olho!

O Pré-Sal é Nosso

Se você entende que defender o monopólio da Petrobrás na exploração do Pré-sal é defender o Brasil; se você entende que defender o monopólio da Petrobrás na exploração do Pré-sal é defender o futuro da nação; se você entende que defender o monopólio da Petrobrás na exploração do Pré-sal é defender o futuro de seus filhos e netos, então é hora de fazer algo, é hora de agir.

O projeto que já foi aprovado no Senado e que retira a Petrobrás a exclusividade na exploração do Pré-sal, está agora na Câmara dos Deputados. É lá que se dará a batalha final. É lá, junto aos nossos representantes, que temos que agir.

Pense no futuro do seu país, dos seus filhos e netos e escreva para cada um dos deputados da Paraíba e diga: “Deputado, meu nome é xxxxxxxxxx, sou eleitor na Paraíba, e vim lhe dizer que sou contra o projeto de exploração do Pré-sal recentemente aprovado no Senado Federal. Conto com seu voto em favor do futuro do Brasil, votando contra o que o Senado aprovou.”

Agora é com você, mãos à obras:

• dep.marcondesgadelha@camara.leg.br

• dep.venezianovitaldorego@camara.leg.br

• dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br

• dep.hugomotta@camara.leg.br

• dep.manoeljunior@camara.leg.br

• dep.wellingtonroberto@camara.leg.br

• dep.efraimfilho@camara.leg.br

• dep.wilsonfilho@camara.leg.br

• dep.romulogouveia@camara.leg.br

• dep.luizcouto@camara.leg.br

• dep.damiaofeliciano@camara.leg.br

• dep.benjaminmaranhao@camara.leg.br

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AFINAL, QUEM?

Afinal, quem

Nada acontece neste mundo sem que alguém seja o sujeito desse acontecimento. Há, em tudo, alguém como protagonista.

Uma vidraça quebrada por uma pedra, sabe-se que alguém a atirou! Um gol marcado, sabe-se que alguém o fez! Um poço, sabe-se que alguém o furou! Um carro circulando pelas ruas, sabe-se que alguém o guia…, e assim por diante!

Neste mundo terreno ‘racional’, nada acontece sem haja a atuação do homem!

Assim, é natural que os cajazeirenses, estupefatos com os últimos acontecimentos registrados no município envolvendo empresários, testas-de-ferro, tapias e membros de Comissão de Licitação da Prefeitura, apurados pelo Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, Ministério Público Estadual e Polícia Federal, perguntem: afinal, quem fez as obras do tapia?

Sim porque…, Justino é réu confesso e confessou ser tapia. Justino confessou ser um blefe. Justino confessou ser um simulacro. Ou, em outras palavras, delatando um esquema criminoso, que ainda se está por conhecer quando terminar o segredo de justiça, Justino assumiu que era o ‘faz de conta’ de um grupo que sempre ganhava as “concorrências públicas” para edificação das obras com dinheiro federal e estadual.

Falso construtor assumido, o delator Justino era homem de vinte e poucas empresas de papel, segundo consta. Ou seja, carregava consigo, em seu automóvel, blocos de notas fiscais de empresas que só existiam em papel. Nenhum empregado: nem pedreiro, nem servente, nem carpinteiro…, nem nada. Absolutamente nada! Só Justino e suas empresas de papel!

E eram as “empresas de Justino” que sempre ganhavam as concorrências e as licitações públicas de Cajazeiras, entre outros municípios.

E no caso da terra de padre Rolim, as obras de concorrências e licitações públicas vencidas pelas “empresas de Justino” foram todas feitas, edificadas, colocadas de pé, como se diz. Ok. Tudo bem.
Mas…, se Justino nunca fez uma obra, como ele mesmo assumiu em depoimento no MPF, quem as fez?

As “empresas de Justino” não tinham pedreiros, serventes, ajudantes, carpinteiros, nada…, absolutamente nada. Eram de papel, de faz de conta…, eram um blefe, um simulacro. Quem fez as obras?

Afinal, quem?

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OPOSIÇÕES CZ:  FALTA BOM SENSO

A política em Cajazeiras foi sacudida esta semana pelo surgimento indiscriminado de conversas particulares em whatsapp envolvendo membros da oposição.

Na manhã seguinte à divulgação da tal Operação Andaime pelo programa Fantástico da Rede Globo, num ‘piscar de olhos’ os smartphones de grande parte da sociedade local começaram a receber conversas de um grupo intitulado “Muda Cajazeiras” onde conversavam o deputado José Aldemir, o jornalista Adjamilton Pereira e os vereadores Alysson Lira e Jucinério Félix, todos do grupo oposicionista à administração da prefeita Denise.

Nas tais conversas, José Aldemir era cobrado pelos demais a assumir de uma vez a sua condição de pré-candidato a prefeito de Cajazeiras, ou então “sair da frente” para que as oposições definissem um outro nome.

A repercussão, pode-se imaginar, foi tão instantânea quanto intensa. Afinal, mostrava uma oposição ávida por um anúncio de Zé Aldemir, fosse para assumir de vez a condição de pré-candidato ou não. Nas conversas, denunciadas pela oposição como “invenção” do grupo de situação, os oposicionistas afirmam que ‘Denise está ganhando força e precisamos definir logo nosso candidato.’

“É tudo mentira. Não criamos e não participamos desse grupo de whatsapp e registramos queixa na polícia pedindo apuração desse crime cibernético”, revelou Adjamilton Pereira.

Seja como for, uma coisa está clara: a indefinição de um nome das oposições como pré-candidato está deixando parte delas tonta e sem ação. Afinal, como trabalhar e pedir votos se não existe um nome?

Em contra partida, ainda que fortemente contestada, a administração municipal já tem definida sua candidatura que está posta e trabalhando apoios e votos. E isso tem, na visão dos próprios membros dessa oposição, enfraquecido ou pelo menos freado um trabalho que eles entendem já deveria estar sendo feito.

Enquanto isso, uma outra oposição, ainda que perdendo espaços na mídia por conta dessa peleja, já está definida com Antônio Gobira, pelo PSOL.

Resumindo, as oposições de Cajazeiras continuam desunidas ainda que só com um candidato definido.

Além de surrealista, essa realidade é falta de bom senso!

S O L T A S

. Pergunta que não cala: se o delator Justino não fazia as obras que vencia em licitações de Cajazeiras, quem as fez?

Pergunta que não cala 1: quem da prefeitura de CZ recebia o dinheiro repassado pelo delator Justino?

. o TCE reprovou as contas da gestão Carlos Rafael de 2012, em CZ.

. “Até o século XXII ele não poderá ser candidato a mandato eletivo nenhum nem exercer cargo comissionado em qualquer instância da federação.” (Dep. Zé Aldemir em relação a Carlos Antônio.

. A política cajazeirense tá da seguinte forma: os protagonistas dizem uma coisa no particular e afirmam o contrário em público. Vergonha!

. Neste domingo (21) o Trem das Onze entrevista o Pres. da Câmara Municipal de Cz, vereador Nilsinho (PDT).

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MAIS CANDIDATURAS, MAIS CRÍTICAS

Findo o carnaval, agora sim começa pra valer a campanha sucessória municipal de 2016 em Cajazeiras.

De um lado a pré-candidatura da atual prefeita Denise Albuquerque (PSB), de outro as pré-candidaturas de Antônio Gobira (PSOL), José Aldemir (PEN) e possivelmente do PT, ainda sem nome.

Se esse quadro de fato se cristalizar, aparentemente beneficiará a candidatura oficial de Denise ante a divisão de votos das oposições num pleito em que a ‘parada’ é definida num só turno. Aparentemente!

Mas, por que a dúvida do beneficiamento automático da candidatura oficial pela divisão dos votos das possíveis candidaturas de oposição em Cajazeiras?

Explico: tivesse a administração municipal um elenco de obras suas para mostrar; não pesasse sobre ela a desconfiança de atos administrativos que estão sendo questionados na Justiça Federal; não fossem decisões políticas que geram insatisfações generalizadas dentro e fora do grupo, certamente essa divisão das oposições reverteria em bônus automáticos para a recandidatura Denise.

Porém, a realidade é outra! E sendo assim a divisão das oposições pode deixar de ser um benefício para a candidata à reeleição, e representar um reforço na artilharia anti governo municipal.

Em outras palavras, enfraquecida administrativa e politicamente a gestão municipal, como acontece atualmente, a ampliação dos ataques e críticas a ela pode representar a fuga de votos e apoios que antes lhe eram certos e seguros.

Se houver portanto uma pulverização de candidaturas oposicionistas que centralizem seus ataques ao atual modelo administrativo municipal, digo que o que seria um benefício para a recandidatura Denise, passa a ser um largo canal por onde poderão escorrer apoios e votos antes seguros e carimbados como de situação.

Se essa sangria ocorrer e não for de pronto debelada, o que necessitaria de novas práticas administrativas e políticas por parte da gestora, a reeleição do grupo de situação estará seriamente ameaçada e comprometida.

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DENISE: SILÊNCIO DE REPROVAÇÃO

Há um antigo dito popular no sertão que diz que “quanto mais cabra, mais cabritos!” Numa tradução política desse ditado, podemos afirmar que quanto mais se agrega, mais um grupo cresce em união.

Atualmente não é isso o que acontece no grupo político da Prefeita Denise Albuquerque, em Cajazeiras, embora possa não parecer.

É que a aparente calmaria, na verdade, esconde um mar de insatisfações entre aliados e correligionários. Praticamente todos reclamam, ainda que em voz baixa, de desprestígio e de não serem ouvidos. Isso, em detrimento de alguns poucos que sempre estão no palco escuro das decisões e iluminado da ocupação de cargos.

“Não somos chamados a opinar e nem sequer ouvidos”, disse-me um membro desse grupo. “Carlos Antônio não ouve ninguém e só faz o que quer”, reclamou outro aliado. E se fosse ouvir a todos do grupo, da maioria absoluta receberia as mesmas reclamações que, diga-se, só foram superficialmente reveladas sob o compromisso de absoluto sigilo das fontes.

Como o esposo da prefeita é quem articula politicamente, o ônus disso recai sobre a administração Denise e sobre sua possível recandidatura. Sim, possível, porque já não é tão certa, como foi!

Os desencontros , as insatisfações, a exclusividade política do comando do grupo em determinados temas, tem feito de Denise uma pessoa cada dia mais decepcionada com a vida pública. E todos sabem que a decepção é um primeiro grande passo para a desistência. Afinal, por que persistir no que nos decepciona?

Na sua base parlamentar na Câmara Municipal, a prefeita Denise não colheu ainda nenhuma defecção. Ainda! Porque a insatisfação é grande e generalizada, posso garantir, embora silenciosa e quase muda.

Este, diferente daquele, não é o silencio do consentimento, da aprovação e da concordância, mas o silêncio da subalternidade inconformada, insatisfeita, rebelde e, por isso mesmo, já quase insubalterna!

S O L T A S

. Embora não assumam publicamente, os vereadores da base da prefa. Denise estão profundamente desgostosos com a indicação de uma irmã da vereadora Léa Silva para a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Humano (SMDH). “Por que só Léa pode ocupar ou indicar alguém para esse cargo”, reclamam à surdina.

. Mas do lado das oposições também tem arenga. O PSOL não quer nem ouvir falar de uma composição partidária em que Gobira não seja o cabeça de chapa, e essa indefinição atrasa e complica os planos oposicionistas!

. Pela nova lei eleitoral, um candidato a prefeito de CZ não poderá gastar mais que 317 mil reais na campanha, e um vereador poderá gastar, no máximo, 13 mil reais. Dá pra tu?

. Quem tiver uma boa mídia de campanha estará na frente na disputa eleitoral deste ano.

. Neste domingo de carnaval (7) não teremos a apresentação do prog. Trem das Onze, que volta dia 14 entrevistando o dep. Jeová Campos (PSB).

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CZ: O BICHO VAI PEGAR!

  • FERNANDO CALDEIRA

Interrogação

O termo título deste artigo tem conotação de que algo grandioso, forte, fenomenal, pode acontecer.

E é nesse sentido que aplico tal termo ao me referir à política municipal de Cajazeiras, depois que o deputado estadual José Aldemir (PP) se uniu ao ex-prefeito e ex-deputado Antônio Vituriano (PMDB).

Sem dúvida, são duas poderosas forças políticas que se unem pela primeira vez no contexto municipal, e que podem por fim a uma hegemonia política que já dura 12 anos (2 administrações de Carlos Antônio e 1 administração de Denise).

O esquema oficial é poderoso e forte, e conta com o apoio importante do governador Ricardo Coutinho (PSB), que está muito bem avaliado no eleitorado cajazeirense.

Apesar disso, a união de Zé e Vitu, inédita, como já disse, pode perfeitamente impor um revés eleitoral nunca imaginado até então.

Mesmo com a máquina da prefeitura nas mãos e com o apoio do governador, é bom Denise e seu grupo colocarem as barbas de molho e usarem as sandálias da humildade.

Quem conhece a política local sabe que situação e oposição sempre tiveram disputas acirradas em Cajazeiras, e neste ano, anotem, não será diferente.

O bicho vai pegar!

S O L T A S

. Enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Sergipe, Rio Grande do Sul, entre outros, são Estados onde os salários dos servidores estão sendo pagos com atraso ou parceladamente, na Paraíba, o pagamento continua em dia!

. Por falar nisso, o pagamento do servidor estadual começa nesta sexta-feira (29).

. O deputado José Aldemir (PP) sabe fazer política. Não é bom menosprezá-lo.

. Uma chapa Zé e Vitu pode eleger Aldemir prefeito e Vituriano candidato a deputado estadual. Alguém duvida?

. A prefeita Denise Albuquerque precisa pensar bem, muito bem, na composição de sua chapa à reeleição. A vaga de vice pode servir para fazer estragos importantes em seus adversários!

. A morte do engenheiro Adalberto Nogueira deixa Cajazeiras menos rica em todos os sentidos! Que Deus o tenha!

. Neste domingo (31) volto ao Trem das Onze com a realização do 1° Debates Populares de 2016, com as participações de José Maria Gurgel, padre Francivaldo Albuquerque, Rivelino Martins e Mariana Moreira.

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CAMPANHA VAI SER GANHA NA MÍDIA

  • Fernando Caldeira

A campanha eleitoral municipal deste ano promete ser absolutamente diferente das demais ocorridas até hoje. Isso porque houve mudanças na lei eleitoral, o que muda significativamente a eleição.

A nosso ver, a redução de 90 para 45 dias de campanha exigirá uma maior exposição midiática dos candidatos. Ou seja, rádio e televisão terão papel preponderante na escolha que o cidadão fará, por serem as formas mais imediatas de impactar o eleitor, principalmente nas médias e grandes cidades brasileiras, onde o contato presencial/físico com ele fica ainda mais difícil.

Além disso, a redução de 45 para 35 dias de programas de rádio e TV, exigirá conhecimento e competência de quem vai realizá-los. Sim, porque, sem exceção, os programas eleitorais tanto de TV quanto de rádio são pensados, elaborados e realizados por profissionais de mídia para que sejam lidos e/ou interpretados pelos candidatos.

Logo vê-se a importância enorme das mídias televisivas e radiofônicas nesta próxima eleição que escolherá prefeitos e vereadores.

Numa simples regra de três, observamos que 77,8% do período permitido para realização da campanha será compartilhado com essas mídias, através dos programas eleitorais.

Em outras palavras, quem quiser ter chances de eleição, principalmente nos médios e grandes municípios, prepara-se para a “guerra da comunicação”.

Nela (guerra da comunicação) vence quem tem o melhor programa de TV e/ou rádio, seja em apresentação como em conteúdo. E para isso, exige-se profissionalismo. Nada de amadores por perto!

Quem viver, verá: esta campanha vai ser ganha na mídia!

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QUEM TEM MEDO DO TCM?

* Fernando Caldeira

TCM

Não sou contra os tribunais de contas. Sou crítico ferrenho de como são preenchidos os cargos de conselheiros desses tribunais de contas neste país.

Isto posto, digo que, à priori, sou contra a criação do Tribunal de Contas dos Municípios da Paraíba, caso sua implantação represente ônus ao já sobrecarregado erário público estadual. De outra forma, sou favorável!

Vejamos: a conjuntura econômica nacional não é boa e, por si só, já impõe redução de receitas na Paraíba. A tal ponto que o Governo do Estado já efetuou cortes na sua estrutura e anuncia aprofundá-los ainda mais nos próximos dias/meses.

Nosso estado vive uma das maiores secas já registradas no Nordeste, com previsão, infelizmente, de continuidade, o que torna ainda mais perversa a contração econômica paraibana gerando mais desemprego e menos renda.

Pergunto: alguém pode ser favorável, num momento como este, à instalação do Tribunal de Contas dos Municípios da Paraíba gerando ônus para as receitas públicas? Esse é um aspecto.

Outro aspecto, bem diferente, é a instalação do TCMPb, sem novos encargos financeiros para o tesouro estadual. Quer dizer, se ficar assegurado que a sua instalação se dará de um desmembramento financeiro do atual Tribunal de Contas do Estado (TCE), aí não tenho dúvidas do benefício que será sua chegada!

Afinal de contas, claro está que cabendo ao TCE, exclusivamente, a fiscalização das contas do Governo do Estado e seus órgãos agregados, tão melhor será seu desempenho como órgão de controle externo.

De outro lado, se tivermos um tribunal para cuidar, exclusivamente, das contas das prefeituras e seus órgãos agregados, tão melhor será a fiscalização e o controle das verbas públicas municipais, tão mal geridas nestes últimos tempos, com raras exceções.

A pergunta que não quer calar: o posicionamento contrário dos prefeitos Luciano Cartaxo (João Pessoa) e Romero Rodrigues (Campina Grande), antes que sequer haja qualquer discussão mais séria sobre o assunto, é preocupação com as finanças estaduais ou com as próprias finanças?

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DENISE OU CARLINHOS VAI PARA A DISPUTA EM 2018

 

Família Araújo

Política também tem muito de matemática. Afinal de contas, os mandatos e as reeleições são finitas, isto é, têm começo e têm fim! E fazendo as contas de mandatos e reeleições, a prefeita de Cajazeiras, Denise Albuquerque, vai iniciar o seu último ano de mandato, podendo concorrer a mais um, e somente um, novo mandato executivo municipal naquela cidade.

Isto significa que, vencendo a parada eleitoral vindoura (2016), em 2020 exaure o seu último mandato consecutivo. Ora, o médico Carlos Antônio, seu esposo, por questões judiciais que todos sabem, nem tão cedo poderá pleitear um cargo eletivo. Os srs.(as) acham que o caminhar político exitoso de Carlos Antônio, iniciado em 2001, e continuado por sua mulher a partir de 2012, vai se encerrar assim?

Eu respondo: claro que não! Mandato político se ganha ou se perde, nunca se entrega! Ora, se Carlos não pode e Denise exaure seu tempo político em 2020, é lógico e natural que procurem sobrevida política onde ela é possível. E no período compreendido entre 2016 (eleição municipal) e 2020 (término do mandato municipal conquistado em 2016), só em 2018 é que existe brecha para que o casal continue com representação na vida pública.

Em outras palavras, Carlos e Denise vão sim lançar um nome caseiro para disputar a eleição de deputado estadual. E quando digo um nome caseiro, não estou querendo dizer apenas próximo não. Caseiro mesmo! De dentro de casa! E de dentro de casa só veja dois nomes para disputar um mandato de deputado estadual em 2018: a própria Denise ou seja filho Carlinhos.

A primeira hipótese, Denise, ganha força em caso de fracasso duma reeleição em 2016, porque muito embora derrotada no pleito municipal, ela seria uma candidata com boa partida de votos, certamente, além de bem conhecida do eleitorado regional por conta do tempo em que foi prefeita da maior cidade do Alto Sertão e pela própria campanha feita em 2016.

Já a segunda hipótese, Carlinhos, é praticamente certa em caso de êxito na reeleição de Denise. Ora, reeleita, ela terá ainda mais facilidade de apoiar seu filho em busca desse novo mandato que, para além de 2020, portanto além do dela própria, mantém o clã na vida pública pelo menos até 2022!

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NINGUÉM GOSTOU DE NADA

Desgosto

Deu no que deu, porque ninguém gostou! Explico: lá atrás, em 2015, o candidato a reeleição Ricardo Coutinho (PSB), não gostou de ver o vice-prefeito de Cajazeiras, Jr. Araújo, ‘abrir dissidência’ no grupo de Carlos Antônio e Denise Albuquerque e votar em Cássio Cunha Lima.

Há pouco tempo, o mesmo vice-prefeito não gostou em saber que a empresa de sua família, prestadora de serviço de hemodiálise do HRC, não mais continuaria a prestar tal serviço. Sentindo-se perseguido pelo governador reeleito por conta daquela ‘dissidência’, Jr. Araújo publica um verdadeiro libelo acusatório contra a gestão Ricardo Coutinho, taxando-a de odienta e perseguidora.

Também sem gostar da mudança na empresa de hemodiálise que, garante a gestão estadual, se deu por razões estritamente funcionais, a vereadora Léa Silva, ocupando por indicação de Carlos Antônio a Chefia da Casa Civil do Governo do Estado, comenta a postagem do vice-prefeito no facebook e com ele se solidariza: “A vida é feita de ciclos, outras oportunidades virão e esse momento será superado. Avante guerreiro Júnior Araújo.”

Não gostanto da atitude de sua auxiliar, o que era de se esperar, Ricardo pede uma retratação. Sem gostar da proposta, Léa não se retrata. Não gostando da não retratação, o governador a exonera.

Desgostoso com a exoneração de sua indicada, Carlos Antônio fica amuado e diz, pela manhã, que não mais indicará um nome para o posto. Menos desgostoso à tarde, Carlos indica a jovem advogada Paula Laís de Oliveira Santana, filha de seu advogado, Paulo Sabino de Santana.

E quando todos os desgostos pareciam ter se encerrado, eis que surge outro: o Presidente do PSB de Cajazeiras, Rivelino Martins, desgostoso com a indicação feita, mostra sua indignação em mensagem enviada ao próprio Carlos Antônio e à prefeita Denise Albuquerque. O próprio governador recebeu a mensagem de insatisfação.

Até uma Nota do PSB iria ser publicada mostrando a inconformação do partido com a indicação de alguém que sequer votou em Ricardo Coutinho. Mas, aí, deram-se por conta de que publicar a tal nota, apenas manteria por mais tempo um clima de desgosto que se arrasta desde a eleição. E, em nome da governabilidade, deletaram a nota. Só não se deletam os desgostos!

S O L T A S

. Você manteria em sua equipe de funcionários alguém que depreciasse os produtos que são vendidos em sua loja?

. O Presidente da República manteria um Ministro que desanca a administração federal?

. A Prefeita Denise manteria no seu staff alguém que depusesse contra sua gestão?

. Foi por isso que o Governador Ricardo exonerou Léa. Cargo de confiança necessita confiança!

. Se não estou enganado, Jr. Araújo e Léa Silva são cartas fora do baralho para vice da prefa. Denise, se se quer o apoio do Governador!

. O TREM DAS ONZE deste domingo (8) tem como entrevistado o irrequieto Antônio Gobira, pré-candidato a prefeito de CZ pelo PSOL.

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AUGE DA SUJEIRA OU COMEÇO DA LIMPEZA?

Nunca neste Brasil se viu tanta investigação, tanto processo e tanta sentença de prisão por corrupção. Pergunta-se: isso é bom ou é mau? Na minha visão é bom porque mostra um país com suas instituições plenamente livres e atuantes, fazendo justiça!
Talvez antes não tivéssemos instituições plenamente livres e atuantes e, assim, que não faziam justiça. Sim, porque, corrupção sempre houve! Ou alguém é tão ingênuo para imaginar que esse mal é cria da contemporaneidade? Ledo engano, “a corrupção é uma velha senhora”, como bem afirmou Dilma Rousseff.
Há um detalhe em toda essa história envolvendo a Petrobrás que precisa ficar claro: a seriedade da Polícia Federal, que tem cumprido seu mister com absoluto profissionalismo. Palmas para a PF. Claro, palmas. Mas, como todo e qualquer órgão público, a PF está subordinada a alguém. E embora muitos não gostem e outros muitos buscam ignorá-la quando não escondê-la, a verdade é que a Polícia Federal se subordina ao Ministério da Justiça, cujo titular é escolhido e nomeado pela Presidência da República.
Assim, se concordamos no trabalho profissional da PF e nos aplausos que ela efetivamente merece, temos de também concordar que para isso concorre a Presidenta Dilma Rousseff. Afinal, é dela a indicação e nomeação do sr. José Eduardo Dutra, Ministro da Justiça.
A Presidenta escolhe o Ministro e este escolhe o Diretor Geral da PF, que conduz o seu funcionamento e atuação. Logo, não dá para orgulhar-se e aplaudir a Polícia Federal sem ter o mesmo posicionamento em relação ao seu Diretor Geral, o Ministro da Justiça e a Presidenta da República! Aplaudir a atuação da PF desvinculando-a da Presidenta Dilma, é o mesmo que rezar o Pai Nosso sendo ateu. Não dá!
Desta forma, faço minhas as palavras do filósofo Mario Sérgio Cortella: “Não podemos perder o foco do que vivemos hoje no Brasil, que não é o auge da sujeira, mas o começo da limpeza.”

 

S O L T A S

 

. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) gastou quase R$ 1 milhão só em diária nos últimos 10 meses. Dá R$ 100 mil por mês, ou R$ 25 mil por semana ou ainda R$ 3,3 mil por dia.

. No mesmo TCE-PB verificou-se a prática de acumulação de férias da maioria de seus conselheiros com “venda” de metade delas, o que é proibido no serviço público. Conclusão: teve conselheiro que num único mês recebeu como proventos mais de 350 mil reais. Pode isso, Arnaldo?

. A Cagepa de Cajazeiras precisa agir com a máxima urgência contra o desperdício d´água na terra de padre Rolim. A construção civil continua utilizando água potável, enquanto a água rareia no açude de Boqueirão. Alô Cagepa!!!

. Zé Aldemir prefeito e Vituriano vice, pode ser uma chapa na disputa pela Prefeitura de Cajazeiras. Denise prefeita e Júnior vice, deve ser outra. Gobira prefeito e vice ainda por se definir, é uma interrogação!

. Neste domingo (25) teremos o ‘Debates Populares’ no Trem das Onze, com Mariana Moreira, José Maria Gurgel, Rivelino Martins, padre Francivaldo e Adalberto Nogueira.

 

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STF, Dilma e hipocrisia

A Operação Lava Jato não é senão o resultado do financiamento privado de campanhas políticas no Brasil. Simples: o empresário financia o senador, o deputado e outros agentes políticos, e depois vai querer o dinheiro de volta com juros e correção. Como os salários dos “nossos representantes” são intocáveis e insuficientes para tal fim, o que fazem eles? Utilizam seus prepostos em postos chaves da administração pública para superfaturar compras e vendas e, assim, pagam o que seus padrinhos devem aos “bondosos doadores.”

Significa que os empresários ajudam a eleger políticos, que conseguem indicações de prepostos para cargos em empresas púbicas e, através destes, arrancam dessas empresas o dobro, o triplo… do dinheiro que doaram. Sintetizando, eles “investem” nos candidatos e depois são ressarcidos com dinheiro público!

Em boa hora o Supremo Tribunal Federal foi chamado e decidiu pela inconstitucionalidade desse tipo de financiamento. Significa que, a partir de agora, não teremos mais o incestuoso relacionamento financeiro entre empresários/empresas/políticos. Foi rompido o círculo vicioso da maior parte da corrupção eleitoral no país.

Mal acostumados com as mamatas até então existentes no fazer político, e portanto atingidos em cheio pela decisão do STF, “nossos representantes”  logo reagiram a aprovaram no Congresso uma lei instituindo o financiamento através de doação de empresas no montante de até 20 milhões de reais. Era a volta da zorra financeira das eleições. Mas aí a Presidenta Dilma Rousseff vetou tal dispositivo.

Fim da história? Que nada! Os que sempre se beneficiaram desses esquemas sujos nas eleições, que são os mesmos que falam em impeachment da Presidenta e que arrotam honestidade e retidão, agora estão promovendo chantagem política para tentar conseguir a volta das doações privadas. As mesmas que deram origem à Operação Lava Jato. E como fazem isso? Ameaçando pautar no Congresso Nacional a votação de matérias tidas como ‘bombas’ porque impõe altos encargos financeiros ao governo, e portanto à nação.

Assim, eles querem de volta a bandalheira financeira onde asseguram suas infinitas (re)eleições e infinitas facilidades de toda ordem. Quem são eles? Renan Calheiros(PMDB), Eduardo Cunha(PMDB), José Agripino (DEM), Aécio Neves e Cássio Cunha Lima (PSDB), além de PP, PR e PTB. Ou seja: a turma séria e honesta que prega o impeachment da Dilma!

Fala sério!

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Impeachment é golpe?

A reposta à pergunta título deste artigo é: não e sim!

Impeachment não é golpe quando, para sua consecução, o Congresso Nacional segue e obedece os trâmites legais expressos na Lei 1.079/50 e notadamente na Constituição Federal, em seu artigo 85.

Explico: para impedir (impeachment) um Presidente de continuar governando, tem que e provar que o mesmo tenha cometido ou um crime de cunho penal (roubo, assassinato, etc), ou um crime de responsabilidade. E, para este existir, é preciso o Presidente atentar contra: art. 85 CF –

I – existência da União;

II –o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

III. o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

IV – a segurança interna do País;

V – a probidade na administração;

VI – a lei orçamentária;

VII. o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Pergunto: Dilma matou? Dilma roubou? Dilma atentou contra algum dos incisos do artigo 85 da Constituição? Lembrem-se: provas, é preciso provas. Como aliás, em todo e qualquer julgamento!

Bem, como a Presidenta não matou, não roubou nem cometeu crime de responsabilidade, pelo menos não há provas disso, falar em impeachment é atentar contra a norma legal. E, a partir deste ponto, aí sim, o impeachment vira golpe, porque torna-se um ato meramente político sem nenhum embasamento jurídico-legal.

E mais: qualquer cidadão brasileiro pode solicitar a abertura de processo de impeachment, desde que apontando com prova algum crime cometido, seja ele penal (o qual deve ser enviado ao SFT) ou de responsabilidade (que deve ir para o Congresso Nacional).

Assim, por favor, quem tiver prova de algum crime cometido por Dilma Rousseff, cumpra seu dever cidadão, e apresente essa(s) prova(s) ou ao STF ou ao CN. O Brasil agradece! Fora disso, é golpe. E disso o Brasil não precisa!

S O L T A S

. Em 2018, dizem, o deputado Jeová Campos (PSB) pode encontrar novas pedras no caminho da reeleição à Assembleia Legislativa da Paraíba.

. Com a nomeação do dep. Trócolli Júnior para seu secretariado e consequente ascensão de Olenka Maranhão à ALPB, o PMDB fica ainda mais próximo a Ricardo Coutinho (PSB), relegando o também deputado Manoel Júnior a quase absoluto isolamento.

. O PSB agora está na oposição ao governo Dilma Rousseff, mesmo com posição contrária de seus três governadores, entre eles Ricardo Coutinho (PB).

. Com a tal delação premiação de Francisco Justino, tem gente que não consegue mais dormir no sertão paraibano. Haja sonífero!

. Neste domingo (27) tem Debates Populares no TREM DAS ONZE com Zé Maria Gurgel, Rivelino Martins, Mariana Moreira, Adalberto Nogueira de padre Francivaldo Nascimento.

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É PRECISO PAUTAR NOSSO VOTO I

No nosso comentário anterior dissemos da imperiosa necessidade do eleitor se empoderar de dados mínimos das finanças municipais, afim de que não se deixe enganar por propostas e projetos aparentemente maravilhosos mas que, na prática, são inexequíveis.

Como fiz anteriormente, recomendo o endereço https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php , onde o (e)leitor poderá encontrar inúmeros dados oficiais sobre as finanças de seus municípios.

Sem isso, nós eleitores seremos presas fáceis para os discursos eloquentes e as promessas vãs dos muitos que ainda utilizam desses expedientes para conquistar nossos votos.

Sabendo aproximadamente quanto o município arrecada e quanto ele gasta para cumprir seus compromissos, teremos consciência de suas possibilidades de investimento. E assim, estaremos vacinados dos que gostam de prometer, prometer e prometer, fazendo da promessa sua grande bandeira política e, por vezes, conseguindo êxito.

Em Cajazeiras, não é diferente. De um lado, promessas. De outro, novamente promessas. E como alguém tem que ser eleito, empossado o vitorioso, as promessas viram peças sem qualquer valia.

Mas, afinal, temos como nos proteger disso? Claro que temos! Empoderar-se, como já dissemos, de dados mínimos das finanças do município, é a melhor forma. Mas existem outras.

Ora, um candidato que promete baixar o preço da galinha na feira e que promete construir dois pavimentos acima de um açougue público, por exemplo, ou está deliberadamente mentindo, ou é absolutamente ignorante das condições financeiras da edilidade e jurídica do cargo que pretende ocupar. E ambas, mentira e ignorância, são péssimas conselheiras para quem deseja administrar o bem público!

Afinal de contas, prefeito nenhum tem poder para obrigar um vendedor de galinhas a reduzir o preço das mesmas. A concorrência é livre e não está submetida aos desejos dos gestores de plantão. E cá pra nós, num tempo em que mal se paga os salários dos servidores em dia, afirmar que vai construir um prédio de dois andares acima de outro já existente, é estar num mundo de absoluta ilusão.

Não se iluda; não se deixe iludir com os candidatos. Cuidado com os que muito prometem.

S O L T A S

. O senador Cássio Cunha Lima não dá uma palavra sobre a operação de venda das carteiras da Cehap e do Ipep, que além de dar um prejuízo de mais de 200 milhões de reais ao Estado, impede hoje o Governo de promover a entrega das escrituras de 58 mil casas.

. Ao invés de se explicar a milhares de paraibanos, Cássio fica em Brasília tramando todos os dias contra o Governo Dilma, que trabalha para concluir a transposição do Rio São Francisco.

. Em cidades onde a eleição municipal é decidida em 1° turno, a existência de mais de uma candidatura de oposição só beneficia o(a) candidato(a) da situação. Essa é uma primeira equação a ser definida, se se quer disputar com chances de vitória!

. A propósito, o deputado José Aldemir já confidenciou a um detentor de mandato em Cajazeiras que só disputará a Prefeitura Municipal se houver união das oposições. Com mais de um candidato oposicionista, “tô fora”, avisou ele!

. A propósito, José Aldemir é o entrevistado deste domingo (23) do programa Trem das Onze.

 

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É PRECISO PAUTAR NOSSO VOTO

Vamos combinar: se a representação política não é a desejada nem esperada, a culpa é também nossa. Afinal de contas, não há no Brasil ninguém detentor de mandato eletivo que não tenha sido escolhido pelo voto popular. Voto ruim, político ruim! Político ruim, políticas ruins! Políticas ruins, vida ruim!

Precisamos melhorar a qualidade do nosso voto. É preciso pautar o voto.

Em 2016 teremos eleições para prefeitos e vereadores, não é? Então, como fazer para escolher o prefeito, por exemplo, quando todos os candidatos, indistintamente, vêm com os velhos jargões e promessas em favor da educação, da saúde, da infraestrutura, etc, etc, etc?

Ora, todos podem prometer tudo, é verdade. Mas você alguma vez perguntou a quem deu o seu voto como ele(a) faria o que estava prometendo?

Ou seja, é preciso o eleitor se empoderar de informações mínimas sobre a administração pública. Só assim saberá se é factível ou não o que lhe prometem! Desta forma você poderá de pronto excluir aquele(a) que promete o que não é possível realizar. Isso é pautar o voto!

Para tanto, um bom caminho é o Sagres do Tribunal de Contas do Estado (https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php).Lá, a disposição de todos, estão informações importantes da administração pública:receitas, despesas, empenhos, disponibilidades, licitações, obras, pessoal, veículos e credores.

Ora, detentor dessas informações o eleitor já terá controle mínimo da situação financeira do município para poder separar a verdade da falácia.

De formas que, está também em nossas mãos, melhorar nossa representação, ajudando a melhorar a política. O que não dá certo é votar por votar e depois ficar reclamando.

O voto é seu. A escolha é sua. A questão agora é ser responsável com você mesmo.

S O L T A S

. O senador Cássio perdeu a eleição na Paraíba e no Brasil. Agora quer a cassação do Governador e da Presidenta. E ainda fala em respeito ao voto popular?

. A Transposição do Rio São Francisco está se tornando realidade. Graças a Lula e Dilma. Os únicos que, em 500 anos, tiraram a obra do papel e a tornaram realidade!

. Para reflexão: cuidado com andaime; se as vigas que o sustentam cair, nem se termina a obra e nem se qualifica para o amanhã!

. Carlos Gildemar (professor) e Maninho (ouvidor) são nomes novos para a disputa de 2016 na Câmara Municipal de CZ.

. Ao dizer que a disputa pelo Conselho Tutelar de CZ é uma disputa política, o vereador Jucinério Félix não inventou nada. Disse apenas e simplesmente a verdade!

. Domingo a gente se encontra no TREM DAS ONZE.

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CÁSSIO POR TRÁS DE PÂMELA?

Tenho pensado seriamente em deixar de escrever sobre política, transformar este blog num cantinho de conversas amenas, de trocas de idéias e até mesmo em escolinha de receitas culinárias. A política está muito sebosa e fedendo. As intrigas de bastidores são de arrepiar cabelo de careca. Só quem está dentro sente.

Alguns políticos, que para o público exibem sorrisos inocentes e solidários, agem nos bastidores como pessoas anormais. Na ânsia de alcançar objetivos que satisfaçam suas ambições e vaidades,não medem distância, não respeitam sequer os mais frágeis.

Esse caso mais recente envolvendo a jornalista Pamela Bório, o garoto Henri Lorenzo e o governador Ricardo Coutinho,por exemplo, é algo que deixa o cidadão comum, ao tomar ciência do que está por trás de tudo, assustado.

Uma gravação disponibilizada ao público esta semana revela que a briga não é pela guarda da criança, mas para derrubar um político que alçou vôo de forma legítima, através do voto popular. E não pensem que a protagonista do golpe é a esposa dita abandonada e sem guarda do filho. A gravação diz bem claro que o mentor intelectual do golpe é o senador Cássio Cunha Lima,que não teria engolido a derrota para o governador e estaria movendo céus e terras para se vingar da humilhação pública.

A jornalista Pamela Bório diz na gravação que fazia consultas ao senador sobre a melhor estratégia a adotar para derrubar Coutinho. Ouçam quando ela se refere ao advogado que descartou por sugestão de Cássio, por ele ser sócio de um irmão de Roseana Meira. Isso diz tudo, não deixa margem para dúvidas.

Se não bastar, retorne no tempo e lembre da famosa gravação de suposta briga entre o casal Ricardo e Pamela, divulgada no fervor da campanha. Some-se a tudo isso as postagens feitas em plena campanha pela então esposa do governador detonando sua candidatura e pedindo apoio para o tucano e culmine com a famosa entrevista de uma babá levantando falso contra o governador, e você verá que a trama é feia e semelhante aos piores enredos de filmes policiais.

O senador, é claro, fica caladinho, dando o bote e escondendo as unhas.E no meio do fuzuê, uma criança de apenas quatro anos servindo de instrumento para vinganças de alcova e de dor de cotovelo eleitoral.

Por isso estou pensando em me transformar num autor de receitas culinárias.

Dá mais sabor e fede menos.

Fonte: blogdotiaolucena + Redação

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Bárbara realidade de nossa educação

A democracia só se completa com o voto popular.

A ‘qualidade’ do voto popular é diretamente proporcional ao grau de educação/conhecimento do eleitor. Dependendo desse grau, a democracia produz boas e más escolhas de nossos representantes.

Pois bem, o título e este artigo têm uma motivação: um vídeo postado pela jornalista Josy Brito no facebook. Tratava-se de uma gravação do programa “Passa ou Repassa”, apresentado por Celso Portiolli. Nele, disputam dois grupos de Funk intitulados ‘bonde das maravilhas’, de jovens meninas, e o ‘bonde do TNT’, de jovens rapazes.

Assistindo o vídeo, fica-se horrorizado com o mínimo conhecimento e o zero de poder dedutivo de ‘bondes’ que fazem sucesso com sua música, arrastando multidões de outros jovens, como se fossem ícones de alguma coisa! Como se tivessem algo a lhes ensinar!

Portiolli faz a primeira pergunta: “quantas raquetes um tenista possui nas mãos, para uma partida?” O representante do ‘bonde do TNT’ responde incríveis 3. Vocês já viram, já souberam ou já ouviram falar de algum tenista que jogasse com três raquetes? Resposta errada, e então, torta na cara!

A segunda pergunta: “qual é a quarta vogal do nosso alfabeto?” A representante do ‘bonde das maravilhas’, do alto de seu conhecimento musical, responde: U, letra U. “Mas o que é isso”, espanta-se o apresentador, sem acreditar em tanta ignorância. E por aí segue o vídeo com uma extensa fila de perguntas incrivelmente fáceis, com respostas incrivelmente erradas, e tome torta na cara, para delírio da plebe ignara.

Resumo da ópera: esta é a nossa realidade em termos de educação. Temos um povo “sem educação”, considerando-se educação, como diz o dicionário, “formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo”, e “Aperfeiçoamento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino.”

Ora, sem formação consciente e sem aperfeiçoamento das faculdades intelectuais e morais…, como o voto popular, principal célula da democracia, poderá fazer boas escolhas? E as más escolhas têm produzido o que temos visto: maus políticos. Com raras exceções!

S O L T A S

. O deputado Jeová Campos (PSB) está cuidando da saúde e se afasta do mandato por um bom período, para tratamento.

. Ponto para a administração municipal de Cajazeiras que implantou nova e moderna iluminação na Av. Eng Carlos Pires de Sá, além de fazer a recuperação asfáltica próximo à UFCG.

. A renovação dos quadros políticos de CZ se dá, aos poucos, não pela inserção natural de novos valores, mas forçosamente por decisões judiciais.

. Líder político do PSB de S.J. de Piranhas disse à coluna que, diferente do que foi dito, o empresário Chico Mendes votou contra o governador Ricardo Coutinho (PSB) nos dois turnos da eleição e não apenas em um, a exemplo do prefeito municipal Domingos Neto.

. O deputado José Aldemir pode ser candidato, mas não morre de amores para disputar a prefeitura de CZ. Nomes como João de Deus Quirino Filho e Pablo Leitão estão na sua agenda política para a terra do padre Rolim.

. Domingo é dia de informação. É dia do TREM DAS ONZE (www.fernandocaldeira.com.br)

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É NA DESUNIÃO A APOSTA DA SITUAÇÃO

Ainda tem muita coisa para acontecer, é verdade. Até porque temos mais de um ano para as eleições municipais, tempo suficiente para que, aquilo que é hoje não seja amanhã, e assim por diante. Qualquer exercício relativo ao resultado das urnas é, portanto, mera especulação.

Entretanto, independente do que vai acontecer, e o que tem para acontecer é muito forte, uma coisa está clara: o esquema da prefeita Denise Albuquerque, em Cajazeiras, aposta não só no que realizou sua gestão mas, acima de realizações, aposta na desunião das oposições! Esta sim é a aposta do esquema Denise/Carlos Antônio/Jeová para vencer novamente a eleição municipal na terra do padre Rolim.

Essa constatação não nasceu de minha imaginação, como podem pensar alguns. Não! Ela me foi dita por um membro do próprio esquema governista que, óbvio, pediu-me para não revelar sua identidade.

Segundo ele, quanto mais partidos e mais candidatos de oposição à prefeita Denise, mais fácil será a tarefa de sua reeleição. E a matemática é simples: quanto mais as oposições se dividem, mais se dividem os votos das oposições. E votos de oposição, divididos, têm muita chance de serem menores que os votos ‘unidos’ do governo! Como em Cajazeiras a eleição é num só turno, quem ganha com isso é a situação. Simples assim!

Desta forma, para quem imagina que quantidade de candidatos de oposição define a eleição em Cajazeiras, acertou: define a vitória do governo!

Logo, diferente do que possam estar imaginando os adversários do carlismo em Cajazeiras, candidaturas de Gobira (PSOL), Vituriano (PMDB) e Zé Aldemir (PEN) só ampliam o sorriso da situação, certa da vitória com essa divisão!

Se pretende ter alguma chance de encurralar os situacionistas e destronar o carlismo no município, a oposição cajazeirense precisará mais que bons nomes. Precisará de bons nomes sim, mas de união, principalmente!

Unida, com Gobira, Vituriano e Zé Aldemir, aí sim, a oposição pode pregar uma surpresa na situação!

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Léa não quer, mas…

Ela mesma me ligou para dizer que não está pleiteando nem fazendo qualquer tipo de gestão para ser a vice da prefeita Denise. Me refiro à vereadora licenciada Léa Silva Santos (DEM).

Ainda assim, permitam-me uma divagação futurista: acredito que exatamente sobre Léa Silva recairá a indicação da vice na chapa da prefeita Denise, candidata à reeleição. Por que?

Bem, resumidamente, é o seguinte: quem além da vereadora em questão pode abrir mão de dois cargos (Chefe da Casa Civil do Governo do Estado e Vereadora), o que facilita agregar aliados insatisfeitos e amplia a possibilidade de alianças? Resposta: NINGUÉM!

Ora, aprende-se cedo em política que o poder de arregimentação é diametralmente proporcional ao poder de ceder espaços! E enquanto Léa pode ceder duas vagas, o que têm outros possíveis pretendentes para ceder? Vocês se lembram da máxima adorada pelos políticos? “É dando que se recebe.” Lembram agora?

Assim, a engenharia política me leva a crer que, em condições normais de temperatura e pressão, quer dizer, sem cataclismas de surpresa, a escolha do vice de Denise passar por quatro pontos essenciais, a saber:

1°) a vereadora Léa Silva, hoje Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, retorna à CZ e será a vice de Denise;

2°) Jr. Araújo candidata-se a vereador e, em caso de vitória, habilita-se à disputa pela Presidência da Câmara com apoio do grupo;

3°) a saída de Léa na disputa por uma vaga na Câmara abre um ativo eleitoral enorme para ser rateado entre os que ficarem na disputa das vagas pelo grupo, acalmando possíveis insurgências, e

4°) para o lugar de Léa Silva na Casa Civil, caberia ao deputado Jeová Campos a indicação de um nome de seu agrado, que contaria com o apoio de todo grupo da prefeita, além do compromisso de renovar o apoio a Jeová Campos como deputado de Carlos Antônio e Denise Albuquerque.

Além de todo esse arranjo político partidário, diga-se de passagem, a indicação do nome de Léa Silva para vice de Denise pode arrefecer o atual ímpeto oposicionista do deputado estadual José Aldemir (PEN), vez que a vereadora Léa foi seu forte cabo eleitoral na última campanha, em Cajazeiras.

Bem, se isso tudo vai dar certo e vai mesmo acontecer, só o tempo dirá. Mas que acomoda senão todos, mas boa parte dos interesses político-partidários do esquema governista em Cajazeiras, isso acomoda!

S O L T A S

. É definitivo: deputado Zé Aldemir não vota nem apoia candidatura Denise Albuquerque à reeleição.

. Se Vituriano julga que entre 50 e 70% dos eleitorado é corrupto, como ele disse, só há um jeito de vencer eleição: corrompendo!

. Nepotismo e estelionato são as denúncias do vereador Expedito Leite (PSB) contra a administração da prefeita Lucrécia Adriana, que deu o calado por resposta, em Joca Claudino.

. Neste domingo (29) tem Debates Populares no Trem das Onze, com dois temas: 1°) Festividades juninas: dever do poder público? e 2°) Golpe e pressão política.

 

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FALA VITURIANO

“A falha mesmo hoje é a gente ser sério e honesto. Essa é a pior falha! Eu acredito que quem quiser continuar na vida pública tem que todos os dias virar bandido, só gostar de coisa ruim, não acreditar no povo, o povo induz você a ser sério e depois corre, 50 ou 70% do povo é corrupto. Eu prefiro sair, vou sair.”

Bem minha gente, se o ex-prefeito e ex-deputado Antônio Vituriano (PSC) não mudar de opinião, certamente não mais será candidato. A nada!

Afinal de contas, foi ele mesmo quem disse: “eu prefiro sair, vou sair.” É bem verdade que o disse num momento de fortes emoções de contrariedade com sua baixíssima votação, não conseguindo reeleição para a Assembleia Legislativa. Mas disse! E estando dito, como está, quem o desdiz senão ele próprio?

Em outras palavras, até que o próprio Vitu venha a público e diga que mudou de idéia, ele preferiu sair, e saiu!

Mas, imaginemos que o tempo, sanativo de muitas dores, tenha cicatrizado as mágoas e as feridas daquele insucesso eleitoral, a ponto do “leão” querer voltar a disputar eleições. Como se haverá o ex-prefeito com outras declarações suas igualmente comprometedoras?

Como Vituriano justificará que “a falha mesmo hoje é a gente ser sério e honesto!” De que forma pleitear representar o povo entendendo que ser sério e honesto na vida pública, é uma falha? Ele será desonesto?

Pedindo votos em cima dos palanques, como o ex-deputado se portará, depois de afirmar que “quem quiser continuar na vida pública tem que todos os dias virar bandido?” Ele se proporá a isso?

Como se querer dirigir uma cidade, sendo dela o seu prefeito, entrando portanto na vida pública, se uma das condições para isso é “não acreditar no povo?” Afinal se não se deve acreditar no povo, porque o povo deve nele acreditar?

Pior, se entre 50 ou 70% do povo é corrupto, como afirmou Vituriano, ou o candidato se corrompe para ter chance de vitória, ou já parte sabendo que não terá êxito. Vituriano se corromperá?

São questões que nascem de afirmações dele próprio! E só o próprio Vituriano é quem pode respondê-las.

Fala Vituriano!

S O L T A S

. Li esta semana que uma jornalista australiana deixou o jornalismo para ser prostituta. Pois bem, melhor deixar o jornalismo para ser prostituta, do que ser prostituta no jornalismo!

. Segundo o deputado Trócolli Júnior (PMDB), muitos dos nossos parlamentares federais “falam grosso na Paraíba e são pintinhos em Brasília!”

. Com as dificuldades naturais de toda administração pública, Denise Albuquerque faz um bom governo em Cajazeiras.

. Segundo Fernando Milanez, vereador do PMDB de JP, “em Brasília só se fala em prorrogação por dois anos dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, para haver coincidência de eleições a partir de 2018.”

. Fosse hoje a eleição, quem vc escolheria para Prefeito de Cajazeiras? Denise Albuquerque, Vituriano de Abreu, Antônio Gobira, Zé Aldemir ou outro candidato? Vote: www.fernandocaldeira.com.br

 

 

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Respeitem a inteligência do povo

O deputado estadual Anísio Maia (PT) deu declarações afirmando textualmente que “a bancada paraibana no Congresso Nacional é muda e só quer autopromoção.” O representante petista na Assembleia Legislativa fez tal afirmação ao avaliar a situação de extrema dificuldade hídrica que passa o Nordeste brasileiro, em geral, e a Paraíba, em particular. E Anísio Maia tem toda razão!

Com raras e honrosas exceções, a regra geral de nossa bancada federal é a de ‘cada um por si e a Paraíba que se vire!’ São deputados federais e senadores que não estão naquele Congresso para viabilizar caminhos para as demandas do povo que dizem representar. Só pensam em si e mais nada. Essa é que é a verdade!

Ora, minha gente, estamos quase em colapso d´água na maior parte da Paraíba, e o máximo que se vê são alguns desses “representantes” posando para fotos ao lado de ministros de Estado e de prefeitos municipais para, preparados os releases para a imprensa, surfarem na onda da sempre paga mídia, aparecendo como verdadeiros benfeitores da massa ignara.

Quando não é ao lado de ministros, esses senhores de gravata e paletó, sempre barbeados e de fala bonita se apresentam como os representantes que “disponibilizaram” emendas ao Orçamento da União beneficiando este ou aquele município.

Meu Deus do céu, se um deputado ou um senador não tiver competência para inserir emendas ao orçamento federal, digo agora como o famoso capitão Nascimento: “PEÇA PRA SAIR!”

O mínimo que podem fazer é isso. E ao fazer, não estão “disponibilizando” coisa alguma, vez que só se disponibiliza aquilo que se possui e, como o mandato parlamentar é delegação popular, nenhum deputado ou senador estará dispondo de nada seu em favor da coletividade. Estará, sim, utilizando o mandato que lhe foi outorgado. O que é de suas obrigações, diga-se de passagem.

Tem deles (deputados e senadores) que mal saem de Brasília para ouvir o povo. Também pudera, deixar a aprazível capital federal com aquele clima ameno para andar na quentura da Paraíba! Aí, o que fazem? Fotos, releases, fotos, releases, …, e mais fotos, releases, fotos, releases. De tal forma que , ao abrir um jornal, ou acessar um portal, o cidadão comum se depara com aqueles (congressistas) que quase nunca vêm à Paraíba, posando de bom moço e de congressista atento e diligente com as necessidades e o clamor da gente paraibana.

Agora mesmo, quando o governo federal corta 70 bilhões de reais do orçamento, aparece o senador Raimundo Lira (PMDB), em releases tornados matérias de jornais e portais, comunicando sua indicação para relator de uma comissão X, onde ele conseguirá a obra de duplicação da BR-230 de Campina Grande à Cajazeiras.  Dá para crer? Dá para alguém acreditar nisso? Dilma corta 70 bilhões, mas Lira consegue obra de 3 bilhões para o interior da Paraíba! Senador, tenha paciência!

Deputado Anísio Maia, o senhor tem razão!

Senhores deputados federais, senhores senadores, respeitem a inteligência do povo!

S O L T A S

. Parece que finalmente vão acabar com um grande mal nesse país: a reeleição!

. Prefeito André Gadelha convoca deputados federais a paralisar os trabalhos enquanto crise hídrica não for resolvida. Taí uma boa idéia. Difícil é achar deputado disposto à luta!

. Seca faz prefeito de Queimadas cancelar festejos juninos. E fez muito bem!

. TCE-PB constata déficits nos regimes de previdência dos municípios e passivos somam bilhões de Reais. Aí é o que se chama um problemão!

. MPF/PB e PF deflagram operação para combater tráfico da turmalina paraíba; Deputado paraibano envolvido. A ganância do homem não tem fim!

. Neste domingo (31) DEBATES POPULARES no Trem das Onze com Adalberto Nogueira, Mariana Moreira, Rivelino Martins, padre Francivaldo e Zé Maria Gurgel.

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Quem Cássio quer: Fabiano ou Zé?

Não faz muito tempo eles estavam juntos no mesmo palanque. Habitavam o mesmo espaço político e lutavam ombro a ombro em Cajazeiras e região para recolocar Cássio Cunha Lima no cargo de Governador da Paraíba.

Desfeito seus sonhos pela vontade do povo expressa nas urnas, eis que a sucessão municipal marca-lhes um novo encontro. Desta vez, ao que parece, não tão amistoso quanto o anterior.

Agora, Fabiano Gomes quer o que Zé Aldemir também quer: o controle do PSDB em Cajazeiras. E quem vai decidir essa parada é quem eles queriam ver governador novamente: Cássio Cunha Lima! Caberá ao ‘galo’, de Campina, dar as cartas no PSDB, de Cajazeiras!

Mas, e qual é a dificuldade, se ambos votaram nele e são seus aliados, deve estar perguntando você? A primeira dificuldade é que ao decidir entregar o PSDB de Cajazeiras a Fabiano, Cássio joga no limbo um deputado seu na Assembleia Legislativa. A segunda dificuldade é que se Cássio decidir em favor do seu deputado, estará decidindo contra um amigo. Mas isso não é tudo. Tem mais dificuldades para o senador campinense decidir com quem fica o tucanato cajazeirense!

Se decidir entregar a legenda que comanda ao “gordinho”, como tratam Fabiano, estará levando o PSDB a engrossar a fileira de partidos que se coligará com o PSB na reeleição da prefeita Denise Albuquerque , aliada do Governador Ricardo Coutinho (PSB). Sim, porque, ainda que aliado de Cássio na eleição de 2014, em 2016 FG vota com o grupo aliado de Ricardo em Cajazeiras. Será se Cássio está disposto a facilitar as coisas para os aliados do Mago na terra de padre Rolim?

De outra forma, se decidir entregar o comando partidário a Zé Aldemir, estará alimentando a fileira de partidos que se formará no apoio à candidatura oposicionista em Cajazeiras. Vale dizer, à candidatura contrária à apoiada por FG. Cássio estaria disposto a indispor-se com um dos poucos comunicadores fechado com sua prática política?

Seja como for, para além da escolha de um nome, há a escolha sobre de que lado ficará o PSDB de Cássio na sucessão municipal de Cajazeiras? Parece óbvia a resposta, mas pode não ser. Afinal de contas, se o PSDB ficar na oposição a Prefeita Denise Albuquerque(PSB), candidata à reeleição, estará do lado do deputado Zé Aldemir, que pode inclusive vir a ser o candidato. Porém, estará do lado contrário de coordenadores da campanha de Cássio em Cajazeiras e região, no caso o vice-prefeito Júnior Araújo (PTB) e do radialista Fabiano Gomes.

Afinal, quem Cássio quer: Fabiano ou Zé?

S O L T A S

. O senador Raimundo Lira (PMDB) e o deputado Wellington Roberto (PR), cajazeirenses, sequer compareceram à Audiência Pública da Zona Franca do Semiárido, em Cajazeiras.

. Falar nisso, quanta falta nos faz um Edme Tavares!

. Incrível como alguns gestores são irresponsáveis: em plena seca que já vai para o 4° ano, com educação, saúde e infraestrutura municipais capengas, ainda gastam dinheiro público com realização de festas.

. Falar nisso, alguns vereadores de Cajazeiras tomaram para si a realização de dois dias de Xamegão. Depois de muita conversa e fotos na mídia, desistiram do intento. É a velha máxima: “falar é fácil…”

. E enquanto alguns só pensam em festas, a Paraíba vai se acabando sem água nos seus açudes. Até quando elegeremos políticos festeiros ao invés de elegermos quem realmente se preocupa com coisas sérias?

. Neste domingo (24) o Trem das Onze entrevista o vice-prefeito de Cajazeiras, Júnior Araújo (PTB).

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MOMENTO DE UNIÃO

O provincianismo e a desinformação são péssimas companheiras do desenvolvimento regional que pleiteamos via Zona Franca do Semiárido.

Digo isso, a propósito de uma postagem que vi de relance no facebook onde um radialista, não sei se de Sousa ou de Patos, estaria a propagar que as lideranças daquelas cidades iniciariam um “trabalho” para retirar de Cajazeiras o centro da Zona Franca que se quer instalar no Nordeste.

A ser verdadeira a informação, patenteadas ficam a desinformação e o provincianismo, irmãs gêmeas da obscuridade, para ser leve.

Ora meus amigos, uma Zona Franca tem suas delimitações e, dentro delas, ‘todos os gatos são pardos.’ Nela não existem regiões melhores que outras, nem municípios mais privilegiados que outros, nem Estados mais contemplados que seus vizinhos. A Zona Franca, se efetivamente criada, passa a ser um novo território do ponto de vista econômico. Neste novo território, as regras valem para todos que, aí sim, nas suas individualidades de Estados e municípios, podem catalisar através de políticas de atração, mais empresas, mais indústrias e mais investimentos que outros.

Assim, criada a ZF, todos nela inseridos terão os mesmos benefícios oriundos do Governo Federal, ente a quem caberá, inicialmente, os ônus fiscais dela decorrentes. A posteriori, aí sim, os entes federados (Estados e Municípios) incluídos no “território” da Zona Franca poderão, individualmente, conceder os incentivos fiscais que julgarem convenientes dentro de suas jurisdições. Da soma destes com aqueles, nascerá a competitividade de cada Estado e cada município.

Sendo assim, não há privilégios à Cajazeiras por ser ela o centro da ZF do Semiárido. Sua escolha, dessa forma, não tem intenção de secundarizar outros em seu benefício.

Diferente, a escola da terra do padre Rolim para “epicentro” do terremoto econômico advindo da instalação de uma Zona Franca, parte do princípio de alcançar Estados, municípios e regiões interioranas do Nordeste, ciclicamente castigadas pelas intempéries climáticas e pela posição geográfica pouco favorecidas.

Cajazeiras, Sousa, Patos, e todos os demais municípios que gravitam ao redor, só para citar a Paraíba, são beneficiários diretos e igualitários da Zona Franca com que namoramos.
Falar em disputa entre eles para centrar este ‘novo território fiscal’ é alimentar um provincianismo caolho, carcomido e ultrapassado, e (des)informar a notícia como ela é.

Ao contrário disso, o que precisamos é unir esforços. O momento é de união!

S O L T A S

. Fui surpreendido esta semana com a propositura do deputado Renato Gadelha, que me concede o título de Cidadão Paraibano. Se há algum merecimento a justificar esta homenagem que muito me honra e que muito agradeço, são meus quase 35 anos de jornalismo neste Estado que me adotou vindo de São Paulo, e que me presenteou com esposa e quatro filhos.

. Igualmente agradeço aos deputados da Comissão de Constitução, Justiça e Redação que, à unanimidade, aprovaram a concessão da honraria. Meu obrigado a Jeová Campos, Branco Mendes, Trocolli Júnior, Camila Toscano, Estela Bezerra e Janduí Carneiro. Viva a Paraíba!

. Os deputados Rômulo Gouveia e Veneziano Vital do Rego, além da assessoria do senador Raimundo Lira, tomaram a iniciativa de justificar à coluna suas ausências hoje na audiência pública sobre a Zona Franca do Semiárido.

. A enquete do blog www.fernandocaldeira.com.br será encerrada neste domingo (17), dentro do programa Trem das Onze. Por enquanto está em 1º lugar Antônio Gobira (PSOL), seguido de perto por Adjamilton Pereira (PMDB).

. “A vida é muito curta para ser pequena!”

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Roberto Amaral: “precisamos construir uma alternativa de esquerda para 2018”

EXCLUSIVO – Ex-ministro de Ciência e Tecnologia do 1° governo Lula, Roberto Amaral está em João Pessoa a convite do Fórum Universitário da UFPB para proferir palestras sobre o momento político atual e sobre a mídia.

Em entrevista exclusiva ao blog, Roberto Amaral fala da falência do regime presidencialista no país, e considera suicídio do PSB, partido do qual é um dos fundadores, ter aderido ao PSDB na campanha de Aécio Neves.

O ex-ministro de Lula elogiou o governador Ricardo Coutinho, a quem qualificou de “um quadro exemplar da esquerda”, por sua posição de defesa do PSB como partido da base aliada do governo, em que pese a atual direção ter desvirtuado o posicionamento tradicional do partido.

Defendendo a Petrobrás do que ele imagina ser uma campanha para desnacionalizar aquela que é a maior empresa brasileira, Roberto Amaral defende o controle social da mídia e aconselha a Presidente Dilma Rousseff a não fazer concessões para a governança.

 

A ENTREVISTA

 

FC – Ministro, o sr. escreveu um artigo intitulado “A falência do presidencialismo.” O regime brasileiro é presidencialista. O Brasil está falido?

RA – Não. O Brasil está muito bem, obrigado. O que nós estamos vivendo é um crise de superestrutura. O presidencialismo a que me refiro é o presidencialismo de coalizão. É um presidencialismo que exauriu a suas possibilidades e é responsável pela crise política que nós estamos vivendo. O Presidente da República, eleito de forma majoritária pela população, lhe dá o mandato, mas no entanto não lhe oferece maioria no Congresso Nacional para que ele possa exercer, executar os compromissos que ele assumiu na campanha eleitoral. Então nós temos um poder executivo comprometido com a linha A e um poder legislativo que nós precisamos preservar, comprometido em combater essa linha. Isso dá um conflito. Para poder governar, o Presidente da República, o governador, o prefeito, qualquer chefe de executivo, tem que fazer uma coalizão. Ele só pode fazer coalizão com seus adversários. Então ele tem que trazer novos partidos para compor a maioria sem a qual ele não pode governar. Ou seja, para governar, ele tem que renunciar ao seu programa. Ou seja, ele tem que trair o seu programa o que, de certa forma, é uma fraude eleitoral.

 

FC – O sr. escreveu outro artigo intitulado “Harakiri ideológico do PSB.” O Harakiri é um ritual de autoflagelo dos japoneses que pode levar à morte. Exatamente o que o sr. quis expor quando tratou do Harakiri ideológico do PSB?

RA – Exatamente isso. Que o Partido Socialista Brasileiro, desnecessariamente, renunciou a sua história, renunciou a biografia dos seus ex-dirigentes e ex-fundadores, renunciou a sua ideologia por puro oportunismo. Isto é o harakiri ao qual me refiro. O harakiri é o rito japonês, que é bonito. Eu espero que os japoneses não se ofendam se eu comparei o ato do meu partido com o harakiri. Eu quero dizer que ele suicidou-se, assassinando a sua história. O que é fundamental aí, é que além disso, dessa traição à sua história, é um ato de burrice. Com a crise dos partidos de esquerda, o PSB tinha todas as condições de ser a alternativa da esquerda socialista e democrática. Ele renuncia a esse papel para ser o rebutalho, para ser um agregado, para ser um apêndice, um anexo do Partido da Social Democracia Brasileira.

 

FC – O governador da Paraíba é do seu partido e resiste a esse novo posicionamento do PSB. Dentro do partido, ele advoga o apoio à Presidenta Dilma Rousseff. O sr. acha que o governador está certo de fazer essa defesa, estando o PSB, majoritariamente, contrário a isso?

RA – Claro. Eu fiz isto. Erundina fez isto. Movimento sindical fez isto. A senadora Lídice da Mata fez isto. O movimento juventude fez isto. O deputado Glauber Braga fez isto. E principalmente fez o governador Ricardo Coutinho, com a sua dupla autoridade de um quadro exemplar da esquerda e de um governador. E mais do que isso, ele não apenas se pronunciou contra a adesão injustificada ao Aécio, como aqui na Paraíba ele apoiou a campanha da Presidente Dilma.

 

FC – Como é que o sr. vê essa história de Lava Jato, de Petrolão?

RA – Evidentemente que eu vejo com tristeza, vejo com apreensão, e vejo até com mágoa. Essa gente não está a altura dos que nos anos 40 e 50, dos estudantes, dos trabalhadores e de setores militares que foram às ruas do Brasil inteiro defender não só “O Petróleo é Nosso”, como a Petrobrás. A Petrobrás, porém, felizmente é uma empresa muito grande, ela detém know hall, ela detém tecnologia, ela detém extraordinário capital humano, ela é economicamente muito forte, ela tem atrás de si a riqueza do pré-sal, e isso vai assegurar a sua sobrevivência. Tudo de mal foi feito contra a Petrobrás, mas é preciso distinguir entre a necessária punição dos responsáveis pelos desmandos, com o que estão querendo fazer que é, ao invés de punir os crápulas, punir a empresa cortando seus investimentos, vendendo os seus ativos e especulando na bolsa de valores com as suas ações. A população brasileira precisa ficar atenta a isso, porque atrás da campanha da imprensa há uma tentativa de desnacionalizar a indústria do petróleo em nosso país. Isso é muito grave, porque vai levar à falência centenas de empresas brasileiras e vai levar ao desemprego milhares e milhares de trabalhadores. O complexo Petrobrás é responsável por 13% do PIB nacional. A crise da Petrobrás abala a economia brasileira.

 

FC – O que o sr. pensa da tese do controle social da mídia no Brasil?

RA – Nós temos o controle dos ônibus. O Estado controla as concessões de ônibus. O Estado controla as concessões das estradas. É obrigação do Estado controlar todas as concessões de serviço público. Os meios de comunicação de massa, radiofônicos e televisivos, são concessões de Estado. Por que não controlá-los. Não é controlar conteúdo. É controlar a exploração de mercado, é impedir o dumping, e controlar e impedir o oligopólio, é controlar o monopólio. Nós temos uma autarquia, o CADE, Conselho de Administração de Defesa da Economia, que impede o dumping na economia, que duas empresas se juntem para absorver o mercado. E nós permitimos que uma empresa tenha 60% da publicidade. Por que não controlar isso?

 

FC – Se a Presidenta Dilma lhe pedisse um conselho, o que o sr. diria a ela?

RA – Que ela não faça concessões na governança, que ela exija do partido dela uma autocrítica, que ela vá à sociedade, ocupe os meios de comunicação de massa para ela também fazer a sua autocrítica e chamar o povo, que a atenderá, para exercer o governo em novas bases.

 

FC – Em 2018, tem volta Lula?

RA – Não sei. Só a Pitonisa ou quem joga búzios.

 

FC – O sr. vê algum nome da esquerda…

RA – Hoje não. Hoje nós não temos nenhum nome. Nós precisamos construir esse nome, nós precisamos construir alternativas. Nós temos pouco menos de três anos para isso.

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O nosso dia ‘D’

Neste dia 15 de Maio comemora-se o Dia da Assistência Social, o Dia do Gerente de Banco, o Dia Internacional do Serviço de Informações Aeronáuticas, o Dia de Santo Isidro, o Dia Internacional da Latinidade, o Dia Internacional da Família e o Dia do Armamentista. É, vê-se, um dia importante.

A depender de nós, sertanejos da Paraíba, a história consagrará este dia, num futuro breve, também, como o nosso dia “D”. Afinal de contas, neste próximo dia 15 Cajazeiras sedia a 1ª. audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados para Criação da Zona Franca do Semiárido (PEC 019/11). E se a alguém resta qualquer dúvida dos benefícios daí decorrentes, basta dizer que com a ZFS, a maior parte do chamado polígono das secas do NE será enormemente beneficiado com a geração de empregos e rendas, como nunca antes na história.

Como diz o ditado popular, “cada macaco no seu galho”. Explico: há uma Comissão Especial da Câmara Federal discutindo e analisando este tema; essa Comissão inicia por Cajazeiras, dia 15 próximo, uma série de audiências públicas nas principais cidades das regiões alcançadas pela ZFS para ouvir suas lideranças políticas e sociais sobre suas expectativas e disposições.

A Comissão Especial está fazendo a sua parte. O que se quer, o que é necessário agora, é que as lideranças políticas e sociais da Paraíba façam a sua! De que forma? Como? Simples, como alguém que, esperando um bom futuro, encontra-o na porta de casa!

É exatamente isso o que estará acontecendo neste dia 15 em Cajazeiras. O futuro de crescimento que tanto o semiárido persegue e deseja, agora bate a porta. Abrimo-la, cumprimentemo-lo, estendemo-lhe tapete vermelho, saudemo-lo efusivamente, e mostremo-lhe que o desejamos.

Mas, para isso, é preciso que todos estejam presentes: Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores, Governador do Estado, Prefeitos, Vice-prefeitos, vereadores, AMASP, AVASP e outras lideranças políticas mais. E mais: Movimento Amigos de Cajazeiras (MAC), Associação Comercial e Industrial, Sindicatos patronais e de trabalhadores, Maçonaria, Rotary Clube, Lions Clube, AC2B, AC3, e a sociedade de toda região!

O próximo dia 15, pode ser o nosso dia ‘D’.

Mas o nosso dia ‘D’ depende de você! Faça a sua parte, se faça presente, convoque seu vereador, seu prefeito, seus deputados, seus senadores, seu governador, estimule seu vizinho a ir também.

Vamos lotar e encher de energias positivas essa audiência. O futuro que desejamos nunca esteve tão próximo de nós!

S O L T A S

. A Estância Termal Brejo das Freiras pode tornar-se um Hotel Escola da FecomércioPB. Conversações nesse sentido já estão em andamento e aguarda-se para breve uma proposta de Marconi Medeiros, presidente da entidade, que poderá comprá-la ou arrendá-la.

. O deputado Jeová Campos (PSB) mergulhou num silêncio tumular, logo após a imprensa especular que ele indicaria seu primo, Itamar Brasil, para vice da prefeita Denise Albuquerque (PSB). Quem cala, consente?

. O Presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, Nilson Lopes (PSD), engrossou o pescoço e foi na jugular do dep. José Aldemir (PEN): “ele será um traidor se romper com o grupo da situação; se mãe descer do céu e pedir pra eu votar em Zé Aldemir, eu não voto”.

. O dep. José Aldemir diz que só fala em sucessão municipal de Cajazeiras em 2016. Mas já trabalha nela desde agora!

.  A prefa. Denise (Cajazeiras), decidiu encarar: “estou pronta para enfrentar quem quer que seja.”

. À toda bancada federal paraibana enviei convocação de presença na Audiência Pública do próximo dia 15, em CZ. Até agora, apenas o deputado Rômulo Gouveia acusou recebimento: “Farei o possível para comparecer à Audiência Pública para discutir a criação da Zona Franca do Semiárido Nordestino. Contem comigo nessa matéria!”    

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Convocação geral

Não venham depois dizer que não sabiam, nem aleguem que não foram avisados. Prepare-se. Vem aí uma reviravolta!

Refiro-me ao que vem a caminho, em breve, para o semiárido paraibano: oportunidades! Isso mesmo, em breve seremos banhados por ondas de oportunidades que, se bem aproveitadas, serão a vara de condão a mudar absolutamente a face do nosso sertão.

Falo da segurança hídrica que será proporcionada pela chegada das águas do Rio São Francisco. O srs. já se deram conta do que isso representa? Não se trata apenas de seguridade na água para beber, e portanto para a vida. Fosse para isso, já seria muito. Mas é ainda mais; é além disso! É água que proporcionará irrigação, que significa produção, que significa mais renda, que significa mais emprego, que significa mais imposto, que significa mais saúde, que significa mais educação, que significa mais desenvolvimento, que significa crescimento! É disso que se trata! Os srs. já pensaram nisso? Os srs. já estão se preparando para isso?

Sim, por que as oportunidades, como disse, vão surgir. E como acontece em qualquer lugar do mundo, se os de casa não as aproveitam, os de fora vêm e as utilizam. Mas tem mais: tem também a zona franca do semiárido que, parece, vai ser mesmo aprovada em Brasília. Com a zona franca e a transposição, é a vez do sertão! Não tem como não crescer com esses dois vetores apontando o caminho do futuro!

Cabe-nos, então, projetar esse futuro. Preparar-se para sua chegada que, repito, será breve.

Sociedade civil organizada, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, candidatos a políticos,… está na hora de olhar para a frente que a todos divisa, e deixar de lado o olhar miúdo do próprio umbigo.

Não é mais tempo de priorizar projetos políticos pessoais, mas de unir esforços em torno de planejamentos estratégicos que catalisem a chegada dos bônus com os adventos da transposição e da zona franca.

Aliás, próximo dia 15, em Cajazeiras, realiza-se a primeira audiência pública da zona franca do semiárido. Os cajazeirenses têm obrigação de comparecer em massa e expor sua empolgação com o projeto. Vamos receber bem os visitantes. Vamos mostrar que só nos falta oportunidades, e a que a zona franca é uma delas!

S O L T A S

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Um novo fazer político

  • Fernando Caldeira

Sem precisar descer a méritos, salta aos olhos que a atual composição da Assembleia Legislativa da Paraíba é bem melhor que a anterior.

Tanto é verdade que, diferente de outros tempos não tão idos, hoje o Poder Legislativo debate, discute, encaminha e legisla. A Assembleia deixou de ser um ringue entre os que apoiam e os que não apoiam o governo, para ser a caixa de ressonância dos apelos sociais.

Essa mudança comportamental do Poder se deu sem que ninguém abrisse mão de suas características: situação continua apoiando o governo e oposição fiscalizando o governo. E assim tem que ser porque, como já dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra!”

A nova composição da Assembleia mostra que a Paraíba não quer um legislativo contra o executivo. Os paraibanos expressaram nas urnas que querem um legislativo autônomo, fiscalizador , crítico, sugestivo, contestador …, mas não um legislativo contra o executivo. Afinal, tanto um quanto outro são originários da vontade do povo. Legislativo e executivo são poderes emanados das urnas; portanto, são rebentos do povo. E sendo o povo que os constitui através de seus delegados (deputados e governador(a) ), não é razoável imaginar que os queira contrapostos.

Ao contrário, sem abrir mão cada qual de seu papel, a situação de apoio e base ao governo e a oposição de crítica e fiscalização, o que a Paraíba espera é que legislativo e executivo caminhem juntos. Pragmático, o povo sabe que a união faz a força!

Sendo assim, hoje temos um Poder Legislativo que estima o povo, porque constituído por uma situação que se dá ao respeito e não se genuflexa ao executivo, e uma oposição franca e propositiva que não pragueja nem exorciza o governante.

Resumindo, hoje na Paraíba cada um faz exatamente o serviço encomendado pelo povo nas urnas: a Assembleia legisla e o Governo executa. Bem feitos, ambos ofícios canalizam os esforços públicos no encaminhamento de soluções para os problemas da Paraíba, que não são poucos.

Esse novo entendimento do fazer político no Estado, a continuar, pode nos render excelentes frutos. Colhidos, esses frutos servirão ao desenvolvimento da Paraíba, e portanto ao povo paraibano. Esse ciclo virtuoso se fecha numa roda composta de reconhecimento popular, eleição dos representantes do povo, legislação e execução públicas em favor do Estado, frutos colhidos, reconhecimento popular, …., e o ciclo recomeça! Em outras palavras, quando cada um faz bem o papel que lhe cabe, todos ganham.

A Paraíba está aprendendo que é possível fazer política com “P” maiúsculo!

S O L T A S

. Falar em Poder Legislativo, parabéns à Câmara Municipal de Cajazeiras, que tem discutido, inclusive presencialmente nas comunidades, os problemas do povo. Um legislativo crítico, mas propositivo, é uma bússola excelente a qualquer administrador.

. Apesar dos chiliques de alguns doutores por decreto em relação ao assunto, o fato é que o povo continua a sofrer a “injustiça qualificada e manifesta” por conta da justiça tardia, fruto de uma celeridade processual que é uma piada e que afronta o bom senso dos que o tem!

. Enquanto o PMDB está cada vez mais aliado ao governador Ricardo Coutinho (PSB), algumas figuras do PT tenta afastá-lo mais e mais do governante paraibano, sendo Ricardo hoje, o governador que mais abertamente defenda a Presidenta Dilma Rousseff!

. E enquanto os senadores Aécio Neves e Cássio Cunha Lima batem bumbo todos os dias pela cassação de Dilma, o ex-presidente Fernando Henrique deu-lhes uma lição de cidadania: “impeachment não pode ser objeto de desejo.”

. Neste domingo (27) tem DEBATES POPULARES no Trem das Onze com Zé Maria Gurgel, Rivelino Martins, Padre Francivaldo, Mariana Moreira e a estreia de Adalberto Nogueira.

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FADADOS AO DESENVOLVIMENTO

* Fernando Caldeira

Acredite: chegou a hora do semiárido nordestino! Pode parecer um sonho, uma miragem, uma alucinação, mas não é. Chegou a vez de quem pouco teve vez neste Brasil.

Muito mais que um desejo ou uma esperança, trata-se de uma constatação, tal assertiva. Vários são os fatores que atualmente convergem para o inexorável desenvolvimento de nossa região, em que pesem fatores contrários como distância dos centros consumidores e pluviosidade.

Os dois fatores mais decisivos para a arrancada desenvolvimentista da região interiorana do Nordeste são, sem dúvida, pela ordem de importância, a Transposição do São Francisco e a criação da Zona Franca do Semiárido.

É bem verdade que a Transposição é ainda uma obra em andamento e a Zona Franca apenas uma proposta de emenda constitucional (PEC). Porém, no estágio em que tanto uma quanto outra se encontram, dificilmente elas serão paralisadas ou sofrerão retrocesso. Claro, há que lideranças políticas regionais manterem a ‘pressão’ sobre agentes e fatores que as determinam ou influenciam. Feito isso, com o permanente e imprescindível apoio popular, tanto Transposição quanto Zona Franca, serão realidades muito em breve.

E aí, haverá que se contar uma história do Semiárido antes e outra depois delas. A história antes, todos já conhecemos: falta d´água, desemprego, miséria… . A história depois é a que vem a galope de cavalo puro sangue trazendo novos tempos.

Não que unicamente por si ambas tenham o condão de transformar deserto em oásis. Mas são, sem dúvida, as molas propulsoras do desenvolvimento que tanto perseguimos, claro, a depender também de nossos próprios esforços.

Com a Transposição teremos algo fundamental: segurança hídrica. Água farta o tempo todo, faça chuva ou faça sol, como se diz. Fundamental, porque ninguém instala uma empresa ou uma indústria num ambiente vulnerável de água, vital para a vida humana. Esse primeiro e grande empecilho, teremos ultrapassado.

Com a criação da Zona Franca teremos a chegada de empresas, empresários, indústrias e industriais e, com eles, empregos e renda. Atraídos pelos benefícios fiscais federal, estaduais e municipais, aqui localizarão suas unidades produtoras que, para produzirem, terão que absorver nossa mão-de –obra. Mais gente empregada, mais gente ativa na economia, mais vendas, mais produção, mais empregos no comércio, e por aí vai uma corrente de benefícios que pode alcançar a sociedade toda de uma cidade e de uma região!

Podemos e devemos fazer nossa parte como cidadãos: ‘pressão’ em nossos representantes políticos e qualificação de nossa mão-de-obra via Escola Técnica Estadual, IFPB e Senac.

Feito isso, somos, acreditem, fadados ao desenvolvimento!

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OAB/CZ e democracia

“A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça”. (Rui Barbosa)

Não criei, não inventei e não menti. Fiz o que cabe à imprensa fazer: relatar a verdade!

E a verdade é que a nossa justiça é lenta, demorada e tardia. E justiça que tarda, ensinou Rui Barbosa, “não é senão injustiça qualificada e manifesta.”

Saiam de seus gabinetes refrigerados, ouçam o povo e então descobrirão a verdade que afirmei, que volto a reafirmar, e pela qual oabeanos de Cajazeiras parecem querer me crucificar.

Num artigo simples de cinco parágrafos onde abordo e lamento a demora judicial para julgar, o que é verdade aqui e alhures, em um, em apenas um, cito a OAB/Cajazeiras cobrando-lhe ser eficiente e operante ante o arrasto sem fim de processos na comarca. Nada além disso. Não destratei e não menosprezei nem OAB e nem ninguém. Apenas passei para o papel o que o povo diz nas ruas.

Foi o suficiente para acordar a ira e a cólera contra mim de alguns que se julgam acima do bem e do mal. Imaginando-se intocáveis, porque doutores por decreto, postam-se como verdugos à espera do pelourinho para açoitar-me. Com insinuações e ameaças veladas de processar-me, buscam o meu silêncio. Não o encontrarão!

Digo-vos: ao invés de utilizarem vossa energia contra um humilde jornalista, escravo dos fatos e da verdade, represem-na para utilizá-la no que realmente importa: a celeridade processual que todos buscam, principalmente o povo carente de justiça nesta Cajazeiras.

Lamento que membros da OAB, seccional Cajazeiras, não estejam acostumados ao exercício democrático. Lamento que cidadãos que estudaram Direito e, nele, Ética e Filosofia, não consigam assimilar o mínimo de contraditório ao que julgam ser certo. Lamento que jovens advogados que deveriam amar o debate, a liberdade e a democracia, como lhes ensinaram seus mestres, embevecidos pelo poder de dirigir uma entidade classista, prefiram flertar com a censura. Mas digo que desde já os perdoo. Afinal, isso é próprio da inexperiência dos que, com pouca idade, não conheceram a tristeza e a amargura de uma ditadura!

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Faz parte da democracia

Ir para a rua defender a Petrobrás faz parte da democracia.

Ir para a rua protestar contra volta da inflação, contra os ajustes econômicos determinados pelo governo também faz parte da democracia.

Afinal, no governo (cracia) do povo (demo) as manifestações públicas não apenas são toleradas como incentivadas. Faz parte do exercício cidadão a expressão da vontade.

Porém, é preciso que essas manifestações tragam verdades em seus propósitos. Que acima de interesses pessoais, grupais ou partidários, nelas estejam estampadas os interesses sociais.

O que a democracia brasileira precisa e quer ver é povo na rua defendendo, criticando, verbalizando ideias, preferências, opiniões…, etc mas, tudo de forma ordeira, urbana, civilizada. O que não apraz um regime democrático é o quebra quebra, o vandalismo, a intolerância, a violência, a incivilidade e tudo mais que não seja respeito às leis.

Não topar com a cara da Dilma, faz parte da democracia. Não gostar da barba do Lula, faz parte da democracia. Achar que o Aécio não serve para governar o país, também faz parte da democracia. Expressar isso nas ruas, igualmente faz parte da democracia.

Agora, apoiar-se em manifestações públicas para depredar o público e o privado, para agredir quem não concorda com sua opinião, bem, isso é caso de polícia. E pode dar cadeia. Faz parte da democracia!

S O L T A S

. O governador Ricardo Coutinho (PSB) endureceu o discurso quando indagado sobre afirmação do senador Cássio (PSDB) de que ele estaria quebrando o Estado: “Cada um tem direito a dizer as bobagens que queira, até quem está com desequilíbrio por conta do resultado eleitoral.”

. Depois de concluídas e inauguradas as seis primeiras Escola Técnicas na PB (duas deles já em funcionamento), “teremos mais 10”, informou o governador, lembrando que dos custos de suas edificações, o Estado entra com 42%.

. Talvez poucos saibam, mas o Tesouro Estadual é que arca com o pagamento de 76% do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação )na Paraíba.

. A oposição em Cajazeiras só tem um caminho: adotar e apoiar a candidatura Antônio Gobira (PSOL) para prefeito. Diferente disso, teremos duas candidaturas de oposição, cenário que os carlistas torcem para acontecer.

. Entendem eles que, partidas, as oposições contribuem para a reeleição de Denise Albuquerque (PSB).

. Ao que parece DEM e PTB vão se fundir numa só legenda unindo, na Paraíba, os Santiagos e os Morais.

. O Partido Progressista (PP), até agora, é o que mais tem integrantes investigados na Operação Lava Jato. Entre eles, o deputado federal paraibano Agnaldo Ribeiro.

. Com a economia em declínio, Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IR e IPI) vão com certeza cair. E com eles, caem junto o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

.  O blog fernandocaldeira.com.br está entre os dez blogs políticos mais lidos do Estado e já é o sexto mais acessado no Estado da Paraíba, atesta site internacional Alexa de medição de acessos de páginas de internet pelo mundo!

. Domingo, na inauguração do 2º lance de arquibancada do Perpetão, o Trem das Onze abre espaço para o futebol cajazeirense e conversa com o prof. e historiador do assunto, Reudesman Lopes.

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UEPB/federalização: por que não?

Talvez não seja este o momento mais propício para discutir a federalização ou não da UEPB. Não por conta da aceitação ou não aceitação da tese, mas pelo momento fiscal e economicamente difícil porque passa o país, levando a União a cortar verbas até nas Instituições Federais de Ensino Superior – IFE´s. E federalizar significa, em números, aumento de despesas para o governo central.

Mesmo assim, arrisco propor o início desse debate que, seja agora ou mais adiante, terá de ser travado. E por dois motivos principais: 1º) porque lá nos primórdios da criação da então Universidade Regional do Nordeste (URNe), hoje Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), já havia a ideia e o desejo duma federalização, e 2º) porque a competência do ente federativo estadual não é com o ensino superior.

Vamos aos fatos. Em março de 66 foi fundada por lei a URNe, que passaria a funcionar como autarquia municipal de Campina Grande. Em outubro de 87 a URNe foi estadualizada, passando a UEPB. O que muitos não sabem e outros muitos não dizem é que, da sua fundação até a sua estadualização, o sonho era sua federalização. Como esta não foi alcançada, conseguiram sua estadualização.

Logo, afaste-se desse debate, sua demonização. O tema não é novo e, de estadualizar para federalizar, a diferença é apenas passar de um ente federativo para outro. Diga-se de passagem, dum menor para um maior!

De outro lado, tanto a Constituição Federal em seu artigo 212, quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394) em seu artigo 10, normatizam o que é da obrigação do ente estadual com a educação. E, resumidamente, é investir 25% no mínimo de sua receita com o ensino médio, aí incluído o transporte escolar dos alunos da rede estadual.

Pois bem, sejamos francos: os 25% que o Estado da Paraíba aplica no ensino médio têm sido suficientes para fazê-lo da qualidade que queremos? Penso que não! Desta forma, que tal federalizar a UEPB e, aos 25% já investidos no ensino médio se somar o que até então era investido no ensino superior?

A federalização da UEPB não será boa apenas para o ensino médio da Paraíba, que poderá receber ainda maiores investimentos. Será bom também para a Universidade, alunos, professores e funcionários, que terão um ente federativo bem maior a ser seu mantenedor: a União!

Ou seja: federalizar a UEPB é realizar um sonho acalentado desde sempre na sua história; é garantir melhores condições salariais a professores e funcionários; é garantir portanto melhor qualidade de ensino a seus alunos e, ao mesmo tempo, é garantir disponibilidade financeira ao Governo do Estado para que invista mais no ensino médio, sua obrigação constitucional.

Mas a decisão de lutar pela federalização da UEPB, creio, não partirá nunca do governante paraibano, seja ele quem for. O receio de possíveis repercussões em encaminhar tão sensível discussão, faz do governante refém das conveniências políticas. Assim, é a sociedade quem deve encaminhar essa discussão, impondo-a à classe política. Afinal, como pagadora de impostos e portanto mantenedora originária e única do ensino público, cabe à sociedade determinar que se proceda ao que lhe parecer melhor para sua juventude!

 

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Decisão, choro, ranger de dentes e resultados

Diz o dito popular que “os astros e os números não mentem jamais.” Creio firmemente nisso, e portanto não faço parte do time que gosta de brigar com o calendário ou contrariar a matemática.

Assim, não dá para desconhecer ou não dar a importância devida a auspicioso registro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que coloca a Paraíba como o 1º Estado do Nordeste e o 4º do Brasil em Taxa de Crescimento Acumulado em 2014.

Isso mesmo, a Paraíba da seca, dos poucos recursos naturais, a pequena Paraíba de diminuta importância geopolítica, liderou seus irmãos nordestinos em termos de crescimento acumulado, deixando grandes Estados do Sul e Sudeste igualmente para trás.

Pelo dados do IBGE, apenas Distrito Federal (15,8%), Santa Catarina e Goiás (9,0%) ficaram na frente da Paraíba (8,8%). Todos os demais, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, etc…, ficaram pra trás! Ou seja, a Paraíba está a frente de 24 Estados brasileiros nesse quesito.

Mas, afinal, como chegamos aí? Que enxerimento é esse dessa terra tão distante dos centros das decisões políticas e econômicas? Como alguém tão a margem do destino traçado por Brasília, Rio e São Paulo pode ascender ao 4º lugar em crescimento?

E aí entra o título deste artigo “Decisão, choro, ranger de dentes e resultados”, que sintetiza, a nosso ver, a trajetória que levou a Paraíba a tomar assento na  primeira fila do crescimento nacional.

Explico: eleito governador, o socialista Ricardo Coutinho aplicou na administração estadual o que publica muito nas mídias sociais para sintetizar suas ações: “Fui eleito para fazer o que é certo, não o que agrada.” Ou seja: governador, Coutinho não contemporizou com o empreguismo, nem com o favorecimento salarial, nem com o famoso ‘jeitinho brasileiro’ que, se de um lado agrada a alguns, de outro emperra a máquina pública de produzir mais e melhor para todos.

Assim, da decisão tomada de restituir à administração estadual o sentido de res pública, seguiram-se choro e ranger de dentes de uma casta de “servidores” que vivia nas tetas do governo a sugar-lhe a riqueza produzida por todos. A sangria desatada em favor da casta foi debelada e, do que era o favorecimento de poucos, fez-se muito. Estradas ligando municípios antes isolados; UPA´s levando atendimento médico de qualidade e desafogando os hospitais de média e grande complexidade que, assim, também melhoraram seus serviços; implantação da data base do servidor público; valorização diferenciada de professores e policiais, enfim, o dinheiro que antes só percorria o caminho dos amigos do poder, hoje trilha as estradas do desenvolvimento paraibano, confirmado pelos números do IBGE!

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O pôker na política de CZ

Não se sabe ao certo a origem do pôker no mundo. Uns dizem que esse jogo de cartas é originário da região do Mississipi, nos EUA; outros atribuem a origem do jogo à Dinastia Sung, na China; alguns dizem que sua origem é Persa, outros falam em origem francesa, e por aí vai. O certo é que o pôker é hoje um jogo que populariza-se a cada dia.

De tal sorte é essa popularização que, até na política de Cajazeiras, sua prática começa a ser disseminada. Afinal de contas, conhecido como “jogo da trapaça”, qualquer semelhança àquela, não será mera coincidência! A diferença, a única diferença, é que no pôker se joga para fazer mais pontos e bater a partida, como se diz; na política local, se joga com as mesmas estratégias do pôker para se fortalecer politicamente e tirar vantagens eleitorais.

Os últimos acontecimentos e declarações envolvendo os principais personagens de nossa política municipal, sugerem-nos como exímios jogadores de pôker ou trapaça, como preferirem. Tal qual aquele jogo de cartas, nossa política local também tem má-fé, contrato fraudulento, ação ardilosa, cartas marcadas, ilusão, blefe, fingimento, simulação, manha, sagacidade, ardileza, armação, cilada, entre outros. E isso vale para um lado e para outro também! Ou seja, jogam pôker na política de Cajazeiras tanto os do lado governista como os da oposição. Cada qual usando táticas as mais variadas das que nominamos acima.

Mas, entre tantas delas existentes, como se viu, o blefe tem sido o preferido de nossos políticos. Blefar tem feito parte constante, diária mesmo, de muita gente que faz política na terra do padre Rolim.

Se diz uma coisa em Brasília, outra em João Pessoa e, em Cajazeiras, a conversa já é completamente diferente! Enfim, a tática blefe tem servido de menu preferido no deguste da nossa classe política, com raríssimas exceções.

Não imagine o nobre leitor que esta ou aquela declaração deste ou daquele político, corresponda a verdade. Pode ser, como pode não ser também. Tá quase todo mundo “jogando” (ilusão, ardil, fingimento, simulação, …) pra todos os lados na busca do melhor para cada um deles.

Mas, como no verdadeiro pôker, tem gente blefando, mentindo, iludindo, armando e simulando na política de Cajazeiras, achando que, ao final, vai ganhar a parada com um One Pair, na pura ilusão de que não encontrará ninguém que tenha um Royal Straight Flush para bater o jogo.

Sabem de nada, inocentes!

S O L T A S

. Ao comentar uma postagem do vice-prefeito de CZ, Jr. Araújo, no Face, onde ele afirmava que a prefeita Denise desejava o apoio do deputado José Aldemir (PEN) para sua campanha à reeleição, em 2016, a Secretária Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Léa Silva (DEM), afirmou: “É isso aí. A política é a arte de somar.”

. A questão é: Léa fala por si, como vereadora, ou pelo Governo do Estado, como Secretária?

. O jornalista Heron Cid não publicou em sua coluna nenhum desmentido do deputado Zé Aldemir (PEN) à sua nota publicada naquele espaço, onde se lia: “Ana Goldfarb, dona de faculdade privada, é o nome que o deputado José Aldemir estimula para enfrentar a prefeita Denise, em Cajazeiras.”

. A questão é: foi Zé que não desmentiu ou é Heron que não publica?

. O ex-prefeito de S.J. de Piranhas, Neto Lacerda, comporá o gabinete do deputado Jeová Campos.

. Neste domingo (22) tem DEBATES POPULARES no Trem das Onze!

 

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Quem cala consente

Finda a campanha eleitoral 2014, azedou de vez  uma relação que há tempos já não era lá uma Brastemp na política de Cajazeiras. Refiro-me ao relacionamento do deputado José Aldemir com o casal Carlos Antônio/Denise. Cá pra nós, há tempos ambas as partes conviviam uma sem acreditar muito na outra, aturando-se.

Como convinha à então candidata Denise estar próxima de Aldemir na sua eleição em 2012, as rusgas e desconfianças foram sendo toleradas.

Como convinha ao então candidato a reeleição José Aldemir estar próximo de Carlos/ Denise em 2014, rusgas e desconfianças novamente foram relevadas.

E entre uma eleição e outra, os interesses de ambos os lados funcionaram como argamassa a unir suas indisfarçáveis diferenças. Até que, eleito ela e eleito ele, rusgas, desconfianças e diferenças explodiram de lado a lado tornando visível a todos o que por tempos lhes fora escondido.

É bem verdade que há tentativas de por panos mornos nessa fervura buscando uma (re)união do que nunca foi efetivamente unido! Nesse time joga, por exemplo, a Secretária Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Léa Silva (DEM), aliada do casal e eleitora do deputado. Mas, ao que parece, seus esforços não têm rendido bons frutos.

Prova disso é a reticência de Zé em declarar apoio à reeleição de Denise. Se o relacionamento das partes estivesse bom, se houvesse confiança, não haveria motivo para o tal “só trato de eleição municipal em 2016.” Mais que isso foi o fato do parlamentar estadual não desmentir informação do jornalista Heron Cid, publicada em sua coluna (jornal Correio da Paraíba – 10.02.14) onde revelava que: “Ana Goldfarb, dona de faculdade privada, é o nome estimulado pelo deputado Zé Aldemir (PEN) para disputar contra a prefeita Denise Oliveira (PSB), de Cajazeiras.”

Fosse inverídica, a nota seria desmentida por Zé Aldemir, o que não aconteceu. Ao contrário, preferiu silenciar, calar. E já diz o ditado: quem cala, consente!

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É preciso respeitar a decisão popular

Por definição clássica democracia é o governo do povo. E governo do povo é o alçado àquela condição pelo voto direto, secreto e universal. Resumindo: na democracia só há governo se escolhido pelo povo!

Pois bem, no Brasil temos um regime democrático instalado e com governo recém eleito e empossado. Cumpriram-se todas as etapas de uma eleição para, ao final, termos um eleito. E este, seja quem for, encarna a vontade da maioria dos eleitores do país. E esta vontade precisa ser respeitada.

O que vejo hoje no país, não só contraria a vontade expressa nas urnas, como atenta contra o bom senso de nossa sociedade. Refiro-me ao bochicho aqui e acolá sobre o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Contra a vontade das urnas, claro, pois a maioria decidiu-se pela candidata petista. Contra o bom senso da sociedade, pois para que se dê o impedimento ou a impugnação de Dilma, é preciso apresentar denúncia e provar que ela cometeu algum crime de responsabilidade, conforme prescreve a Lei nº 1.079, que “define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento.” E quem se der ao trabalho de lê-la verá que em nenhum dos crimes elencados em seus artigos pode ser incursa a chefe da nação.

O petrolão, alcunha do escândalo da Petrobrás, choca a todos os brasileiros, mas aí não há crime de responsabilidade da Presidenta, posto que o caso envolve empreiteiros, ex-diretores daquela empresa e deputados e senadores, conforme se comenta. Ora, como responsabilizar a chefe da nação pelo que terceiros fizeram? Já os aumentos de preços e o governar diferente do que fora prometido em campanha, causa espécie e alcança todos os brasileiros. Mas aí também não há crime de responsabilidade. Há descompromisso e quebra da palavra empenhada na campanha, o que podemos chamar de estelionato eleitoral.

Que muitos do povo estejam contrariado com tudo que está acontecendo no país, e por isso falem em impeachment, se entende. O povo não tem obrigação de dominar o assunto e saber quando, como e de que forma ele cabe. Mas, senadores e deputados falando nisso ou é desconhecimento da lei, o que é lamentável para quem é legislador, ou é atentado/golpe contra a democracia, o que é criminoso!

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Deca: exemplo que a vida dá

É incontroverso entre a maioria dos sertanejos da região de Cajazeiras que, depois de Edme Tavares, nunca mais o Alto Sertão desfrutou da atenção que merece na Câmara dos Deputados. Diferente dos demais que tentaram sucedê-lo nessa tarefa, Edme tinha o que os demais não têm: a filiação original à cidade e à região! Ou seja, por mais que se esforcem, os deputados que aqui são votados nunca alcançarão o amor à terra e à gente que tem um conterrâneo. Isso é inegável.

Cajazeiras e o Alto Sertão carecem de um deputado federal nato de suas raízes, de suas entranhas. E, sinceramente, um dos nomes que vejo apto a levantar a bandeira sertaneja na Câmara Federal é o do empresário Deca.

Não se trata apenas do Deca empresário bem sucedido. Se trate do Deca filho legítimo do sertão, do Deca comerciário, balconista, do Deca absolutamente imerso nas coisas da região, desde o seu nascedouro. Se trata de alguém que aqui nasceu, aqui se criou, aqui trabalhou, cresceu e venceu. Se trata de alguém que expandiu seus negócios além sertão, sem nunca deixar de registrar seus vínculos filial e comercial à terra.

Temerário aqui afirmar que, eleito, Deca seria melhor que Edme Tavares para esta região. Mas com certeza, absoluta certeza, seria mais comprometido, mais cobrado, e certamente mais atuante para as demandas específicas das cidades da região e sua gente, que nossos atuais deputados.

Competência não lhe falta! Menino pobre de Uiraúna, Deca foi da roça, da roça foi ser balconista em Cajazeiras, de balconista passou a pequeno empresário, e daí pra frente, bafejado pela sorte dos que acreditam na força do trabalho, muito trabalho, tornou-se um dos maiores atacadistas do Brasil.

História, passada e presente, ele tem. Experiência também tem. O que falta saber é se Deca aceita ser candidato para nos representar. E isso depende de muitas variáveis, inclusive da aceitação popular à tese da necessidade de um filho legítimo na Câmara, e de seu nome.

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JP é a cidade mais violenta do país?

O título vem a propósito de uma manchete do Jornal da Paraíba (23/01/14 – Geral, p.7): “JP é a mais violenta do país.” Segundo a matéria, a “informação foi divulgada pela ONG mexicana Seguridad, Justicia y Paz” e, segundo ela, “João Pessoa possui o maior índice de homicídios por habitantes, situando-se no primeiro lugar do ranking das cidades mais violentas do país.” E continua: “em uma escala mundial, a capital é considerada o 4º município mais violento do mundo.”

Que nossa capital sofre com violência, todos sabemos, posto que todos neste planeta sofrem, sem exceção. Não dá pra querer ser uma ilha de paz num mar de conflitos! Mas daí a ser considerada a mais violenta do país e a 4ª. do mundo, dá pra desconfiar. Primeiro porque os cálculos que a ONG mexicana faz, segundo nota de contestação desses dados da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), baseiam-se, segundo a própria ONG, em “notícias reproduzidas pela mídia e projeção com uma metodologia não explicada para o ano todo.” Segundo porque resido na capital das acácias há mais de 10 anos, frequentando cinemas, shoppings, bares, restaurantes, praias, andando por suas ruas e, sinceramente, não sinto nem vejo essa violência vanguardista de João Pessoa. Sentimento que, aliás, é compartilhado pela maioria das pessoas com que tratei do assunto.

Temos sim violência. Porém, nessa perspectiva apresentada pela organização mexicana, repito, desconfio. Desconfio que há interesses inconfessáveis por trás disso. Logo agora que João Pessoa é a bola da vez do turismo nacional? Logo agora que o Brasil e o mundo começam a descobrir as belezas desta terra tabajara? Sei não, to desconfiado todo! Até porque soube, por nota da Secretaria de Segurança do Estado, que os dados com os quais a ONG trabalha não tomam por base fontes oficiais de informação. Na nota, a Seds informa que “de acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da secretaria, a capital da Paraíba teve 481 assassinatos em 2014, e não 620 conforme o apresentado no estudo. Isso é 7% a menos do que o contabilizado em 2013, que foi 515. “Dessa forma”, continua a nota, “a publicação traz uma quantidade de homicídios 29% maior do que a realidade para o ano passado.” Ou seja, os dados da ONG são errados! E errados para maior!

Erro de estatística? Má fé? Interesses contrariados? Quem sabe?

O que posso dizer é que não acredito ser nossa capital, como diz a ONG, a cidade mais violenta do Brasil e a 4ª do mundo. Por que? Por tudo que já explicitei e mais: porque é a própria organização mexicana que, em resposta à Secretaria de Segurança de Goiás que havia contestado seus dados, afirma que “utilicemos fuentes alternativas de información cuando no hay datos oficiales disponibles.” Ou seja, ela assume que não utiliza fontes oficiais. E assume isso dizendo ser válido quando não existem dados oficiais, o que não é verdadeiro quanto à Paraíba: “perfectamente válido recurrir a fuentes alternativas de información cuando los datos oficiales no están disponibles.” Ou seja, a ONG vai ainda mais longe quando também assume ser legítimo estimar como um esforço de aproximação: “a falta de datos completos es legítimo estimar como un primer esfuerzo de aproximación.”

Pra quem desejar ver essas afirmações da ONG mexicana e tirar a limpo o que escrevo, é só acessar no site http://www.seguridadjusticiaypaz.org.mx/, e procurar matéria cuja manchete é “Respuesta a la crítica que la Secretaría de Seguridad Pública del Estado de Goiás hace al Ranking de las 50 Ciudades más Violentas del Mundo (2014).”

De forma que, respeitando mas desacreditando no que los hermanos asseguram, vou continuar a desfrutar da capital das acácias, de suas praias, seus shoppings, seus bares e restaurantes, como sempre fiz, certo de que não somos uma ilha de paz num mar de violência!

Domingo tem notícias, informação e bastidores. Domingo tem TREM DAS ONZE! (http://www.radioaltopiranhas.com.br/)